Dafra NH 300 ou Shineray Flash 250?
As duas lado a lado, com os números das fichas, o preço na FIPE, quanto cada uma desvaloriza e as peças de manutenção.
Ficha lado a lado
| NH 300 | Flash 250 | |
|---|---|---|
| Versão comparada | NH 300 2024–2027 | Flash 250 EFI 2025–2026 |
| Preço FIPE | R$ 22.988 (2027) | R$ 20.954 (2026) (vantagem) |
| Cilindrada | 300 cc (vantagem) | 250 cc |
| Potência | 25,2 cv | 27,9 cv (vantagem) |
| Torque | 2,45 kgf.m a 6.000 rpm | 22,5 N.m a 7.250 rpm |
| Peso | 154,3 kg | 137 kg (vantagem) |
| Peso por cv | 6,1 kg/cv | 4,9 kg/cv (vantagem) |
| Tanque | 11 L | 13,5 L (vantagem) |
| Altura do banco | – | 780 mm |
| Combustível | Gasolina | Gasolina |
| Alimentação | Injeção eletrônica | Injeção eletrônica |
| Partida | Elétrica | – |
| Câmbio | Manual | Manual |
| Transmissão final | Corrente | Corrente |
| Freio dianteiro | Disco | – |
| Freio traseiro | Disco | – |
| Calibragem | – | dianteiro 32 psi; traseiro 36 psi (só piloto e com garupa) |
Dados da ficha de cada geração no catálogo e da tabela FIPE (outubro de 2026). Em destaque, o melhor número quando há uma vantagem clara.
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Anunciar nesta páginaNH 300 ou Flash 250: o resumo
Comparando ficha com ficha e a FIPE das duas, o resultado não é de goleada: cada uma ganha em alguns pontos.
- A Dafra NH 300: empata ou fica atrás nos números da ficha; a escolha por ela passa por gosto, rede de oficinas e oferta na sua cidade.
- A Shineray Flash 250: mais potência, melhor relação peso/potência, menos peso, tanque maior, preço menor.
Abaixo, cada diferença explicada; na tabela, a ficha das duas lado a lado.
Quem anda mais
Na cilindrada, são 300 cc na Dafra NH 300 contra 250 cc na Shineray Flash 250. Pela ficha do fabricante, a potência é de 25,2 cv a 7.500 rpm na Dafra NH 300 e de 27,9 cv a 9.500 rpm na Shineray Flash 250. O torque fica em 2,45 kgf.m a 6.000 rpm contra 22,5 N.m a 7.250 rpm.
Com 2,7 cv a mais, a Shineray Flash 250 chega mais rápido à velocidade de estrada e mantém o ritmo com menos esforço. Isso não significa que a Dafra NH 300 seja fraca: tudo depende do seu trajeto. Diferença de poucos cavalos some no anda e para urbano; diferença maior se sente em toda ultrapassagem. Antes de pagar por potência, veja se o seu uso pede esse extra.
Na conta de peso por cavalo, são 6,1 kg/cv na Dafra NH 300 e 4,9 kg/cv na Shineray Flash 250.
Potência sozinha não diz tudo; o que conta é quanto peso o motor precisa empurrar. Nessa conta, a Shineray Flash 250 sai na frente da Dafra NH 300. Isso se traduz em arrancadas mais rápidas e ultrapassagens mais curtas, principalmente com a moto carregada. Se a diferença na relação for pequena, você mal vai notar. Se for grande, ela aparece em cada saída de semáforo.
Uso e conforto
Nos números de fábrica, a Dafra NH 300 pesa 154 kg e a Shineray Flash 250, 137 kg; os tanques levam 11,0 e 13,5 litros.
São 17 kg de diferença a favor da Shineray Flash 250. Moto mais leve é mais fácil de equilibrar em baixa velocidade, de levantar depois de uma queda boba e de conduzir no corredor entre os carros. A Dafra NH 300, mais pesada, costuma transmitir mais estabilidade em velocidade alta e com vento lateral. Se o seu uso é cidade e manobra, o peso menor conta mais.
São 2,5 litros de capacidade a mais na Shineray Flash 250. Quem viaja, trabalha rodando o dia inteiro ou mora longe dos postos sente essa vantagem: menos tempo parado e menos preocupação com o ponteiro. Para trajetos curtos, a diferença é quase só de comodidade. Vale lembrar que a autonomia depende também do consumo, e a Dafra NH 300 pode compensar parte da diferença se gastar menos.
Como as duas freiam
Nos freios, a Dafra NH 300 usa freio disco na frente, disco atrás; a Shineray Flash 250, o conjunto da ficha.
Nesse ponto, as duas estão no mesmo nível pela ficha: a escolha não precisa passar pelos freios.
Quanto custam e quanto perdem de valor
Na tabela FIPE de outubro de 2026, a NH 300 2027 vale R$ 22.988 e a Flash 250 EFI 2026, R$ 20.954.
Na média de mercado medida pela FIPE, a Shineray Flash 250 vale 9% menos que a Dafra NH 300. Para quem tem orçamento apertado, isso pode decidir a compra. Só não esqueça que o preço de compra é uma parte da conta: seguro, peças e revisões também entram. E, na hora de comprar usada, uma unidade bem cuidada pode valer mais do que a tabela indica.
Peças de troca: as medidas de cada uma
As medidas das peças de troca mais comuns, uma ao lado da outra, com link para a página de cada peça:
Qual das duas é a certa para você
Não existe moto melhor em tudo, e a Dafra NH 300 e a Shineray Flash 250 não fogem disso. O que existe é a moto que combina com seu trajeto, seu corpo e seu orçamento. Use os critérios a seguir para pesar as diferenças da tabela e chegar a uma escolha que faça sentido daqui a alguns anos, e não só na saída da loja.
- Se a moto é para trabalhar. Moto de trabalho é ferramenta, e ferramenta parada dá prejuízo. Antes de escolher, pense no custo por quilômetro, na rapidez para conseguir peça e oficina e no conforto depois de um dia inteiro em cima dela. Bagageiro, suporte para baú e facilidade para levar carga entram na conta. Entre duas motos parecidas, a mais simples de manter tende a sair na frente.
- Pense na revenda. Pense já na hora de vender. Modelos com muita procura encontram comprador rápido, enquanto modelos raros podem demorar, mesmo bem conservados. Itens que o mercado valoriza, como freio com ABS, ajudam na negociação. Use a desvalorização mostrada nesta comparação como referência e lembre que manutenção em dia e notas guardadas valem dinheiro na revenda.
- Terra, buraco e piso ruim. Piso ruim castiga a moto e quem pilota. Para esse uso, prefira a que tem suspensão mais macia e com mais curso, roda que aguenta pancada e pneu com desenho adequado. O peso também conta, porque moto leve é mais fácil de controlar quando a traseira escorrega. Pense em quantas vezes por semana você enfrenta esse tipo de chão e dê o peso certo a esses itens da comparação.
- Se o uso é cidade todo dia. No trânsito urbano, o que mais conta é agilidade, peso baixo, freio confiável e conforto no anda e para. Potência e velocidade máxima importam pouco quando você mal passa da terceira marcha. Veja qual das duas é mais fácil de manobrar no corredor, de estacionar e de segurar no semáforo. Espelhos, raio de giro e embreagem leve também fazem diferença ao longo do dia.
- O que vem junto na street. Duas streets parecidas costumam se separar pelo que vem junto: freio dianteiro, ABS ou CBS, partida elétrica, roda de liga e painel. Pergunte-se quais desses itens fazem falta no seu dia a dia. Para cidade, conforto e economia dominam; para cidade e estrada, freio e motor ganham importância. A moto que combina com essa rotina costuma ser a melhor compra.
- Faça o test-ride das duas. Se puder, pilote as duas no mesmo dia e, de preferência, no mesmo trajeto. Diferenças de freio, suspensão, câmbio e posição que parecem pequenas na tabela ficam evidentes em poucos minutos. Passe por uma lombada, faça uma frenagem firme em local seguro, manobre em baixa velocidade e repare em como o corpo se sente no fim. Muitas concessionárias oferecem test-ride; nas usadas, combine com o vendedor.
- Cote o seguro antes. Não deixe para cotar o seguro depois da compra. Modelos muito procurados no mercado de usadas costumam ser também os mais visados, e isso aparece no preço da apólice. Peça orçamento das duas com os mesmos dados e compare a franquia, não só o valor anual. Se a moto vai ficar na rua, considere também trava, alarme ou rastreador na conta.
Compare com outros modelos
Também comparamos:
Perguntas frequentes
Qual é mais potente, NH 300 ou Flash 250?
A Shineray Flash 250, com 27,9 cv contra 25,2 cv, pela ficha do fabricante.
Qual custa menos na FIPE?
Na FIPE de outubro de 2026, a Flash 250 EFI 2026, com R$ 20.954. A outra sai por R$ 22.988.
Qual tem o tanque maior?
Pela ficha, 11,0 litros na Dafra NH 300 e 13,5 na Shineray Flash 250. A autonomia real depende do consumo, que muda com o uso.
Qual das duas tem peça mais barata?
Em geral, moto mais simples e mais popular tem peça mais barata e mais oferta de marcas paralelas. Mas a resposta certa vem do orçamento: compare o preço das peças de desgaste das duas numa loja de confiança e o intervalo de revisões no manual. As medidas iguais, mostradas nesta página, indicam onde o custo deve ser parecido.
Em qual das duas o garupa vai mais confortável?
Para o garupa, contam o tamanho do banco de trás, a posição das pedaleiras e a existência de alças. Para quem pilota, torque e freio pesam mais, porque a moto carregada demora mais para acelerar e para parar. Veja esses itens na tabela desta página e, se possível, leve quem costuma ir junto para sentar nas duas.
Qual das duas viaja melhor?
Para estrada, olhe na tabela desta página potência, torque, tamanho do tanque e freios. Mais fôlego ajuda nas ultrapassagens, tanque maior aumenta a autonomia e freio a disco com ABS dá segurança em velocidade. Conforto do banco e proteção contra o vento não aparecem nos números, então vale testar as duas num trajeto mais longo.
A mais potente é sempre a melhor escolha?
Depende do seu uso. Para quem roda em rodovia ou leva garupa com frequência, a sobra de potência dá segurança nas ultrapassagens e cansa menos. Para quem só roda na cidade, raramente compensa. Olhe também o peso: a relação peso/potência, mostrada nesta página, diz mais sobre o desempenho do que a potência sozinha.
Qual das duas é mais cara de segurar?
Só a cotação responde. Modelos parecidos podem ter seguros bem diferentes por causa do índice de roubo, do preço de mercado e do custo das peças. Faça a simulação das duas antes de comprar, com o endereço onde a moto vai dormir, e inclua esse valor no custo anual de cada uma.