Motos street
Motos de uso diário na cidade, econômicas e fáceis de manter. São 250 versões de 38 marcas vendidas no Brasil desde 1990.
Escolha a marca
- Honda 40
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- Miza 3
- Super Soco 3
- Wuyang 3
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- Kahena 2
- Motorino 2
- Watts 2
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- Brandy 1
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- Hartford 1
- Jiapeng Volcano 1
- Kymco 1
- Pegassi 1
- Vento 1
- Voltz 1
Lojas e oficinas de motos street
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Shineray Jef 170169 cc, 2026–2027
SBM 150 S New Jef150 cc, 2026
SBM 250 S250 cc, 2026–2027- SBM Flash 250250 cc, 2026
SBM Titanium 250250 cc, 2026
Bajaj Dominar NS160160 cc, 2026–2027
Bajaj Dominar NS200200 cc, 2026–2027
Bajaj Pulsar N150150 cc, 2026–2027
Yamaha Factor 150149 cc, flex, 2025–2026
Yamaha Factor 150 DX149 cc, flex, 2025–2026- Yamaha Fazer FZ15 Connected149 cc, flex, 2025–2027
- Yamaha Fazer FZ25 Connected249 cc, 2025–2026
Shineray Flash 250 EFI250 cc, 2025–2026
Shineray Free 150 EFI149 cc, 2025–2026
Shineray Jef 150 S149 cc, 2025–2026
Shineray Storm 200 EFI198 cc, 2025–2026- Shineray Titanium 250 EFI250 cc, 2025–2026
Dafra NHX 190190 cc, 2025–2027
Haojue DK 160 S162 cc, 2025–2027
Haojue DR 160 S162 cc, 2025–2027
Moto street é a moto "de rua" no sentido mais simples: guidão alto, banco reto, motor monocilíndrico pequeno e nada de carenagem grande. É o tipo mais vendido no Brasil porque resolve o básico com pouco gasto: leva você ao trabalho, aguenta entrega, roda com garupa e tem peça em qualquer cidade. Para pilotar, você precisa da CNH categoria A.
O que define uma moto street
A street é a moto pensada para o asfalto do dia a dia, sem especialização. Cada parte dela segue essa lógica.
- Posição de pilotagem: tronco ereto, braços relaxados e pés logo abaixo do quadril. É a posição mais neutra que existe, boa para quem passa horas no trânsito e precisa olhar para os lados o tempo todo.
- Motor: quase sempre um monocilíndrico de quatro tempos, com injeção eletrônica nas versões atuais e, em muitos modelos, flex. O foco é torque em baixa rotação e consumo baixo, não velocidade final.
- Quadro: de tubos de aço, simples e fácil de reparar. Não é feito para render em pista, e sim para durar e custar pouco.
- Suspensão: garfo telescópico na frente e balança com amortecedor atrás. O curso é curto e a calibragem é pensada para piloto mais garupa em rua asfaltada.
- Rodas e pneus: rodas de liga leve na maioria dos modelos novos, com pneus estreitos de uso misto urbano, que duram bastante e custam pouco para trocar.
- Freios: disco na frente e tambor ou disco atrás, com sistema combinado (CBS) ou ABS conforme a versão.
Algumas streets maiores, de 250 cc a 300 cc, ganham visual mais agressivo, painel digital completo e pneus mais largos, e ficam no meio do caminho entre a street de entrada e as naked. Continuam sendo street porque a proposta é a mesma: uso diário, consumo baixo e manutenção barata.
Para quem a street serve e para quem não serve
A street é a escolha natural para quem está comprando a primeira moto, para quem troca o ônibus pela moto no caminho do trabalho e para quem trabalha com entrega. É fácil de pilotar, perdoa erro de embreagem, tem peso que dá para segurar parado e um motor que não assusta.
Ela também serve bem a quem quer uma segunda moto barata para o dia a dia, deixando a moto grande para o fim de semana.
Ela não é a melhor escolha se você:
- roda muito em estrada de terra ou em rua de cascalho com buraco: a suspensão curta e a altura do chão baixa sofrem, e uma trail resolve melhor;
- faz viagens longas com frequência, em rodovia de velocidade alta: o motor pequeno trabalha perto do limite e o vento cansa;
- quer o câmbio automático e espaço sob o banco de uma scooter;
- tem pernas curtas e se sente inseguro com a embreagem: uma motoneta sem embreagem pode ser um começo mais tranquilo.
Uso: cidade, estrada, trabalho, garupa e terra
Cidade. É onde a street brilha. O guidão estreito passa no corredor, o raio de giro é curto, o consumo é baixo e a posição ereta deixa você ver e ser visto.
Estrada. Dá para viajar, e muita gente faz isso com uma 160 cc. Mas o motor pequeno fica em rotação alta para manter o ritmo da rodovia, o vento bate no peito sem nenhuma proteção e as ultrapassagens pedem espaço. As de 250 cc a 300 cc fazem estrada com mais folga.
Trabalho. A street é a moto clássica do motofrete. Aguenta baú, roda muito e tem peça barata. Se você vai trabalhar com entrega, há regras próprias para o condutor e para a moto: idade mínima, tempo de habilitação, curso especializado e equipamentos como o protetor de motor e a antena corta-pipa. Os detalhes estão em motofrete: curso e regras.
Garupa. O banco é inteiriço e a maioria tem pedaleiras e alça para o passageiro. Com garupa, recalibre os pneus para a carga indicada no manual e deixe mais distância para frear. Para criança, o Código de Trânsito tem idade mínima e condições próprias (10 anos, pelo artigo 244 do CTB) e a exigência de que ela consiga cuidar da própria segurança na garupa.
Terra. Estrada de terra batida e seca, devagar, a street encara. Areia, lama e buraco grande, não: falta curso de suspensão, falta altura e o pneu não tem cravo.
Cilindrada e habilitação
Entre as streets à venda hoje no catálogo do site, a cilindrada vai de cerca de 150 cc a pouco menos de 300 cc. As mais vendidas ficam na faixa de 150 cc a 160 cc. Modelos de 125 cc dominaram o mercado por muitos anos e ainda são comuns no usado.
Toda street acima de 50 cc exige a CNH categoria A. O artigo 143 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) define a categoria A como a dos veículos motorizados de duas ou três rodas, sem limite de cilindrada. Quem tem só a CNH B (carro) não pode pilotar. O passo a passo para tirar a carteira de moto, com as regras da Resolução Contran nº 1.020/2025, está em CNH categoria A.
Custo de manutenção e de seguro
A street é o tipo de moto mais barato de manter no país, e não por acaso. O motor monocilíndrico tem poucas peças, a troca de óleo usa pouco volume, a relação (corrente, coroa e pinhão) é padronizada e os pneus estreitos custam menos. Como os modelos mais vendidos têm milhões de unidades rodando, a peça paralela é fácil de achar e qualquer oficina de bairro conhece o motor.
Os itens que mais pesam ao longo do ano são óleo, relação, pneus e pastilhas ou lonas de freio. Quem roda muito, como o motofretista, troca esses itens com mais frequência.
O seguro, por outro lado, nem sempre é barato. Ele não depende só do valor da moto: as seguradoras olham também o índice de roubo do modelo, o CEP onde ela dorme e o uso. Se o modelo é muito procurado por ladrões na sua região, a cotação sobe, e o uso para trabalho também costuma encarecer a apólice. Vale cotar mais de uma seguradora e comparar com as coberturas mais simples, como roubo e furto. Como funcionam as coberturas está em seguro de moto.
O que olhar na compra
Na street nova, a escolha costuma ficar entre versões do mesmo modelo. Compare:
- Freio: CBS ou ABS. Para quem roda no trânsito pesado e com chuva, o ABS faz diferença na frenagem de emergência.
- Partida: praticamente todas as novas têm partida elétrica; algumas versões de entrada ainda guardam o pedal.
- Painel e conectividade: marcador de marcha, indicador de consumo e conexão com o celular ajudam no dia a dia, mas não são essenciais.
- Flex ou só gasolina: a flex dá liberdade para abastecer com etanol quando ele compensa.
Na street usada, que é a maior parte do mercado, o cuidado é outro:
- Uso para trabalho: moto de entrega roda muito e envelhece rápido. Sinais típicos são suporte de baú com marcas de solda, banco gasto só na frente e quilometragem muito alta para o ano.
- Motor: ligue frio, ouça ruído de corrente de comando e veja se sai fumaça azul pelo escapamento.
- Relação e freios: corrente esticada no limite, coroa com dente em ponta e disco com degrau na borda indicam gasto próximo.
- Documento: confira chassi e motor com o documento, débitos de IPVA e multas e se a moto já foi de categoria aluguel (placa vermelha).
O preço de referência de cada ano está na página de cada modelo, com a tabela FIPE.
Modelos mais comuns no catálogo
Estes são alguns dos modelos street mais encontrados no catálogo e nas ruas. Cada página traz todas as versões, a ficha técnica e as peças de cada ano.
- Honda CG 160: de 2016 a 2026 no catálogo, com motor de 163 cc flex nas versões mais novas. É a referência do tipo, nas versões Start, Fan, Titan e Cargo.
- Yamaha Factor 150: a street de entrada da Yamaha, com 149 cc flex.
- Yamaha Fazer FZ15: 149 cc flex, com visual mais esportivo e conectividade nas versões Connected.
- Honda CB 300F Twister: 294 cc flex, para quem quer street com mais fôlego para estrada.
- Yamaha Fazer 250: no mercado desde 2006, hoje como FZ25, com 249 cc.
- Bajaj Dominar 160: street de 160 cc da marca indiana, vendida no Brasil desde 2023.
- Shineray Jef 150: opção de 149 cc de uma das marcas chinesas mais presentes no país.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre moto street e moto naked?
As duas não têm carenagem grande, mas a street é a moto de uso diário, com motor pequeno e foco em economia. A naked costuma ter motor mais potente, muitas vezes de dois ou mais cilindros, suspensão mais firme e posição levemente inclinada para a frente, com foco em desempenho e prazer de pilotar.
Moto street serve para viajar?
Serve para viagens curtas e médias, com paradas. As de 150 cc a 160 cc rodam em rodovia, mas com o motor trabalhando alto e pouca folga para ultrapassar. Para viajar com frequência, as de 250 cc a 300 cc são mais confortáveis, e uma trail ou uma moto touring são mais indicadas para quem viaja muito.
Precisa de CNH para pilotar moto street de 125 cc ou 160 cc?
Precisa da CNH categoria A. Só os ciclomotores, de até 50 cc ou elétricos de até 4 kW, aceitam também a ACC. A CNH B, de carro, não autoriza pilotar moto de nenhuma cilindrada.
Moto street é boa para iniciante?
É uma das melhores escolhas para começar. A posição é neutra, o peso é baixo, o motor é dócil e o custo de uma queda de aprendizado é menor que em uma moto grande. Se a embreagem for o problema, uma motoneta sem embreagem é uma alternativa.
Street flex vale a pena?
Vale para quem quer a liberdade de escolher o combustível na bomba. Com etanol, o consumo em litros costuma ser maior, então a conta de qual compensa depende do preço dos dois combustíveis na sua cidade.
Fontes
- Código de Trânsito Brasileiro, Lei nº 9.503/1997 (texto compilado, Planalto)
- Lei nº 14.071/2020, que deu a redação atual do art. 244, V, do CTB sobre criança na garupa (Planalto)
- Resolução Contran nº 1.020, de 1º de dezembro de 2025 (Ministério dos Transportes)
- Panorama estatístico de motocicletas, motonetas e ciclomotores, com as categorias de habilitação (Senatran, 2024)