Scooters
Câmbio automático, plataforma para os pés e espaço sob o banco. São 213 versões de 45 marcas vendidas no Brasil desde 1990.
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Anunciar nesta páginaModelos à venda hoje
Yamaha ZR Hybrid Connected125 cc, híbrida, 2027
Dafra ADXTG 300300 cc, 2027
Haojue Burgman ADX 125125 cc, 2027
Voge SR32027
Voge SR4 Max350 cc, 2027
Yamaha Aerox 155 Connected ABS155 cc, 2026–2027- Yamaha Fluo ABS Hybrid Connected125 cc, híbrida, 2026–2027
- Yamaha Neo's Connectedelétrica, 2026
Yamaha XMAX 300 Connected292 cc, 2026–2027
Shineray Urban Lite 150149 cc, 2026
Dafra ADXTG 150150 cc, 2026–2027
Dafra Maxsym 400 GT399 cc, 2026–2027
Honda ADV 160157 cc, 2025–2027
Yamaha XMAX 250 Connected249 cc, 2025- Shineray PT-04 Proelétrica, 2025
Shineray PT-04 Pro Selétrica, 2025
Shineray Urban 150 EFI149 cc, 2025–2027
Dafra Joyride 300278 cc, 2025–2027
Vespa SXL 150150 cc, 2025
Vespa VXL 150150 cc, 2025
Vespa VXL Dual 150150 cc, 2025
Motorino Cappuccino Elettricaelétrica, 2025–2026
Piaggio Beverly S 400399 cc, 2025
Zontes E 350348 cc, 2025–2027
Scooter é a moto em que você vai sentado, com os pés numa plataforma plana, câmbio automático e espaço para guardar coisas sob o banco. Você só acelera e freia: não há marcha nem embreagem. É o tipo mais prático para a cidade e um dos mais confortáveis para levar garupa. As de 125 cc a 160 cc são as mais vendidas; as maxiscooters, de 250 cc para cima, encaram estrada com conforto. Acima de 50 cc, scooter exige CNH categoria A.
O que define uma scooter
- Posição de pilotagem: sentada, como numa cadeira, com as costas retas e os pés à frente, numa plataforma. O Código de Trânsito chama esse tipo de veículo de motoneta justamente pela posição do condutor: sentado, e não montado como na motocicleta.
- Câmbio automático (CVT): uma correia corre entre duas polias que mudam de diâmetro conforme a rotação, como um câmbio de bicicleta que troca sozinho, sem degrau. Uma embreagem centrífuga liga o motor à roda quando você acelera. Por isso a scooter não morre no trânsito e não tem tranco de troca de marcha.
- Motor e transmissão juntos: na maioria das scooters, o motor, o câmbio e a roda traseira formam um conjunto só, que funciona também como braço da suspensão traseira.
- Quadro e carenagem: o quadro fica escondido por uma carenagem que protege pernas e pés da água e do vento. Sob o banco fica o porta-objetos, onde muitas levam um capacete.
- Rodas: menores que as de uma moto street. Isso deixa a scooter ágil e baixa, mas também mais sensível a buraco e a valeta.
- Freios: disco na frente, disco ou tambor atrás, com CBS ou ABS. Nas maiores, ABS nas duas rodas é comum.
Dentro do tipo há três famílias. As urbanas, de 110 cc a 160 cc, leves e econômicas. As maxiscooters, de 250 cc a 400 cc ou mais, com para-brisa, banco largo e motor para rodovia. E as scooters de visual aventureiro, com suspensão um pouco mais alta e pneus de desenho misto, feitas para rua ruim.
Para quem a scooter serve e para quem não serve
A scooter serve para:
- quem quer moto para a cidade sem se preocupar com marcha e embreagem;
- quem precisa levar coisas: bolsa, capacete, compras e, com baú, notebook;
- quem anda arrumado para trabalhar: a carenagem protege a roupa da sujeira e da água;
- quem leva garupa com frequência: o banco largo e a posição sentada são confortáveis para os dois;
- quem quer viajar de vez em quando com conforto, no caso das maxiscooters.
Ela não é a melhor escolha se você:
- roda muito em estrada de terra, areia ou rua muito esburacada: as rodas pequenas e o curso curto de suspensão sofrem;
- quer o menor custo de manutenção possível: a transmissão CVT tem peças próprias de troca periódica;
- quer usar a moto para carga pesada: a scooter tem limite de carga e a posição do motor não favorece baú muito pesado.
Uso: cidade, estrada, trabalho, garupa e terra
Cidade. É o melhor uso. Saída rápida do semáforo, nenhuma troca de marcha, posição confortável e espaço para guardar o capacete quando você estaciona.
Estrada. As urbanas de 125 cc a 160 cc fazem trechos curtos de rodovia, mas sem folga. As maxiscooters, com para-brisa e motor maior, viajam com conforto e protegem do vento melhor do que muita moto.
Trabalho. Muitos entregadores usam scooter, principalmente em cidades com trânsito pesado. As regras de motofrete valem para moto e motoneta, ou seja, também para a scooter: curso especializado, idade mínima, tempo de habilitação e equipamentos na moto. Respeite o limite de carga do manual e as medidas máximas de baú.
Garupa. O banco de dois níveis e as pedaleiras rebatíveis deixam o passageiro bem acomodado. Recalibre os pneus para a carga, porque as rodas pequenas sentem mais a pressão errada. Criança só vai na garupa a partir de 10 anos, pelo artigo 244 do CTB, e se tiver condições de cuidar da própria segurança.
Terra. Só estrada de chão batido, devagar, e de preferência nas scooters aventureiras. Areia e lama não combinam com rodas pequenas.
Cilindrada e habilitação
Entre as scooters à venda hoje no catálogo do site, a cilindrada vai de 125 cc a cerca de 400 cc, além de modelos elétricos. As mais vendidas ficam entre 125 cc e 160 cc.
Toda scooter acima de 50 cc exige CNH categoria A. O artigo 143 do Código de Trânsito Brasileiro coloca na categoria A os veículos motorizados de duas ou três rodas, e a Senatran inclui expressamente as motonetas nessa categoria. Não importa a cilindrada: com a A você pilota de uma 125 cc a uma maxiscooter.
Scooter de até 50 cc é ciclomotor: aceita a ACC ou a categoria A e também precisa de placa. Os detalhes estão em ciclomotores. Nas scooters elétricas, o que vale é a potência e a velocidade máxima de fabricação: até 4 kW e 50 km/h, é ciclomotor; acima disso, é motoneta, com CNH A. O assunto está explicado em moto elétrica precisa de CNH.
Custo de manutenção e de seguro
A scooter urbana é econômica de combustível, mas tem uma manutenção um pouco diferente da moto com corrente:
- Correia do CVT: é item de troca periódica, no prazo do manual. Correia gasta faz a scooter perder arrancada e, se rompe, a moto para. Veja em correia CVT.
- Roletes e embreagem centrífuga: se desgastam com o uso e mudam o comportamento na saída. Os roletes costumam ser trocados junto com a correia.
- Óleo do motor e óleo da transmissão final: muitas scooters têm os dois, cada um com seu prazo.
- Pneus: as rodas pequenas giram mais por quilômetro, e os pneus podem durar menos que os de uma street.
Em troca, não há corrente, coroa e pinhão para ajustar e lubrificar. Na média, a urbana tem custo próximo ao de uma street de cilindrada parecida, e a maxiscooter custa mais, como qualquer moto maior.
O seguro depende do valor da scooter, do índice de roubo do modelo, do CEP e do uso. Scooters muito procuradas em grandes cidades podem ter cotação alta mesmo sendo motos pequenas. Compare propostas e coberturas em seguro de moto.
O que olhar na compra
Na scooter nova:
- Espaço sob o banco: leve o seu capacete à loja e veja se cabe. A capacidade muda muito de um modelo para outro.
- Altura do banco e largura da plataforma: sente e veja se apoia os pés com firmeza.
- Freio: ABS nas duas rodas, ABS só na frente ou CBS. Para chuva e trânsito pesado, o ABS ajuda.
- Itens úteis: tomada USB, chave presencial, painel com conexão ao celular e tanque com abastecimento por fora do banco.
Na scooter usada:
- Histórico da correia: pergunte quando foi trocada. Se não há registro, conte com a troca logo depois da compra.
- Arrancada: acelere forte saindo do zero. Tranco, vibração ou demora para sair indicam embreagem ou roletes gastos.
- Carenagem: trinca e encaixe solto denunciam queda. As peças plásticas são caras e algumas difíceis de achar.
- Uso para entrega: suporte de baú, quilometragem alta e plataforma gasta são sinais.
- Documento: chassi e motor iguais ao documento, débitos em dia e categoria de registro.
O preço de referência de cada ano está na página do modelo, com a tabela FIPE.
Modelos mais comuns no catálogo
- Honda PCX 160: a sucessora da PCX 150, uma das scooters mais vistas nas cidades, com versões com ABS.
- Yamaha NMAX 160: no catálogo desde 2017, concorrente direta da PCX, com versões Connected.
- Honda Elite 125: a scooter de entrada da Honda, leve e simples.
- Yamaha Fluo 125: urbana de 125 cc, com versão que a Yamaha chama de híbrida.
- Honda ADV 160: scooter de visual aventureiro, com suspensão mais alta para rua ruim.
- Yamaha XMAX 250: maxiscooter de 249 cc para quem quer cidade e estrada.
- Vespa VXL 150: a scooter de estilo clássico, com carroceria de aço.
- Motorino Cappuccino Elettrica: opção elétrica do catálogo; confira na ficha a potência para saber a habilitação exigida.
Perguntas frequentes
Scooter precisa de CNH?
Acima de 50 cc, precisa da CNH categoria A, a mesma de qualquer moto. Scooter de até 50 cc, ou elétrica de até 4 kW e 50 km/h, é ciclomotor e aceita a ACC ou a categoria A. A CNH B, de carro, não autoriza pilotar scooter.
Scooter é mais econômica que moto street?
No consumo de combustível, as urbanas são parecidas com uma street de mesma cilindrada. Na manutenção, a scooter troca correia e roletes periodicamente, mas não tem corrente, coroa e pinhão. No fim, a diferença de custo entre as duas costuma ser pequena e depende do modelo.
Scooter serve para viajar?
As maxiscooters, de 250 cc para cima, viajam bem, com para-brisa e motor de sobra. As urbanas, de 125 cc a 160 cc, fazem trechos curtos de estrada, mas sem folga para ultrapassar e com mais cansaço.
De quanto em quanto tempo troca a correia da scooter?
O prazo está no manual de cada modelo e muda de uma scooter para outra. Quem roda muito, como entregador, chega nesse prazo mais rápido. Peça para a oficina conferir o desgaste em toda revisão.
Scooter é boa para iniciante?
É uma das mais fáceis de pilotar, porque não há embreagem nem marcha. O cuidado é com as rodas pequenas: elas sentem mais buraco, areia e faixa pintada molhada. Treine frenagem e curva em local seguro antes de enfrentar o trânsito pesado.
Fontes
- Código de Trânsito Brasileiro, Lei nº 9.503/1997 (texto compilado, Planalto)
- Lei nº 14.071/2020, que deu a redação atual do art. 244, V, do CTB sobre criança na garupa (Planalto)
- Resolução Contran nº 996, de 15 de junho de 2023, sobre ciclomotores (Ministério dos Transportes)
- Resolução Contran nº 1.020, de 1º de dezembro de 2025 (Ministério dos Transportes)
- Panorama estatístico de motocicletas, motonetas e ciclomotores, com as categorias de habilitação (Senatran, 2024)