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Scooters

Câmbio automático, plataforma para os pés e espaço sob o banco. São 213 versões de 45 marcas vendidas no Brasil desde 1990.

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Scooter é a moto em que você vai sentado, com os pés numa plataforma plana, câmbio automático e espaço para guardar coisas sob o banco. Você só acelera e freia: não há marcha nem embreagem. É o tipo mais prático para a cidade e um dos mais confortáveis para levar garupa. As de 125 cc a 160 cc são as mais vendidas; as maxiscooters, de 250 cc para cima, encaram estrada com conforto. Acima de 50 cc, scooter exige CNH categoria A.

O que define uma scooter

  • Posição de pilotagem: sentada, como numa cadeira, com as costas retas e os pés à frente, numa plataforma. O Código de Trânsito chama esse tipo de veículo de motoneta justamente pela posição do condutor: sentado, e não montado como na motocicleta.
  • Câmbio automático (CVT): uma correia corre entre duas polias que mudam de diâmetro conforme a rotação, como um câmbio de bicicleta que troca sozinho, sem degrau. Uma embreagem centrífuga liga o motor à roda quando você acelera. Por isso a scooter não morre no trânsito e não tem tranco de troca de marcha.
  • Motor e transmissão juntos: na maioria das scooters, o motor, o câmbio e a roda traseira formam um conjunto só, que funciona também como braço da suspensão traseira.
  • Quadro e carenagem: o quadro fica escondido por uma carenagem que protege pernas e pés da água e do vento. Sob o banco fica o porta-objetos, onde muitas levam um capacete.
  • Rodas: menores que as de uma moto street. Isso deixa a scooter ágil e baixa, mas também mais sensível a buraco e a valeta.
  • Freios: disco na frente, disco ou tambor atrás, com CBS ou ABS. Nas maiores, ABS nas duas rodas é comum.

Dentro do tipo há três famílias. As urbanas, de 110 cc a 160 cc, leves e econômicas. As maxiscooters, de 250 cc a 400 cc ou mais, com para-brisa, banco largo e motor para rodovia. E as scooters de visual aventureiro, com suspensão um pouco mais alta e pneus de desenho misto, feitas para rua ruim.

Para quem a scooter serve e para quem não serve

A scooter serve para:

  • quem quer moto para a cidade sem se preocupar com marcha e embreagem;
  • quem precisa levar coisas: bolsa, capacete, compras e, com baú, notebook;
  • quem anda arrumado para trabalhar: a carenagem protege a roupa da sujeira e da água;
  • quem leva garupa com frequência: o banco largo e a posição sentada são confortáveis para os dois;
  • quem quer viajar de vez em quando com conforto, no caso das maxiscooters.

Ela não é a melhor escolha se você:

  • roda muito em estrada de terra, areia ou rua muito esburacada: as rodas pequenas e o curso curto de suspensão sofrem;
  • quer o menor custo de manutenção possível: a transmissão CVT tem peças próprias de troca periódica;
  • quer usar a moto para carga pesada: a scooter tem limite de carga e a posição do motor não favorece baú muito pesado.

Uso: cidade, estrada, trabalho, garupa e terra

Cidade. É o melhor uso. Saída rápida do semáforo, nenhuma troca de marcha, posição confortável e espaço para guardar o capacete quando você estaciona.

Estrada. As urbanas de 125 cc a 160 cc fazem trechos curtos de rodovia, mas sem folga. As maxiscooters, com para-brisa e motor maior, viajam com conforto e protegem do vento melhor do que muita moto.

Trabalho. Muitos entregadores usam scooter, principalmente em cidades com trânsito pesado. As regras de motofrete valem para moto e motoneta, ou seja, também para a scooter: curso especializado, idade mínima, tempo de habilitação e equipamentos na moto. Respeite o limite de carga do manual e as medidas máximas de baú.

Garupa. O banco de dois níveis e as pedaleiras rebatíveis deixam o passageiro bem acomodado. Recalibre os pneus para a carga, porque as rodas pequenas sentem mais a pressão errada. Criança só vai na garupa a partir de 10 anos, pelo artigo 244 do CTB, e se tiver condições de cuidar da própria segurança.

Terra. Só estrada de chão batido, devagar, e de preferência nas scooters aventureiras. Areia e lama não combinam com rodas pequenas.

Cilindrada e habilitação

Entre as scooters à venda hoje no catálogo do site, a cilindrada vai de 125 cc a cerca de 400 cc, além de modelos elétricos. As mais vendidas ficam entre 125 cc e 160 cc.

Toda scooter acima de 50 cc exige CNH categoria A. O artigo 143 do Código de Trânsito Brasileiro coloca na categoria A os veículos motorizados de duas ou três rodas, e a Senatran inclui expressamente as motonetas nessa categoria. Não importa a cilindrada: com a A você pilota de uma 125 cc a uma maxiscooter.

Scooter de até 50 cc é ciclomotor: aceita a ACC ou a categoria A e também precisa de placa. Os detalhes estão em ciclomotores. Nas scooters elétricas, o que vale é a potência e a velocidade máxima de fabricação: até 4 kW e 50 km/h, é ciclomotor; acima disso, é motoneta, com CNH A. O assunto está explicado em moto elétrica precisa de CNH.

Custo de manutenção e de seguro

A scooter urbana é econômica de combustível, mas tem uma manutenção um pouco diferente da moto com corrente:

  • Correia do CVT: é item de troca periódica, no prazo do manual. Correia gasta faz a scooter perder arrancada e, se rompe, a moto para. Veja em correia CVT.
  • Roletes e embreagem centrífuga: se desgastam com o uso e mudam o comportamento na saída. Os roletes costumam ser trocados junto com a correia.
  • Óleo do motor e óleo da transmissão final: muitas scooters têm os dois, cada um com seu prazo.
  • Pneus: as rodas pequenas giram mais por quilômetro, e os pneus podem durar menos que os de uma street.

Em troca, não há corrente, coroa e pinhão para ajustar e lubrificar. Na média, a urbana tem custo próximo ao de uma street de cilindrada parecida, e a maxiscooter custa mais, como qualquer moto maior.

O seguro depende do valor da scooter, do índice de roubo do modelo, do CEP e do uso. Scooters muito procuradas em grandes cidades podem ter cotação alta mesmo sendo motos pequenas. Compare propostas e coberturas em seguro de moto.

O que olhar na compra

Na scooter nova:

  • Espaço sob o banco: leve o seu capacete à loja e veja se cabe. A capacidade muda muito de um modelo para outro.
  • Altura do banco e largura da plataforma: sente e veja se apoia os pés com firmeza.
  • Freio: ABS nas duas rodas, ABS só na frente ou CBS. Para chuva e trânsito pesado, o ABS ajuda.
  • Itens úteis: tomada USB, chave presencial, painel com conexão ao celular e tanque com abastecimento por fora do banco.

Na scooter usada:

  • Histórico da correia: pergunte quando foi trocada. Se não há registro, conte com a troca logo depois da compra.
  • Arrancada: acelere forte saindo do zero. Tranco, vibração ou demora para sair indicam embreagem ou roletes gastos.
  • Carenagem: trinca e encaixe solto denunciam queda. As peças plásticas são caras e algumas difíceis de achar.
  • Uso para entrega: suporte de baú, quilometragem alta e plataforma gasta são sinais.
  • Documento: chassi e motor iguais ao documento, débitos em dia e categoria de registro.

O preço de referência de cada ano está na página do modelo, com a tabela FIPE.

  • Honda PCX 160: a sucessora da PCX 150, uma das scooters mais vistas nas cidades, com versões com ABS.
  • Yamaha NMAX 160: no catálogo desde 2017, concorrente direta da PCX, com versões Connected.
  • Honda Elite 125: a scooter de entrada da Honda, leve e simples.
  • Yamaha Fluo 125: urbana de 125 cc, com versão que a Yamaha chama de híbrida.
  • Honda ADV 160: scooter de visual aventureiro, com suspensão mais alta para rua ruim.
  • Yamaha XMAX 250: maxiscooter de 249 cc para quem quer cidade e estrada.
  • Vespa VXL 150: a scooter de estilo clássico, com carroceria de aço.
  • Motorino Cappuccino Elettrica: opção elétrica do catálogo; confira na ficha a potência para saber a habilitação exigida.

Perguntas frequentes

Scooter precisa de CNH?

Acima de 50 cc, precisa da CNH categoria A, a mesma de qualquer moto. Scooter de até 50 cc, ou elétrica de até 4 kW e 50 km/h, é ciclomotor e aceita a ACC ou a categoria A. A CNH B, de carro, não autoriza pilotar scooter.

Scooter é mais econômica que moto street?

No consumo de combustível, as urbanas são parecidas com uma street de mesma cilindrada. Na manutenção, a scooter troca correia e roletes periodicamente, mas não tem corrente, coroa e pinhão. No fim, a diferença de custo entre as duas costuma ser pequena e depende do modelo.

Scooter serve para viajar?

As maxiscooters, de 250 cc para cima, viajam bem, com para-brisa e motor de sobra. As urbanas, de 125 cc a 160 cc, fazem trechos curtos de estrada, mas sem folga para ultrapassar e com mais cansaço.

De quanto em quanto tempo troca a correia da scooter?

O prazo está no manual de cada modelo e muda de uma scooter para outra. Quem roda muito, como entregador, chega nesse prazo mais rápido. Peça para a oficina conferir o desgaste em toda revisão.

Scooter é boa para iniciante?

É uma das mais fáceis de pilotar, porque não há embreagem nem marcha. O cuidado é com as rodas pequenas: elas sentem mais buraco, areia e faixa pintada molhada. Treine frenagem e curva em local seguro antes de enfrentar o trânsito pesado.