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Motos custom

Cruiser, chopper e bobber: banco baixo, torque e estilo. São 223 versões de 25 marcas vendidas no Brasil desde 1990.

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Modelos à venda hoje

Moto custom é a moto em que o estilo vem primeiro: banco baixo, pés esticados para a frente, guidão largo, tanque em gota, muito cromado ou muito preto, e um motor de torque forte em rotação baixa, quase sempre um bicilíndrico em V. É a moto do passeio sem pressa, da estrada no fim de semana e dos encontros de motociclistas. Os subtipos mais comuns são a cruiser, a bobber e a chopper. Como qualquer moto acima de 50 cc, pede CNH categoria A.

O que define uma moto custom

  • Posição de pilotagem: sentada, com o banco baixo, as costas retas ou levemente para trás, os braços abertos no guidão largo e os pés à frente, em pedaleiras avançadas ou em plataformas. O banco baixo é o grande atrativo para quem é baixo.
  • Motor: bicilíndrico em V na maioria, com arrefecimento a ar em muitos modelos, curso longo e torque em baixa rotação. A potência não é o foco; a resposta forte logo acima da marcha lenta e o ronco, sim. Há também customs com motor monocilíndrico, bicilíndrico em linha e até tricilíndrico.
  • Quadro: baixo e longo, com entre-eixos grande. Isso deixa a moto estável em linha reta e pesada para manobrar.
  • Suspensão: de curso curto, porque o banco é baixo. Em lombada e buraco, a traseira pode bater no fim do curso, sobretudo com garupa.
  • Rodas e pneus: pneu dianteiro estreito ou largo conforme o estilo, traseiro largo, rodas de liga ou raiadas.
  • Transmissão final: corrente, correia dentada ou cardã. A maioria das Harley-Davidson usa correia; modelos como a Honda Shadow 750 e a BMW R 12 usam cardã. Correia e cardã dispensam a lubrificação constante da corrente.

Os estilos dentro do tipo

Cruiser. A custom clássica: banco confortável, para-lamas grandes, pedaleiras à frente e, às vezes, para-brisa. É a mais versátil, boa para passeio e estrada.

Bobber. Visual limpo, com para-lama traseiro curto, banco individual e poucos acessórios. Mais focada no estilo, e menos no conforto do garupa.

Chopper. Garfo dianteiro longo e inclinado, guidão alto e visual extremo. Bonita, mas pesada na direção em baixa velocidade e menos prática no dia a dia.

Power cruiser. Custom com motor muito potente e ciclística mais esportiva, para quem quer o estilo com desempenho alto.

Custom de entrada. Motores de 250 cc a 500 cc, mais leves e baratas, que trazem o visual custom para quem está começando ou quer gastar menos.

Para quem a custom serve e para quem não serve

A custom serve para:

  • quem quer moto para passeio e viagem em ritmo tranquilo;
  • quem é mais baixo e quer apoiar bem os pés no chão;
  • quem valoriza estilo, ronco e personalização;
  • quem gosta de rodar em grupo e frequentar encontros e motoclubes.

Ela não é a melhor escolha se você:

  • usa a moto todo dia no trânsito pesado: é larga, pesada, esquenta parada e o raio de giro é grande;
  • gosta de curva rápida e serra: a pedaleira baixa raspa cedo no chão e o peso não ajuda;
  • roda em estrada de terra ou rua muito esburacada: a suspensão curta sofre;
  • quer manutenção barata: as customs grandes têm peças e revisões caras, e a personalização vicia.

Uso: cidade, estrada, trabalho, garupa e terra

Cidade. As de entrada andam bem na cidade. As grandes são pesadas para manobrar em garagem e no trânsito lento, e o motor esquenta.

Estrada. É o terreno da custom, em ritmo de passeio. Sem para-brisa, o vento no peito cansa em velocidade de rodovia; com para-brisa e alforjes, a cruiser vira uma boa moto de viagem. Quem quer ainda mais proteção e bagagem integrada costuma migrar para uma touring.

Trabalho. Não é moto de trabalho.

Garupa. A cruiser leva garupa bem, com banco largo e, como acessório, encosto. A bobber, com banco individual, pode nem ter lugar para passageiro. Com garupa, a suspensão curta chega ao fim de curso mais fácil: diminua a velocidade em lombada. Criança menor de 10 anos não pode ir na garupa, pelo artigo 244 do CTB.

Terra. Só estrada de chão bem conservada, devagar. A suspensão curta e a altura baixa do chão não foram feitas para buraco.

Cilindrada e habilitação

Entre as customs à venda hoje no catálogo do site, a cilindrada vai de 250 cc a mais de 2.400 cc. As faixas mais comuns são as de entrada, de 250 cc a 500 cc, as médias, de 600 cc a 1.200 cc, e as grandes, acima de 1.600 cc.

Toda custom exige a CNH categoria A. O artigo 143 do Código de Trânsito Brasileiro define a categoria A como a dos veículos motorizados de duas ou três rodas, sem divisão por cilindrada. O processo de habilitação está em CNH categoria A.

Custo de manutenção e de seguro

A custom de entrada tem manutenção parecida com a de uma street maior. As médias e grandes custam mais:

  • Revisões: em customs de marcas premium, a revisão em concessionária é cara, e a garantia depende dela.
  • Pneus: o traseiro largo e de medida específica custa caro.
  • Transmissão: a correia dentada dura muito, mas, quando precisa de troca, a mão de obra é grande; o cardã tem óleo próprio para trocar no prazo do manual.
  • Bateria e elétrica: acessórios como faróis auxiliares, som e aquecedor de manopla puxam carga. Veja se a bateria e o sistema de carga dão conta.
  • Personalização: escapamento, banco, guidão e rodas trocados são parte da cultura custom, mas somam no custo e podem dar problema na vistoria, se mudarem itens de segurança, emissão ou ruído.

O seguro de custom grande é caro em valor absoluto porque a moto vale muito e as peças são caras, e também depende do índice de roubo do modelo, do CEP, do perfil do condutor e de onde a moto dorme. Acessórios caros precisam ser declarados para entrar na cobertura. As coberturas estão explicadas em seguro de moto.

Personalização sem dor de cabeça

Personalizar faz parte da cultura custom, mas algumas mudanças dão problema. Mudar características de fábrica do veículo pode exigir autorização prévia do órgão de trânsito. Na prática, trocar banco, manoplas, retrovisores homologados e acessórios de bagagem raramente causa problema; mudar guidão, suspensão, escapamento, faróis, lanternas e piscas pode reprovar a moto na vistoria. Antes de mexer, pergunte ao Detran se a alteração exige autorização e guarde as notas e as peças originais.

O que olhar na compra

Na custom nova:

  • Ergonomia: sente, alcance o guidão e as pedaleiras. Na custom, a distância até as pedaleiras muda muito de um modelo para outro, e há kits para avançar ou recuar.
  • Peso: tire a moto do descanso e manobre. Algumas customs grandes pesam mais que uma big trail.
  • Garupa: se você vai levar passageiro, veja se há banco e pedaleiras de série ou se precisa comprar à parte.
  • Bagagem: confira se há pontos para alforjes. Veja opções em alforje.

Na custom usada:

  • Modificações: escapamento sem homologação, piscas e lanternas fora do padrão, guidão muito alto e placa fora da posição podem reprovar a moto na vistoria. Peça as peças originais junto, se houver.
  • Motor: ruído de batida, vazamento de óleo entre cilindros e cabeçote e fumaça.
  • Correia ou corrente: correia com dente trincado, corrente esticada no limite.
  • Elétrica: acessórios instalados com emendas mal feitas costumam dar problema de carga e de partida.
  • Documento e histórico: chassi, motor, débitos, notas de revisão e histórico de sinistro.

O preço de referência de cada ano está na página do modelo, com a tabela FIPE.

Perguntas frequentes

Moto custom é boa para quem é baixo?

É um dos tipos mais indicados, porque o banco é baixo e os pés chegam bem ao chão. O ponto de atenção é o peso: nas customs grandes, segurar a moto parada em piso inclinado exige força e técnica. As de entrada são mais leves.

Qual a diferença entre custom e touring?

A custom é focada no estilo e no passeio, com pouca proteção contra o vento e pouca bagagem de série. A touring tem carenagem grande, malas integradas, banco largo e eletrônica de viagem. Algumas customs, com para-brisa e alforjes, ficam no meio do caminho.

Custom é boa para viajar?

A cruiser viaja bem em ritmo tranquilo, sobretudo com para-brisa e alforjes. Sem proteção, o vento cansa em rodovia. A bobber e a chopper são menos práticas para viagem longa e para garupa.

Posso trocar o escapamento da minha custom?

O escapamento faz parte dos itens que passam por vistoria, e a moto precisa respeitar os limites de ruído e emissão. Antes de trocar, pergunte ao fabricante do escapamento se ele é homologado para o seu modelo e consulte o Detran sobre a regularização.

Custom precisa de habilitação especial?

Não. A CNH categoria A serve para qualquer custom, da de 250 cc às de mais de 2.000 cc.