Vela de ignição de moto
Qual vela de ignição serve na sua moto? Escolha a marca, o modelo e o ano para ver a medida certa e de onde ela vem.
Lojas que vendem vela de ignição de moto
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Anunciar nesta páginaAs medidas mais comuns
| Medida | Versões de moto que usam |
|---|---|
| Harley-Davidson 6R12 (equiv. NGK DCPR7EIX) | 64 |
| NGK CPR8EA-9 | 54 |
| Harley-Davidson 6R10 (rosca 10 mm; equiv. NGK CR9EIX) | 46 |
| NGK LMAR8AI-10 | 46 |
| NGK CR9EIA-9 | 45 |
| NGK LMAR8A-9 | 30 |
| NGK MAR9A-J | 28 |
| NGK CR9EK | 27 |
| NGK DCPR8E | 24 |
| Bosch UR5CC, folga 0,7-0,8 mm | 22 |
Contagem feita no catálogo do Tudo de Moto, só com as motos que já têm a medida na ficha. A medida com link abre a lista completa de motos que a usam.
Vela de ignição por moto
| Moto | Anos | Medida |
|---|---|---|
| Honda ADV 160 | 2025–2027 | NGK LMAR8L-9 conferido |
| Honda Biz 125 ES | 2025–2027 | NGK CPR7EA-9 conferido |
| Honda Biz 125 EX | 2025–2027 | NGK CPR7EA-9 conferido |
| Honda CB 300F Twister | 2023–2027 | NGK SILMAR7D9DS conferido |
| Honda CB 300F Twister S | 2027 | NGK SILMAR7D9DS |
| Honda Elite 125 | 2019–2027 | NGK MR8E-9 conferido |
| Honda PCX 160 | 2023–2027 | NGK LMAR8L-9 conferido |
| Honda PCX 160 DLX | 2023–2027 | NGK LMAR8L-9 conferido |
| Honda Pop 110i ES | 2025–2027 | NGK CPR8EA-9 |
| Honda Sahara 300 | 2024–2027 | NGK SILMAR7D9DS conferido |
| Honda Sahara 300 Adventure | 2024–2027 | NGK SILMAR7D9DS conferido |
| Honda Sahara 300 Rally | 2024–2027 | NGK SILMAR7D9DS conferido |
| Honda XR 300L Tornado | 2025–2027 | NGK SILMAR7D9DS conferido |
| Honda CG 160 Cargo | 2025–2026 | NGK CPR8EA-9 |
| Honda CG 160 Fan | 2025–2026 | NGK CPR8EA-9 conferido |
| Honda CG 160 Start | 2025–2026 | NGK CPR8EA-9 |
| Honda CG 160 Titan (2026) | 2026 | NGK CPR8EA-9 conferido |
| Honda CG 160 Titan 50 Anos | 2026 | NGK CPR8EA-9 |
| Honda NXR 160 Bros (2025-2026) | 2025–2026 | NGK CPR8EA-9 |
| Honda XR 300L Tornado Special Edition | 2026 | NGK SILMAR7D9DS conferido |
| Honda XRE 190 | 2016–2026 | NGK CPR8EA-9 |
| Honda XRE 190 Adventure | 2020–2026 | NGK CPR8EA-9 |
| Honda CG 160 Titan | 2025 | NGK CPR8EA-9 conferido |
| Honda ADV 150 | 2021–2024 | NGK MR8K-9 conferido |
| Honda Biz 110i | 2018–2024 | NGK CPR6EA-9S |
| Honda Biz 125 (2016-2024) | 2018–2024 | NGK CPR6EA-9 |
| Honda NXR 160 Bros ESDD | 2015–2024 | NGK CPR8EA-9 |
| Honda Pop 110i | 2016–2024 | NGK CPR6EA-9S conferido |
| Honda XRE 300 | 2019–2023 | NGK SILMAR7D9DS |
| Honda XRE 300 Adventure | 2019–2023 | NGK SILMAR7D9DS |
| Honda XRE 300 Rally | 2019–2023 | NGK SILMAR7D9DS |
| Honda CB 250F Twister | 2016–2022 | NGK LMAR7H-9DS conferido |
| Honda PCX 150 | 2019–2022 | NGK MR8K-9 conferido |
| Honda PCX 150 Sport | 2019–2022 | NGK MR8K-9 conferido |
| Honda CG 160 Titan S | 2020–2021 | NGK CPR8EA-9 conferido |
| Honda CG 160 Titan 25 Anos | 2019 | NGK CPR8EA-9 conferido |
| Honda CG 125 Fan | 2016–2018 | NGK CPR8EA-9 conferido |
| Honda NXR 160 Bros (2016-2018) | 2016–2018 | NGK CPR8EA-9 |
| Honda CG 160 Fan ESDi | 2016–2017 | NGK CPR8EA-9 conferido |
| Honda CG 150 Start | 2015–2016 | NGK CPR8EA-9 |
Uma amostra das motos mais comuns. Para a sua, use “Qual é a sua moto?” no alto da página ou a busca.
Marcas de vela de ignição
Alguns modelos
NGK DCPR7EIXNGK DCPR7EIX
NGK CR9EIA-9NGK CR9EIA-9
DENSO K22TNR-SDENSO K22TNR-S
DENSO U20EPR9DENSO U20EPR9
Produtos com a ficha do fabricante e, quando há medida, as motos em que servem. Todos os fabricantes.
O trabalho da vela no motor da sua moto
Sem faísca, não há combustão. Quem faz essa faísca é a vela, rosqueada no cabeçote com a ponta dentro da câmara. A bobina manda milhares de volts, a corrente salta o pequeno espaço entre os eletrodos, chamado folga, e acende a mistura no momento certo.
A vela também funciona como um termômetro do motor. A cor e o tipo de depósito na ponta mostram se a mistura está rica ou pobre, se há óleo passando para a câmara e se a vela trabalha na temperatura certa. Por isso, todo mecânico experiente olha a vela antes de qualquer outro diagnóstico. É o jeito mais rápido de saber como o motor está trabalhando.
Sinais de que a vela da sua moto precisa de troca
Vela gasta raramente para de uma vez. Ela vai enfraquecendo, e o motor começa a dar sinais. Muitos deles aparecem primeiro na partida a frio.
- Partida difícil. Quando a moto precisa de várias tentativas para pegar, mesmo com bateria e combustível em ordem, a vela é um dos primeiros itens a conferir. É barata e rápida de testar.
- Falhas e engasgos. O motor falha ao acelerar, engasga em subida ou dá trancos em velocidade constante. Faísca que falha de vez em quando deixa ciclos sem queima, e você sente isso como solavanco.
- Marcha lenta irregular. A marcha lenta oscila, o motor parece que vai morrer ou morre ao parar no semáforo. Vela suja ou gasta é causa comum, junto com filtro de ar e regulagem.
- Perda de força. A moto ficou mais fraca, demora a ganhar velocidade e pede marcha mais baixa em subidas. Faísca fraca queima a mistura de forma incompleta, e o motor rende menos.
- Consumo maior. Quando a moto passa a rodar menos com o mesmo tanque, a vela entra na lista de suspeitos. Combustão ruim significa combustível jogado fora pelo escapamento.
- Ponta preta e seca. Vela carbonizada, com pó preto seco, mostra excesso de combustível ou faísca fraca. Troque a vela e corrija a causa, ou a nova vai sujar do mesmo jeito.
- Ponta preta e oleosa. Depósito preto molhado de óleo indica óleo chegando à câmara. Em motor quatro tempos, pode ser desgaste de anéis ou de guias de válvula, que é serviço de oficina. Trocar só a vela não resolve.
- Ponta branca ou com sinais de derretimento. Eletrodo comido ou derretido e cerâmica branca demais mostram que a câmara está quente além da conta. Pare de forçar a moto e procure a oficina: o risco é dano ao pistão.
- Isolador trincado. Trinca na cerâmica, por fora ou na ponta, deixa a faísca escapar pelo caminho errado. Às vezes ela aparece depois de uma queda da vela no chão ou de aperto com chave torta. Vela trincada vai para o lixo.
- Prazo do manual vencido. Mesmo sem sintoma, a vela tem prazo de troca definido no manual da moto. Passar muito desse prazo deixa os eletrodos gastos e a faísca fraca, e o desgaste aparece aos poucos.
O que conferir antes de comprar a vela
Vela não é universal. Rosca, comprimento, grau térmico e tipo de eletrodo mudam de motor para motor, e o código impresso na vela resume tudo isso.
- Rosca e alcance. Rosca e comprimento não admitem aproximação. Uma vela com alcance maior que o certo pode tocar o pistão e causar dano grave. Fique no código indicado.
- Grau térmico. Mudar o grau térmico só faz sentido com orientação técnica, para uso muito específico. Em geral, a vela do manual é a que equilibra limpeza e temperatura no seu motor.
- Numeração entre marcas. O número do grau térmico não é padrão entre fabricantes. Uma vela "8" de uma marca pode não ser equivalente a uma "8" de outra. Peça a equivalência oficial.
- Resistor. Muitas velas têm resistor interno, indicado por uma letra no código. Ele reduz interferência elétrica na eletrônica da moto. Se o manual pede vela com resistor, não use uma sem.
- Comum, de platina ou de irídio. Velas de irídio e platina têm eletrodo mais resistente e costumam durar mais, mas custam mais. Vela comum, de níquel, funciona bem quando trocada no prazo. Siga o tipo indicado no manual ou uma equivalente de qualidade igual ou superior.
- Folga dos eletrodos. Confira a folga com calibrador de lâminas ou de fio antes de instalar. Se precisar ajustar, dobre só o eletrodo de massa, com cuidado. Algumas velas não devem ser ajustadas: veja a embalagem.
- Procedência. Prefira loja conhecida e embalagem lacrada. Vela de origem duvidosa pode ter grau térmico diferente do impresso e prejudicar o motor.
- Cachimbo em bom estado. O cachimbo leva a energia até a vela. Se estiver rachado ou folgado, até a vela nova falha. Muitos cachimbos também têm resistor, e o certo é manter o tipo original.
Trocando a vela sem estragar a rosca
Com a chave de vela certa e alguns minutos, dá para trocar a vela em casa, quando o acesso é fácil. A ordem abaixo protege a rosca e o motor.
- Espere o motor esfriar. Motor frio é regra. Tirar a vela com o cabeçote quente aumenta o risco de espanar a rosca, e o escapamento ao lado queima.
- Tire o cachimbo pelo corpo. Puxe o cachimbo segurando pela borracha, girando de leve, e nunca pelo cabo. Puxar pelo fio pode soltar o terminal e causar falhas depois.
- Limpe em volta da vela. Sujeira acumulada no poço da vela vai parar dentro do motor se você não limpar antes. Um sopro de ar ou um pincel resolvem.
- Solte com a chave certa. Use chave de vela do tamanho certo, de preferência com borracha interna que segura a vela. Mantenha a chave alinhada para não trincar a cerâmica e solte devagar.
- Leia a vela velha. A vela velha conta como o motor anda. Guarde-a para mostrar ao mecânico se a cor estiver estranha: ela ajuda no diagnóstico.
- Confira a folga da nova. Mesmo vela nova pode chegar com a folga alterada por queda na embalagem. Uma conferida rápida com o calibre evita falha logo depois da troca.
- Comece a rosca com a mão. As primeiras voltas são sempre à mão. A vela deve girar livre até assentar. Qualquer resistência no começo é sinal de rosca cruzada.
- Aperte no torque certo. Use o torque indicado. Na falta de torquímetro, a embalagem da vela costuma trazer quanto girar depois que ela encosta, conforme o tipo de assentamento.
- Recoloque o cachimbo e teste. Encaixe o cachimbo até sentir que ele travou na ponta da vela, ligue a moto e confira se a marcha lenta e a aceleração estão normais.
Se a rosca do cabeçote espanar ou a vela travar no meio, pare: o reparo de rosca é serviço de oficina e, feito errado, pode deixar limalha dentro do motor. E se a vela velha estava preta, oleosa ou derretida, troque a vela, mas peça uma avaliação do motor.
Vela em dia: hábitos que ajudam
A vela é um bom indicador da saúde do motor. Cuidar dela é, em boa parte, cuidar da regulagem e da manutenção.
- Siga o prazo do manual. O intervalo de troca depende do motor e do tipo de vela. O manual da moto é quem manda. Anote a quilometragem de cada troca.
- Filtro de ar limpo. Filtro sujo enriquece a mistura e deixa a vela preta de fuligem. Mantenha o filtro de ar no prazo de limpeza ou troca.
- Combustível de qualidade. Combustível adulterado ou velho queima mal e deixa depósitos na vela e na câmara. Abasteça em postos de confiança e evite deixar combustível parado muito tempo.
- Cachimbo e cabo em ordem. Confira o cachimbo na revisão: ele precisa encaixar firme e não pode ter trinca. Faísca perdida no caminho sobrecarrega a bobina.
- Proteja o poço da vela. Na lavagem, cuidado com a região da vela. Umidade no cachimbo é causa clássica de moto falhando depois de lavar.
- Leia a vela de vez em quando. Cor marrom clara ou cinza é o normal. Se mudou, alguma coisa no motor mudou também. Vale investigar cedo, antes de virar falha.
- Guarde vela de reserva. Em viagem, vela reserva e chave certa ocupam pouco espaço e podem salvar o passeio, principalmente longe de cidades e oficinas.
Erros comuns com a vela
Antes de trocar a vela, evite estes tropeços, que aparecem com frequência na oficina e quase sempre custam mais que a vela.
- Começar a rosca com a chave. Rosca cruzada no cabeçote pode exigir reparo com bucha, às vezes com desmontagem. As primeiras voltas são à mão, sem exceção.
- Apertar demais. Aperto excessivo deforma a vela, estraga a arruela e pode espanar a rosca. Use o torque do manual ou a orientação da embalagem.
- Trocar com o motor quente. Com o cabeçote quente, a rosca de alumínio sofre mais na remoção e na instalação. Além de arriscar a rosca, você se queima.
- Usar vela de outra especificação. Rosquear não significa servir. Use a vela indicada para a moto ou a equivalente oficial da tabela do fabricante da vela.
- Trocar só a vela e ignorar a causa. Trocar vela suja sem entender por que sujou é adiar o problema. Leia a vela, corrija a causa e só depois considere o serviço encerrado.
- Lixar ou raspar a vela. Raspar o eletrodo ou a cerâmica estraga a vela. Em vez de limpar, troque: é barata e resolve de verdade.
- Pôr graxa na rosca sem indicação. Pastas e graxas na rosca mudam o aperto real e podem fazer a vela apertar demais. Só use se o manual ou o fabricante da vela indicar.
- Reaproveitar vela que caiu. Uma queda de bancada basta para trincar o isolador. Vela caída vai para o lixo, mesmo que pareça inteira por fora.
Perguntas frequentes
De quanto em quanto tempo trocar a vela da moto?
Quem manda é o manual. O intervalo muda bastante entre motos e tipos de vela. Se a moto mostra sinais de vela gasta antes do prazo, troque e investigue a causa.
É melhor usar vela de irídio?
A de irídio costuma durar mais e manter a faísca estável por mais tempo, mas custa mais. Se a moto sai de fábrica com vela comum, uma de irídio equivalente funciona, sem milagre de desempenho. O mais importante é a especificação certa.
Posso usar uma vela mais quente ou mais fria?
Não é recomendável sem motivo técnico. O grau térmico muda a temperatura de trabalho da vela, e o erro aparece como vela suja ou, pior, como dano no pistão. Mantenha a especificação original.
O que a cor da vela diz sobre o motor?
Marrom claro ou cinza é o normal. Preta e seca indica mistura rica ou queima ruim. Preta e oleosa mostra óleo na câmara. Branca, com aspecto de queimado, ou eletrodo derretido indicam superaquecimento, o que é grave.
A vela já vem calibrada?
Confira sempre. A folga pode ter mudado por queda na embalagem ou ser diferente da indicada para a sua moto. O valor certo está no manual do proprietário ou no de serviço.
Vela rodando em falso no cabeçote: tem conserto?
Pare de mexer e leve à oficina. Rosca espanada no cabeçote se repara com inserto próprio. Improviso pode deixar a vela soltar com o motor funcionando, o que danifica ainda mais o cabeçote.
Posso usar qualquer vela que rosqueie?
Não, a não ser que a especificação seja exatamente a mesma. Rosca, alcance, grau térmico e resistor precisam bater. Vela que só "entra" pode bater no pistão ou trabalhar na temperatura errada.
Vela molhada de gasolina: precisa trocar?
Em geral, basta secar a vela e o cilindro. Tire a vela, seque bem, espere alguns minutos para o excesso de combustível evaporar do cilindro e recoloque. Se a vela ficou suja de fuligem, troque. Se a moto afoga sempre, revise a alimentação.
Troquei a vela e a moto continua falhando. E agora?
Confira o cachimbo, o cabo de vela e a bobina de ignição, que levam a faísca até a vela. Depois, filtro de ar, combustível e alimentação. Se a vela nova escurece rápido, a causa está na mistura ou no motor, e vale levar à oficina.