Ducati Multistrada V2 ou Triumph Tiger 900?
As duas lado a lado, com os números das fichas, o preço na FIPE, quanto cada uma desvaloriza e as peças de manutenção.
Ficha lado a lado
| Multistrada V2 | Tiger 900 | |
|---|---|---|
| Versão comparada | Multistrada V2 S 2026 | Tiger 900 GT Pro 2020–2026 |
| Preço FIPE | R$ 93.529 (2026) | R$ 76.030 (2026) (vantagem) |
| Cilindrada | 937 cc | 888 cc |
| Combustível | Gasolina | Gasolina |
| Refrigeração | Líquida | Líquida |
| Alimentação | Injeção eletrônica | Injeção eletrônica |
| Partida | Elétrica | Elétrica |
| Câmbio | Manual | Manual |
| Transmissão final | Corrente | Corrente |
| Freio dianteiro | Disco | Disco |
| Freio traseiro | Disco | Disco |
| ABS | Sim | Sim |
| Freio combinado (CBS) | Não | Não |
| Rodas | Liga leve | Liga leve |
| Pneus com câmara | Não | Não |
| Farol | LED | LED |
| Bateria | 12V 6,5Ah (Yuasa YT7B-BS) | 12V 11,2Ah (YTZ14S) |
| Vela | NGK SILMDR9A-8GS | NGK CR9EK |
| Pneu dianteiro | 120/70ZR19 60W | 100/90-19 57V |
| Pneu traseiro | 170/60ZR17 72W | 150/70R17 69V |
| Óleo | SAE 15W-50 sintético API SN/JASO MA2 (Shell Advance 4T Ultra) | 3,8 L com filtro | SAE 10W-40 ou 10W-50 semi/sintético API SH ou sup. + JASO MA | 3,15 L na troca com filtro |
| Relação | passo 520 | coroa 40 | pinhão 15 | 110 elos (Regina 520 ZRDK) | passo 525 | coroa 50 | pinhão 16 | 122 elos |
Dados da ficha de cada geração no catálogo e da tabela FIPE (outubro de 2026). Em destaque, o melhor número quando há uma vantagem clara.
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Anunciar nesta páginaQual escolher: o resumo
Comparando ficha com ficha e a FIPE das duas, o resultado não é de goleada: cada uma ganha em alguns pontos.
- A Ducati Multistrada V2: empata ou fica atrás nos números da ficha; a escolha por ela passa por gosto, rede de oficinas e oferta na sua cidade.
- A Triumph Tiger 900: preço menor.
Abaixo, cada diferença explicada; na tabela, a ficha das duas lado a lado.
Quem anda mais
Na cilindrada, são 937 cc na Ducati Multistrada V2 contra 888 cc na Triumph Tiger 900.
São 49 cc de diferença de cilindrada a favor da Ducati Multistrada V2. Se a diferença for pequena, ela quase não aparece na pilotagem e pode ser mais questão de projeto do que de desempenho. Se for grande, o motor maior tende a trabalhar com mais folga em estrada e carregado. Do outro lado, motor menor costuma ser mais simples de manter. Compare sempre com potência e torque.
Uso e conforto
Os números quase não mudam de uma para a outra, e uma diferença desse tamanho some no uso real, entre variação de peso do piloto, calibragem do pneu e estado da moto. Considere um empate técnico. Melhor gastar a atenção com o que realmente separa as duas: o test-ride, o custo de manter e o que cada uma oferece de equipamento.
Como as duas freiam
Nos freios, a Ducati Multistrada V2 usa freio disco na frente, disco atrás, ABS; a Triumph Tiger 900, freio disco na frente, disco atrás, ABS.
Nesse ponto, as duas estão no mesmo nível pela ficha: a escolha não precisa passar pelos freios.
Quanto custam e quanto perdem de valor
Na tabela FIPE de outubro de 2026, a Multistrada V2 S 2026 vale R$ 93.529 e a Tiger 900 GT Pro 2026, R$ 76.030.
Na média de mercado medida pela FIPE, a Triumph Tiger 900 vale 19% menos que a Ducati Multistrada V2. Para quem tem orçamento apertado, isso pode decidir a compra. Só não esqueça que o preço de compra é uma parte da conta: seguro, peças e revisões também entram. E, na hora de comprar usada, uma unidade bem cuidada pode valer mais do que a tabela indica.
Para ver como cada uma segura o valor, compare na FIPE o ano mais novo com um ano mais antigo da mesma versão: a Multistrada V2 S 2023 vale 21% menos que a 2026; a Tiger 900 GT Pro 2023 vale 18% menos que a 2026.
Manutenção e peças
As medidas das peças de troca mais comuns, uma ao lado da outra, com link para a página de cada peça:
- Bateria: 12V 6,5Ah (Yuasa YT7B-BS) na Multistrada V2 e 12V 11,2Ah (YTZ14S) na Tiger 900.
- Vela: NGK SILMDR9A-8GS na Multistrada V2 e NGK CR9EK na Tiger 900.
- Pneu dianteiro: 120/70ZR19 60W na Multistrada V2 e 100/90-19 57V na Tiger 900.
- Pneu traseiro: 170/60ZR17 72W na Multistrada V2 e 150/70R17 69V na Tiger 900.
- Relação: passo 520 | coroa 40 | pinhão 15 | 110 elos (Regina 520 ZRDK) na Multistrada V2 e passo 525 | coroa 50 | pinhão 16 | 122 elos na Tiger 900.
- Óleo: SAE 15W-50 sintético API SN/JASO MA2 (Shell Advance 4T Ultra) | 3,8 L com filtro na Multistrada V2 e SAE 10W-40 ou 10W-50 semi/sintético API SH ou sup. + JASO MA | 3,15 L na troca com filtro na Tiger 900.
- Filtro de ar: a mesma nas duas, papel seco.
- Lâmpada do farol: a mesma nas duas, LED integrado.
- Fluido de freio: a mesma nas duas, DOT 4.
Em vários itens, as duas compartilham a mesma medida. Na prática, isso quer dizer que o custo de reposição dessas peças tende a ser parecido e que nenhuma delas vai dar mais trabalho para achar a medida certa. A diferença de manutenção, então, vai aparecer nos itens que não coincidem. Antes de comprar qualquer peça, confira o código para o ano da sua moto. Aqui, coincidem: filtro de ar, lâmpada do farol, fluido de freio.
Qual das duas é a certa para você
Na tabela, cada moto ganha em alguns pontos e perde em outros. A escolha certa entre a Ducati Multistrada V2 e a Triumph Tiger 900 depende menos de quem vence mais itens e mais de quais itens importam para o seu uso. Os pontos abaixo ajudam a colocar cada diferença no lugar certo, do test-ride ao custo de ter a moto por alguns anos.
- Terra, buraco e piso ruim. Piso ruim castiga a moto e quem pilota. Para esse uso, prefira a que tem suspensão mais macia e com mais curso, roda que aguenta pancada e pneu com desenho adequado. O peso também conta, porque moto leve é mais fácil de controlar quando a traseira escorrega. Pense em quantas vezes por semana você enfrenta esse tipo de chão e dê o peso certo a essa parte da tabela.
- Garupa frequente. Se você leva alguém com frequência, a comparação muda. O banco de trás, as pedaleiras do garupa e as alças fazem diferença no conforto de quem vai atrás. Para quem pilota, torque e freios ganham peso, porque a moto carregada demora mais para acelerar e para parar. Leve a pessoa que costuma ir junto para sentar nas duas antes de decidir.
- Se a moto vai pegar estrada. Para viajar, pense na moto cheia: você, talvez garupa, bagagem e quilômetros seguidos. A que tem mais fôlego, mais autonomia e melhor posição para as costas costuma ser a escolha. Vale olhar também a disponibilidade de suportes para baú e alforjes. Na comparação, dê mais peso aos itens de estrada da tabela e menos aos que só aparecem na cidade.
- Se o uso é cidade todo dia. Para quem roda na cidade todos os dias, a moto ideal é a que cansa menos. Isso passa por peso, posição de pilotagem, embreagem ou câmbio, calor do motor nas pernas e facilidade de manobra. Números de desempenho ficam em segundo plano. Imagine o seu trajeto mais congestionado e pense em qual das duas você preferiria encarar nele todas as manhãs.
- Viagem e peso. Para viajar longe, conforto e autonomia contam mais que alguns cavalos a mais. Ao mesmo tempo, uma moto alta e pesada pode intimidar em manobra, em rampa e fora do asfalto, principalmente carregada. Pense no seu tipo de viagem: só asfalto, terra de vez em quando ou trechos ruins com frequência. A moto certa é a que você consegue dominar parada e aproveita rodando.
- Sua altura e seu peso. Sente nas duas, apoie os pés no chão e segure o guidão por alguns minutos. Se só a ponta dos pés alcança o chão, a moto vai exigir mais atenção em cada parada. Se as pernas ficam dobradas demais, a viagem cansa. O seu peso também conta: quanto mais carga, mais importam torque, freio e regulagem da suspensão. A tabela ajuda, mas o teste sentado decide.
Compare com outros modelos
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Perguntas frequentes
Qual é mais barata, Multistrada V2 ou Tiger 900?
Na FIPE de outubro de 2026, a Tiger 900 GT Pro 2026, com R$ 76.030. A outra sai por R$ 93.529.
Vale pagar mais pela versão com ABS?
Para a maioria das pessoas, sim. O ABS evita que a roda trave numa frenagem forte, e isso faz diferença em piso molhado, com areia ou num susto no trânsito. Quem roda todo dia, leva garupa ou tem pouca experiência é quem mais aproveita. Quem roda pouco e devagar pode pesar a economia, mas a segurança costuma justificar o gasto.
Qual das duas desvaloriza menos?
Olhe a desvalorização na FIPE mostrada nesta comparação: ela indica qual das duas segurou melhor o preço no passado. Na prática, a revenda de cada unidade depende também de manutenção comprovada, ausência de quedas e documentação em dia. Uma moto bem cuidada vende melhor, seja qual for o modelo.
Vale mais a pena a mais simples zero ou a mais completa usada?
As duas escolhas fazem sentido. A nova dá garantia e tranquilidade; a seminova mais completa já passou pela maior desvalorização e pode entregar mais pelo mesmo valor. O risco está no histórico: sem revisões comprovadas, a economia pode virar gasto. Use a FIPE desta página como referência e examine a usada com calma antes de fechar.
Qual das duas é melhor para iniciante?
Para quem está começando, contam mais peso baixo, banco que permita apoiar os pés no chão, motor com resposta suave e freios com ABS ou CBS. Potência demais atrapalha mais do que ajuda. Compare esses itens na tabela desta página e faça o test-ride das duas: a que transmite mais confiança nas manobras costuma ser a melhor escolha.
Qual das duas tem peça mais barata?
Em geral, moto mais simples e mais popular tem peça mais barata e mais oferta de marcas paralelas. Mas a resposta certa vem do orçamento: compare o preço das peças de desgaste das duas numa loja de confiança e o intervalo de revisões no manual. As medidas iguais, mostradas nesta página, indicam onde o custo deve ser parecido.