Honda CRF 250F ou Kawasaki KLX 300R?
As duas lado a lado, com os números das fichas, o preço na FIPE, quanto cada uma desvaloriza e as peças de manutenção.
Ficha lado a lado
| CRF 250F | KLX 300R | |
|---|---|---|
| Versão comparada | CRF 250F 2019–2025 | KLX 300R 2025–2026 |
| Preço FIPE | R$ 24.205 (2025) (vantagem) | R$ 31.311 (2026) |
| Cilindrada | 250 cc | 292 cc (vantagem) |
| Potência | 22,2 cv | – |
| Torque | 2,28 kgf.m a 6.000 rpm | – |
| Peso | 114 kg (vantagem) | 128 kg |
| Tanque | 6 L | 7,9 L (vantagem) |
| Altura do banco | 883 mm | 899 mm |
| Combustível | Gasolina | Gasolina |
| Refrigeração | A ar | Líquida |
| Alimentação | Injeção eletrônica | Carburador |
| Partida | Elétrica | Elétrica |
| Câmbio | Manual | Manual |
| Transmissão final | Corrente | Corrente |
| Freio dianteiro | Disco | Disco |
| Freio traseiro | Disco | Disco |
| ABS | Não | Não |
| Freio combinado (CBS) | Não | Não |
| Rodas | Raiadas | Raiadas |
| Pneus com câmara | Sim | Sim |
| Bateria | 12V 5Ah (Honda R315AKRMM10) | – |
| Pneu dianteiro | – | 80/100-21 |
| Pneu traseiro | – | 100/100-18 |
| Óleo | – | SAE 10W-40 API SG/SH/SJ/SL/SM + JASO MA/MA1/MA2 |
Dados da ficha de cada geração no catálogo e da tabela FIPE (outubro de 2026). Em destaque, o melhor número quando há uma vantagem clara.
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Anunciar nesta páginaQual escolher: o resumo
A Honda CRF 250F e a Kawasaki KLX 300R disputam o mesmo comprador. Pelos números das fichas e da FIPE, cada uma leva vantagem em pontos diferentes:
- A Honda CRF 250F: menos peso, preço menor.
- A Kawasaki KLX 300R: tanque maior.
Os detalhes de cada ponto estão nas seções abaixo, e a tabela no topo da página traz a ficha completa das duas.
Motor e desempenho
Na cilindrada, são 250 cc na Honda CRF 250F contra 292 cc na Kawasaki KLX 300R.
Com 42 cc a mais, o motor da Kawasaki KLX 300R é maior que o da Honda CRF 250F. Isso costuma se traduzir em mais fôlego, mas depende de como cada motor foi ajustado: há motores menores que entregam números parecidos. Por isso, use a cilindrada como pista e confira potência, torque e relação peso/potência na tabela. Para uso só urbano, alguns centímetros cúbicos a mais raramente fazem diferença.
Nesta dupla, a alimentação é diferente: injeção na Honda CRF 250F, carburador na Kawasaki KLX 300R. A injeção dosa o combustível sozinha, com base em sensores, e dispensa afogador. O carburador tem a seu favor a manutenção barata e o conserto em qualquer oficina, sem scanner. Se você mora longe de oficina com equipamento de diagnóstico, pese isso; no resto dos casos, a Honda CRF 250F é mais prática.
Motor refrigerado a líquido, como o da Kawasaki KLX 300R, segura a temperatura mesmo quando a moto fica parada no sol ou trabalha carregada por horas. O da Honda CRF 250F, arrefecido a ar, esquenta mais nessas condições, mas compensa com mecânica simples e manutenção mais barata. Para quem roda leve e pouco, a Honda CRF 250F resolve. Para quem exige muito do motor, a refrigeração líquida conta pontos.
No dia a dia: peso, banco e tanque
Pelas fichas, a Honda CRF 250F pesa 114 kg e a Kawasaki KLX 300R, 128 kg; o banco fica a 883 mm do chão na Honda CRF 250F e a 899 mm na Kawasaki KLX 300R; os tanques levam 6,0 e 7,9 litros.
A Honda CRF 250F pesa 14 kg a menos, e isso se sente mais com a moto parada do que andando: para tirar do cavalete, manobrar na garagem, empurrar com o motor desligado e segurar quando ela inclina num piso irregular. Para quem é mais baixo, tem pouca força ou está começando, a moto mais leve dá confiança. Em movimento, diferenças pequenas de peso quase desaparecem.
São 16 mm de diferença na altura do banco, a favor da Honda CRF 250F. Para pilotos altos, a Kawasaki KLX 300R pode até ser mais confortável, com mais espaço para as pernas. Para quem é mais baixo ou está começando, alcançar o chão com segurança vale muito, principalmente em piso irregular e paradas frequentes. A medida no papel é um ponto de partida; o teste sentado resolve.
Com 1,9 litros a mais no tanque, a Kawasaki KLX 300R roda mais antes de pedir combustível. É uma conta simples, mas que faz falta em viagem e em rotina de trabalho com muitos quilômetros. Para o uso urbano comum, a Honda CRF 250F atende bem e você só passa no posto um pouco mais vezes. Compare o tanque junto com o consumo para estimar quanto cada uma roda.
Freios e segurança
Nos freios, a Honda CRF 250F usa freio disco na frente, disco atrás; a Kawasaki KLX 300R, freio disco na frente, disco atrás.
Os conjuntos de freio se equivalem na ficha, então este item não desempata.
Quanto custam e quanto perdem de valor
Na tabela FIPE de outubro de 2026, a CRF 250F 2025 vale R$ 24.205 e a KLX 300R 2026, R$ 31.311.
A Honda CRF 250F sai 23% mais barata na FIPE. Essa diferença pode ficar no seu bolso ou virar equipamento de segurança, documentação e primeira revisão. Do outro lado, a Kawasaki KLX 300R pode justificar o preço maior com motor, freio ou conforto que pesam no seu uso. Compare o que cada uma entrega e pense no custo de manter, que acompanha a moto por anos.
Peças de troca: as medidas de cada uma
As medidas das peças de troca mais comuns, uma ao lado da outra, com link para a página de cada peça:
Como escolher entre a Honda CRF 250F e a Kawasaki KLX 300R
Comparar duas motos parecidas é decidir quais diferenças valem para você. Potência a mais não ajuda quem só roda em rua plana; banco baixo não faz falta para quem é alto. Antes de bater o martelo entre a Honda CRF 250F e a Kawasaki KLX 300R, passe por estas perguntas: elas transformam números de ficha em critérios práticos.
- Se a moto vai pegar estrada. Se a moto vai pegar rodovia com frequência, potência e torque passam a importar de verdade, porque ditam a folga nas ultrapassagens e o esforço do motor em velocidade constante. Tanque maior, banco confortável, proteção contra o vento e freios fortes completam a lista. Uma moto que anda bem na cidade pode se mostrar cansativa depois de uma hora de estrada, e o contrário também acontece.
- Cote o seguro antes. Não deixe para cotar o seguro depois da compra. Modelos muito procurados no mercado de usadas costumam ser também os mais visados, e isso aparece no preço da apólice. Peça orçamento das duas com os mesmos dados e compare a franquia, não só o valor anual. Se a moto vai ficar na rua, considere também trava, alarme ou rastreador no orçamento.
- Se a moto é para trabalhar. Quem trabalha com a moto, em entregas ou visitas, roda muito, para e liga o motor várias vezes por dia e não pode ficar parado na oficina. Nesse caso, robustez, partida elétrica, consumo baixo, peças fáceis de achar e manutenção barata pesam mais que desempenho e acabamento. Pergunte a quem já trabalha com cada modelo como ele se comporta depois de muitos quilômetros.
- Pense na revenda. Se você costuma trocar de moto em poucos anos, a revenda pesa quase tanto quanto o preço de compra. A moto mais procurada vende mais rápido e com menos desconto. O histórico de desvalorização na FIPE que aparece nesta página dá uma boa pista. Olhe também os anúncios de usadas das duas: quantas estão à venda e por quanto tempo os anúncios ficam no ar.
- Equipamentos que você vai usar. Faça duas listas: o que você usaria todo dia e o que seria só bom ter. Itens de segurança quase sempre entram na primeira. Conectividade, iluminação mais sofisticada e acabamento diferente podem ficar na segunda, dependendo do seu uso. Com as listas em mãos, fica fácil ver quando a diferença de preço compra algo útil e quando compra só um visual diferente.
- Terra, buraco e piso ruim. Se o seu caminho tem estrada de chão, buraco ou calçamento ruim, olhe com atenção suspensão, altura livre do solo, rodas e pneus. Rodas raiadas e pneus com câmara costumam aguentar melhor o castigo; suspensão com mais curso deixa a moto mais estável e protege as costas. Uma moto pensada para asfalto até passa pela terra, mas sofre mais e pede manutenção com mais frequência.
Outras comparações
Também comparamos:
Perguntas frequentes
Qual custa menos na FIPE?
Na FIPE de outubro de 2026, a CRF 250F 2025, com R$ 24.205. A outra sai por R$ 31.311.
Qual roda mais com um tanque?
Pela ficha, 6,0 litros na Honda CRF 250F e 7,9 na Kawasaki KLX 300R. A autonomia real depende do consumo, que muda com o uso.
Qual das duas tem melhor revenda?
Olhe a desvalorização na FIPE mostrada nesta comparação: ela indica qual das duas segurou melhor o preço no passado. Na prática, a revenda de cada unidade depende também de manutenção comprovada, ausência de quedas e documentação em dia. Uma moto bem cuidada vende melhor, seja qual for o modelo.
Qual das duas é mais econômica?
Não há resposta única, porque o consumo muda com o piloto, o trânsito e o estado da moto. Olhe na comparação desta página a cilindrada, o peso e o tipo de alimentação: esses itens dão uma boa pista. Lembre também que economia inclui peças e revisões, e não só o que se gasta no posto.
Em qual das duas o garupa vai mais confortável?
Para o garupa, contam o tamanho do banco de trás, a posição das pedaleiras e a existência de alças. Para quem pilota, torque e freio pesam mais, porque a moto carregada demora mais para acelerar e para parar. Veja esses itens na tabela desta página e, se possível, leve quem costuma ir junto para sentar nas duas.
Qual das duas tem peça mais barata?
Em geral, moto mais simples e mais popular tem peça mais barata e mais oferta de marcas paralelas. Mas a resposta certa vem do orçamento: compare o preço das peças de desgaste das duas numa loja de confiança e o intervalo de revisões no manual. As medidas iguais, mostradas nesta página, indicam onde o custo deve ser parecido.
Qual das duas tem seguro mais barato?
O valor do seguro depende do preço da moto, do seu perfil, do seu CEP e do quanto o modelo é visado por ladrões na sua região. Por isso, não dá para responder sem cotação. Peça orçamento das duas com os mesmos dados e compare também a franquia, não só o valor anual.