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Calibragem do pneu da Yamaha XT 660Z Ténéré

A pressão do manual para o pneu dianteiro e o traseiro de cada versão e ano da XT 660Z Ténéré, de 2011 a 2017, sempre com os pneus frios.

Calibragem do manual

30 / 33 psi

Dianteiro
30 psi
Traseiro
33 psi

Valores do manual do proprietário, com os pneus frios. Confira a linha da sua versão e ano na tabela.

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Calibragem por versão e ano

VersãoAnosDianteiroTraseiroTraseiro com garupa
XT 660Z Ténéré2011–2017 30 psi33 psi 36 psi

Pressões do manual, com o pneu frio. A linha leva à ficha técnica completa daquela geração.

Calibragem da Yamaha XT 660Z Ténéré

A XT 660Z Ténéré tem uma calibragem só em todas as gerações levantadas: 30 psi na frente e 33 psi atrás, sempre medidos com o pneu frio.

Com garupa ou carga, o manual pede mais pressão no pneu traseiro: 36 psi. A frente continua com o valor normal.

Em outras unidades, para quem usa calibrador digital ou o manual em kPa:

Pneupsi (libras)barkPa
Dianteiro302,07207
Traseiro332,28228
Traseiro com garupa362,48248

Calibragem: o detalhe que mais pesa nos pneus da XT 660Z Ténéré

A pressão dos pneus decide como a moto apoia no chão. Com a pressão certa, a banda de rodagem encosta por igual no asfalto, a direção fica leve e precisa, a frenagem é estável e o pneu gasta de forma uniforme. Fora dela, tudo isso piora aos poucos, e muita gente só percebe quando o pneu já gastou torto ou a moto ficou estranha numa curva.

Os valores desta página são os que o fabricante indica para a XT 660Z Ténéré, sempre com os pneus frios. Eles levam em conta o peso da moto, o tamanho dos pneus e o uso previsto, e por isso valem mais do que qualquer número "padrão" de borracharia.

Pneus da XT 660Z Ténéré e a calibragem

A pressão indicada pressupõe o pneu na medida de fábrica. Na XT 660Z Ténéré, as medidas são:

  • Pneu dianteiro. 90/90-21 M/C 54S.
  • Pneu traseiro. 130/80-17 M/C 65S.

Com pneu fora da medida original, a referência passa a ser o fabricante do pneu. A tabela do manual vale para a medida de fábrica.

Como calibrar os pneus da XT 660Z Ténéré

Leva poucos minutos e dá para fazer no posto ou em casa, com um calibrador próprio. O que muda o resultado é medir com o pneu frio.

  1. Comece com o pneu frio. A pressão indicada é para o pneu frio: moto parada há algumas horas ou que rodou só um trecho curto e devagar. Pneu quente marca mais pressão do que tem de verdade.
  2. Tire a tampinha da válvula. Remova a tampinha e guarde num lugar seguro. Ela protege a válvula de sujeira e ajuda na vedação, então precisa voltar no fim.
  3. Meça a pressão. Encaixe o bico do calibrador firme e reto na válvula, sem deixar escapar ar, e leia o valor. Em psi, que é a mesma "libra" da linguagem do posto.
  4. Complete ou retire ar. Ajuste até o valor da tabela para a sua versão e ano. Use o valor de piloto sozinho ou o de garupa, conforme o uso do dia.
  5. Repita no outro pneu. Dianteiro e traseiro têm valores diferentes na maioria das motos. Confira os dois, cada um com o seu número.
  6. Recoloque as tampinhas e olhe o pneu. Rosqueie as tampas e aproveite para olhar a banda: pregos, cortes, bolhas e o desgaste perto dos indicadores de profundidade.

Calibradores de posto nem sempre estão aferidos. Um medidor de pressão próprio, simples, ajuda a conferir e evita diferenças de alguns psi que fazem diferença na moto.

Como saber se a pressão está fora

Pressão baixa e pressão alta deixam marcas diferentes. Vale conhecer as duas.

  • Consumo maior. A resistência ao rolamento cresce com a pressão baixa, e isso aparece no consumo.
  • Pneu esquentando demais. O calor excessivo vem da deformação do pneu com pouca pressão. Ele envelhece a borracha e pode danificar a estrutura.
  • Moto saltando nas irregularidades. Com pressão alta, o pneu absorve menos e a moto "pula" em ondulações, perdendo contato com o chão por instantes.
  • Furo ou talão solto. Com câmara de ar, rodar murcho favorece o "beliscão" da câmara em buracos e o deslocamento do pneu no aro.
  • Desgaste no centro. Pressão alta deixa o pneu abaulado, e o centro da banda gasta mais rápido.
  • Frenagem instável. A pressão fora do indicado muda a forma do pneu no contato com o chão, e a frenagem fica menos previsível, principalmente no molhado.
  • Desgaste nas laterais. Pneu rodando com pouca pressão apoia mais nas bordas, que gastam antes do centro.
  • Direção pesada. Com pouca pressão, principalmente na frente, a moto fica lenta para entrar nas curvas e o guidão pesa nas manobras.

A XT 660Z Ténéré usa câmara de ar?

A XT 660Z Ténéré usa pneus com câmara de ar nas gerações levantadas.

Os pneus com câmara pedem cuidado com a pressão baixa. Murcho, o pneu pode girar no aro e puxar a válvula da câmara, e um buraco mais forte pode "beliscar" a câmara contra o aro. Em compensação, o furo costuma esvaziar o pneu mais rápido, o que avisa logo.

Hábitos que mantêm a pressão certa

A pressão cai naturalmente com o tempo, mesmo sem furo. Por isso a calibragem é um hábito, não um evento.

  • Não use o número da lateral do pneu. O valor estampado no pneu é um limite. A pressão certa é a do manual da moto, que está na tabela desta página.
  • Pneu novo, mesma pressão. Ao trocar o pneu, use a pressão do manual da moto, mesmo que a marca do pneu seja outra. Só mude se o fabricante da moto ou do pneu indicar outro valor para aquela medida.
  • Mantenha as tampinhas. Sem tampa, poeira e água chegam ao miolo da válvula, que começa a vazar.
  • Tenha um medidor próprio. Medidor próprio é barato e evita diferenças de calibração entre postos. Use-o para conferir o valor final.
  • Nitrogênio é opcional. Encher com nitrogênio não faz mal, mas não dispensa a calibragem periódica. O que importa é a pressão certa, seja com ar comum, seja com nitrogênio.
  • Calibre com frequência. Crie uma rotina: em geral, a cada uma ou duas semanas e antes de qualquer viagem. Moto parada também perde ar.
  • Ajuste para garupa e carga. Garupa e carga pedem mais pressão atrás. Calibrar só pelo valor de piloto sozinho deixa o pneu traseiro mole com peso extra.
  • Trilha tem regra própria. Pressão mais baixa ajuda na terra, mas é perigosa no asfalto. Se baixar para a trilha, recalibre antes de voltar para a rua.

Erros comuns na calibragem

Quase todo erro de calibragem vem de hábito, não de falta de equipamento. Estes são os mais frequentes.

  • Esquecer o valor de garupa. Carga sem ajuste de pressão sobrecarrega o pneu traseiro. Ajuste antes de sair e volte ao valor normal depois.
  • Confiar sempre no calibrador do posto. Calibrador de posto pode estar desregulado. Um medidor próprio, de vez em quando, mostra se a leitura bate.
  • Calibrar só quando o pneu parece murcho. Pneu de moto pode estar vários psi abaixo do certo sem parecer vazio. O olho não mede pressão; o calibrador mede.
  • Usar o mesmo valor nos dois pneus. Frente e traseira quase sempre pedem pressões diferentes. Copiar o número de um pneu para o outro deixa um deles fora.
  • Esvaziar o pneu quente. Leitura alta com o pneu quente é normal. Esvaziar para chegar ao valor de pneu frio é o erro clássico de quem calibra no meio do trajeto.
  • Seguir o número de carro. O valor que o frentista usa no carro não serve para a moto. Diga o número do manual ou calibre você mesmo.

Calibragem para viagem, chuva e carga

Três situações pedem atenção extra com a calibragem da XT 660Z Ténéré. A primeira é a viagem: o pneu roda muito tempo seguido, e a pressão errada cobra o preço em desgaste e estabilidade. Calibre frio antes de sair.

A segunda é a carga. Garupa e bagagem aumentam o peso sobre o pneu traseiro, e o manual costuma pedir mais pressão atrás nesses casos. A terceira é o tempo: na chuva, pneu murcho escoa menos água; no calor, a pressão lida com o pneu quente sobe sozinha, e esvaziar nessa hora deixa o pneu baixo quando esfriar.

Calibragem de motos parecidas

Para comparar, a calibragem de outras motos do mesmo tipo e de cilindrada parecida com a XT 660Z Ténéré (pela geração mais recente de cada uma):

Os números parecidos não querem dizer que dá para usar o valor de outra moto: peso, pneu e suspensão mudam a pressão certa. Vale o da sua.

Perguntas frequentes

Qual a calibragem do pneu da Yamaha XT 660Z Ténéré?

Pelo manual, 30 psi no dianteiro e 33 psi no traseiro, com os pneus frios. Com garupa, 36 psi atrás.

Com que frequência calibrar?

Com frequência: a pressão cai sozinha. Uma rotina semanal ou quinzenal, mais a conferência antes de viagem, resolve.

Libra e psi são a mesma coisa?

Sim. Psi é a abreviação de libra por polegada quadrada, a unidade que os calibradores de posto chamam de "libra".

Posso calibrar pelo número escrito no pneu?

Não. A pressão da lateral é um limite de segurança do pneu. A de uso é a do fabricante da moto, que está na tabela.

Levar garupa muda a calibragem?

Em muitas motos, sim. O manual indica um valor maior atrás para quando há garupa ou carga. A tabela mostra esse valor quando o manual informa.

Vale a pena ter um calibrador próprio?

Sim. Com um medidor de pressão e um compressor pequeno, ou só o medidor para conferir antes de ir ao posto, você mede com o pneu frio, que é o jeito certo.

É normal o pneu baixar sozinho?

Um pouco, sim: a borracha deixa o ar passar devagar, e a variação de temperatura também mexe na pressão. Perda rápida, de uma semana para outra, já pede uma olhada em válvula, aro e banda.

Posso calibrar com o pneu quente?

Não é o ideal. Pneu quente marca pressão maior, e esvaziar nessa hora deixa o pneu murcho depois. Calibre frio sempre que puder.

Encher mais o pneu é melhor?

Não. Pressão alta reduz a área de contato com o chão. O ganho de consumo é pequeno e a perda de aderência, real.

Pneu tubeless muda a pressão?

A pressão é a do manual da moto, com ou sem câmara. A diferença é que, sem câmara, um furo pequeno pode baixar a pressão devagar, e só a calibragem frequente mostra.