tudo de moto

Kawasaki ER-6n 2009–2012

Ficha técnica, preço FIPE e as 71 peças com página própria para a ER-6n fabricada de 2009 a 2012. 1ª geração (chegada ao Brasil).

  • Naked
  • 649 cc
  • Gasolina
  • Injeção eletrônica
Kawasaki ER-6n
Imagem ilustrativa.

As medidas que mais se procura

PeçaMedida nesta motoConferência
Bateria 12V 10Ah conferido
Vela de ignição NGK CR9EIA-9 conferido
Pneu dianteiro 120/70ZR17 58W conferido
Pneu traseiro 160/60ZR17 69W conferido
Relação (kit) passo 520 | coroa 46 | pinhão 15 conferido
Óleo do motor SAE 10W-40 API SG/SH/SJ/SL/SM + JASO MA/MA1/MA2 conferido
Filtro de ar papel viscoso conferido
Fluido de freio DOT 4 conferido

“Conferido” quer dizer que a medida foi checada no manual do proprietário, na ficha do fabricante ou no catálogo de aplicação. “Referência” é a medida usada para este modelo, ainda sem essa checagem: confira no manual ou na peça antiga antes de comprar.

Lojas e oficinas para a Kawasaki ER-6n

Tem loja de peças ou oficina? Apareça aqui para quem procura peças e serviço para a Kawasaki ER-6n 2009–2012. R$ 29,90 por ano, com botão para o seu WhatsApp ou site.

Anunciar nesta página

Peças da ER-6n 2009–2012

A lista já leva em conta como esta moto é feita: transmissão por corrente, injeção eletrônica, freio traseiro a disco. Peça que não existe nela não aparece.

Motor

Arrefecimento

Alimentação

Admissão

Escapamento

Transmissão

Freios

Suspensão

Direção

Rodas e pneus

Elétrica

Ignição

Iluminação

Carroceria

Comandos

Fluidos

Acessórios do modelo

ER-6n 2009–2012: visão geral

A Kawasaki ER-6n nos anos-modelo de 2009 a 2012 é uma naked de 649 cc. Os dados abaixo valem para todo esse período. É a 1ª de 2 gerações da ER-6n no catálogo. 1ª geração (chegada ao Brasil).

Pela FIPE (outubro de 2026), uma ER-6n desta geração custa entre R$ 17.011 e R$ 21.824, conforme o ano.

Como ler a ficha técnica da ER-6n

  • Peso: 200 kg (em ordem de marcha)
  • Tanque: 15,5 litros
  • Calibragem dos pneus: dianteiro 32 psi (225 kPa); traseiro 36 psi (250 kPa)
  • Câmbio: manual
  • Freio dianteiro: disco
  • Freio traseiro: disco
  • ABS: não
  • Suspensão traseira: monoamortecida

Ficha técnica é uma lista de números e siglas que, sozinha, diz pouco. Cada linha, porém, tem consequência no seu dia a dia: no esforço para subir uma ladeira, no tamanho da parada para abastecer, no pé que alcança ou não o chão. Estes são os dados da ER-6n e o que cada um muda quando você está em cima dela.

  • Carburador ou injeção. Carburada ou injetada, eis uma diferença que você sente no dia a dia. Com carburador, manhãs frias pedem afogador e a moto pode estranhar subida de serra. Com injeção, a central corrige a mistura sozinha e a moto pega de primeira em quase qualquer condição. Em compensação, a injeção depende de bateria boa e de diagnóstico feito com equipamento.
  • Potência e rotação. A potência, em cv, mostra a força máxima que o motor entrega, e a rotação ao lado diz em que giro ela aparece. Quanto mais alto esse giro, mais você precisa esticar as marchas para ter o desempenho todo. Em moto flex, a ficha costuma trazer dois números: o maior quase sempre é com etanol, e a diferença se sente mais em ultrapassagem e subida.
  • Rodas e pneus: liga ou raiada, com ou sem câmara. Liga ou raiada, com ou sem câmara: dois dados que mudam o que acontece num furo. Sem câmara, o pneu perde ar aos poucos e um reparo com macarrão resolve até a borracharia. Com câmara, o esvaziamento é rápido e o conserto pede desmontar a roda. Raios aguentam melhor o piso ruim, mas pedem conferência de tensão de vez em quando.
  • Freio dianteiro a disco. Freio a disco na frente significa frenagem mais forte e mais fácil de dosar, principalmente com a moto carregada ou em descida longa. Ele também esquenta menos a ponto de perder eficiência e funciona melhor depois de passar por água. Na ficha, o diâmetro do disco e o número de pistões da pinça dão uma ideia da força disponível.
  • Altura do banco. A altura do banco diz quanto de perna você precisa para apoiar os pés no chão. Mas não é só o número: banco largo afasta as pernas e exige mais altura, enquanto banco estreito na frente ajuda. Quem tem perna curta costuma se sentir seguro apoiando a ponta dos dois pés. Muitas motos aceitam banco mais baixo ou mais alto como opção.
  • Refrigeração líquida. O radiador na frente do motor é a marca da refrigeração líquida. Ela mantém a temperatura constante, o que ajuda o motor a durar e a render igual no trânsito e em viagem. Quando a moto para no congestionamento, a ventoinha liga sozinha. Fique de olho no marcador ou na luz de temperatura e no nível do reservatório.
  • Peso seco e em ordem de marcha. Peso seco é a moto sem combustível, óleo, bateria ou outros fluidos, conforme o critério do fabricante. Em ordem de marcha é como ela sai para rodar, abastecida e pronta. A diferença pode passar de dez quilos. Para saber quanto você vai empurrar na garagem ou segurar num tombo parado, use sempre o número em ordem de marcha.

Como a ER-6n se comporta no uso

A naked agrada quem quer sentir a moto. A resposta do acelerador é direta, as curvas saem precisas e o guidão largo facilita mudar de direção rápido. No trânsito, ela anda bem, e o motor de 649 cc sobra nas ultrapassagens de estrada.

As fraquezas são previsíveis. O vento cansa em ritmo de rodovia, o banco traseiro é pequeno para viagens com garupa e bagagem pede acessórios. Em piso de terra e asfalto castigado, a suspensão esportiva e os pneus de rua pedem cautela. Usada como moto de lazer e de deslocamento, entrega muito; como moto de trabalho pesado, gasta mais do que precisa.

Medidas das peças da ER-6n 2009–2012

Na hora de comprar peça para a ER-6n desses anos, estas são as referências da ficha:

Plano de manutenção da ER-6n, sistema por sistema

Manter a ER-6n em dia é mais simples quando você pensa por sistema: motor, transmissão, freios, rodas, suspensão e parte elétrica. Cada um tem itens de troca e de inspeção, e os prazos estão no manual do proprietário. A seguir, o que cada parte pede e os sinais de que a hora chegou antes do previsto.

  • Fluido de freio. Olhe o visor do reservatório: o nível cai aos poucos conforme as pastilhas gastam, e fluido escuro é sinal de troca atrasada. A substituição segue o intervalo do manual, com o tipo DOT indicado na tampa. Não misture tipos diferentes e cuidado para não respingar na pintura, que o fluido mancha.
  • Rolamentos de roda e de direção. Rolamentos de roda e da caixa de direção trabalham escondidos e sofrem com buraco, água e lavagem com jato forte. Com a moto suspensa, balance as rodas para os lados: não pode haver folga. Gire o guidão de um lado ao outro: ele deve correr liso, sem pontos duros. A inspeção entra nas revisões do manual, e folga ou ruído pedem atenção imediata.
  • Filtro de óleo. Trocar só o óleo e manter o filtro velho é colocar óleo limpo num circuito sujo. O manual diz em quais revisões o filtro entra, e vale seguir à risca. Na troca, aperte só com a mão e um pouco mais, para não amassar a vedação, e confira se não ficou nenhuma junta velha grudada no motor.
  • Corrente, coroa e pinhão. A corrente pede limpeza e lubrificação frequentes, além de ajuste de folga no intervalo do manual. Quando chegar a hora da troca, mude corrente, coroa e pinhão juntos, porque peças novas com velhas se desgastam rápido. Sinais de fim de vida: dentes da coroa em forma de gancho, corrente que sai da coroa quando puxada e elos duros.
  • Bateria. A bateria de 12 volts alimenta a partida, a injeção, as luzes e o painel. Confira os terminais, que devem estar firmes e sem zinabre, e o estado de carga se a moto fica parada muito tempo. Partida lenta, luzes fracas e painel piscando são os sinais de fim de vida. Se a moto vai ficar guardada, um carregador de manutenção ajuda bastante.
  • Pneus e calibragem. Pneu é o único contato da moto com o chão, e a calibragem certa vale mais que qualquer acessório. Meça com o pneu frio, de preferência com calibrador próprio, e ajuste ao peso que vai levar. Veja os indicadores de desgaste, cortes e objetos presos na banda. A troca segue o desgaste e a idade do pneu.
  • Folga de válvulas. As válvulas precisam de uma pequena folga para fechar direito quando o motor esquenta. Com o uso, essa folga muda, e o manual indica quando conferir e regular. Folga demais faz o motor bater e perder rendimento; folga de menos impede a válvula de fechar e pode queimá-la. O serviço é feito com o motor totalmente frio e ferramentas próprias.

A ER-6n 2009–2012 ano a ano

Cada ano-modelo desta geração tem página própria, com o preço FIPE, as diferenças para as versões do mesmo ano e o que conferir na compra:

O ano mais antigo da geração vale 22% menos que o mais novo na tabela.

Diferenças para as outras gerações

Na geração seguinte, ER-6n 2013–2017, mudou:

  • ABS: não → sim
  • Bateria: 12V 10Ah → 12V 10Ah (YT12A-BS)
  • Peso: 200 kg (em ordem de marcha) → 204 kg (em ordem de marcha, versão sem ABS)

Mudança de geração costuma mudar peça. Por isso, na loja, informe o ano-modelo do documento, e não só o nome da moto.

Sinais que a Kawasaki ER-6n dá antes de um problema

Entre uma revisão e outra, quem acompanha a moto é você. Uma checagem rápida antes de sair e um pouco de atenção aos sinais durante o uso mantêm a ER-6n 2009–2012 segura e confiável. Veja o que observar e o que cada sinal costuma indicar.

  • Pneus: pressão e banda. Apertar o pneu com o polegar não mede pressão, mas mostra quando ele está claramente murcho. Calibre com frequência, sempre a frio, e olhe a banda procurando pregos, cortes e bolhas. Pneu com pressão baixa deixa a direção pesada e a moto instável. Se perder ar de um dia para o outro, há furo ou vazamento no bico.
  • Nível do óleo do motor. Nem todo motor consome óleo do mesmo jeito, mas o nível nunca deve cair abaixo do mínimo. Crie o hábito de olhar a cada poucos abastecimentos. Óleo baixo esquenta o motor e acelera o desgaste; óleo acima do máximo também faz mal. Se precisar completar, use a mesma especificação do que está no motor.
  • Ruídos do motor. Você conhece o som da sua moto, e qualquer mudança merece atenção. Chiado metálico no alto do motor pode ser folga de válvulas ou corrente de comando; batida grave que aumenta com o giro é mais séria; estalos no escapamento indicam vazamento ou mistura errada. Não acostume o ouvido: um barulho novo é um recado.
  • Parafusos, espelhos e peças soltas. Barulhos de plástico batendo, retrovisor que gira sozinho e placa balançando são sinais de que algo afrouxou. Com uma chave do kit da moto, dá para resolver a maioria em minutos. Preste atenção especial a acessórios instalados depois, como baú e suporte de celular, que nem sempre recebem o aperto adequado.

Acessórios que fazem sentido na ER-6n

Alguns acessórios melhoram segurança e conforto; outros só pesam e atrapalham. Para a ER-6n 2009–2012, vale priorizar o que protege você e a moto e o que deixa o uso mais prático. Prefira peças feitas para o modelo, com fixação nos pontos originais, e evite adaptações improvisadas.

  • Antena corta-pipa. A antena corta-pipa, presa ao guidão, corta linhas de pipa esticadas sobre a rua antes que elas cheguem ao pescoço do piloto. Linha com cerol ou chilena é um risco grave, principalmente nas épocas de férias. É barata, simples de instalar e não atrapalha a pilotagem. Confira se a altura passa acima da cabeça.
  • Slider e protetores de quadro. Uma queda em velocidade baixa numa esportiva ou naked pode destruir peças caras. Sliders de quadro, de eixo e de ponta de guidão reduzem muito esse estrago. Não impedem acidentes, mas limitam o prejuízo e, às vezes, permitem seguir viagem. Instale com o torque correto e substitua quando estiverem muito ralados.
  • Capa para moto. Sol forte resseca banco e plásticos e desbota a pintura; chuva e poeira aceleram a corrosão. Para quem guarda a moto fora de garagem, a capa vale cada centavo. Prefira tecido respirável e tamanho próprio, espere o escapamento esfriar antes de cobrir e use a capa também como camada extra contra olhares curiosos.
  • Capacete adequado. O capacete é o acessório mais importante, e nenhum outro substitui. Escolha um com certificação, tamanho certo para a sua cabeça e viseira em bom estado. Ele deve ficar justo sem apertar e não pode girar quando você mexe a cabeça. Capacete que sofreu queda forte perde a capacidade de proteção, mesmo parecendo inteiro.

Perguntas frequentes

Quantos litros tem o tanque da ER-6n 2009–2012?

O tanque da ER-6n desses anos comporta 15,5 litros.

Quanto custa uma ER-6n 2009–2012?

Na referência de outubro de 2026, a FIPE vai até R$ 21.824, com os anos mais antigos valendo menos. Veja o valor de cada ano nesta página.

Qual óleo vai na ER-6n 2009–2012?

A referência é SAE 10W-40 API SG/SH/SJ/SL/SM + JASO MA/MA1/MA2. O intervalo de troca está no manual.

Qual o peso da ER-6n 2009–2012?

A ficha do fabricante informa 200 kg (em ordem de marcha).

Que dados da ficha olhar para uma moto de entregas?

Quem vai rodar o dia todo deve priorizar o que pesa no custo e no conforto: torque útil na cidade, peso baixo para manobras, autonomia, tipo de transmissão e freios. Somam-se a isso suspensão que aguente carga e um banco confortável. Potência máxima importa menos do que força em giro baixo.

Dá para colocar câmara num pneu sem câmara?

Pneu sem câmara furado na banda costuma ter conserto com reparo por dentro ou, na emergência, com macarrão até a borracharia. Furo na lateral ou corte grande pede troca. Colocar câmara num pneu sem câmara não é a solução recomendada: aquece, pode estourar e esconde o problema. O melhor é reparar direito ou trocar.

Por que a moto rende menos que a potência anunciada?

A potência da ficha é medida no motor, sem as perdas da transmissão. Na roda, depois de câmbio, corrente ou correia e pneu, o número é sempre menor. Por isso um teste em dinamômetro mostra menos cv que o catálogo, e isso é normal. Para comparar motos, use sempre o mesmo critério.

Ficha técnica

Características
Cilindrada649 cc
CombustívelGasolina
Peso200 kg (em ordem de marcha) conferido
Tanque15,5 litros conferido
Calibragem dos pneusdianteiro 32 psi (225 kPa); traseiro 36 psi (250 kPa) conferido
MotorQuatro tempos
RefrigeraçãoLíquida
AlimentaçãoInjeção eletrônica
PartidaElétrica
CâmbioManual
EmbreagemPor cabo
Transmissão finalCorrente
Freio dianteiroDisco
Freio traseiroDisco
ABSNão
Freio combinado (CBS)Não
RodasLiga leve
Pneus com câmaraNão
Suspensão traseiraMonoamortecida
FarolHalógeno
LanternaLED
PiscasLâmpada
VelocímetroDigital (sensor)
AceleradorPor cabo
Filtro de óleo de trocaSim

Preço FIPE da ER-6n por ano

Ano-modeloPreço médio
ER-6n 2012R$ 21.824
ER-6n 2011R$ 21.287
ER-6n 2010R$ 19.384
ER-6n 2009R$ 17.011

Tabela FIPE, referência de outubro de 2026, código 817051-7. É o preço médio de anúncio no país, não o valor de uma moto específica. Anos sem preço na tabela ficam de fora.

Outros anos da ER-6n