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Haojue VR 150 2019

Preço FIPE do ano-modelo 2019, ficha técnica, medidas de manutenção e o que conferir antes de comprar uma VR 150 usada.

  • Street
  • 149 cc
  • Gasolina

FIPE 2019

Sem preço na tabela

Moto
Haojue VR 150
Ano-modelo
2019
Geração
2018–2024

Tabela FIPE, referência de outubro de 2026, código 885007-0. Preço médio de anúncio no país.

Lojas e oficinas para a Haojue VR 150

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A Haojue VR 150 2019 em resumo

A Haojue VR 150 2019 é uma street de 149 cc. Ela pertence à geração 2018–2024, que a marca manteve sem mudanças grandes de ficha nesse período. O motor é quatro tempos, com óleo no cárter e válvulas no cabeçote. Sem radiador: o motor é resfriado a ar, e o calor sai pelas aletas. A alimentação é por injeção eletrônica, com bomba de combustível, bico injetor e sensores. Não há pedal: a partida é sempre pelo motor de partida. O câmbio é manual, com embreagem acionada no manete. A força chega à roda traseira por corrente, que precisa de lubrificação e ajuste.

Em números, o torque, 1,17 kgf.m a 5.000 rpm; o peso, 105 kg / 120 kg (em ordem de marcha); o tanque leva 6 litros; o banco fica a 740 mm do chão.

A VR 150 e o jeito street de andar

Street é a moto de uso diário: posição de pilotagem neutra, guidão alto, motor simples e manutenção em conta. Na faixa de baixa cilindrada, é a moto que mais roda no Brasil, levando gente para o trabalho, fazendo entregas e substituindo o ônibus em muitas cidades. Por isso há peça em qualquer loja e mecânico em qualquer bairro.

Para quem compra usada, a street tem uma vantagem e um cuidado. A vantagem é a reposição fácil. O cuidado é que muitas trabalharam pesado, então o estado real pesa mais do que o ano no documento.

O que conferir antes de comprar uma VR 150 2019 usada

Antes de falar de preço, olhe a moto. Uma vistoria simples, feita com atenção e sem a pressa do vendedor, separa a boa compra da dor de cabeça. Leve uma lanterna, peça para ver a moto fria e reserve tempo para rodar com ela.

  • Suspensão. Suspensão cansada deixa a moto instável e acaba com o conforto. Pressione o guidão para baixo e solte: o retorno deve ser controlado, sem rangido. Faça o mesmo sentado no banco para testar a traseira. Óleo escorrendo, cromado picado e moto que balança como barco nas ondulações indicam revisão de suspensão pela frente.
  • Freios. Com a moto parada, aperte o manete e o pedal: o curso deve ser firme, sem chegar ao fim. Rodando, freie com força moderada numa reta segura. Pulsação no manete costuma indicar disco empenado; chiado alto, pastilha no fim. Em freio a tambor, alavanca de curso muito longo mostra lona gasta ou desregulada.
  • Corrente, coroa e pinhão. Puxe a corrente para trás, na parte de trás da coroa. Se ela se afasta dos dentes a ponto de mostrar boa parte deles, está esticada. Dentes da coroa pontudos, em forma de gancho, mostram desgaste do conjunto. Veja também o esticador: perto do fim do curso, falta pouco para a troca.
  • Chegue com a moto fria. Combine com o vendedor que a moto não seja ligada antes de você chegar. Com o motor frio aparecem partida difícil, marcha lenta instável e ruídos que somem quando o óleo esquenta. Se o motor já estiver quente sem explicação, desconfie e, se puder, marque outro dia.
  • Parte elétrica e luzes do painel. Ligue a chave e teste tudo: farol alto e baixo, lanterna, luz de freio pelos dois comandos, piscas, buzina e painel. As luzes de alerta devem acender ao ligar a chave e apagar depois que a moto liga; algumas, como a do ABS, só apagam quando ela anda.
  • Pneus. Veja a profundidade dos sulcos e procure o indicador de desgaste no fundo deles: quando a borracha chega nele, o pneu está no limite. A data de fabricação está nos quatro últimos números do código DOT, na lateral. Pneu ressecado, rachado ou gasto de um lado só pede troca, mesmo com sulco.
  • Luz da injeção. Repare no painel ao girar a chave: a luz da injeção precisa acender e depois apagar. Acesa com o motor funcionando significa defeito registrado, que pode ser simples, como um sensor, ou caro. Moto injetada que demora a pegar ou falha em baixa rotação também merece diagnóstico antes da compra.
  • Cor da fumaça. Um pouco de vapor branco na partida a frio, que some em instantes, é condensação e é normal. Fumaça azulada que continua com o motor quente indica óleo sendo queimado, por desgaste de anéis, cilindro ou retentores de válvula. Fumaça escura aponta mistura rica, com carburação ou injeção fora do ponto.
  • Uma segunda opinião. Se você não tem prática com mecânica, leve um mecânico de confiança ou pague uma avaliação antes de fechar. Em poucos minutos ele identifica ruídos, folgas e reparos que passam despercebidos. Para numeração e histórico, existe a vistoria cautelar, feita por empresas especializadas, que procura sinais de adulteração e de recuperação de sinistro.

A manutenção que uma VR 150 2019 pede

Moto envelhece por dois relógios: o hodômetro e o calendário. O manual traz os dois prazos para quase tudo, e vale o que vencer primeiro. Mesmo uma moto que rodou pouco tem fluidos, borrachas e bateria que perdem qualidade com o tempo.

  • Bateria. Com alguns anos de uso, a bateria vira candidata à troca. Partida arrastada, painel que pisca no arranque, buzina fraca e necessidade de carga frequente são os sinais. Antes de trocar, garanta que regulador e estator estão carregando direito: bateria nova em sistema de carga defeituoso dura pouco do mesmo jeito.
  • Óleo vence também pelo tempo. Óleo velho não avisa. Moto que roda pouco costuma vencer o prazo em tempo muito antes de chegar à quilometragem da troca, e o motor sofre do mesmo jeito. Siga os meses indicados no manual e, numa moto recém-comprada sem histórico confiável, o primeiro passo é trocar o óleo e o filtro, se houver.
  • Moto parada também envelhece. Pouca quilometragem com muitos meses de garagem tem suas armadilhas. Gasolina oxidada, bateria fraca, pneus ressecados e fluido de freio velho são comuns em motos encostadas. Antes do uso diário, vale uma revisão geral, com atenção especial ao sistema de combustível, aos freios e à pressão dos pneus.
  • Retentores, coxins e borrachas. Quanto mais anos, mais borracha cansada. Repare nos retentores da suspensão, nos coxins, nas mangueiras e nos guarda-pós: borracha boa é flexível e sem rachaduras. Retentor de bengala vazando pode sujar o freio dianteiro de óleo, e isso é questão de segurança, não só sujeira.
  • Fluido de freio. O fluido de freio absorve umidade do ar com o tempo, o que baixa o ponto de fervura e corrói o sistema por dentro. Por isso o manual indica a troca por tempo, não só por quilometragem. Numa moto de 7 anos sem registro da troca, considere o fluido vencido. A troca é serviço de oficina, com sangria correta.
  • O manual é o roteiro. Cada item de manutenção periódica tem prazo no manual do proprietário, quase sempre em quilômetros e em meses, valendo o que vencer primeiro. Se o manual não veio com a moto, concessionárias e o site do fabricante costumam ter a tabela de manutenção. Use-a como roteiro, em vez de confiar em regras genéricas de balcão.
  • Pneus também vencem. A borracha envelhece mesmo sem rodar. Com os anos, o pneu endurece, perde aderência e pode rachar, ainda que o sulco pareça bom. A data de fabricação está nos quatro últimos dígitos do código DOT, na lateral. Pneu antigo, ressecado ou com fissuras deve ser trocado.

Documentos e negociação da VR 150 2019

A parte burocrática parece chata, mas é nela que moram os maiores prejuízos: restrição, débito escondido, numeração adulterada e golpe no pagamento. Os pontos abaixo valem para compra entre particulares e em loja, em qualquer estado.

  • Pagamento e recibo. Não pague sinal antes de ver a moto e o documento pessoalmente, e deposite só na conta de quem aparece como proprietário. Faça um recibo ou contrato com valor, forma de pagamento, quilometragem e data e hora da entrega, que definem de quem é cada multa. Pressa e preço baixo demais são sinais de golpe.
  • Restrições e financiamento. Gravame é o registro de que a moto está dada em garantia de um financiamento, e enquanto ele existir a transferência não acontece. Se o vendedor ainda deve, o caminho seguro é quitar o contrato com a financeira e só concluir a compra com a baixa confirmada. Restrição judicial ou de furto é motivo para desistir.
  • Documento no nome de quem vende. Peça o documento do veículo, o CRLV, que hoje pode ser apresentado no aplicativo Carteira Digital de Trânsito, e compare o nome do proprietário com a identidade de quem está vendendo. Se o vendedor não é o dono, entenda por quê e desconfie de intermediário que não deixa você falar com o proprietário.
  • Transferência e vistoria. A transferência é feita no Detran do estado e, em muitos lugares, começa com a autorização eletrônica emitida pelo vendedor (ATPV-e). Em geral a moto passa por vistoria. O prazo para transferir é curto e conta da data da venda, e perdê-lo gera multa. Etapas, custos e documentos variam por estado: consulte o Detran antes.
  • Leilão, sinistro e recuperação de roubo. Moto que passou por leilão, teve sinistro registrado ou foi recuperada de roubo costuma valer menos na revenda e pode ter dificuldade com seguro. Empresas especializadas fazem consultas de histórico que mostram passagens por leilão. Pergunte diretamente ao vendedor e, se a resposta for sim, peça a documentação e ajuste o preço.
  • Numeração de chassi e motor. Localize o chassi gravado no quadro, em geral na coluna de direção, e a numeração do motor na carcaça. Compare com o documento, dígito por dígito. Marcas de lima, superfície irregular e números com espaçamento estranho são alerta máximo. Na dúvida, uma vistoria cautelar antes do pagamento esclarece.

A VR 150 em outros anos

Anos-modelo da VR 150 no catálogo, de 2024 a 2018, com o valor FIPE quando a tabela traz o ano:

Ficha técnica da VR 150 2019

Medidas e especificações
Cilindrada149 cc
CombustívelGasolina
Torque1,17 kgf.m a 5.000 rpm
Peso105 kg / 120 kg (em ordem de marcha)
Tanque6 litros
Altura do banco740 mm
Características
MotorQuatro tempos
RefrigeraçãoA ar
AlimentaçãoInjeção eletrônica
PartidaElétrica
CâmbioManual
EmbreagemPor cabo
Transmissão finalCorrente

“Conferido” quer dizer que a medida foi checada no manual do proprietário, na ficha do fabricante ou no catálogo de aplicação. As demais são de referência: confira no manual da sua moto antes de comprar.

Peças da VR 150 2019

As peças desta moto são as da geração 2018–2024. Cada uma tem a medida, as lojas e o guia de troca.

Motor

Alimentação

Admissão

Escapamento

Transmissão

Suspensão

Direção

Rodas e pneus

Elétrica

Ignição

Iluminação

Carroceria

Comandos

Fluidos

Acessórios do modelo

Perguntas frequentes

Quanto pesa a VR 150 2019?

O peso informado pelo fabricante é 105 kg / 120 kg (em ordem de marcha).

Quantas cilindradas tem a VR 150 2019?

A VR 150 2019 tem 149 cc, com motor quatro tempos e injeção eletrônica.

Quantos litros cabem no tanque da VR 150 2019?

O tanque da VR 150 2019 leva 6 litros.

Como saber se a VR 150 2019 tem recall pendente?

Basta o número do chassi. Com ele, a concessionária ou o site do fabricante informam se há campanha pendente para a moto. O serviço de recall é gratuito e não depende de garantia nem de quem é o dono. Se houver pendência, marque o serviço o quanto antes.

Quilometragem alta é problema?

Não existe um limite que sirva para todas. Uma moto com muitos quilômetros e manutenção em dia pode estar melhor que outra com pouco uso e muito descuido. O que importa é a coerência: o desgaste de pneus, manoplas, pedaleiras, banco e transmissão precisa combinar com o hodômetro e com as notas de revisão.

Comprei uma moto que estava encostada: por onde começar?

Vá com calma. Substitua o combustível antigo, carregue ou troque a bateria, troque o óleo e veja pneus e freios antes de sair. Moto carburada costuma precisar de limpeza do carburador depois de muito tempo parada. Use os primeiros quilômetros para observar vazamentos, ruídos e falhas.

Qual a primeira manutenção depois da compra?

Se o histórico não é confiável, comece do zero: troque o óleo e o filtro, quando houver, e verifique o fluido de freio, a pressão e a idade dos pneus, a transmissão e a bateria. Consulte recall pelo chassi. A partir daí, siga o plano de manutenção do manual, contando da data e da quilometragem da compra.

Vale a pena comprar uma VR 150 2019 hoje?

Depende menos do ano e mais do estado da unidade e do preço pedido. Uma moto 2019 bem cuidada, com revisões e sem sinais de queda séria, pode ser ótima compra; outra do mesmo ano pode pedir muito dinheiro logo depois. Compare o preço com a FIPE e inclua na conta a manutenção que a vistoria apontar.

Moto que trabalhou com entrega é má compra?

Não é motivo automático para desistir. A moto de trabalho roda muito, e isso aparece no desgaste, mas o dono que depende dela costuma manter a manutenção em dia. Avalie as peças de desgaste, o histórico de revisões e a coerência da quilometragem. O preço precisa refletir o uso.