Honda Gold Wing 2001–2017
Ficha técnica, preço FIPE e as 66 peças com página própria para a Gold Wing fabricada de 2001 a 2017. 2ª geração (GL1800, injeção, quadro de alumínio).
- Touring
- 1.832 cc
- Gasolina
- Injeção eletrônica
- ABS
Lojas e oficinas para a Honda Gold Wing
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Anunciar nesta páginaPeças da Gold Wing 2001–2017
A lista já leva em conta como esta moto é feita: transmissão por cardã, injeção eletrônica, freio traseiro a disco. Peça que não existe nela não aparece.
Motor
Arrefecimento
Alimentação
Admissão
Escapamento
Transmissão
Freios
Suspensão
Direção
Rodas e pneus
Elétrica
Ignição
Iluminação
Carroceria
Comandos
Fluidos
Acessórios do modelo
Gold Wing 2001–2017: visão geral
A Honda Gold Wing nos anos-modelo de 2001 a 2017 é uma touring de 1.832 cc. Os dados abaixo valem para todo esse período. É a 2ª de 3 gerações da Gold Wing no catálogo. 2ª geração (GL1800, injeção, quadro de alumínio).
Pela FIPE (outubro de 2026), uma Gold Wing desta geração custa entre R$ 57.337 e R$ 123.537, conforme o ano.
Como ler a ficha técnica da Gold Wing
- Tanque: 25 litros (6,6 galões americanos)
- Calibragem dos pneus: dianteiro 36 psi (250 kPa); traseiro 41 psi (280 kPa), pneus frios — manual do proprietário GL1800 (EUA, 2017)
- Câmbio: manual
- Freio dianteiro: disco
- Freio traseiro: disco
- ABS: sim
- Suspensão traseira: monoamortecida
Entender a ficha da Honda Gold Wing ajuda a saber o que esperar dela antes mesmo de dar a partida. Potência, peso, freios, câmbio e transmissão contam como a moto anda, quanto trabalho ela dá e para que tipo de uso ela foi pensada. A seguir, cada item explicado sem complicação.
- Transmissão por correia ou cardã. Se a Gold Wing não usa corrente, a força chega à roda por correia ou por eixo cardã. Na prática, isso significa menos sujeira, menos ajustes e mais tempo entre intervenções. A correia não gosta de pedras e cortes; o cardã é robusto, mas acrescenta peso e pode causar uma leve reação na suspensão ao acelerar e desacelerar.
- Torque. Torque é a força que empurra a moto na saída e na retomada. É ele que você sente ao arrancar no semáforo com garupa ou ao subir uma ladeira sem reduzir. Um torque alto em rotação baixa deixa a moto mais elástica: ela aceita marcha alta em velocidade baixa sem engasgar e cansa menos no anda e para.
- Câmbio manual. Câmbio manual dá a você o controle de qual marcha usar, com embreagem no manete esquerdo e trocas no pé. O número de marchas na ficha diz muito: mais marchas permitem andar mais descansado na estrada, com o motor em giro baixo. Na cidade, saber reduzir antes da ultrapassagem ou da subida faz toda a diferença.
- Freio dianteiro a disco. A roda da frente faz a maior parte da frenagem, e o disco é o sistema que melhor dá conta disso. Você aperta o manete e sente a moto parar de forma progressiva, sem precisar de muita força nos dedos. Disco maior e pinça com mais pistões significam mais capacidade, algo que pesa em motos mais pesadas ou mais rápidas.
- Altura do banco. Pés firmes no chão dão confiança no semáforo, na manobra e no piso irregular. Compare a altura da ficha com a sua altura de cavalo, mas sente na moto antes de tirar conclusão, porque a largura do banco e a suspensão também contam. Se ficar no limite, existem bancos rebaixados e, para quem é alto, bancos mais altos que dobram menos as pernas.
- CBS, a frenagem combinada. A frenagem combinada distribui o esforço entre as duas rodas a partir de um só comando, quase sempre o traseiro. Para o piloto, a frenagem fica mais equilibrada sem precisar pensar nisso. Mas ela não impede o travamento como o ABS faz, então vale treinar a dosagem dos dois freios em local seguro e conhecer o limite da moto.
- Rodas e pneus: liga ou raiada, com ou sem câmara. Liga ou raiada, com ou sem câmara: dois dados que mudam o que acontece num furo. Sem câmara, o pneu perde ar aos poucos e um reparo com macarrão resolve até a borracharia. Com câmara, o esvaziamento é rápido e o conserto pede desmontar a roda. Raios aguentam melhor o piso ruim, mas pedem conferência de tensão de vez em quando.
Cidade, estrada e garupa com a Gold Wing
No uso real, a touring é feita para dias inteiros de estrada. Você chega ao destino menos cansado, o garupa viaja quase como num sofá e a bagagem cabe nas malas sem improviso. Equipamentos de conforto e proteção aerodinâmica deixam até a chuva e o frio mais toleráveis.
O contrapeso está nas manobras lentas e no estacionamento: empurrar a moto em rampa ou em chão de cascalho exige técnica e força. No trânsito urbano, o porte da Gold Wing é exagerado para o anda e para. E em estrada de chão, o peso e a distância do solo limitam. Na rodovia, porém, poucas motos fazem tão bem o que ela faz.
O que revisar na Honda Gold Wing 2001–2017 e quando pensar em cada item
O manual da Honda Gold Wing traz a tabela de revisões, e ela é a referência. O que este guia faz é explicar o porquê de cada item, para você entender o que está sendo trocado na oficina e o que dá para acompanhar em casa. Uso pesado, poeira, chuva e trânsito podem antecipar vários deles.
- Óleo da suspensão dianteira. Muita gente esquece que a bengala tem óleo. Ele se degrada, e a suspensão perde controle aos poucos, sem você perceber. Siga o intervalo do manual para a troca e passe um pano nos tubos de vez em quando, removendo poeira que estraga os retentores. Mancha de óleo no tubo ou na pinça é sinal de retentor vazando.
- Cabos e lubrificação geral. Pequenos pontos de atrito fazem diferença no conforto e na segurança. Na revisão, peça a lubrificação dos cabos e das articulações e verifique se nenhum cabo está esticado ao virar o guidão de um lado ao outro. Pivôs do pedal de freio, do câmbio e do cavalete agradecem uma gota de óleo e graxa nos pontos certos.
- Vela de ignição. A vela produz a faísca que queima a mistura. Com o tempo, o eletrodo se desgasta e a faísca enfraquece, deixando partida difícil, falhas e consumo maior. Troque no intervalo do manual, usando o modelo e o grau térmico indicados. A cor da ponta da vela antiga diz bastante sobre a carburação e o estado do motor.
- Óleo do cardã. O cardã leva a força por um eixo até um conjunto de engrenagens na roda traseira, e esse conjunto trabalha banhado em óleo próprio. A troca é simples e segue o intervalo do manual, com o óleo especificado. Fique atento a manchas de óleo na roda ou no pneu traseiro, que indicam retentor vazando e pedem reparo sem demora.
- Pastilhas de freio. As pastilhas têm marca ou ranhura que mostra o limite de desgaste. Confira olhando a pinça por trás ou por cima, com uma lanterna. Pastilha gasta até o metal risca o disco e transforma uma troca simples numa conta maior. Troque sempre o par da mesma roda e respeite o período de assentamento das novas, sem frenagens fortes nos primeiros dias.
- Líquido de arrefecimento. Com o motor frio, olhe o nível no reservatório de expansão, entre as marcas mínima e máxima. A troca completa segue o intervalo do manual e inclui sangria do sistema, para não ficar bolha de ar. Nunca abra a tampa do radiador quente. Manchas coloridas embaixo da moto ou cheiro adocicado indicam vazamento.
- Pneus e calibragem. Pneu é o único contato da moto com o chão, e a calibragem certa vale mais que qualquer acessório. Meça com o pneu frio, de preferência com calibrador próprio, e ajuste ao peso que vai levar. Veja os indicadores de desgaste, cortes e objetos presos na banda. A troca segue o desgaste e a idade do pneu.
Os anos da Gold Wing 2001–2017
Cada ano-modelo desta geração tem página própria, com o preço FIPE, as diferenças para as versões do mesmo ano e o que conferir na compra:
- Gold Wing 2015: R$ 123.537
- Gold Wing 2014: R$ 120.523
- Gold Wing 2013: R$ 99.922
- Gold Wing 2012: R$ 96.967
- Gold Wing 2011: R$ 85.644
- Gold Wing 2010: R$ 83.555
- Gold Wing 2009: R$ 81.517
- Gold Wing 2008: R$ 79.528
- Gold Wing 2007: R$ 76.533
- Gold Wing 2006: R$ 73.733
- Gold Wing 2005: R$ 65.651
- Gold Wing 2004: R$ 63.700
- Gold Wing 2003: R$ 62.146
- Gold Wing 2002: R$ 58.771
- Gold Wing 2001: R$ 57.337
Do ano mais novo para o mais antigo da geração, a diferença na FIPE é de 54%.
Diferenças para as outras gerações
Em relação à geração anterior, Gold Wing 1993–2000, mudou:
- Alimentação: carburador → injeção eletrônica
- ABS: não → sim
Na geração seguinte, Gold Wing 2018–2019, mudou:
- Farol: halógeno → LED
- Acelerador: por cabo → eletrônico
- Tanque: 25 litros (6,6 galões americanos) → 21 litros (5,5 galões americanos)
- Calibragem: dianteiro 36 psi (250 kPa); traseiro 41 psi (280 kPa), pneus frios — manual do proprietário GL1800 (EUA, 2017) → dianteiro 36 psi (250 kPa); traseiro 41 psi (280 kPa), pneus frios — manual do proprietário GL1800 2018 (EUA)
É por diferenças assim que a peça de uma geração nem sempre serve na outra: confira sempre o ano-modelo.
O que vigiar na Gold Wing no dia a dia
Entre uma revisão e outra, quem acompanha a moto é você. Uma checagem rápida antes de sair e um pouco de atenção aos sinais durante o uso mantêm a Gold Wing 2001–2017 segura e confiável. Veja o que observar e o que cada sinal costuma indicar.
- Partida lenta e bateria. Se o motor de partida gira mais devagar que o normal, se o painel apaga ao apertar o botão ou se a moto só pega na segunda tentativa, a bateria pode estar no fim ou com os terminais frouxos. Não insista no botão por muito tempo: dê pausas entre as tentativas. Em moto com pedal, ele ajuda a chegar em casa, mas o problema continua.
- Pneus: pressão e banda. Pressão errada é um dos defeitos mais comuns e mais fáceis de evitar. Tenha um calibrador e confira a cada semana, ou antes de toda viagem. Na mesma olhada, veja os indicadores de desgaste no sulco e qualquer objeto preso na borracha. Moto que puxa para um lado ou balança na reta pode estar com pneu murcho.
- Freios: manete e pedal. Antes de sair, aperte o manete e pise no pedal com a moto parada. O curso deve ser firme e sempre igual. Manete que vai até o punho, pedal muito baixo ou sensação esponjosa pedem revisão. Em movimento, preste atenção a chiados metálicos, trepidação ao frear e moto puxando para um lado: tudo isso tem causa e solução.
- Folgas na direção e nas rodas. Com a moto parada, segure o freio dianteiro e balance a moto para a frente e para trás: estalo ou folga na frente pode ser caixa de direção. Gire o guidão de batente a batente: ele deve correr liso, sem pontos duros. Em movimento, vibração no guidão ou moto vagando na reta pede revisão de rolamentos e pneus.
Acessórios que fazem sentido na Gold Wing
Alguns acessórios melhoram segurança e conforto; outros só pesam e atrapalham. Para a Gold Wing 2001–2017, vale priorizar o que protege você e a moto e o que deixa o uso mais prático. Prefira peças feitas para o modelo, com fixação nos pontos originais, e evite adaptações improvisadas.
- Protetor de motor e de carenagem. Tombo parado acontece com todo mundo, e o protetor faz a diferença entre um susto e uma conta grande. Ele segura o peso da moto no chão e preserva peças caras de substituir. Em motos de estrada, alguns modelos permitem prender faróis auxiliares. Evite peças genéricas que exigem furar ou adaptar o quadro.
- Capacete adequado. Antes de pensar em qualquer peça para a moto, pense na sua cabeça. Um capacete certificado, do tamanho exato e com a cinta sempre afivelada é obrigatório e é o que mais protege num acidente. Troque a viseira riscada, que atrapalha a visão à noite, e substitua o capacete depois de uma queda séria.
- Capa de chuva. Uma capa de chuva de duas peças, guardada na moto, evita muitos dias perdidos e roupas encharcadas. Prefira modelos com faixas refletivas, punhos e tornozelos ajustáveis e cores visíveis. Protetor de calçado completa o conjunto. Vista antes de a chuva apertar e evite capas tipo poncho, que inflam com o vento em velocidade.
- Trava de disco. A trava de disco é um cadeado que passa por um furo do disco de freio e impede a roda de girar. É pequena, leve e cabe no bolso da jaqueta. Para não esquecer e sair com ela, use um cabo lembrete ligado ao manete. Partir com a trava instalada pode danificar o disco, a pinça e o garfo.
Perguntas frequentes
Qual o tamanho do tanque da Gold Wing 2001–2017?
O tanque da Gold Wing desses anos comporta 25 litros (6,6 galões americanos).
Quanto custa uma Gold Wing 2001–2017?
Na referência de outubro de 2026, a FIPE vai até R$ 123.537, com os anos mais antigos valendo menos. Veja o valor de cada ano nesta página.
A potência da ficha é medida na roda ou no motor?
A potência da ficha é medida no motor, sem as perdas da transmissão. Na roda, depois de câmbio, corrente ou correia e pneu, o número é sempre menor. Por isso um teste em dinamômetro mostra menos cv que o catálogo, e isso é normal. Para comparar motos, use sempre o mesmo critério.
Qual a diferença entre peso seco e peso em ordem de marcha?
Peso seco deixa de fora o combustível e, em alguns critérios, o óleo e outros fluidos, enquanto o peso em ordem de marcha inclui tudo o que a moto precisa para andar. No dia a dia, a moto que você empurra é a de ordem de marcha, sempre mais pesada que o peso seco do catálogo.
O que é mais importante na ficha para quem vai trabalhar com a moto?
Quem vai rodar o dia todo deve priorizar o que pesa no custo e no conforto: torque útil na cidade, peso baixo para manobras, autonomia, tipo de transmissão e freios. Somam-se a isso suspensão que aguente carga e um banco confortável. Potência máxima importa menos do que força em giro baixo.
Ficha técnica
| Cilindrada | 1.832 cc |
|---|---|
| Combustível | Gasolina |
| Tanque | 25 litros (6,6 galões americanos) conferido |
| Calibragem dos pneus | dianteiro 36 psi (250 kPa); traseiro 41 psi (280 kPa), pneus frios — manual do proprietário GL1800 (EUA, 2017) conferido |
| Motor | Quatro tempos |
|---|---|
| Refrigeração | Líquida |
| Alimentação | Injeção eletrônica |
| Partida | Elétrica |
| Câmbio | Manual |
| Embreagem | Hidráulica |
| Transmissão final | Cardã |
| Freio dianteiro | Disco |
| Freio traseiro | Disco |
| ABS | Sim |
| Freio combinado (CBS) | Sim |
| Rodas | Liga leve |
| Pneus com câmara | Não |
| Suspensão traseira | Monoamortecida |
| Farol | Halógeno |
| Lanterna | Lâmpada |
| Piscas | Lâmpada |
| Velocímetro | Digital (sensor) |
| Acelerador | Por cabo |
| Filtro de óleo de troca | Sim |
“Conferido” quer dizer que a medida foi checada no manual do proprietário, na ficha do fabricante ou no catálogo de aplicação. As demais são de referência: confira no manual da sua moto antes de comprar.
Preço FIPE da Gold Wing por ano
| Ano-modelo | Preço médio |
|---|---|
| Gold Wing 2015 | R$ 123.537 |
| Gold Wing 2014 | R$ 120.523 |
| Gold Wing 2013 | R$ 99.922 |
| Gold Wing 2012 | R$ 96.967 |
| Gold Wing 2011 | R$ 85.644 |
| Gold Wing 2010 | R$ 83.555 |
| Gold Wing 2009 | R$ 81.517 |
| Gold Wing 2008 | R$ 79.528 |
| Gold Wing 2007 | R$ 76.533 |
| Gold Wing 2006 | R$ 73.733 |
| Gold Wing 2005 | R$ 65.651 |
| Gold Wing 2004 | R$ 63.700 |
| Gold Wing 2003 | R$ 62.146 |
| Gold Wing 2002 | R$ 58.771 |
| Gold Wing 2001 | R$ 57.337 |
Tabela FIPE, referência de outubro de 2026, código 811027-1. É o preço médio de anúncio no país, não o valor de uma moto específica. Anos sem preço na tabela ficam de fora.