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Husqvarna TE 250 ou KTM 300 EXC?

As duas lado a lado, com os números das fichas, o preço na FIPE, quanto cada uma desvaloriza e as peças de manutenção.

Ficha lado a lado

TE 250300 EXC
Versão comparadaTE 250 Heritage 2025300 EXC 2024–2026
Preço FIPER$ 78.753 (2025) (vantagem)R$ 84.234 (2026)
Cilindrada249 cc293 cc
CombustívelGasolinaGasolina
RefrigeraçãoLíquidaLíquida
AlimentaçãoInjeção eletrônicaInjeção eletrônica
PartidaElétricaElétrica
CâmbioManualManual
Transmissão finalCorrenteCorrente
Freio dianteiroDiscoDisco
Freio traseiroDiscoDisco
ABSNãoNão
Freio combinado (CBS)NãoNão
RodasRaiadasRaiadas
Pneus com câmaraSimSim
FarolLEDLED
Óleoóleo 2T JASO FD, injeção (bomba de óleo e tanque separado)óleo 2T JASO FD, injeção (bomba de óleo e tanque separado)

Dados da ficha de cada geração no catálogo e da tabela FIPE (outubro de 2026). Em destaque, o melhor número quando há uma vantagem clara.

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Qual escolher: o resumo

Comparando ficha com ficha e a FIPE das duas, o resultado não é de goleada: cada uma ganha em alguns pontos.

  • A Husqvarna TE 250: preço menor.
  • A KTM 300 EXC: não leva vantagem clara nos números; vale pelo conjunto e pelo que você encontra perto de casa.

Os detalhes de cada ponto estão nas seções abaixo, e a tabela no topo da página traz a ficha completa das duas.

Motor e desempenho

Na cilindrada, são 249 cc na Husqvarna TE 250 contra 293 cc na KTM 300 EXC.

Com 44 cc a mais, o motor da KTM 300 EXC é maior que o da Husqvarna TE 250. Isso costuma se traduzir em mais fôlego, mas depende de como cada motor foi ajustado: há motores menores que entregam números parecidos. Por isso, use a cilindrada como pista e confira potência, torque e relação peso/potência na tabela. Para uso só urbano, alguns centímetros cúbicos a mais raramente fazem diferença.

No dia a dia: peso, banco e tanque

Neste ponto, as duas estão praticamente empatadas. A diferença nos números é tão pequena que você não vai senti-la na pilotagem nem no bolso. Quando isso acontece, a decisão passa para o que a ficha técnica não mostra: posição de pilotagem, conforto do banco, rede de oficinas na sua cidade e o preço que você consegue negociar.

Freios e segurança

Freios: freio disco na frente, disco atrás na Husqvarna TE 250, e freio disco na frente, disco atrás na KTM 300 EXC.

Nesse ponto, as duas estão no mesmo nível pela ficha: a escolha não precisa passar pelos freios.

Preço FIPE e revenda

Na tabela FIPE de outubro de 2026, a TE 250 Heritage 2025 vale R$ 78.753 e a 300 EXC 2026, R$ 84.234.

Pela tabela FIPE, a Husqvarna TE 250 custa 7% menos que a KTM 300 EXC. É uma referência de mercado, não o preço final: na loja ou no anúncio, estado, quilometragem e negociação mudam o valor. Antes de decidir só pelo preço, veja o que a KTM 300 EXC oferece a mais e se você vai usar isso de fato. Às vezes a diferença paga um item que faz falta; às vezes, não.

O que muda na manutenção

As medidas das peças de troca mais comuns, uma ao lado da outra, com link para a página de cada peça:

Em vários itens, as duas compartilham a mesma medida. Na prática, isso quer dizer que o custo de reposição dessas peças tende a ser parecido e que nenhuma delas vai dar mais trabalho para achar a medida certa. A diferença de manutenção, então, vai aparecer nos itens que não coincidem. Antes de comprar qualquer peça, confira o código para o ano da sua moto. Neste par, as medidas iguais são: óleo, filtro de ar, fluido de freio.

Como escolher entre a Husqvarna TE 250 e a KTM 300 EXC

Não existe moto melhor em tudo, e a Husqvarna TE 250 e a KTM 300 EXC não fogem disso. O que existe é a moto que combina com seu trajeto, seu corpo e seu orçamento. Use os critérios a seguir para pesar as diferenças da tabela e chegar a uma escolha que faça sentido daqui a alguns anos, e não só na saída da loja.

  • Consumo no seu uso. Consumo depende muito do jeito de pilotar, do trajeto e da manutenção, então números de propaganda servem só como referência. Em geral, motor menor e moto mais leve gastam menos, e injeção eletrônica ajuda a manter o gasto sob controle. Se você roda muito, pergunte a donos de cada modelo como está o consumo no uso real, de preferência num trajeto parecido com o seu.
  • Se a moto vai pegar estrada. Para viajar, pense na moto cheia: você, talvez garupa, bagagem e quilômetros seguidos. A que tem mais fôlego, mais autonomia e melhor posição para as costas costuma ser a escolha. Vale olhar também a disponibilidade de suportes para baú e alforjes. Na comparação, dê mais peso aos itens de estrada da tabela e menos aos que só aparecem no trânsito urbano.
  • Pense na revenda. Pense já na hora de vender. Modelos com muita procura encontram comprador rápido, enquanto modelos raros podem demorar, mesmo bem conservados. Itens que o mercado valoriza, como freio com ABS, ajudam na negociação. Use a desvalorização mostrada nesta comparação como referência e lembre que manutenção em dia e notas guardadas valem dinheiro na revenda.
  • Equipamentos que você vai usar. Toda moto traz alguma coisa que a outra não tem. A pergunta é se você vai usar. Separe o que é segurança, como ABS ou freio a disco, que vale considerar mesmo sem uso frequente, do que é conveniência, como painel completo, tomada USB ou porta-objetos. Pagar a mais por recursos que vão ficar esquecidos é a forma mais comum de escolher errado.
  • Suspensão e terra. Numa trail, a suspensão é o que separa uma moto que aguenta terra de uma que só parece aventureira. Curso maior absorve buracos e costelas de vaca sem bater, e altura livre do solo maior evita raspar o motor em pedra. Em troca, o banco fica mais alto. Se você vai mesmo para a estrada de chão, dê mais peso a esses itens do que à potência ou ao acabamento.
  • Garupa frequente. Garupa frequente pede motor com força em baixa, freio firme e suspensão que não afunda com o peso extra. Também pede espaço: banco curto ou muito inclinado cansa quem vai atrás em poucos minutos. Compare o tamanho do assento, a posição das pedaleiras traseiras e a existência de alças. Se der, faça o test-ride levando a pessoa que vai com você.
  • Custo de manutenção. O preço de compra é só o começo. Ao longo dos anos, pesam revisões, pneus, freios, kit de transmissão ou correia, filtros e óleo. Motos com mais tecnologia carregam mais componentes para manter, e algumas peças pedem oficina com equipamento. Antes de decidir, peça numa loja e numa oficina de confiança o preço dos itens que mais gastam em cada uma. A diferença pode surpreender.
  • Faça o test-ride das duas. Nada substitui rodar com as duas motos, uma em seguida da outra, com a sensação ainda fresca. Use o capacete e a roupa de sempre e faça um percurso parecido com o seu dia a dia. Preste atenção no freio, na resposta do acelerador, no buraco e no peso nas manobras. Depois disso, a escolha costuma ficar bem mais fácil.

Compare com outros modelos

Outras comparações com estes modelos:

Perguntas frequentes

Qual custa menos na FIPE?

Na FIPE de outubro de 2026, a TE 250 Heritage 2025, com R$ 78.753. A outra sai por R$ 84.234.

O ABS compensa a diferença de preço?

Para a maioria das pessoas, sim. O ABS evita que a roda trave numa frenagem forte, e isso faz diferença em piso molhado, com areia ou num susto no trânsito. Quem roda todo dia, leva garupa ou tem pouca experiência é quem mais aproveita. Quem roda pouco e devagar pode pesar a economia, mas a segurança costuma justificar o gasto.

Qual das duas tem peça mais barata?

Em geral, moto mais simples e mais popular tem peça mais barata e mais oferta de marcas paralelas. Mas a resposta certa vem do orçamento: compare o preço das peças de desgaste das duas numa loja de confiança e o intervalo de revisões no manual. As medidas iguais, mostradas nesta página, indicam onde o custo deve ser parecido.

Qual das duas desvaloriza menos?

Olhe a desvalorização na FIPE mostrada nesta comparação: ela indica qual das duas segurou melhor o preço no passado. Na prática, a revenda de cada unidade depende também de manutenção comprovada, ausência de quedas e documentação em dia. Uma moto bem cuidada vende melhor, seja qual for o modelo.

Qual das duas é melhor para estrada?

A melhor para viajar é a que combina fôlego, autonomia e conforto. Compare nesta página o motor, o tanque e os freios das duas, e depois pense na posição de pilotagem e no banco depois de uma hora rodando. Se você viaja com garupa e bagagem, dê ainda mais peso ao torque.

Vale a pena pagar mais pela mais potente?

Depende do seu uso. Para quem roda em rodovia ou leva garupa com frequência, a sobra de potência dá segurança nas ultrapassagens e cansa menos. Para quem só roda na cidade, raramente compensa. Olhe também o peso: a relação peso/potência, mostrada nesta página, diz mais sobre o desempenho do que a potência sozinha.

Qual das duas é mais confiável?

Não dá para cravar sem conhecer o histórico de cada unidade. O que mais pesa é a manutenção: óleo trocado no prazo, revisões feitas e uso adequado. Uma boa pista é conversar com mecânicos que atendem os dois modelos e com quem já tem cada um há alguns anos. Mecânica mais simples também costuma ter menos itens para falhar.

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