KTM 390 Duke ou Triumph Thruxton 400?
As duas lado a lado, com os números das fichas, o preço na FIPE, quanto cada uma desvaloriza e as peças de manutenção.
Ficha lado a lado
| 390 Duke | Thruxton 400 | |
|---|---|---|
| Versão comparada | 390 Duke 2018–2025 | Thruxton 400 2026–2027 |
| Preço FIPE | R$ 31.146 (2025) (vantagem) | R$ 33.069 (2027) |
| Cilindrada | 373 cc | 398 cc |
| Combustível | Gasolina | Gasolina |
| Refrigeração | Líquida | Líquida |
| Alimentação | Injeção eletrônica | Injeção eletrônica |
| Partida | Elétrica | Elétrica |
| Câmbio | Manual | Manual |
| Transmissão final | Corrente | Corrente |
| Freio dianteiro | Disco | Disco |
| Freio traseiro | Disco | Disco |
| ABS | Sim | Sim |
| Freio combinado (CBS) | Não | Não |
| Rodas | Liga leve | Liga leve |
| Pneus com câmara | Não | Não |
| Farol | LED | LED |
| Bateria | 12V 8Ah (ETZ-9-BS) | 12V 8Ah (YTX9-BS) |
| Vela | Bosch VR5NEU | Bosch VR6NEU |
| Pneu dianteiro | 110/70 R17 M/C 54H TL | – |
| Pneu traseiro | 150/60 R17 M/C 66H TL | – |
| Óleo | SAE 15W-50 JASO T903 MA2 | SAE 10W-40 ou 10W-50 semi/sintético API SH ou sup. + JASO MA | 2,0 L na troca com filtro |
| Relação | passo 520 | coroa 45 | pinhão 15 | passo 520 |
Dados da ficha de cada geração no catálogo e da tabela FIPE (outubro de 2026). Em destaque, o melhor número quando há uma vantagem clara.
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Anunciar nesta página390 Duke ou Thruxton 400: o resumo
Comparando ficha com ficha e a FIPE das duas, o resultado não é de goleada: cada uma ganha em alguns pontos.
- A KTM 390 Duke: preço menor.
- A Triumph Thruxton 400: não leva vantagem clara nos números; vale pelo conjunto e pelo que você encontra perto de casa.
Os detalhes de cada ponto estão nas seções abaixo, e a tabela no topo da página traz a ficha completa das duas.
Motor e desempenho
A KTM 390 Duke tem 373 cc e a Triumph Thruxton 400, 398 cc.
Com 25 cc a mais, o motor da Triumph Thruxton 400 é maior que o da KTM 390 Duke. Isso costuma se traduzir em mais fôlego, mas depende de como cada motor foi ajustado: há motores menores que entregam números parecidos. Por isso, use a cilindrada como pista e confira potência, torque e relação peso/potência na tabela. Para uso só urbano, alguns centímetros cúbicos a mais raramente fazem diferença.
Uso e conforto
Aqui não há vencedor de verdade: as duas ficam tão próximas que qualquer vantagem é só de papel. Em vez de escolher pela casa decimal, pense no que vai pesar no seu dia a dia. Sente nas duas, pergunte o preço das peças que mais gastam e veja qual concessionária ou oficina fica mais perto de você.
Como as duas freiam
Nos freios, a KTM 390 Duke usa freio disco na frente, disco atrás, ABS; a Triumph Thruxton 400, freio disco na frente, disco atrás, ABS.
Nesse ponto, as duas estão no mesmo nível pela ficha: a escolha não precisa passar pelos freios.
Preço e desvalorização
Pela FIPE (outubro de 2026), são R$ 31.146 pela 390 Duke 2025 e R$ 33.069 pela Thruxton 400 2027.
Na média de mercado medida pela FIPE, a KTM 390 Duke vale 6% menos que a Triumph Thruxton 400. Para quem tem orçamento apertado, isso pode decidir a compra. Só não esqueça que o preço de compra é uma parte da conta: seguro, peças e revisões também entram. E, na hora de comprar usada, uma unidade bem cuidada pode valer mais do que a tabela indica.
O que muda na manutenção
Para quem já pensa na manutenção, estas são as medidas de cada uma:
- Bateria: 12V 8Ah (ETZ-9-BS) na 390 Duke e 12V 8Ah (YTX9-BS) na Thruxton 400.
- Vela: Bosch VR5NEU na 390 Duke e Bosch VR6NEU na Thruxton 400.
- Relação: passo 520 | coroa 45 | pinhão 15 na 390 Duke e passo 520 na Thruxton 400.
- Óleo: SAE 15W-50 JASO T903 MA2 na 390 Duke e SAE 10W-40 ou 10W-50 semi/sintético API SH ou sup. + JASO MA | 2,0 L na troca com filtro na Thruxton 400.
- Lâmpada do farol: a mesma nas duas, LED integrado.
- Fluido de freio: a mesma nas duas, DOT 4.
Medidas iguais em várias peças deixam a comparação mais simples: nesses itens, manter uma ou outra deve custar perto do mesmo. Pneu, câmara, lâmpada ou corrente da mesma especificação se encontram nas mesmas lojas. Isso não garante que uma peça sirva na outra moto, porque o formato e a fixação podem ser diferentes. Use a medida como referência e o código como confirmação. Neste par, as medidas iguais são: lâmpada do farol, fluido de freio.
Qual das duas é a certa para você
Comparar duas motos parecidas é decidir quais diferenças valem para você. Potência a mais não ajuda quem só roda em rua plana; banco baixo não faz falta para quem é alto. Antes de bater o martelo entre a KTM 390 Duke e a Triumph Thruxton 400, passe por estas perguntas: elas transformam números de ficha em critérios práticos.
- Pense na revenda. Pense já na hora de vender. Modelos com muita procura encontram comprador rápido, enquanto modelos raros podem demorar, mesmo bem conservados. Itens que o mercado valoriza, como freio com ABS, ajudam na negociação. Use a desvalorização mostrada nesta comparação como referência e lembre que manutenção em dia e notas guardadas valem dinheiro na revenda.
- Custo de manutenção. O preço de compra é só o começo. Ao longo dos anos, pesam revisões, pneus, freios, kit de transmissão ou correia, filtros e óleo. Motos com mais tecnologia carregam mais componentes para manter, e algumas peças pedem oficina com equipamento. Antes de decidir, peça numa loja e numa oficina de confiança o preço dos itens que mais gastam em cada uma. A diferença pode surpreender.
- Terra, buraco e piso ruim. Se o seu caminho tem estrada de chão, buraco ou calçamento ruim, olhe com atenção suspensão, altura livre do solo, rodas e pneus. Rodas raiadas e pneus com câmara costumam aguentar melhor o castigo; suspensão com mais curso deixa a moto mais estável e protege as costas. Uma moto pensada para asfalto até passa pela terra, mas sofre mais e pede manutenção com mais frequência.
- Sua altura e seu peso. Sente nas duas, apoie os pés no chão e segure o guidão por alguns minutos. Se só a ponta dos pés alcança o chão, a moto vai exigir mais atenção em cada parada. Se as pernas ficam dobradas demais, a viagem cansa. O seu peso também conta: quanto mais carga, mais importam torque, freio e regulagem da suspensão. A tabela ajuda, mas o teste sentado decide.
- Cidade e estrada. A naked é versátil, mas cada modelo puxa mais para um lado. Algumas são mais ágeis e confortáveis no trânsito; outras mostram o melhor em estrada e curvas, com motor mais cheio em alta. Sem carenagem, o vento no peito é inevitável em rodovia. Pense na proporção entre cidade e viagem no seu mês e escolha a que atende melhor essa mistura.
- Se o uso é cidade todo dia. Para quem roda na cidade todos os dias, a moto ideal é a que cansa menos. Isso passa por peso, posição de pilotagem, embreagem ou câmbio, calor do motor nas pernas e facilidade de manobra. Números de desempenho ficam em segundo plano. Imagine o seu trajeto mais congestionado e pense em qual das duas você preferiria encarar nele cinco dias por semana.
- Consumo no seu uso. Consumo depende muito do jeito de pilotar, do trajeto e da manutenção, então números de propaganda servem só como referência. Em geral, motor menor e moto mais leve gastam menos, e injeção eletrônica ajuda a manter o gasto sob controle. Se você roda muito, pergunte a donos de cada modelo como está o consumo no uso real, de preferência num trajeto parecido com o seu.
- Equipamentos que você vai usar. Toda moto traz alguma coisa que a outra não tem. A pergunta é se você vai usar. Separe o que é segurança, como ABS ou freio a disco, que vale considerar mesmo sem uso frequente, do que é conveniência, como painel completo, tomada USB ou porta-objetos. Pagar a mais por recursos que vão ficar esquecidos é a forma mais comum de escolher errado.
Compare com outros modelos
Também comparamos:
Perguntas frequentes
Qual custa menos na FIPE?
Na FIPE de outubro de 2026, a 390 Duke 2025, com R$ 31.146. A outra sai por R$ 33.069.
A mais potente é sempre a melhor escolha?
Não necessariamente. Potência a mais vale quando você vai usá-la: estrada, serra, garupa ou carga. Para trajetos curtos na cidade, a diferença quase não aparece e pode custar mais em compra, seguro e manutenção. Compare a diferença de potência mostrada nesta página com o seu uso real antes de pagar por ela.
Qual das duas dá menos problema?
Não dá para cravar sem conhecer o histórico de cada unidade. O que mais pesa é a manutenção: óleo trocado no prazo, revisões feitas e uso adequado. Uma boa pista é conversar com mecânicos que atendem os dois modelos e com quem já tem cada um há alguns anos. Mecânica mais simples também costuma ter menos itens para falhar.
Qual das duas é melhor para delivery?
Para trabalho, pesam consumo, robustez, partida elétrica, peças baratas e oficina perto. Veja na comparação desta página o peso, o tipo de alimentação, a partida e as peças que as duas compartilham. Converse também com entregadores que usam cada modelo: eles sabem bem como a moto se comporta depois de muitos quilômetros.
Qual das duas é melhor para iniciante?
Para quem está começando, contam mais peso baixo, banco que permita apoiar os pés no chão, motor com resposta suave e freios com ABS ou CBS. Potência demais atrapalha mais do que ajuda. Compare esses itens na tabela desta página e faça o test-ride das duas: a que transmite mais confiança nas manobras costuma ser a melhor escolha.
Qual das duas tem peça mais barata?
Em geral, moto mais simples e mais popular tem peça mais barata e mais oferta de marcas paralelas. Mas a resposta certa vem do orçamento: compare o preço das peças de desgaste das duas numa loja de confiança e o intervalo de revisões no manual. As medidas iguais, mostradas nesta página, indicam onde o custo deve ser parecido.
Qual das duas viaja melhor?
Para estrada, olhe na tabela desta página potência, torque, tamanho do tanque e freios. Mais fôlego ajuda nas ultrapassagens, tanque maior aumenta a autonomia e freio a disco com ABS dá segurança em velocidade. Conforto do banco e proteção contra o vento não aparecem nos números, então vale testar as duas num trajeto mais longo.