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Suzuki GSX-S1000GT ou Yamaha Tracer 900?

As duas lado a lado, com os números das fichas, o preço na FIPE, quanto cada uma desvaloriza e as peças de manutenção.

Ficha lado a lado

GSX-S1000GTTracer 900
Versão comparadaGSX-S1000GT 2023–2026Tracer 900 GT 2020–2025
Preço FIPER$ 77.858 (2026)R$ 65.663 (2025) (vantagem)
Cilindrada999 cc (vantagem)847 cc
Potência150,2 cv–
Torque10,8 kgf.m a 9.250 rpm–
Peso239 kg215 kg (vantagem)
Tanque19 L (vantagem)18 L
Altura do banco810 mm850 mm
CombustívelGasolinaGasolina
RefrigeraçãoLíquidaLíquida
AlimentaçãoInjeção eletrônicaInjeção eletrônica
PartidaElétricaElétrica
CâmbioManualManual
Transmissão finalCorrenteCorrente
Freio dianteiroDiscoDisco
Freio traseiroDiscoDisco
ABSSimSim
Freio combinado (CBS)NãoNão
RodasLiga leveLiga leve
Pneus com câmaraNãoNão
FarolLEDLED
VelaNGK CR9EIA-9NGK CPR9EA-9
Pneu dianteiro120/70 ZR17 58W120/70ZR17 M/C (58W)
Pneu traseiro190/50 ZR17 73W180/55ZR17 M/C (73W)
ÓleoSAE 10W-40 API SH/SJ/SL JASO MASAE 10W-40 API SG+/JASO MA
Calibragemdianteiro 36 psi (250 kPa); traseiro 42 psi (290 kPa)só piloto: dianteiro 33 psi; traseiro 36 psi / com garupa: dianteiro 36 psi; traseiro 42 psi

Dados da ficha de cada geração no catálogo e da tabela FIPE (outubro de 2026). Em destaque, o melhor número quando há uma vantagem clara.

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Onde cada uma leva vantagem

Comparando ficha com ficha e a FIPE das duas, o resultado não é de goleada: cada uma ganha em alguns pontos.

  • A Suzuki GSX-S1000GT: tanque maior.
  • A Yamaha Tracer 900: menos peso, preço menor.

Os detalhes de cada ponto estão nas seções abaixo, e a tabela no topo da página traz a ficha completa das duas.

Quem anda mais

Na cilindrada, são 999 cc na Suzuki GSX-S1000GT contra 847 cc na Yamaha Tracer 900.

São 152 cc de diferença de cilindrada a favor da Suzuki GSX-S1000GT. Se a diferença for pequena, ela quase não aparece na pilotagem e pode ser mais questão de projeto do que de desempenho. Se for grande, o motor maior tende a trabalhar com mais folga em estrada e carregado. Do outro lado, motor menor costuma ser mais simples de manter. Compare sempre com potência e torque.

Uso e conforto

Pelas fichas, a Suzuki GSX-S1000GT pesa 239 kg e a Yamaha Tracer 900, 215 kg; o banco fica a 810 mm do chão na Suzuki GSX-S1000GT e a 850 mm na Yamaha Tracer 900; os tanques levam 19,0 e 18,0 litros.

São 24 kg de diferença a favor da Yamaha Tracer 900. Moto mais leve é mais fácil de equilibrar em baixa velocidade, de levantar depois de uma queda boba e de conduzir no corredor entre os carros. A Suzuki GSX-S1000GT, mais pesada, costuma transmitir mais estabilidade em velocidade alta e com vento lateral. Se o seu uso é cidade e manobra, o peso menor conta mais.

Com o banco 40 mm mais baixo, a Suzuki GSX-S1000GT deixa você mais perto do chão. Isso dá segurança nas manobras e nas paradas, sobretudo com a moto carregada ou em ladeira. A Yamaha Tracer 900, mais alta, pode oferecer suspensão com mais curso ou posição mais esticada para as pernas. Se você só alcança o chão na ponta dos pés numa delas, a escolha fica clara.

Com 1,0 litros a mais no tanque, a Suzuki GSX-S1000GT roda mais antes de pedir combustível. É uma conta simples, mas que faz falta em viagem e em rotina de trabalho com muitos quilômetros. Para o uso urbano comum, a Yamaha Tracer 900 atende bem e você só passa no posto um pouco mais vezes. Compare o tanque junto com o consumo para estimar quanto cada uma roda.

Segurança: ABS, CBS e freios

Nos freios, a Suzuki GSX-S1000GT usa freio disco na frente, disco atrás, ABS; a Yamaha Tracer 900, freio disco na frente, disco atrás, ABS.

Os conjuntos de freio se equivalem na ficha, então este item não desempata.

Quanto custam e quanto perdem de valor

Na tabela FIPE de outubro de 2026, a GSX-S1000GT 2026 vale R$ 77.858 e a Tracer 900 GT 2025, R$ 65.663.

Pela tabela FIPE, a Yamaha Tracer 900 custa 16% menos que a Suzuki GSX-S1000GT. É uma referência de mercado, não o preço final: na loja ou no anúncio, estado, quilometragem e negociação mudam o valor. Antes de decidir só pelo preço, veja o que a Suzuki GSX-S1000GT oferece a mais e se você vai usar isso de fato. Às vezes a diferença paga um item que faz falta; às vezes, não.

Na desvalorização pela FIPE (mesma versão, ano mais novo contra um mais antigo): 11% na Suzuki GSX-S1000GT (2026 para 2023) e 13% na Yamaha Tracer 900 (2025 para 2022).

Manutenção e peças

As medidas das peças de troca mais comuns, uma ao lado da outra, com link para a página de cada peça:

Em vários itens, as duas compartilham a mesma medida. Na prática, isso quer dizer que o custo de reposição dessas peças tende a ser parecido e que nenhuma delas vai dar mais trabalho para achar a medida certa. A diferença de manutenção, então, vai aparecer nos itens que não coincidem. Antes de comprar qualquer peça, confira o código para o ano da sua moto. Neste par, as medidas iguais são: pneu dianteiro, óleo, fluido de freio.

Como escolher entre a Suzuki GSX-S1000GT e a Yamaha Tracer 900

Comparar duas motos parecidas é decidir quais diferenças valem para você. Potência a mais não ajuda quem só roda em rua plana; banco baixo não faz falta para quem é alto. Antes de bater o martelo entre a Suzuki GSX-S1000GT e a Yamaha Tracer 900, passe por estas perguntas: elas transformam números de ficha em critérios práticos.

  • Pense na revenda. Pense já na hora de vender. Modelos com muita procura encontram comprador rápido, enquanto modelos raros podem demorar, mesmo bem conservados. Itens que o mercado valoriza, como freio com ABS, ajudam na negociação. Use a desvalorização mostrada nesta comparação como referência e lembre que manutenção em dia e notas guardadas valem dinheiro na revenda.
  • Garupa frequente. Garupa frequente pede motor com força em baixa, freio firme e suspensão que não afunda com o peso extra. Também pede espaço: banco curto ou muito inclinado cansa quem vai atrás em poucos minutos. Compare o tamanho do assento, a posição das pedaleiras traseiras e a existência de alças. Se der, faça o test-ride levando a pessoa que vai com você.
  • Equipamentos que você vai usar. Faça duas listas: o que você usaria todo dia e o que seria só bom ter. Itens de segurança quase sempre entram na primeira. Conectividade, iluminação mais sofisticada e acabamento diferente podem ficar na segunda, dependendo do seu uso. Com as listas em mãos, fica fácil ver quando a diferença de preço compra algo útil e quando compra só um visual diferente.
  • Terra, buraco e piso ruim. Se o seu caminho tem estrada de chão, buraco ou calçamento ruim, olhe com atenção suspensão, altura livre do solo, rodas e pneus. Rodas raiadas e pneus com câmara costumam aguentar melhor o castigo; suspensão com mais curso deixa a moto mais estável e protege as costas. Uma moto pensada para asfalto até passa pela terra, mas sofre mais e pede manutenção com mais frequência.
  • Sua altura e seu peso. Sente nas duas, apoie os pés no chão e segure o guidão por alguns minutos. Se só a ponta dos pés alcança o chão, a moto vai exigir mais atenção em cada parada. Se as pernas ficam dobradas demais, a viagem cansa. O seu peso também conta: quanto mais carga, mais importam torque, freio e regulagem da suspensão. A tabela ajuda, mas o teste sentado decide.
  • Se a moto vai pegar estrada. Para viajar, pense na moto cheia: você, talvez garupa, bagagem e quilômetros seguidos. A que tem mais fôlego, mais autonomia e melhor posição para as costas costuma ser a escolha. Vale olhar também a disponibilidade de suportes para baú e alforjes. Na comparação, dê mais peso aos itens de estrada da tabela e menos aos que só aparecem na cidade.

Outras comparações

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Perguntas frequentes

Qual custa menos na FIPE?

Na FIPE de outubro de 2026, a Tracer 900 GT 2025, com R$ 65.663. A outra sai por R$ 77.858.

Qual tem o tanque maior?

Pela ficha, 19,0 litros na Suzuki GSX-S1000GT e 18,0 na Yamaha Tracer 900. A autonomia real depende do consumo, que muda com o uso.

Qual das duas é mais fácil para quem está começando?

A melhor para iniciante é a que você controla com tranquilidade parada e em baixa velocidade. Veja na comparação o peso, a altura do banco e os freios das duas. Câmbio automático também facilita o aprendizado. Sente, manobre e, se possível, pilote as duas antes de decidir: a sensação de segurança vale mais que qualquer número.

Qual das duas tem seguro mais barato?

O valor do seguro depende do preço da moto, do seu perfil, do seu CEP e do quanto o modelo é visado por ladrões na sua região. Por isso, não dá para responder sem cotação. Peça orçamento das duas com os mesmos dados e compare também a franquia, não só o valor anual.

Qual das duas é mais confiável?

Confiabilidade depende muito de como a moto é usada e mantida. Uma moto com revisões em dia tende a dar poucos problemas, enquanto uma maltratada falha cedo, qualquer que seja o modelo. Para comparar as duas, pergunte a mecânicos da sua cidade quais defeitos aparecem em cada uma e leia relatos de donos com bastante quilometragem.

Qual das duas viaja melhor?

A melhor para viajar é a que combina fôlego, autonomia e conforto. Compare nesta página o motor, o tanque e os freios das duas, e depois pense na posição de pilotagem e no banco depois de uma hora rodando. Se você viaja com garupa e bagagem, dê ainda mais peso ao torque.

O ABS compensa a diferença de preço?

Na maioria dos casos, compensa. O sistema mantém a moto controlável quando o freio é apertado demais, que é exatamente o que acontece numa emergência. A diferença de preço se paga no dia em que você precisa dela. Se o orçamento for muito apertado, considere uma usada com ABS antes de abrir mão do item.

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