Triumph Tiger Sport 800 ou Yamaha Tracer 900?
As duas lado a lado, com os números das fichas, o preço na FIPE, quanto cada uma desvaloriza e as peças de manutenção.
Ficha lado a lado
| Tiger Sport 800 | Tracer 900 | |
|---|---|---|
| Versão comparada | Tiger Sport 800 2025–2026 | Tracer 900 GT 2020–2025 |
| Preço FIPE | R$ 66.296 (2026) | R$ 65.663 (2025) (vantagem) |
| Cilindrada | 798 cc | 847 cc (vantagem) |
| Peso | – | 215 kg |
| Tanque | – | 18 L |
| Altura do banco | – | 850 mm |
| Combustível | Gasolina | Gasolina |
| Refrigeração | Líquida | Líquida |
| Alimentação | Injeção eletrônica | Injeção eletrônica |
| Partida | Elétrica | Elétrica |
| Câmbio | Manual | Manual |
| Transmissão final | Corrente | Corrente |
| Freio dianteiro | Disco | Disco |
| Freio traseiro | Disco | Disco |
| ABS | Sim | Sim |
| Freio combinado (CBS) | Não | Não |
| Rodas | Liga leve | Liga leve |
| Pneus com câmara | Não | Não |
| Farol | LED | LED |
| Vela | – | NGK CPR9EA-9 |
| Pneu dianteiro | – | 120/70ZR17 M/C (58W) |
| Pneu traseiro | – | 180/55ZR17 M/C (73W) |
| Óleo | SAE 10W-40 ou 10W-50 semi/sintético API SH ou sup. + JASO MA | SAE 10W-40 API SG+/JASO MA |
| Calibragem | – | só piloto: dianteiro 33 psi; traseiro 36 psi / com garupa: dianteiro 36 psi; traseiro 42 psi |
Dados da ficha de cada geração no catálogo e da tabela FIPE (outubro de 2026). Em destaque, o melhor número quando há uma vantagem clara.
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Anunciar nesta páginaOnde cada uma leva vantagem
Comparando ficha com ficha e a FIPE das duas, o resultado não é de goleada: cada uma ganha em alguns pontos.
- A Triumph Tiger Sport 800: não leva vantagem clara nos números; vale pelo conjunto e pelo que você encontra perto de casa.
- A Yamaha Tracer 900: empata ou fica atrás nos números da ficha; a escolha por ela passa por gosto, rede de oficinas e oferta na sua cidade.
Abaixo, cada diferença explicada; na tabela, a ficha das duas lado a lado.
Quem anda mais
Na cilindrada, são 798 cc na Triumph Tiger Sport 800 contra 847 cc na Yamaha Tracer 900.
São 49 cc de diferença de cilindrada a favor da Yamaha Tracer 900. Se a diferença for pequena, ela quase não aparece na pilotagem e pode ser mais questão de projeto do que de desempenho. Se for grande, o motor maior tende a trabalhar com mais folga em estrada e carregado. Do outro lado, motor menor costuma ser mais simples de manter. Compare sempre com potência e torque.
Uso e conforto
Os números quase não mudam de uma para a outra, e uma diferença desse tamanho some no uso real, entre variação de peso do piloto, calibragem do pneu e estado da moto. Considere um empate técnico. Melhor gastar a atenção com o que realmente separa as duas: o test-ride, o custo de manter e o que cada uma oferece de equipamento.
Freios e segurança
Nos freios, a Triumph Tiger Sport 800 usa freio disco na frente, disco atrás, ABS; a Yamaha Tracer 900, freio disco na frente, disco atrás, ABS.
Os conjuntos de freio se equivalem na ficha, então este item não desempata.
Quanto custam e quanto perdem de valor
Na tabela FIPE de outubro de 2026, a Tiger Sport 800 2026 vale R$ 66.296 e a Tracer 900 GT 2025, R$ 65.663.
O que muda na manutenção
As medidas das peças de troca mais comuns, uma ao lado da outra, com link para a página de cada peça:
- Óleo: a mesma nas duas, SAE 10W-40 ou 10W-50 semi/sintético API SH ou sup. + JASO MA.
- Fluido de freio: a mesma nas duas, DOT 4.
Em vários itens, as duas compartilham a mesma medida. Na prática, isso quer dizer que o custo de reposição dessas peças tende a ser parecido e que nenhuma delas vai dar mais trabalho para achar a medida certa. A diferença de manutenção, então, vai aparecer nos itens que não coincidem. Antes de comprar qualquer peça, confira o código para o ano da sua moto. Neste par, as medidas iguais são: óleo, fluido de freio.
Qual das duas é a certa para você
Não existe moto melhor em tudo, e a Triumph Tiger Sport 800 e a Yamaha Tracer 900 não fogem disso. O que existe é a moto que combina com seu trajeto, seu corpo e seu orçamento. Use os critérios a seguir para pesar as diferenças da tabela e chegar a uma escolha que faça sentido daqui a alguns anos, e não só na saída da loja.
- Garupa frequente. Garupa frequente pede motor com força em baixa, freio firme e suspensão que não afunda com o peso extra. Também pede espaço: banco curto ou muito inclinado cansa quem vai atrás em poucos minutos. Compare o tamanho do assento, a posição das pedaleiras traseiras e a existência de alças. Se der, faça o test-ride com o garupa junto.
- Custo de manutenção. O preço de compra é só o começo. Ao longo dos anos, pesam revisões, pneus, freios, kit de transmissão ou correia, filtros e óleo. Motos com mais tecnologia carregam mais componentes para manter, e algumas peças pedem oficina com equipamento. Antes de decidir, peça numa loja e numa oficina de confiança o preço dos itens que mais gastam em cada uma. A diferença pode surpreender.
- Se a moto é para trabalhar. Moto de trabalho é ferramenta, e ferramenta parada dá prejuízo. Antes de escolher, pense no custo por quilômetro, na rapidez para conseguir peça e oficina e no conforto depois de um dia inteiro em cima dela. Bagageiro, suporte para baú e facilidade para levar carga entram na conta. Entre duas motos parecidas, a mais simples de manter tende a sair na frente.
- Cote o seguro antes. O valor do seguro depende do preço da moto, do seu perfil e, muito, do quanto o modelo é visado por ladrões na sua região. Por isso, duas motos parecidas podem ter cotações bem diferentes. Faça a cotação das duas antes de comprar, com o seu CEP e o local onde a moto vai dormir. Esse valor entra no custo anual e pode mudar a escolha.
- Viagem e peso. Para viajar longe, conforto e autonomia contam mais que alguns cavalos a mais. Ao mesmo tempo, uma moto alta e pesada pode intimidar em manobra, em rampa e fora do asfalto, principalmente carregada. Pense no seu tipo de viagem: só asfalto, terra de vez em quando ou trechos ruins com frequência. A moto certa é a que você controla com segurança parada e aproveita rodando.
- Se a moto vai pegar estrada. Se a moto vai pegar rodovia com frequência, potência e torque passam a importar de verdade, porque ditam a folga nas ultrapassagens e o esforço do motor em velocidade constante. Tanque maior, banco confortável, proteção contra o vento e freios fortes completam a lista. Uma moto que anda bem na cidade pode se mostrar cansativa depois de uma hora de estrada, e o contrário também acontece.
- Pense na revenda. Pense já na hora de vender. Modelos com muita procura encontram comprador rápido, enquanto modelos raros podem demorar, mesmo bem conservados. Itens que o mercado valoriza, como freio com ABS, ajudam na negociação. Use a desvalorização mostrada nesta comparação como referência e lembre que manutenção em dia e notas guardadas valem dinheiro na revenda.
- Faça o test-ride das duas. Se puder, pilote as duas no mesmo dia e, de preferência, no mesmo trajeto. Diferenças de freio, suspensão, câmbio e posição que parecem pequenas na tabela ficam evidentes em poucos minutos. Passe por uma lombada, faça uma frenagem firme em local seguro, manobre em baixa velocidade e repare em como o corpo se sente no fim. Muitas concessionárias oferecem test-ride; nas usadas, combine com o vendedor.
Outras comparações
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Perguntas frequentes
Qual custa menos na FIPE?
Na FIPE de outubro de 2026, a Tracer 900 GT 2025, com R$ 65.663. A outra sai por R$ 66.296.
Vale pagar mais pela versão com ABS?
Na maioria dos casos, compensa. O sistema mantém a moto controlável quando o freio é apertado demais, que é exatamente o que acontece numa emergência. A diferença de preço se paga no dia em que você precisa dela. Se o orçamento for muito apertado, considere uma usada com ABS antes de abrir mão do item.
Qual das duas custa menos para manter?
Veja nesta página quais medidas de peças as duas compartilham: nesses itens, o custo tende a ser parecido. Para o resto, peça orçamento numa loja de peças dos itens que mais gastam, como pastilha, pneu, filtro e kit de transmissão ou correia. Mecânica mais simples e modelos muito vendidos costumam ter reposição mais barata e fácil de achar.
Qual das duas viaja melhor?
A melhor para viajar é a que combina fôlego, autonomia e conforto. Compare nesta página o motor, o tanque e os freios das duas, e depois pense na posição de pilotagem e no banco depois de uma hora rodando. Se você viaja com garupa e bagagem, dê ainda mais peso ao torque.
Em qual das duas o garupa vai mais confortável?
Para o garupa, contam o tamanho do banco de trás, a posição das pedaleiras e a existência de alças. Para quem pilota, torque e freio pesam mais, porque a moto carregada demora mais para acelerar e para parar. Veja esses itens na tabela desta página e, se possível, leve quem costuma ir junto para sentar nas duas.
Qual das duas é melhor para quem é baixo?
Confira a altura do banco nesta página e depois sente nas duas: largura do assento, suspensão e peso mudam a sensação. Para quem é mais baixo, apoiar os dois pés no chão com segurança vale mais que desempenho. Algumas motos aceitam banco rebaixado ou ajuste de suspensão, algo que vale perguntar na concessionária.
Qual das duas é mais confiável?
Confiabilidade depende muito de como a moto é usada e mantida. Uma moto com revisões em dia tende a dar poucos problemas, enquanto uma maltratada falha cedo, qualquer que seja o modelo. Para comparar as duas, pergunte a mecânicos da sua cidade quais defeitos aparecem em cada uma e leia relatos de donos com bastante quilometragem.
Qual das duas gasta menos combustível?
Não há resposta única, porque o consumo muda com o piloto, o trânsito e o estado da moto. Olhe na comparação desta página a cilindrada, o peso e o tipo de alimentação: esses itens dão uma boa pista. Lembre também que economia inclui peças e revisões, e não só o que se gasta no posto.