Fluido de freio DOT 5: em quais motos serve
Todas as motos do catálogo com DOT 5 na ficha, de 1991 a 2006, com o link para a página da peça em cada uma.
- 33 versões
- 4 modelos
- 1 marca
Fluido de freio
DOT 5
- Versões
- 33
- Modelos
- 4
- Anos
- 1991 a 2006
Lista montada a partir da ficha de cada geração. Antes de comprar, confira a linha da sua moto e compare com a peça que está nela.
Lojas com fluido de freio dot 5
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Anunciar nesta páginaMotos com DOT 5
Cada linha leva à página da peça naquela moto e naqueles anos, com as lojas e o guia de troca.
Motos com DOT 5 na ficha
No catálogo, a medida DOT 5 aparece em 33 versões de 4 modelos, de 1 marca, fabricados entre 1991 e 2006. Aparecem, por exemplo, Harley-Davidson Dyna, Harley-Davidson Softail, Harley-Davidson Sportster, Harley-Davidson Touring.
Atenção: DOT 5 é fluido de silicone e não é compatível com os fluidos à base de glicol (DOT 3, 4 e 5.1). Use só o que a tampa do reservatório indica.
Fluido DOT 5: o que a classificação informa
No balcão, a pergunta sobre DOT 5 costuma ser “esse fluido serve na minha moto?”. A resposta começa pela base química. Os fluidos DOT 3, DOT 4 e DOT 5.1 compartilham a base de glicol, são higroscópicos, ou seja, puxam umidade do ar, e por isso têm prazo de troca mesmo sem vazamento. O DOT 5 é de silicone, não absorve água do mesmo jeito e não pode ser misturado com nenhum dos outros.
Dentro de cada classe, a norma estabelece pontos de ebulição mínimos para o fluido seco e para o fluido úmido. Quanto mais alto esse limite, mais o freio aguenta uso pesado antes de o fluido ferver. A especificação correta para a moto vem gravada, na maioria dos casos, na tampa do reservatório.
Marcas e modelos com DOT 5
Por marca, a medida DOT 5 se distribui assim (modelos com ela na ficha):
- Harley-Davidson: Dyna, Softail, Sportster, Touring.
Por estilo de moto, as gerações com essa medida são: motos custom (35), motos touring (16).
Fluido certo não é só a sigla DOT
Colocar o fluido errado pode estragar vedações e deixar o freio sem resposta. Antes de abrir o reservatório com um frasco de DOT 5 na mão, vale conferir estes itens, um por um.
- Sistemas com ABS. Com ABS, o fluido não trabalha só entre manete e pinça: ele circula pelo módulo. Classe errada ou fluido contaminado podem afetar o funcionamento das válvulas. Fique na especificação e, na troca completa, prefira oficina que conheça o procedimento do modelo.
- DOT 5 não é DOT 5.1. Os nomes parecem próximos, mas DOT 5 e DOT 5.1 são fluidos completamente diferentes. O 5.1 é de glicol, da mesma família do DOT 3 e do DOT 4. O 5 é de silicone. Trocar um pelo outro por causa do nome é um erro comum e perigoso no balcão.
- Cor não identifica a classe. Fluidos de glicol costumam ser claros ou amarelados, e o DOT 5 costuma ser tingido, mas a cor varia entre fabricantes e escurece com o uso. Não identifique a classe pela cor do fluido no reservatório. A tampa, o manual e o rótulo do frasco é que dizem o que é.
- Uso pesado e calor. Quem desce serra freando muito, roda com garupa e bagagem ou usa a moto em pista exige mais do fluido. Nesses usos, a temperatura sobe e o fluido mais velho ferve antes. A classe indicada continua valendo, mas a troca no prazo fica ainda mais importante.
- DOT 5 e a água. O DOT 5, de silicone, não absorve água como os fluidos de glicol. Isso parece vantagem, mas a umidade que entra no sistema não se dissolve e pode se acumular em pontos baixos, como na pinça. Ali ela corrói e pode ferver localmente. Ele só deve ser usado onde o fabricante indica.
- Pintura e plásticos. Fluido de glicol ataca pintura, verniz e alguns plásticos. Na hora de completar ou trocar, proteja o tanque, a carenagem e o painel com pano e tenha água por perto para lavar respingos na hora. Esse cuidado vale para qualquer classe de glicol.
- Mistura entre fluidos de glicol. Misturar DOT 3 com DOT 4, por exemplo, não forma borra, mas o resultado não tem as características de nenhum dos dois. Para completar nível, use a mesma classe do sistema. Se a ideia é mudar de classe, faça a troca completa com sangria.
Medidas parecidas com DOT 5
Outras medidas de fluidos de freio do catálogo, das mais próximas de DOT 5 para as mais distantes. Medida parecida não substitui a original; a lista serve para achar a página certa quando a sua moto usa outra:
- Fluido de freio DOT 4 · 1.121 versões
- Fluido de freio DOT 3 · 12 versões
- Fluido de freio DOT 5.1 · 2 versões
Comprando fluido de freio pela especificação
Com a especificação DOT 5 confirmada na tampa do reservatório, a compra fica simples. O que exige atenção é a embalagem, a data, o tamanho do frasco e o que fazer com a sobra. Estes são os pontos que o balcão confere.
- Embalagem aberta. Sobra de fluido guardada é uma armadilha. O frasco parece cheio e limpo, mas o fluido de glicol absorveu umidade desde a primeira abertura. Para freio, só vale fluido de embalagem recém-aberta. O que sobrar vai para descarte adequado, não para a prateleira.
- Data de fabricação e validade. Confira a data ou o lote impresso no frasco. Mesmo lacrado, o fluido tem prazo de prateleira indicado pelo fabricante, porque algumas embalagens plásticas deixam passar um pouco de umidade ao longo do tempo. Entre duas opções, leve a mais recente.
- Descarte. O fluido retirado na sangria e o frasco velho precisam de descarte adequado. Junte em recipiente fechado e entregue em oficina ou ponto que receba resíduos de veículos. Jogar na pia, no bueiro ou na terra contamina água e solo, mesmo em pouca quantidade.
- Troca de classe. Mudar de classe significa trocar todo o fluido, não completar com outro. Compre a quantidade para sangria completa e, em motos com ABS, siga o procedimento do fabricante. E troca de glicol para silicone, ou o contrário, só com orientação do fabricante e limpeza total do sistema.
- Confirme a classe antes de ir à loja. A compra começa na moto. Anote a classe gravada na tampa do reservatório, do dianteiro e do traseiro, e da embreagem, se ela for hidráulica. No balcão, peça exatamente essa classe e confira o rótulo do frasco antes de pagar.
- Procedência. Compre fluido de freio em loja estabelecida, com nota fiscal. Produto adulterado ou de origem desconhecida pode não atender à classe impressa, e no freio isso aparece justamente na hora em que você mais precisa. Preço muito abaixo do normal é motivo de desconfiança.
Crenças sobre fluido de freio que enganam
Fluido de freio é um daqueles itens que ninguém vê funcionando, e por isso acumula mitos. Alguns levam a misturas perigosas; outros fazem esticar a troca além da conta. Estes são os mais repetidos no balcão.
- “Fluido escuro é de outra classe”. O escurecimento costuma indicar fluido velho ou contaminado, não uma classe diferente. A cor varia entre fabricantes e muda com o uso. Fluido escuro no reservatório é um sinal para avaliar a troca, mas a classe certa continua sendo a indicada na tampa.
- “DOT 5 é o mais avançado, serve em tudo”. Silicone não é “versão premium” do fluido de freio. É outra química, para outros sistemas. Colocar DOT 5 numa moto que pede glicol pode danificar vedações e comprometer a frenagem. Ele só deve ser usado onde o fabricante especifica, com o sistema preparado para silicone desde a fábrica.
- “Completar o nível resolve fluido velho”. Completar o reservatório com fluido novo dilui um pouco o velho, mas não renova o sistema. A maior parte do fluido está nas mangueiras, no cilindro e na pinça, e é ali que o calor age. Fluido vencido se resolve com troca completa e sangria.
- “Fluido de freio não estraga”. Os fluidos de glicol absorvem umidade com o tempo, mesmo dentro do sistema fechado. O ponto de ebulição cai, e o freio fica mais sujeito a falhar em uso pesado. É por isso que o fabricante define prazo de troca, independentemente de o nível estar correto.
Perguntas frequentes
Quais motos usam DOT 5?
Pela ficha do catálogo, 33 versões, entre elas Harley-Davidson Dyna, Harley-Davidson Softail, Harley-Davidson Sportster, Harley-Davidson Touring. A lista completa, com os anos, está nesta página.
Toda moto da lista aceita DOT 5?
A medida é a mesma, mas confira o ano e a versão na lista e, na loja, compare com a peça que está na moto. Detalhes de montagem podem variar.
O que significa fluido higroscópico?
Higroscópico é o fluido que absorve umidade do ar. É o caso dos fluidos de glicol, DOT 3, DOT 4 e DOT 5.1. A água entra pelo respiro e pelas mangueiras e baixa o ponto de ebulição, por isso esses fluidos têm prazo de troca.
Todas essas motos usam o mesmo fluido?
Segundo as fichas, sim, mas a confirmação está na própria moto. A tampa do reservatório e o manual mostram a classe exata. Em caso de diferença, siga o que está gravado na tampa.
Fluido de freio que sobrou ainda serve?
Para o freio, não vale arriscar. A sobra de fluido de glicol envelhece dentro do frasco por causa da umidade. Ela pode parecer igual ao fluido novo, mas não tem o mesmo ponto de ebulição. Compre um frasco pequeno e novo.
Posso usar DOT 4 no lugar de DOT 3?
Em muitos casos sim, quando as duas classes são de glicol e o manual permite. A troca deve ser completa, com sangria. O DOT 5, de silicone, não entra nessa conta: ele não serve em sistema de glicol.