Fluido de freio da Harley-Davidson Dyna Super Glide FXD 1999–2005
A medida que serve na Dyna Super Glide FXD desses anos, de onde ela vem e onde encontrar.
Fluido de freio que serve
DOT 5 (silicone)
- Moto
- Harley-Davidson Dyna Super Glide FXD
- Anos
- 1999 a 2005
- Freio dianteiro
- Disco
- Freio traseiro
- Disco
- ABS
- Não
- Freio combinado (CBS)
- Não
Medida de referência para este modelo. Confira no manual do proprietário ou na peça antiga antes de comprar.
Lojas com fluido de freio para a Harley-Davidson Dyna Super Glide FXD
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Anunciar nesta páginaQual fluido de freio serve na Dyna Super Glide FXD 1999–2005
Para a Harley-Davidson Dyna Super Glide FXD dos anos 1999–2005, a referência do fluido de freio é DOT 5 (silicone). É a medida de referência para o modelo; antes de comprar, confira no manual ou na peça que está na moto.
O sistema usa DOT 5, à base de silicone. Ele não se mistura com DOT 3, DOT 4 ou DOT 5.1, que são à base de glicol. Misturar estraga vedações e compromete o freio.
O que o fluido de freio faz na Dyna Super Glide FXD
No freio a disco, você não empurra a pastilha com a mão: quem faz isso é o fluido. Quando você aperta o manete, um pistão no cilindro mestre (a bombinha presa no guidão) pressiona o fluido, e essa pressão corre pela mangueira até a pinça, onde empurra os pistões que apertam as pastilhas contra o disco. Como líquido praticamente não se comprime, a força da sua mão chega inteira lá embaixo.
O detalhe que pouca gente sabe é que o fluido envelhece mesmo sem vazar. Ele puxa umidade do ar aos poucos, perde resistência ao calor e, numa freada forte ou numa descida longa, pode formar bolhas de vapor. Aí o manete afunda e o freio some.
O que muda no fluido de freio da Dyna Super Glide FXD
A Dyna Super Glide FXD 1999–2005 é uma custom de 1.584 cc. O freio dianteiro é a disco, com pinça e pastilhas. O freio traseiro é a disco.
Moto pesada e rápida como a Dyna Super Glide FXD gera muito calor nas pinças em freadas fortes. É aí que fluido velho faz diferença: com umidade, ferve mais cedo. Para quem viaja ou anda em serra, manter o fluido em dia é parte da segurança.
A Dyna Super Glide FXD tem freio a disco nas duas rodas, então são dois circuitos e dois reservatórios. O traseiro fica, em geral, perto do pedal ou embaixo de uma tampa lateral; nas scooters, no guidão. Os dois precisam de troca no prazo; o traseiro costuma ser esquecido.
Como saber se o fluido de freio está vencido
Estes são os sinais mais comuns de fluido velho, contaminado ou com ar no sistema. Se aparecerem dois ou mais juntos, leve a moto para avaliação antes de rodar no trânsito.
- Fluido escuro no visor. Olhe pelo visor do reservatório com a moto em pé. Se o líquido está escuro, turvo ou com sujeira em suspensão, o fluido já trabalhou demais. A cor sozinha não condena, mas somada ao tempo de uso é motivo para trocar.
- Nível abaixo do mínimo. Abaixo da marca de mínimo, o sistema pode puxar ar. Antes de completar, pense no motivo: pastilha muito gasta explica uma queda lenta; queda rápida é vazamento até prova em contrário. Completar e seguir viagem esconde o problema.
- Vazamento no cilindro mestre. Se aparece umidade embaixo do manete ou em volta da bombinha do guidão, o retentor do cilindro mestre pode estar passando. Isso costuma vir junto com manete mais longo. Não é caso de só completar o nível: é reparo de oficina.
- Umidade ou mancha perto da pinça e das conexões. Passe o dedo nas conexões da mangueira e em volta da pinça. Se sai molhado ou oleoso, há vazamento. Vazamento em freio é serviço imediato de oficina, porque o sistema pode perder pressão de uma hora para outra.
Fluido de freio certo: o que olhar no frasco
Comprar o fluido é simples quando você sabe o que procurar no rótulo. Estes são os pontos que um bom balconista olha antes de entregar o frasco.
- Frasco lacrado. Compre frasco com o lacre intacto. Como o fluido absorve umidade, embalagem aberta há tempo já não tem as mesmas propriedades de um frasco novo. Prefira o tamanho que você vai usar de uma vez.
- Subir de especificação. Dentro da família do glicol, usar um fluido de especificação maior costuma ser aceito, como DOT 5.1 no lugar do DOT 4, porque o ponto de ebulição exigido é mais alto. Descer de especificação, como pôr DOT 3 onde o manual pede DOT 4, não é recomendado.
- Rótulo com a norma de desempenho. Um bom rótulo informa a classe DOT de forma clara e costuma trazer o ponto de ebulição seco e úmido. Esses números ajudam a comparar fluidos da mesma classe; quanto mais alto o ponto úmido, melhor ele aguenta a umidade que vai absorver com o tempo.
- Tamanho da embalagem. Moto usa pouco fluido. Para completar nível, um frasco pequeno sobra. Para troca completa com sangria, a oficina pode precisar de um pouco mais, porque parte do fluido sai na limpeza do sistema. Sobra de frasco aberto não deve ser guardada por muito tempo.
A mesma referência em outras motos
A referência fluido DOT 5 não é exclusiva da Dyna Super Glide FXD: há 32 outras motos com ela no catálogo. Estas são algumas:
- Harley-Davidson Fat Boy FLSTF 2000–2006
- Harley-Davidson Heritage Softail Classic FLSTC 2000–2006
- Harley-Davidson Softail Night Train FXSTB 2000–2006
- Harley-Davidson Softail Standard FXST 2000–2006
- Harley-Davidson Sportster 883 / 883 Low 2004–2006
- Harley-Davidson Sportster 1200 Custom XL1200C 2004–2006
- Harley-Davidson Sportster 883 Custom XL883C 2004–2006
- Harley-Davidson Electra Glide Classic FLHTC 1999–2006
- Harley-Davidson Electra Glide Ultra Classic FLHTCU 1999–2006
- Harley-Davidson Road King Classic FLHRC / Custom FLHRSI 1999–2006
- Harley-Davidson Softail Deuce FXSTD 2000–2005
- Harley-Davidson Sportster 1200 Sport XL1200S 1996–2001
Todas as motos com essa medida estão em Fluido de freio DOT 5: em quais motos serve.
Fluido do mesmo tipo é intercambiável entre motos; o que nunca pode é misturar fluido à base de glicol com DOT 5 de silicone.
Troca do fluido de freio passo a passo
A troca do fluido mexe diretamente na segurança da moto. O recomendado é fazer em oficina de confiança, com ferramenta e experiência em sangria. Conhecer a sequência ajuda você a acompanhar e cobrar um serviço bem feito.
- Proteger pintura e plásticos. O primeiro cuidado é proteger a moto. Um pano em volta do reservatório e do painel evita que respingos manchem a pintura, porque o fluido age como removedor. Água em abundância é a solução para qualquer gota que escapar.
- Nivelar o reservatório. Com a moto em pé e o guidão virado de forma que o reservatório fique nivelado, a tampa é aberta com cuidado, junto com a borracha de vedação (diafragma). A borracha deve sair limpa e voltar sem rasgos.
- Retirar o fluido velho do reservatório. Com uma seringa ou pano limpo, o fluido velho e escuro é retirado do reservatório, sem deixar o nível chegar tão baixo a ponto de entrar ar na saída. Em seguida, o reservatório é completado com fluido novo do frasco lacrado.
- Preparar a sangria na pinça. A sangria acontece no parafuso pequeno da pinça, chamado de sangrador. Uma mangueira transparente encaixada nele mostra o fluido e as bolhas saindo, e direciona tudo para um frasco, sem sujar a roda nem o disco.
- Empurrar o fluido novo pelo sistema. O método mais comum é apertar o manete, abrir o sangrador, deixar o fluido sair, fechar e só então soltar o manete. O ciclo se repete até sair fluido limpo e sem bolhas, sempre completando o reservatório para ele não secar.
- Repetir nos outros circuitos. Se a moto tem mais de uma pinça ou mais de um circuito, cada um recebe a sangria completa, na ordem indicada pelo manual. Em sistemas com ABS ou freio combinado, a sequência pode exigir procedimento próprio do fabricante.
- Apertar o sangrador e acertar o nível. Com o fluido limpo saindo, o sangrador é fechado com firmeza, sem exagero, porque a rosca é pequena e quebra fácil. O nível do reservatório é acertado entre as marcas, o diafragma volta ao lugar e a tampa é fechada.
- Testar parado e depois em baixa velocidade. Com tudo fechado, o manete deve ficar firme, com o curso que a moto tinha quando estava boa. Depois vem o teste com a moto andando devagar, em local seguro, antes de qualquer saída para o trânsito.
Peça para anotar a data da troca na nota de serviço ou numa etiqueta perto do reservatório. Assim fica fácil saber quando fazer a próxima. E lembre-se: manete que ficou pior depois do serviço é motivo para voltar à oficina na hora.
Manutenção do fluido de freio
Cuidar do fluido é barato perto do que ele protege. O que mais pesa é respeitar o prazo e não deixar o sistema aberto à toa.
- Lave com cuidado perto dos freios. Jato de alta pressão direto no cilindro mestre, na pinça ou nas conexões pode forçar água para dentro das vedações e retirar a graxa dos pinos da pinça. Lave essas áreas com água corrente e pano.
- Troque o fluido junto com serviços no freio. Aproveite a oportunidade: troca de mangueira, reparo de pinça ou de cilindro mestre exigem sangria. Pedir fluido novo nesse momento sai mais em conta do que fazer duas vezes.
- Olhe o visor com frequência. Uma olhada no visor do reservatório, com a moto nivelada, mostra o nível e a cor. Faça isso junto com a calibragem dos pneus. Mudança de nível ou de cor sem motivo aparente merece atenção.
O que não fazer com o fluido de freio da moto
Alguns erros com o fluido parecem inofensivos e só aparecem na freada de emergência. Vale conhecer os mais comuns para não cair neles.
- Reaproveitar fluido sangrado. O fluido que sai na sangria está contaminado, com umidade, sujeira e às vezes bolhas. Devolver esse líquido ao reservatório desfaz o serviço. Ele vai para o descarte.
- Apertar demais o sangrador. O parafuso de sangria é pequeno e oco. Força exagerada quebra o parafuso dentro da pinça ou espana a rosca, e aí o conserto fica bem maior. O aperto é firme, mas controlado.
- Misturar DOT 5 com outros fluidos. Pegar o frasco de DOT 5 achando que é "mais novo" que o DOT 4 é um erro comum. São fluidos incompatíveis. Use sempre o que a tampa e o manual indicam.
Serve em outro ano da Dyna?
No catálogo, a Dyna aparece em 14 gerações, somando 11 versões entre 1994 e 2017. Atenção: o fluido de freio não é o mesmo em toda a família. Aparecem 2 referências.
- DOT 4: Dyna Super Glide FXD 2006–2010, Dyna Fat Bob FXDF 2012–2017, Dyna Low Rider FXDL (2015-2017) 2015–2017, Dyna Street Bob FXDB 2015–2017 e mais 3.
- DOT 5 (silicone): Dyna Super Glide FXD 1999–2005, Dyna Super Glide FXD 1995–1998, Dyna Wide Glide FXDWG 1999, Dyna Wide Glide FXDWG 1995–1998 e mais 3.
Se a sua moto está perto da virada de uma geração, confira a peça antiga: a mudança nem sempre coincide com o ano-modelo.
Fluido de freio nos outros anos e versões da Dyna
| Versão | Anos | Medida |
|---|---|---|
| Dyna Super Glide FXD | 2006–2010 | DOT 4 |
| Dyna Super Glide FXD (esta página) | 1999–2005 | DOT 5 (silicone) |
| Dyna Super Glide FXD | 1995–1998 | DOT 5 (silicone) |
| Dyna Fat Bob FXDF | 2012–2017 | DOT 4 |
| Dyna Low Rider FXDL (2015-2017) | 2015–2017 | DOT 4 |
| Dyna Street Bob FXDB | 2015–2017 | DOT 4 |
| Dyna Super Glide Custom FXDC | 2008–2014 | DOT 4 conferido |
| Dyna Switchback FLD | 2012–2014 | DOT 4 |
| Dyna Super Glide Custom 110th Anniversary | 2013 | DOT 4 conferido |
| Dyna Wide Glide FXDWG | 1999 | DOT 5 (silicone) |
| Dyna Wide Glide FXDWG | 1995–1998 | DOT 5 (silicone) |
| Dyna Convertible FXDS-CONV | 1995–1998 | DOT 5 (silicone) |
| Dyna Low Rider Convertible FXDS-CONV | 1998 | DOT 5 (silicone) |
| Dyna Low Rider FXDL (1994-1998) | 1994–1998 | DOT 5 (silicone) |
Medida igual entre versões é sinal de que a peça é a mesma, mas a aplicação final é sempre a do catálogo do fabricante da peça.
Outras peças da Dyna Super Glide FXD 1999–2005
Motor
Alimentação
Admissão
Escapamento
Transmissão
Freios
Suspensão
Direção
Rodas e pneus
Elétrica
Ignição
Iluminação
Carroceria
Comandos
Fluidos
Acessórios do modelo
Ficha técnica completa da Harley-Davidson Dyna Super Glide FXD 1999–2005
Perguntas frequentes
Qual a medida do fluido de freio da Dyna Super Glide FXD 1999–2005?
Para a Dyna Super Glide FXD 1999–2005, a ficha indica DOT 5 (silicone). Leve essa informação à loja junto com o ano da moto.
De quanto em quanto tempo troco o fluido de freio?
Quem define é o manual da sua moto, e o critério costuma ser tempo, não só quilometragem, porque o fluido absorve umidade mesmo parado. Muitos fabricantes indicam algo na faixa de um a dois anos. Uso pesado, serra e trilha pedem atenção maior.
Dá para completar com fluido de outra marca?
Dentro da mesma família, sim: um DOT 4 de uma marca pode completar outro DOT 4, e DOT 3, 4 e 5.1 são compatíveis entre si. O DOT 5, de silicone, não se mistura com nenhum deles. Para completar, o ideal é usar a mesma especificação que está no sistema.
Onde descartar o fluido de freio velho?
Não jogue no ralo, na terra ou no lixo comum. O fluido velho é resíduo químico. Oficinas e alguns postos recebem para descarte correto. Se a troca foi feita na oficina, o recolhimento faz parte do serviço.
Posso fazer a sangria do freio em casa?
O procedimento não é complicado para quem tem prática, mas o erro deixa ar no sistema e o freio pode falhar numa emergência. Sem experiência e ferramenta, a recomendação é a oficina. Em moto com ABS ou freio combinado, ainda mais.
Fluido de freio da Harley-Davidson Dyna: todas as versões e anos