Escapamento completo da Honda CBR 600F
A peça certa para cada versão e ano da CBR 600F, de 1992 a 2015, com o guia para escolher e trocar.
- 1 versão
- 5 gerações
- 1992–2015
Escapamento completo
CBR 600F 1992–2015
- Modelo
- Honda CBR 600F
- Anos
- 1992 a 2015
Peça específica do modelo: na loja, informe a versão, o ano e, se possível, o número do chassi.
Lojas com escapamento completo para a Honda CBR 600F
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Anunciar nesta páginaEscapamento completo por versão e ano
| Versão | Anos |
|---|---|
| CBR 600F | 2011–2015 |
| CBR 600F | 2001–2010 |
| CBR 600F | 1999–2000 |
| CBR 600F | 1995–1998 |
| CBR 600F | 1992–1994 |
Cada linha leva à página da peça naquela geração, com as lojas e a ficha completa.
Qual escapamento serve na CBR 600F
O escapamento da Honda CBR 600F é peça específica do modelo e pode mudar entre versões e gerações, mesmo quando o visual é parecido. A tabela desta página mostra todas as versões e anos da CBR 600F em que a peça existe; cada linha leva à página daquela geração.
Como o escapamento trabalha na CBR 600F
O escapamento tem três trabalhos: tirar os gases do motor, abafar o ruído e, nas motos com catalisador, reduzir as emissões. Para fazer isso, ele precisa estar vedado do cabeçote até a ponteira, com as peças internas no lugar e sem entupimento.
Com o tempo, a umidade que se forma dentro dele em trajetos curtos causa corrosão, as juntas queimam com o calor e as chicanas internas podem soltar com a vibração. Uma queda também pode amassar ou trincar o conjunto. Quando o desgaste chega a esse ponto, a troca do escapamento devolve o funcionamento correto do motor e o silêncio original.
O escapamento na CBR 600F: o que a ficha diz
A CBR 600F 1992–2015 é uma esportiva de 599 cc. Com injeção eletrônica, a CBR 600F depende de sensores e de tensão estável na bateria para funcionar bem. O motor é quatro tempos, com óleo no cárter e válvulas no cabeçote.
Na CBR 600F, o escapamento pode ter vários coletores que se juntam antes do silencioso, e em muitos modelos desse porte há catalisador, sensores e até válvula de controle no escape. A troca do conjunto é mais trabalhosa e pede atenção a cada junta e conector.
A CBR 600F tem injeção eletrônica, e em muitas motos assim há um sensor de oxigênio no escapamento, que informa à central como está a queima. Vazamento perto dele ou escape de outra aplicação podem atrapalhar a leitura e acender a luz de injeção.
Quando desconfiar do escapamento
Estes são os sinais mais comuns de escapamento com defeito. Faça a verificação sempre com o motor e o escape frios.
- Fuligem nas junções. Olhe as ligações do escapamento com o motor frio. Mancha escura ou crosta preta numa emenda é sinal de vazamento. Junta nova ou reaperto resolvem quando a peça está boa.
- Luz de injeção acesa. A luz de injeção acesa pode ter relação com o escapamento quando o sensor de oxigênio recebe ar falso por um vazamento. Um diagnóstico com scanner ajuda a separar as causas.
- Barulho mais alto que o normal. A moto ficou mais barulhenta, com ronco rasgado ou estalado. Furo no silencioso, junta do coletor queimada ou abraçadeira solta deixam os gases escapar antes da hora. Além do incômodo, o barulho alto pode render autuação.
- Estouros na desaceleração. Pipocos ou estouros ao aliviar o acelerador podem indicar entrada de ar no escapamento por junta ou furo. Também podem vir de mistura pobre ou de problema na regulagem do motor, por isso o diagnóstico é importante.
- Escapamento solto ou balançando. Suporte quebrado, parafuso caído ou orelha trincada deixam o escapamento vibrar. A vibração trinca soldas e força a junta do coletor. Corrija logo, antes que o estrago aumente.
- Cheiro de gás perto do piloto. Cheiro forte de gás de escapamento perto do banco ou das pernas, sobretudo parado, indica vazamento antes do silencioso. Os gases são tóxicos e quentes: não ignore.
Escapamento: o que olhar na hora da compra
Com modelo, ano e uma boa olhada na peça antiga, a escolha fica segura. O que não vale é adaptar escape de outra moto.
- Protetor de calor. Muitos escapamentos têm protetor parafusado. Se a peça nova não trouxer, o antigo precisa estar em bom estado para ser transferido.
- Fixações e encaixe. Compare suportes, furos, flange do coletor e posição do silencioso com o escapamento antigo. Peça que precisa de adaptação fica tensionada, vibra e trinca nas soldas.
- Rosca do sensor de oxigênio. Se a moto tem sensor de oxigênio no escapamento, o novo precisa ter a rosca no mesmo lugar e na mesma medida. Escape sem o ponto do sensor deixa a injeção sem leitura.
- Junta e abraçadeiras novas. A junta do coletor deve ser sempre nova na troca. Veja se ela vem com o escapamento ou compre separado, junto com abraçadeiras e porcas, se as antigas estiverem ruins.
- Peça usada e garantia. Escapamento usado pode estar podre por dentro mesmo bonito por fora. Se comprar, bata levemente para ouvir chocalho e olhe por dentro com lanterna. Peça nova deve vir com nota e garantia.
- Aplicação exata. Compre pela aplicação declarada: a embalagem precisa citar a sua moto e os anos dela. Escapamento parecido de outro modelo pode ter diâmetro e desenho interno diferentes.
Troca do escapamento passo a passo
Com o motor frio e as ferramentas certas, a troca segue uma ordem simples. O segredo está na junta nova e no aperto correto.
- Espere o motor esfriar. O escapamento fica muito quente e demora a esfriar. Trabalhe só com tudo frio, para evitar queimaduras e para as porcas soltarem sem danificar as roscas.
- Apoie a moto. Coloque a moto no cavalete central ou num suporte firme. Em algumas motos, é preciso tirar pedaleira, protetor ou carenagem inferior para chegar às fixações.
- Desligue o sensor de oxigênio. O sensor de oxigênio sai do escape antigo para ir ao novo. Solte o conector primeiro e use a ferramenta certa para não danificar o sensor.
- Solte o coletor do cabeçote. As porcas do coletor costumam estar presas pelo calor. Desengripante, paciência e chave bem encaixada evitam espanar ou quebrar a fixação no cabeçote.
- Solte o suporte traseiro e retire. Com o coletor livre, solte a fixação do silencioso no quadro ou na pedaleira e retire o conjunto com atenção, sem bater no quadro nem no pneu.
- Limpe a sede e use junta nova. A junta velha não volta. Limpe bem a superfície e instale a nova. É ela que garante a vedação na saída do motor.
- Monte sem apertar e alinhe. Posicione o escapamento novo e coloque todas as fixações apenas encostadas. Com tudo no lugar e alinhado, aperte primeiro o coletor no cabeçote e depois o suporte traseiro, no torque do manual.
- Ligue e verifique vazamentos. Reinstale o sensor, se houver, e ligue o motor. Procure vazamentos nas junções com cuidado, sem encostar. Um pouco de fumaça no primeiro uso pode ser a queima do óleo de proteção da fabricação.
Depois de rodar um pouco e o escapamento esfriar, confira o aperto das fixações, conforme o manual. Se aparecer estouro, barulho ou luz de injeção, volte à oficina para revisar a instalação.
Erros comuns com o escapamento
Antes de mexer no escapamento, veja os tropeços que mais aparecem na compra, na montagem e nas modificações.
- Tirar o miolo do silencioso. Retirar as peças internas para a moto "roncar mais" aumenta muito o barulho, pode prejudicar o funcionamento do motor e é infração de trânsito. A moto pode ser retida na fiscalização.
- Adaptar escapamento de outra moto. Adaptação de escape quase sempre termina com peça forçada, vazamento ou motor rendendo mal. Use a aplicação correta para o modelo e o ano.
- Remover o catalisador. Tirar o catalisador aumenta a emissão de poluentes e é irregular. Em moto injetada, também pode alterar a leitura do sensor de oxigênio e acender a luz de injeção.
- Reaproveitar a junta do coletor. Economizar na junta é o erro mais barato de evitar. Ela custa pouco perto do incômodo de desmontar tudo de novo.
Manutenção do escapamento no dia a dia
O escapamento morre por dentro, pela umidade e pela corrosão. O jeito de usar a moto e o estado do motor fazem muita diferença na vida dele.
- Mantenha o motor regulado. Mistura rica, falha de ignição e motor queimando óleo sujam e entopem o escapamento, e nas motos com catalisador podem danificá-lo. Revisão em dia protege o escape também.
- Cuidado na lavagem. Lave o escapamento frio. Evite jato forte dentro da ponteira e, se possível, cubra a saída durante a lavagem. Água parada lá dentro acelera a ferrugem.
- Cuidado com o combustível. Combustível de procedência duvidosa pode queimar mal e sujar o escapamento e o catalisador. Abasteça em posto de confiança e desconfie de preço muito abaixo da média.
- Confira as fixações. De tempos em tempos, verifique se suportes, abraçadeiras e porcas do coletor estão firmes. Escape solto vibra, trinca soldas e queima a junta.
Perguntas frequentes
Escapamento sem catalisador é permitido?
Não é permitido retirar. O catalisador reduz poluentes e é exigido nas motos que o têm de fábrica. Se estiver entupido ou quebrado por dentro, troque a peça ou o escapamento.
Posso trocar por escapamento mais barulhento?
Só se respeitar as exigências de ruído e de emissões. Na dúvida, prefira peças que informem atender a essas exigências e guarde o escape original para recolocar se precisar.
Preciso comprar escapamento original?
Não é obrigatório usar o original, mas a reposição precisa ser equivalente: mesmo encaixe, mesmo desempenho, catalisador quando a moto tem e ruído dentro do normal. Exija nota e garantia.
A troca do escapamento é difícil?
Em muitas motos, quem tem ferramentas e prática consegue. O ponto crítico são as porcas do coletor no cabeçote: se estiverem presas, um prisioneiro quebrado vira serviço de oficina. Sem experiência, prefira o mecânico.
Por que o escapamento dá estouros?
As causas mais comuns são vazamento no escapamento, mistura pobre e regulagem errada. Um diagnóstico na oficina separa o que é escape do que é motor, antes de trocar qualquer peça.