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Calibragem do pneu da Honda CRF 110F

A pressão do manual para o pneu dianteiro e o traseiro de cada versão e ano da CRF 110F, de 2013 a 2013, sempre com os pneus frios.

Calibragem do manual

15 / 15 psi

Dianteiro
15 psi
Traseiro
15 psi

Valores do manual do proprietário, com os pneus frios. Confira a linha da sua versão e ano na tabela.

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Calibragem por versão e ano

VersãoAnosDianteiroTraseiro
CRF 110F2013 15 psi15 psi

Pressões do manual, com o pneu frio. A linha leva à ficha técnica completa daquela geração.

Calibragem da Honda CRF 110F

A CRF 110F tem uma calibragem só em todas as gerações levantadas: 15 psi na frente e 15 psi atrás, sempre medidos com o pneu frio.

O catálogo não tem um valor separado para garupa nesta moto. Quando o manual informar um, ele vale para o pneu traseiro com carga.

Se o calibrador ou o manual estiver em outra unidade, os valores mais comuns ficam assim:

Pneupsi (libras)barkPa
Dianteiro151,03103
Traseiro151,03103

O que a pressão dos pneus muda na CRF 110F

A pressão dos pneus decide como a moto apoia no chão. Com a pressão certa, a banda de rodagem encosta por igual no asfalto, a direção fica leve e precisa, a frenagem é estável e o pneu gasta de forma uniforme. Fora dela, tudo isso piora aos poucos, e muita gente só percebe quando o pneu já gastou torto ou a moto ficou estranha numa curva.

Os valores desta página são os que o fabricante indica para a CRF 110F, sempre com os pneus frios. Eles levam em conta o peso da moto, o tamanho dos pneus e o uso previsto, e por isso valem mais do que qualquer número "padrão" de borracharia.

Calibragem passo a passo

Calibrar direito é simples. O cuidado principal é a temperatura do pneu.

  1. Comece com o pneu frio. A pressão indicada é para o pneu frio: moto parada há algumas horas ou que rodou só um trecho curto e devagar. Pneu quente marca mais pressão do que tem de verdade.
  2. Tire a tampinha da válvula. Desrosqueie a tampa da válvula. Se não houver tampa, vale repor: sem ela, a sujeira entra e a válvula pode começar a vazar.
  3. Meça a pressão. Encaixe o bico do calibrador firme e reto na válvula, sem deixar escapar ar, e leia o valor. Em psi, que é a mesma "libra" da linguagem do posto.
  4. Complete ou retire ar. Ajuste até o valor da tabela para a sua versão e ano. Use o valor de piloto sozinho ou o de garupa, conforme o uso do dia.
  5. Repita no outro pneu. Dianteiro e traseiro têm valores diferentes na maioria das motos. Confira os dois, cada um com o seu número.
  6. Recoloque as tampinhas e olhe o pneu. Com as tampas no lugar, dê uma volta no pneu com os olhos. A calibragem é o momento ideal para achar um prego antes de virar furo.

Se precisar calibrar com o pneu quente, por exemplo no meio de uma viagem, não esvazie para chegar ao valor de pneu frio: isso deixa o pneu murcho quando esfriar. Calibre de novo, com calma, quando ele estiver frio.

Como saber se a pressão está fora

Pressão baixa e pressão alta deixam marcas diferentes. Vale conhecer as duas.

  • Consumo maior. Pneu murcho rola com mais resistência, e a moto gasta mais combustível no mesmo trajeto.
  • Desgaste no centro. Pressão alta deixa o pneu abaulado, e o centro da banda gasta mais rápido.
  • Direção pesada. Com pouca pressão, principalmente na frente, a moto fica lenta para entrar nas curvas e o guidão pesa nas manobras.
  • Desgaste nas laterais. Pneu rodando com pouca pressão apoia mais nas bordas, que gastam antes do centro.
  • Frenagem instável. A pressão fora do indicado muda a forma do pneu no contato com o chão, e a frenagem fica menos previsível, principalmente no molhado.
  • Furo ou talão solto. Em pneus com câmara, pressão baixa deixa o pneu girar no aro e pode arrancar a válvula da câmara.
  • Pneu esquentando demais. Pneu murcho flexiona mais e esquenta. Em viagem e com garupa, isso acelera o desgaste e aumenta o risco de dano.
  • Moto saltando nas irregularidades. Pneu duro demais transmite tudo para o piloto e deixa a moto menos colada no asfalto em pisos ruins.

Câmara de ar e calibragem na CRF 110F

A CRF 110F usa pneus com câmara de ar nas gerações levantadas.

Os pneus com câmara pedem cuidado com a pressão baixa. Murcho, o pneu pode girar no aro e puxar a válvula da câmara, e um buraco mais forte pode "beliscar" a câmara contra o aro. Em compensação, o furo costuma esvaziar o pneu mais rápido, o que avisa logo.

Hábitos que mantêm a pressão certa

Estes hábitos fazem a calibragem render mais.

  • Trilha tem regra própria. Pressão mais baixa ajuda na terra, mas é perigosa no asfalto. Se baixar para a trilha, recalibre antes de voltar para a rua.
  • Mantenha as tampinhas. A tampa da válvula evita a entrada de sujeira e ajuda a segurar o ar. Tampinha perdida se repõe por quase nada.
  • Tenha um medidor próprio. Medidor próprio é barato e evita diferenças de calibração entre postos. Use-o para conferir o valor final.
  • Ajuste para garupa e carga. Garupa e carga pedem mais pressão atrás. Calibrar só pelo valor de piloto sozinho deixa o pneu traseiro mole com peso extra.
  • Nitrogênio é opcional. Encher com nitrogênio não faz mal, mas não dispensa a calibragem periódica. O que importa é a pressão certa, seja com ar comum, seja com nitrogênio.
  • Não use o número da lateral do pneu. A lateral do pneu traz a pressão máxima que ele suporta, não a pressão de uso. Calibrar por ela deixa o pneu cheio demais.
  • Pneu novo, mesma pressão. Ao trocar o pneu, use a pressão do manual da moto, mesmo que a marca do pneu seja outra. Só mude se o fabricante da moto ou do pneu indicar outro valor para aquela medida.
  • Calibre com frequência. Crie uma rotina: em geral, a cada uma ou duas semanas e antes de qualquer viagem. Moto parada também perde ar.

O que evitar ao calibrar

Alguns enganos se repetem muito na hora de calibrar. Evitá-los já resolve a maior parte dos problemas.

  • Deixar a moto parada muito tempo sem calibrar. Moto parada também perde pressão, e o pneu murcho apoiado no chão por semanas pode deformar. Calibre antes de voltar a rodar.
  • Seguir o número de carro. Pressão de carro não tem relação com pressão de moto. Use só o valor do manual da CRF 110F.
  • Esquecer o valor de garupa. Carga sem ajuste de pressão sobrecarrega o pneu traseiro. Ajuste antes de sair e volte ao valor normal depois.
  • Esvaziar o pneu quente. Leitura alta com o pneu quente é normal. Esvaziar para chegar ao valor de pneu frio é o erro clássico de quem calibra no meio do trajeto.
  • Usar o mesmo valor nos dois pneus. Calibrar os dois pneus com o mesmo número é um erro comum. Na maioria das motos, o traseiro pede mais.
  • Confiar sempre no calibrador do posto. Calibrador de posto pode estar desregulado. Um medidor próprio, de vez em quando, mostra se a leitura bate.

Viagem, garupa e calor: o que muda

Três situações pedem atenção extra com a calibragem da CRF 110F. A primeira é a viagem: o pneu roda muito tempo seguido, e a pressão errada cobra o preço em desgaste e estabilidade. Calibre frio antes de sair.

A segunda é a carga. Garupa e bagagem aumentam o peso sobre o pneu traseiro, e o manual costuma pedir mais pressão atrás nesses casos. A terceira é o tempo: na chuva, pneu murcho escoa menos água; no calor, a pressão lida com o pneu quente sobe sozinha, e esvaziar nessa hora deixa o pneu baixo quando esfriar.

Comparação com motos do mesmo tipo

Motos do mesmo estilo e cilindrada próxima da CRF 110F usam estas pressões no manual, na geração mais nova:

Os números parecidos não querem dizer que dá para usar o valor de outra moto: peso, pneu e suspensão mudam a pressão certa. Vale o da sua.

Perguntas frequentes

Quantas libras no pneu da CRF 110F?

Pelo manual, 15 psi no dianteiro e 15 psi no traseiro, com os pneus frios.

É normal o pneu baixar sozinho?

Um pouco, sim: a borracha deixa o ar passar devagar, e a variação de temperatura também mexe na pressão. Perda rápida, de uma semana para outra, já pede uma olhada em válvula, aro e banda.

Libra e psi são a mesma coisa?

No dia a dia, sim: "libra" é como se chama o psi no posto. Alguns manuais também dão o valor em kPa ou kgf/cm².

Vale a pena ter um calibrador próprio?

Vale. Em casa você mede com o pneu realmente frio, e um medidor próprio ajuda a perceber quando o calibrador do posto está fora.

Pressão mais alta economiza combustível?

Acima do indicado, o pneu perde aderência, gasta no centro e deixa a moto mais dura. A economia é pequena e o risco não compensa. Fique no valor do manual.

Pneu tubeless muda a pressão?

A pressão é a do manual da moto, com ou sem câmara. A diferença é que, sem câmara, um furo pequeno pode baixar a pressão devagar, e só a calibragem frequente mostra.

Calibrar depois de rodar dá problema?

O valor do manual é para pneu frio. Quente, o pneu marca mais pressão. Se precisar medir quente, não esvazie para chegar ao valor de frio; espere esfriar para acertar.

Levar garupa muda a calibragem?

Quando o manual traz um valor para garupa ou carga, sim: use-o no pneu traseiro sempre que levar alguém ou bagagem.

De quanto em quanto tempo calibrar o pneu da moto?

Em geral, a cada uma ou duas semanas e sempre antes de viajar. Pneu de moto perde pressão com o tempo, mesmo sem furo.

Posso usar a pressão da lateral do pneu?

Não. O número da lateral é a pressão máxima que o pneu aguenta, não a de uso. Calibre sempre pelo manual da moto.