Triumph Tiger 900 2001–2019
Ficha técnica, preço FIPE e as 71 peças com página própria para a Tiger 900 fabricada de 2001 a 2019. Sem Tiger 900 (linha seguiu como Tiger 955i, 1050 e 800).
- Big trail
- 885 cc
- Gasolina
- Injeção eletrônica
As medidas que mais se procura
| Peça | Medida nesta moto | Conferência |
|---|---|---|
| Fluido de freio | DOT 4 | referência |
“Conferido” quer dizer que a medida foi checada no manual do proprietário, na ficha do fabricante ou no catálogo de aplicação. “Referência” é a medida usada para este modelo, ainda sem essa checagem: confira no manual ou na peça antiga antes de comprar.
Lojas e oficinas para a Triumph Tiger 900
Tem loja de peças ou oficina? Apareça aqui para quem procura peças e serviço para a Triumph Tiger 900 2001–2019. R$ 29,90 por ano, com botão para o seu WhatsApp ou site.
Anunciar nesta páginaPeças da Tiger 900 2001–2019
A lista já leva em conta como esta moto é feita: transmissão por corrente, injeção eletrônica, freio traseiro a disco. Peça que não existe nela não aparece.
Motor
Arrefecimento
Alimentação
Admissão
Escapamento
Transmissão
Freios
Suspensão
Direção
Rodas e pneus
Elétrica
Ignição
Iluminação
Carroceria
Comandos
Fluidos
Acessórios do modelo
A Triumph Tiger 900 2001–2019
Esta é a ficha da Triumph Tiger 900 vendida nos anos-modelo de 2001 a 2019: uma big trail de 885 cc. É a 3ª de 4 gerações da Tiger 900 no catálogo. Sem Tiger 900 (linha seguiu como Tiger 955i, 1050 e 800).
Ficha da Tiger 900 2001–2019: o que os dados mudam na prática
- Câmbio: manual
- Freio dianteiro: disco
- Freio traseiro: disco
- ABS: não
- Suspensão traseira: monoamortecida
Os números da ficha não servem só para comparar motos na conversa. Eles explicam por que uma moto cansa menos na estrada, por que outra pede mais cuidado na manutenção e por que duas motos de cilindrada parecida andam tão diferente. Veja o que cada dado da Tiger 900 2001–2019 significa na prática.
- Suspensão traseira monoamortecida. Monoamortecida é a traseira com um só amortecedor, geralmente no centro da moto e ligado à balança por articulações. O peso fica mais concentrado, o funcionamento é mais progressivo e a moto copia melhor as ondulações do asfalto. Em muitas, a pré-carga da mola pode ser ajustada, o que ajuda a compensar o peso extra de uma viagem.
- Rodas e pneus: liga ou raiada, com ou sem câmara. Roda de liga é rígida, fácil de limpar e quase sempre usa pneu sem câmara, que esvazia devagar num furo e pode ser reparado sem tirar a roda. Roda raiada absorve melhor pancadas e é preferida para terra, mas costuma usar câmara, que murcha rápido quando fura. A ficha diz qual é o caso da Tiger 900, e isso muda o kit de emergência.
- Relação peso/potência. Divida o peso da moto pela potência e você tem quantos quilos cada cv precisa carregar. Quanto menor esse número, mais esperta ela é na arrancada e na retomada. Lembre que você e o garupa entram na conta: uma moto leve e pouco potente sente bem mais a diferença de peso do que uma moto grande com motor folgado.
- Câmbio manual. Com marchas e embreagem, a moto fica do jeito que você quer: mais esperta com marcha reduzida, mais econômica e silenciosa com marcha alta. A ficha mostra quantas marchas existem, e a última costuma ser pensada para estrada. O câmbio manual exige coordenação no início, mas é simples, durável e permite segurar a moto com o motor em descidas.
- Tanque e autonomia. A capacidade do tanque, junto com o consumo que você mede na sua rotina, dá a autonomia: quantos quilômetros cabem entre um abastecimento e outro. Para descobrir o seu número, encha o tanque, zere o hodômetro parcial e anote quanto rodou até a próxima parada. Tanque pequeno não é defeito na cidade, mas faz diferença em viagem e em estrada com poucos postos.
- Altura do banco. Pés firmes no chão dão confiança no semáforo, na manobra e no piso irregular. Compare a altura da ficha com a sua altura de cavalo, mas sente na moto antes de tirar conclusão, porque a largura do banco e a suspensão também contam. Se ficar no limite, existem bancos rebaixados e, para quem é alto, bancos mais altos que aliviam os joelhos.
- Peso seco e em ordem de marcha. Peso seco é a moto sem combustível, óleo, bateria ou outros fluidos, conforme o critério do fabricante. Em ordem de marcha é como ela sai para rodar, abastecida e pronta. A diferença pode passar de dez quilos. Para saber quanto você vai empurrar na garagem ou segurar num tombo parado, use sempre o número em ordem de marcha.
Cidade, estrada e garupa com a Tiger 900
A big trail é a moto de viagem que não tem medo de estrada ruim. O motor de 885 cc trabalha com folga em velocidade de rodovia, a posição ereta cansa pouco e a proteção aerodinâmica segura boa parte do vento. Com garupa e bagagem, segue estável, e o tanque grande espaça as paradas.
Na terra, a suspensão longa e as rodas grandes resolvem estradas de chão, mas o peso pede experiência em areia, lama e manobra lenta. Na cidade, a altura e a largura atrapalham no corredor e no estacionamento, e o calor do motor incomoda no trânsito parado. É uma moto para rodar longe, não para entregas nem para o centro apertado.
Peças de troca: as medidas da Tiger 900
As medidas que a Tiger 900 2001–2019 usa nas peças de troca mais comuns. Cada link abre a página da peça, com as lojas e o guia de troca.
- Fluido de freio: DOT 4
Manutenção da Tiger 900: o que cada sistema pede
O manual da Triumph Tiger 900 traz a tabela de revisões, e ela é a referência. O que este guia faz é explicar o porquê de cada item, para você entender o que está sendo trocado na oficina e o que dá para acompanhar em casa. Uso pesado, poeira, chuva e trânsito podem antecipar vários deles.
- Corrente, coroa e pinhão. A corrente pede limpeza e lubrificação frequentes, além de ajuste de folga no intervalo do manual. Quando chegar a hora da troca, mude corrente, coroa e pinhão juntos, porque peças novas com velhas se desgastam rápido. Sinais de fim de vida: dentes da coroa em forma de gancho, corrente que sai da coroa quando puxada e elos duros.
- Filtro de ar. O filtro de ar impede que poeira entre no motor. Entupido, deixa a mistura rica, o motor perde força e o consumo sobe. A troca ou limpeza segue o intervalo do manual, que costuma ser menor para quem roda em terra e poeira. Alguns filtros são de papel e só se trocam; outros, de espuma, podem ser lavados e untados com óleo próprio.
- Folga de válvulas. Regular válvulas é um daqueles serviços que muita gente adia porque a moto parece normal. Mas a folga fora do padrão vai roubando desempenho, deixa a partida difícil e pode estragar sede e válvula. Siga o intervalo do manual e não ignore um chiado metálico no alto do motor, que costuma ser o primeiro aviso.
- Embreagem por cabo. Manete duro, folga que some ou moto que acelera sem ganhar velocidade indicam cabo ressecado ou discos gastos. Confira a folga de acordo com o manual e ajuste pelo esticador. Cabo lubrificado dura mais e deixa o acionamento leve. Se o ajuste não resolve a patinação, os discos precisam de revisão.
- Rolamentos de roda e de direção. Rolamentos de roda e da caixa de direção trabalham escondidos e sofrem com buraco, água e lavagem com jato forte. Com a moto suspensa, balance as rodas para os lados: não pode haver folga. Gire o guidão de um lado ao outro: ele deve correr liso, sem pontos duros. A inspeção entra nas revisões do manual, e folga ou ruído pedem troca.
- Corpo de injeção e filtro de combustível. Injeção dispensa regulagem frequente, mas não dispensa cuidado. Combustível de procedência ruim entope filtro e bico; o corpo de borboleta suja com o tempo e deixa a marcha lenta instável. Siga o intervalo do manual para o filtro e peça na revisão a limpeza e a leitura de falhas pela central.
- Pastilhas de freio. Chiado metálico ao frear, manete indo mais longe ou freio fraco indicam pastilha no fim. A inspeção entra em toda revisão do manual, mas você pode acompanhar entre elas. Na troca, a oficina limpa a pinça e lubrifica os pinos; pastilha nova em pinça travada gasta torto e dura pouco.
O que mudou nas outras gerações da Tiger 900
Em relação à geração anterior, Tiger 900 1999–2000, mudou:
- Rodas: raiadas → liga leve
- Pneus com câmara: sim → não
Na geração seguinte, Tiger 900 2020–2021, mudou:
- ABS: não → sim
- Farol: halógeno → LED
- Acelerador: por cabo → eletrônico
Mudança de geração costuma mudar peça. Por isso, na loja, informe o ano-modelo do documento, e não só o nome da moto.
O que vigiar na Tiger 900 no dia a dia
A maior parte das panes avisa antes de acontecer. Um ruído novo, um cheiro diferente, uma luz no painel ou uma mancha no chão da garagem são recados da moto. Prestar atenção a eles custa poucos minutos por semana e evita reparos maiores e paradas no meio do caminho com a Tiger 900.
- Fumaça no escapamento. Observe o escapamento ao ligar e ao acelerar. Uma fumaça branca rala nos primeiros minutos de um dia frio é normal. Fumaça azul persistente ou preta não é. Elas mostram que algo mudou na queima, e acompanhar o nível do óleo e a cor da vela ajuda a entender o que está acontecendo.
- Cheiro de queimado. Cheiro de queimado tem algumas origens comuns: freio arrastando, embreagem patinando, plástico encostado no escapamento ou fio aquecendo. Depois de rodar, toque com cuidado perto das rodas: um lado muito mais quente que o outro sugere freio preso. Cheiro de fio queimado pede desligar a moto e procurar a causa imediatamente.
- Corrente: barulho e folga. Corrente seca chia, corrente frouxa bate na balança e dá trancos ao acelerar e desacelerar. Olhe a folga com a moto apoiada e confira se a corrente está brilhando de lubrificante e não enferrujada. Depois de chuva, lavagem ou estrada de terra, ela pede limpeza e lubrificação. Elos travados e dentes da coroa pontudos indicam fim de vida.
- Volta rápida antes de sair. Um minuto de atenção na garagem vale mais que muita revisão. Circule a moto, observe o chão embaixo do motor, toque nos pneus, gire o guidão de um lado ao outro e veja se os cabos acompanham sem esticar. Se algo parecer diferente do normal, investigue antes de sair, não no acostamento.
Acessórios que fazem sentido na Tiger 900
Alguns acessórios melhoram segurança e conforto; outros só pesam e atrapalham. Para a Tiger 900 2001–2019, vale priorizar o que protege você e a moto e o que deixa o uso mais prático. Prefira peças feitas para o modelo, com fixação nos pontos originais, e evite adaptações improvisadas.
- Tomada USB. Carregar o celular rodando é prático, mas a tomada precisa de instalação bem feita: fusível, fio na bitola certa e ligação pós-chave. Tomada sem tampa junta água e oxida; ligação direta na bateria pode drená-la. Uma instalação limpa evita panes elétricas difíceis de achar depois.
- Trava de disco. Um antifurto simples e eficiente, principalmente para quem estaciona na rua. A trava de disco não deixa a moto ser empurrada e desestimula o furto rápido. Alguns modelos têm alarme sonoro. O cuidado é um só: lembrar de tirar antes de sair. Um cordão colorido preso ao manete resolve esse problema.
- Protetor de motor e de carenagem. O protetor de motor, aquela barra de aço presa ao quadro, absorve o impacto num tombo parado ou em velocidade baixa e protege tanque, tampas do motor e carenagem. Em motos altas e pesadas, ele evita estragos comuns em manobra. Escolha peça feita para o modelo, com fixação firme, e confira se não atrapalha os pés ao pilotar.
- Corrente antifurto e alarme. Uma corrente grossa com cadeado, passada pela roda e por um ponto fixo, dificulta muito o furto. Alarmes e rastreadores completam a proteção, mas devem ser instalados por quem conhece a parte elétrica, com fusível e sem cortar fios do chicote original. Combine mais de um tipo de proteção e estacione em lugar iluminado sempre que puder.
Perguntas frequentes
Qual a autonomia da Tiger 900?
Não há um número único: trânsito pesado, estrada, garupa e mão no acelerador mudam o resultado. Multiplique a capacidade do tanque pelo consumo que você mede na sua rotina e terá a sua autonomia real. Em viagem, planeje as paradas com folga e não conte com a reserva até o fim.
Posso usar pneu de medida diferente na Tiger 900?
Mudar a medida raramente compensa. A moto foi acertada para os pneus originais, e um mais largo ou mais alto altera direção, frenagem, leitura do velocímetro e, com ABS, o funcionamento do sistema. Se quiser outro comportamento, mude o tipo de pneu dentro da medida certa, não a medida.
O que é mais importante na ficha para quem vai trabalhar com a moto?
Quem vai rodar o dia todo deve priorizar o que pesa no custo e no conforto: torque útil na cidade, peso baixo para manobras, autonomia, tipo de transmissão e freios. Somam-se a isso suspensão que aguente carga e um banco confortável. Potência máxima importa menos do que força em giro baixo.
Ficha técnica
| Cilindrada | 885 cc |
|---|---|
| Combustível | Gasolina |
| Motor | Quatro tempos |
| Refrigeração | Líquida |
| Alimentação | Injeção eletrônica |
| Partida | Elétrica |
| Câmbio | Manual |
| Embreagem | Por cabo |
| Transmissão final | Corrente |
| Freio dianteiro | Disco |
| Freio traseiro | Disco |
| ABS | Não |
| Freio combinado (CBS) | Não |
| Rodas | Liga leve |
| Pneus com câmara | Não |
| Suspensão traseira | Monoamortecida |
| Farol | Halógeno |
| Lanterna | Lâmpada |
| Piscas | Lâmpada |
| Velocímetro | Digital (sensor) |
| Acelerador | Por cabo |
| Filtro de óleo de troca | Sim |