Ducati 999 2002–2006
Ficha técnica, preço FIPE e as 70 peças com página própria para a 999 fabricada de 2002 a 2006.
- Esportiva
- 998 cc
- Gasolina
- Injeção eletrônica
As medidas que mais se procura
| Peça | Medida nesta moto | Conferência |
|---|---|---|
| Bateria | 12V 10Ah (selada) | conferido |
| Vela de ignição | Champion RG4HC | conferido |
| Pneu dianteiro | 120/70ZR17 | conferido |
| Pneu traseiro | 190/50ZR17 | conferido |
| Relação (kit) | passo 525 | coroa 36 | pinhão 15 | 96 elos (DID 525 HV) | conferido |
| Óleo do motor | Shell Advance 4T Ultra (SAE 15W-50 JASO MA2) | 3,4 L | conferido |
| Filtro de ar | papel seco | conferido |
| Lâmpada do farol | HB3 60W (baixo e alto) | conferido |
| Fluido de freio | DOT 4 | conferido |
| Óleo de bengala | Shell Advance Fork 7.5 ou Donax TA | 480 ml por tubo | referência |
“Conferido” quer dizer que a medida foi checada no manual do proprietário, na ficha do fabricante ou no catálogo de aplicação. “Referência” é a medida usada para este modelo, ainda sem essa checagem: confira no manual ou na peça antiga antes de comprar.
Lojas e oficinas para a Ducati 999
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Anunciar nesta páginaPeças da 999 2002–2006
A lista já leva em conta como esta moto é feita: transmissão por corrente, injeção eletrônica, freio traseiro a disco. Peça que não existe nela não aparece.
Motor
Arrefecimento
Alimentação
Admissão
Escapamento
Transmissão
Freios
Suspensão
Direção
Rodas e pneus
Elétrica
Ignição
Iluminação
Carroceria
Comandos
Fluidos
Acessórios do modelo
A Ducati 999 2002–2006
Entre 2002 e 2006, a 999 manteve a mesma base técnica: uma esportiva de 998 cc.
Pela FIPE (outubro de 2026), uma 999 desta geração custa entre R$ 36.839 e R$ 49.942, conforme o ano.
Ficha da 999 2002–2006: o que os dados mudam na prática
- Câmbio: manual
- Freio dianteiro: disco
- Freio traseiro: disco
- ABS: não
- Suspensão traseira: monoamortecida
Ficha técnica é uma lista de números e siglas que, sozinha, diz pouco. Cada linha, porém, tem consequência no seu dia a dia: no esforço para subir uma ladeira, no tamanho da parada para abastecer, no pé que alcança ou não o chão. Estes são os dados da 999 e o que cada um muda quando você está em cima dela.
- Freio dianteiro a disco. A roda da frente faz a maior parte da frenagem, e o disco é o sistema que melhor dá conta disso. Você aperta o manete e sente a moto parar de forma progressiva, sem precisar de muita força nos dedos. Disco maior e pinça com mais pistões significam mais capacidade, algo que pesa em motos mais pesadas ou mais rápidas.
- Altura do banco. Pés firmes no chão dão confiança no semáforo, na manobra e no piso irregular. Compare a altura da ficha com a sua altura de cavalo, mas sente na moto antes de tirar conclusão, porque a largura do banco e a suspensão também contam. Se ficar no limite, existem bancos rebaixados e, para quem é alto, bancos mais altos que dobram menos as pernas.
- Torque. Torque é a força que empurra a moto na saída e na retomada. É ele que você sente ao arrancar no semáforo com garupa ou ao subir uma ladeira sem reduzir. Um torque alto em rotação baixa deixa a moto mais elástica: ela aceita marcha alta em velocidade baixa sem engasgar e cansa menos no anda e para.
- Partida elétrica e a pedal. A ficha diz se a partida é elétrica, a pedal ou as duas. A elétrica é mais cômoda e permite religar a moto parada no trânsito sem esforço. O pedal é um seguro: se a bateria fraquejar, você ainda consegue ligar a moto. Quando há só partida elétrica, a bateria passa a ser item para vigiar de perto.
- Tanque e autonomia. Litros de tanque não dizem sozinhos quanto a moto roda. A autonomia depende de como e onde você anda: trânsito, estrada, garupa e mão no acelerador mudam tudo. Faça a conta de tanque cheio a tanque cheio algumas vezes e terá uma média confiável. Em viagem, planeje as paradas com folga e não conte com o último litro.
- Transmissão por corrente. Na transmissão por corrente, a força do motor vai do pinhão para a coroa da roda traseira através de uma corrente. É eficiente, leve e permite trocar a relação com facilidade. Em troca, pede atenção: lubrificação, ajuste de folga e troca do conjunto inteiro quando gasto. Corrente seca ou frouxa rouba desempenho e acaba com coroa e pinhão.
- Refrigeração líquida. O radiador na frente do motor é a marca da refrigeração líquida. Ela mantém a temperatura constante, o que ajuda o motor a durar e a render igual no trânsito e em viagem. Quando a moto para no congestionamento, a ventoinha liga sozinha. Fique de olho no marcador ou na luz de temperatura e no nível do reservatório.
Como a 999 se comporta no uso
A esportiva é feita para velocidade e curva. Carenagem completa, posição inclinada e motor que gosta de giro alto fazem da 999 uma moto rápida e precisa na estrada de serra e em pista. A carenagem protege do vento em velocidade, e os freios fortes dão confiança.
No trânsito, a mesma posição cansa: o peso vai para os punhos, o pescoço trabalha e o motor esquenta no anda e para. Com garupa, o banco traseiro é pequeno e alto. Em piso ruim, a suspensão firme e o pneu de perfil esportivo pedem cuidado redobrado. Para entregas e uso de trabalho, não faz sentido.
Medidas das peças da 999 2002–2006
Na hora de comprar peça para a 999 desses anos, estas são as referências da ficha:
- Bateria: 12V 10Ah (selada)
- Vela de ignição: Champion RG4HC
- Pneu dianteiro: 120/70ZR17
- Pneu traseiro: 190/50ZR17
- Relação (kit): passo 525 | coroa 36 | pinhão 15 | 96 elos (DID 525 HV)
- Óleo do motor: Shell Advance 4T Ultra (SAE 15W-50 JASO MA2) | 3,4 L
- Filtro de ar: papel seco
- Lâmpada do farol: HB3 60W (baixo e alto)
- Fluido de freio: DOT 4
- Óleo de bengala: Shell Advance Fork 7.5 ou Donax TA | 480 ml por tubo
Manutenção da 999: o que cada sistema pede
O manual da Ducati 999 traz a tabela de revisões, e ela é a referência. O que este guia faz é explicar o porquê de cada item, para você entender o que está sendo trocado na oficina e o que dá para acompanhar em casa. Uso pesado, poeira, chuva e trânsito podem antecipar vários deles.
- Óleo da suspensão dianteira. Muita gente esquece que a bengala tem óleo. Ele se degrada, e a suspensão perde controle aos poucos, sem você perceber. Siga o intervalo do manual para a troca e passe um pano nos tubos de vez em quando, removendo poeira que estraga os retentores. Mancha de óleo no tubo ou na pinça é sinal de retentor vazando.
- Rolamentos de roda e de direção. Direção que puxa, guidão que trava no centro ou ronco que aumenta com a velocidade apontam para rolamentos. Na revisão, a oficina confere folgas e lubrificação da caixa de direção. Evite jato de alta pressão direto nos cubos, que empurra água para dentro. Rolamento gasto compromete a estabilidade e os freios.
- Fluido de freio. Olhe o visor do reservatório: o nível cai aos poucos conforme as pastilhas gastam, e fluido escuro é sinal de troca atrasada. A substituição segue o intervalo do manual, com o tipo DOT indicado na tampa. Não misture tipos diferentes e cuidado para não respingar na pintura, que o fluido mancha.
- Cabos e lubrificação geral. Cabos de acelerador, embreagem e freio, articulações de pedais, cavalete e manetes precisam de lubrificação periódica. O manual indica onde e com qual produto. Cabo seco endurece, desfia e pode travar; articulação sem graxa range e se desgasta. Confira também se o acelerador volta sozinho ao soltar o punho, em qualquer posição do guidão.
- Pastilhas de freio. As pastilhas têm marca ou ranhura que mostra o limite de desgaste. Confira olhando a pinça por trás ou por cima, com uma lanterna. Pastilha gasta até o metal risca o disco e transforma uma troca simples numa conta maior. Troque sempre o par da mesma roda e respeite o período de assentamento das novas, sem frenagens fortes nos primeiros dias.
- Líquido de arrefecimento. O líquido de arrefecimento evita superaquecimento, congelamento e corrosão por dentro do motor. Ele perde os aditivos com o tempo, então tem troca prevista no manual mesmo que o nível esteja certo. Complete só com o produto indicado, nunca com água pura. Confira mangueiras, abraçadeiras e a colmeia do radiador, que pode acumular insetos e barro.
- Filtro de óleo. Trocar só o óleo e manter o filtro velho é colocar óleo limpo num circuito sujo. O manual diz em quais revisões o filtro entra, e vale seguir à risca. Na troca, aperte só com a mão e um pouco mais, para não amassar a vedação, e confira se não ficou nenhuma junta velha grudada no motor.
A 999 2002–2006 ano a ano
Valor de cada ano da 999 2002–2006 na FIPE. O link leva à página do ano:
O ano mais antigo da geração vale 26% menos que o mais novo na tabela.
O que vigiar na 999 no dia a dia
Entre uma revisão e outra, quem acompanha a moto é você. Uma checagem rápida antes de sair e um pouco de atenção aos sinais durante o uso mantêm a 999 2002–2006 segura e confiável. Veja o que observar e o que cada sinal costuma indicar.
- Nível do fluido de freio. O reservatório do freio dianteiro fica no guidão e tem um visor ou marcas de nível. Com a moto reta, o fluido deve estar entre o mínimo e o máximo. O nível baixa um pouco conforme as pastilhas gastam, o que é normal. Queda rápida indica vazamento. Fluido escuro mostra que a troca está atrasada.
- Folgas na direção e nas rodas. Com a moto parada, segure o freio dianteiro e balance a moto para a frente e para trás: estalo ou folga na frente pode ser caixa de direção. Gire o guidão de batente a batente: ele deve correr liso, sem pontos duros. Em movimento, vibração no guidão ou moto instável em linha reta pede revisão de rolamentos e pneus.
- Partida lenta e bateria. Se o motor de partida gira mais devagar que o normal, se o painel apaga ao apertar o botão ou se a moto só pega na segunda tentativa, a bateria pode estar no fim ou com os terminais frouxos. Não insista no botão por muito tempo: dê pausas entre as tentativas. Em moto com pedal, ele ajuda a sair do aperto, mas o problema continua.
- Cheiro de combustível. Gasolina não deve ser sentida com a moto ligada nem parada na garagem. Se você notar o cheiro, procure a origem com o motor frio: mangueiras ressecadas, abraçadeiras frouxas e respiros entupidos são os suspeitos de sempre. Vazamento de combustível é risco de fogo e precisa ser corrigido antes de qualquer saída.
Acessórios para a 999 2002–2006: o que ajuda de verdade
Alguns acessórios melhoram segurança e conforto; outros só pesam e atrapalham. Para a 999 2002–2006, vale priorizar o que protege você e a moto e o que deixa o uso mais prático. Prefira peças feitas para o modelo, com fixação nos pontos originais, e evite adaptações improvisadas.
- Tomada USB. Carregar o celular rodando é prático, mas a tomada precisa de instalação bem feita: fusível, fio na bitola certa e ligação pós-chave. Tomada sem tampa junta água e oxida; ligação direta na bateria pode drená-la. Uma instalação limpa evita panes elétricas difíceis de achar depois.
- Calibrador e kit de reparo. Um calibrador de bolso e um kit de reparo de pneu cabem sob o banco e resolvem muita coisa. Em pneu sem câmara, macarrão e cola permitem tapar um furo pequeno e chegar à borracharia; em pneu com câmara, um spray selante ajuda em emergência. Junte as chaves do kit da moto e uma lanterna, e você fica pronto para imprevistos comuns.
- Trava de disco. A trava de disco é um cadeado que passa por um furo do disco de freio e impede a roda de girar. É pequena, leve e cabe no bolso da jaqueta. Para não esquecer e sair com ela, use um cabo lembrete ligado ao manete. Partir com a trava instalada pode danificar o disco, a pinça e a suspensão dianteira.
- Slider e protetores de quadro. Sliders são peças de material resistente presas ao quadro, aos eixos ou às pontas do guidão. Num tombo, são eles que arrastam no chão, poupando carenagem, motor, tampas e manetes. Em motos sem carenagem ou com carenagem cara, valem o investimento. Prefira kits feitos para o modelo, fixados com parafusos mais longos e adequados.
Perguntas frequentes
Que bateria usa a 999 2002–2006?
A bateria indicada é 12V 10Ah (selada).
Qual o valor da 999 2002–2006 na FIPE?
Na referência de outubro de 2026, a FIPE vai até R$ 49.942, com os anos mais antigos valendo menos. Veja o valor de cada ano nesta página.
Qual óleo vai na 999 2002–2006?
A referência é Shell Advance 4T Ultra (SAE 15W-50 JASO MA2) | 3,4 L. O intervalo de troca está no manual.
Todas as 999 de 2002–2006 são iguais?
Dentro de uma mesma geração, a base costuma se manter, mas detalhes podem mudar de um ano-modelo para outro: versões com e sem ABS, ajustes de motor por norma de emissões, painel, cores e acessórios. Confira a ficha do ano específico e a versão exata antes de comparar peças ou números.
Por que a moto rende menos que a potência anunciada?
A potência da ficha é medida no motor, sem as perdas da transmissão. Na roda, depois de câmbio, corrente ou correia e pneu, o número é sempre menor. Por isso um teste em dinamômetro mostra menos cv que o catálogo, e isso é normal. Para comparar motos, use sempre o mesmo critério.
Quanto a 999 roda com um tanque?
Não há um número único: trânsito pesado, estrada, garupa e mão no acelerador mudam o resultado. Multiplique a capacidade do tanque pelo consumo que você mede na sua rotina e terá a sua autonomia real. Em viagem, planeje as paradas com folga e não conte com a reserva até o fim.
Ficha técnica
| Cilindrada | 998 cc |
|---|---|
| Combustível | Gasolina |
| Motor | Quatro tempos |
| Refrigeração | Líquida |
| Alimentação | Injeção eletrônica |
| Partida | Elétrica |
| Câmbio | Manual |
| Embreagem | Hidráulica |
| Transmissão final | Corrente |
| Freio dianteiro | Disco |
| Freio traseiro | Disco |
| ABS | Não |
| Freio combinado (CBS) | Não |
| Rodas | Liga leve |
| Pneus com câmara | Não |
| Suspensão traseira | Monoamortecida |
| Farol | Halógeno |
| Lanterna | Lâmpada |
| Piscas | Lâmpada |
| Velocímetro | Digital (sensor) |
| Acelerador | Por cabo |
| Filtro de óleo de troca | Sim |
Preço FIPE da 999 por ano
| Ano-modelo | Preço médio |
|---|---|
| 999 2006 | R$ 49.942 |
| 999 2005 | R$ 41.747 |
| 999 2004 | R$ 38.988 |
| 999 2003 | R$ 37.928 |
| 999 2002 | R$ 36.839 |
Tabela FIPE, referência de outubro de 2026, código 808011-9. É o preço médio de anúncio no país, não o valor de uma moto específica. Anos sem preço na tabela ficam de fora.