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Virabrequim da Honda CB 500F 2020–2022

O que define a virabrequim certa para a CB 500F desses anos, e onde encontrar.

Virabrequim que serve

CB 500F 2020–2022

Moto
Honda CB 500F
Anos
2020 a 2022
Cilindrada
471 cc
Motor
Quatro tempos
Refrigeração
Líquida
Alimentação
Injeção eletrônica

Peça específica do modelo: na loja, informe a moto, o ano e, se possível, o número do chassi.

Lojas com virabrequim para a Honda CB 500F

Tem loja de peças ou oficina? Apareça aqui para quem procura virabrequim para a Honda CB 500F 2020–2022. R$ 29,90 por ano, com botão para o seu WhatsApp ou site.

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Qual virabrequim comprar para a CB 500F 2020–2022

O virabrequim da Honda CB 500F 2020–2022 é peça específica do modelo: não existe uma medida universal que sirva em qualquer moto. A compra é feita pela aplicação, ou seja, pela combinação de modelo, ano e, se possível, número do chassi ou código da peça original.

Na hora de comparar opções, olhe a aplicação declarada pelo fabricante da peça (que precisa citar a CB 500F e os anos 2020–2022), a procedência e a garantia. Encaixe "com adaptação" quase sempre sai mais caro no fim.

Virabrequim da CB 500F: o eixo que faz o motor girar

Se o motor tivesse uma espinha dorsal, seria o virabrequim. É ele que junta a força de cada explosão e entrega rotação para o resto da moto, além de acionar o gerador de energia, a embreagem e, nos quatro tempos, o comando de válvulas.

É uma peça feita para durar muito, mas que depende de óleo limpo, de folgas certas e de alinhamento perfeito. Quando os rolamentos ou o moente gastam, ou quando o eixo sai de centro, aparecem ronco, vibração e folga. Ignorar esses sinais pode levar à quebra da biela ou do cárter, e o conserto fica muito maior.

O virabrequim na CB 500F: o que a ficha diz

Para entender o virabrequim desta moto, vale olhar a ficha: a CB 500F é uma naked de 471 cc. O motor é quatro tempos, com óleo no cárter e válvulas no cabeçote. O arrefecimento é líquido, com radiador, bomba d'água e aditivo. A alimentação é por injeção eletrônica, com bomba de combustível, bico injetor e sensores. Há filtro de óleo de troca, que vai junto com o óleo nas revisões.

Em muitos motores com partida elétrica, a embreagem de partida, que deixa o motor de partida girar o motor e depois se desacopla, fica junto ao rotor, na ponta do virabrequim. Ela é conferida quando o rotor sai.

Quando desconfiar do virabrequim

Problemas no virabrequim quase sempre começam pelos rolamentos ou pela biela e se mostram como ruído e vibração. Ao perceber os sinais abaixo, evite exigir do motor e procure a oficina.

  • Vibração acima do normal. O virabrequim é balanceado de fábrica. Se ele entortou ou os rolamentos gastaram, o equilíbrio se perde e a moto vibra mais em certas rotações.
  • Folga na ponta do eixo. Com a tampa do magneto aberta, o mecânico pode tentar mover o rotor para cima e para baixo e para os lados. Folga perceptível indica rolamento ou apoio do virabrequim gasto.
  • Batida de biela. A batida de biela é um aviso sério. Nos motores com virabrequim montado, ela leva à troca do kit biela e ao alinhamento do eixo; nos inteiriços, à avaliação do moente e das bronzinas.
  • Ronco grave que acompanha o giro. Um ronco ou zumbido grave, vindo do fundo do motor, que sobe junto com a rotação, é sintoma típico de rolamento do virabrequim gasto. Ele aparece com a moto parada, acelerando em ponto morto, o que ajuda a separar de ruídos de roda ou de transmissão.

Virabrequim novo ou recondicionado: o que olhar

Leve modelo, ano e número do motor à loja. Pontas, roscas, chavetas e moente precisam ser idênticos aos do original, e pequenas diferenças impedem a montagem.

  • Bronzinas na medida. Bronzina não se compra no olho. Depois de medir os colos, o retificador indica a medida ou a classe certa, e só então a compra é feita.
  • Novo, recondicionado ou retificado. No virabrequim montado, é comum recondicionar: trocar o kit biela e alinhar o eixo. No inteiriço, os colos podem ser retificados para bronzinas sobremedida. Virabrequim novo é indicado quando há trinca, empeno grave ou colos sem material.
  • Alinhamento e balanceamento. Um virabrequim fora de centro vibra e destrói rolamentos. Se for recondicionado, o alinhamento faz parte do serviço e deve ser conferido antes da montagem.
  • Pontas, roscas e chavetas. As pontas do virabrequim recebem o rotor e a engrenagem primária. Elas precisam estar perfeitas: rosca sem amassado, cone sem marca e rasgo de chaveta na medida.

O passo a passo da troca do virabrequim

A sequência abaixo mostra como a troca é feita por uma oficina cuidadosa, do diagnóstico à primeira partida.

  1. Diagnóstico. Antes de qualquer desmontagem, a oficina separa o ronco de rolamento de outros ruídos, como roda, transmissão ou embreagem, que podem parecer vir do motor.
  2. Retirada do motor. Para chegar ao virabrequim, o motor quase sempre sai da moto e vai para a bancada, onde pode ser aberto com limpeza.
  3. Desmontagem até o cárter. Saem cabeçote, cilindro, pistão, tampas laterais, rotor do magneto, embreagem e engrenagens ligadas ao virabrequim. O rotor é retirado com extrator próprio.
  4. Abertura do cárter. As metades do cárter são separadas com cuidado, sem forçar com chave de fenda nas faces de vedação. Em alguns motores, o virabrequim sai com ajuda de prensa ou extrator.
  5. Medição e recondicionamento. Com relógio comparador e micrômetro, a retífica define o caminho. No virabrequim montado, troca o kit biela e alinha; no inteiriço, retifica os colos ou indica eixo novo.
  6. Montagem no cárter. O virabrequim é instalado com os apoios novos e o cárter é fechado com torque e vedação corretos. O eixo precisa girar livre, sem pontos duros.
  7. Montagem do restante do motor. Retentores novos, rotor com a chaveta no lugar e no torque do manual, embreagem, pistão, cilindro e cabeçote. Nos quatro tempos, o ponto do comando é acertado e a folga de válvulas conferida.
  8. Instalação e primeira partida. Motor de volta ao quadro, óleo novo e, na partida, atenção ao ronco, à vibração, à pressão de óleo quando houver indicador e a vazamentos. O mecânico orienta o amaciamento.

Peça a nota com as peças trocadas, o serviço feito e a garantia por escrito. Nos primeiros dias, varie a rotação e não exija o máximo do motor. Ruído ou vibração que voltam são motivo para retornar à oficina.

Erros comuns com o virabrequim

Erros na montagem e no uso do motor estão por trás da maioria dos virabrequins que voltam para a bancada.

  • Bater na ponta do eixo. Tirar o rotor ou a engrenagem a marteladas danifica rosca e cone e pode entortar o virabrequim. Cada peça tem seu extrator.
  • Trocar só os rolamentos sem medir. Rolamento novo em virabrequim empenado ou com biela folgada volta a roncar logo. O eixo precisa ser medido antes de decidir o que trocar.
  • Ignorar a causa do desgaste. Pergunte ao mecânico por que o virabrequim falhou. A resposta mostra o que corrigir na manutenção e no uso da moto para o serviço durar.

Manutenção que poupa o virabrequim

O virabrequim foi feito para durar a vida do motor. Quando falha antes, quase sempre há falta de cuidado com o óleo ou com o jeito de usar a moto.

  • Retentor vazando não espera. Um vazamento pequeno no retentor parece inofensivo, mas pode indicar folga no virabrequim. Vale olhar o conjunto na hora da troca.
  • Respeite o giro máximo. Usar o motor no limite o tempo todo encurta a vida das peças girantes. Troque de marcha antes de o motor gritar.
  • Investigue ruídos cedo. Ronco de rolamento e batida de biela pioram com o uso. Levar à oficina no começo pode limitar o conserto aos rolamentos ou ao kit biela.

O virabrequim nos outros anos da CB 500F

No catálogo, a CB 500F aparece em 3 gerações, somando 1 versão entre 2014 e 2025. Algumas peças passam de uma geração para outra sem mudança, outras não. Antes de aproveitar o virabrequim de uma CB 500F 2023–2025, CB 500F 2014–2019, compare o código ou a peça física.

A CB 500F na tabela FIPE

Na tabela FIPE de outubro de 2026, a Honda CB 500F dos anos 2020–2022 vai de R$ 31.470 (2020) a R$ 34.290 (2022). É uma referência útil para decidir o tipo de reparo: em moto de valor mais baixo, peça de reposição de boa procedência ou usada revisada pode fazer mais sentido; em moto mais valorizada, peça original preserva o valor de revenda.

AnoFIPE
2022R$ 34.290
2021R$ 33.277
2020R$ 31.470

Virabrequim nos outros anos e versões da CB 500F

VersãoAnos
CB 500F 2023–2025
CB 500F (esta página) 2020–2022
CB 500F 2014–2019

Outras peças da CB 500F 2020–2022

Motor

Arrefecimento

Alimentação

Admissão

Escapamento

Transmissão

Freios

Suspensão

Direção

Rodas e pneus

Elétrica

Ignição

Iluminação

Carroceria

Comandos

Fluidos

Acessórios do modelo

Ficha técnica completa da Honda CB 500F 2020–2022

Perguntas frequentes

O virabrequim de outra moto serve na CB 500F?

Em geral, não sem conferir. O virabrequim é desenhado para o modelo; o de outra moto só serve quando o código ou a aplicação confirmam. Adaptação costuma trazer folga, ruído ou desgaste.

O que é virabrequim montado?

Montado é o virabrequim feito de partes prensadas, comum em motores pequenos e nos dois tempos. Inteiriço é de peça única, mais comum em motores de mais de um cilindro. Cada um tem seu jeito de reparo.

Por que o virabrequim empena?

Esforço além do normal: motor que travou, alagamento, queda com pancada na ponta do eixo ou serviço mal feito na prensa. A retífica mede o empeno com relógio comparador e diz se dá para corrigir.

Virabrequim tem prazo de troca?

Em moto de rua, o virabrequim não tem prazo fixo de troca: com óleo em dia e uso dentro do limite, ele costuma durar muito. Em motos de competição, o manual pode indicar revisões por horas de uso.

Virabrequim tem conserto?

Na maioria dos casos, sim. O montado pode ser recondicionado com kit biela e alinhamento; o inteiriço pode ter os colos retificados para bronzinas sobremedida. Trinca, empeno grave ou falta de material pedem troca.

Virabrequim de moto: guia geral e lista de motos