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Sensor de posição da borboleta (TPS) da Kawasaki Z800 2013–2017

O que define a sensor de posição da borboleta (tps) certa para a Z800 desses anos, e onde encontrar.

Sensor de posição da borboleta (TPS) que serve

Z800 2013–2017

Moto
Kawasaki Z800
Anos
2013 a 2017
Cilindrada
806 cc
Alimentação
Injeção eletrônica

Peça específica do modelo: na loja, informe a moto, o ano e, se possível, o número do chassi.

Lojas com sensor de posição da borboleta (tps) para a Kawasaki Z800

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Qual sensor TPS comprar para a Z800 2013–2017

Não há uma "medida" que resolva o sensor TPS: ele é desenhado para a Z800. Na loja, informe modelo e ano; com o código da peça original ou o número do chassi, a chance de erro cai quase a zero.

Peça original (da marca), peça de reposição de boa procedência e peça usada são os três caminhos possíveis. A original costuma encaixar sem ajuste; a de reposição precisa ter aplicação declarada para a Z800 2013–2017; a usada exige conferência cuidadosa do estado.

O trabalho do sensor de posição da borboleta na Z800

Quando você gira a manopla, o que muda primeiro é a abertura da borboleta, e a central da injeção precisa saber disso na hora. O sensor TPS faz essa ponte: transforma a posição da borboleta num sinal elétrico que sobe conforme ela abre. Na maioria das motos ele recebe uma tensão de referência da central e devolve um sinal proporcional à abertura.

Se esse sinal falha, a central passa a calcular a mistura com uma informação errada. O resultado aparece como marcha lenta instável, engasgos, consumo maior e trancos no acelerador, às vezes com a luz da injeção acesa no painel.

Como o sensor TPS trabalha na Z800

A Z800 2013–2017 é uma naked de 806 cc. Com injeção eletrônica, a Z800 depende de sensores e de tensão estável na bateria para funcionar bem. É um motor quatro tempos, lubrificado pelo óleo do cárter. Não há pedal: a partida é sempre pelo motor de partida.

Algumas motos desta faixa de cilindrada usam acelerador eletrônico: a manopla tem o próprio sensor e a borboleta é movida por um motor elétrico, com sensores de posição duplicados. Nesse caso, diagnóstico e troca são serviço de oficina com scanner do sistema, sem exceção.

Antes de trocar o sensor por causa de solavancos, olhe a transmissão: corrente com folga demais, coroa gasta e coxins da roda cansados dão tranco no acelerador. Se a transmissão estiver em ordem, aí sim vale medir o TPS.

Na moto com arrefecimento líquido, a central também usa a temperatura do motor para ajustar a mistura e a marcha lenta. Sensor de temperatura com defeito pode deixar a marcha lenta alta ou instável, sintoma que muitas vezes é confundido com TPS.

Sinais de que o sensor TPS da Z800 está com defeito

Antes de comprar o sensor, repare em quando a falha aparece. TPS ruim costuma dar sinais ligados a uma posição do acelerador ou à transição entre fechado e aberto.

  • Marcha lenta oscilando. A rotação sobe e desce sozinha com a moto parada, ou fica mais alta do que o normal. Se a central acha que a borboleta está um pouco aberta quando ela está fechada, ela deixa de controlar a marcha lenta como deveria.
  • Dificuldade para pegar. Em alguns sistemas de injeção, a central corta o combustível na partida quando entende que o acelerador está todo aberto, para limpar um motor afogado. Se o TPS informa abertura errada, a moto pode ter dificuldade para pegar.
  • Morre ao fechar o acelerador. Você fecha o acelerador para parar no semáforo e a moto apaga, ou a rotação cai demais antes de estabilizar. A transição entre aberto e fechado depende da leitura do TPS, e sensor ruim confunde a central nessa hora.
  • Consumo maior que o normal. Se a central entende que a borboleta está mais aberta do que de fato está, ela injeta combustível a mais. O consumo sobe sem que você mude o jeito de pilotar. Não é um sintoma exclusivo do TPS, mas costuma vir junto com os outros.

Como escolher o sensor TPS certo para a Z800

Na compra, o que manda é a aplicação: modelo, ano e o código da peça original. Estes são os detalhes que valem conferir no balcão.

  • Conector e número de fios. Compare o conector: formato, número de pinos e posição da trava. A maioria dos TPS tem três fios, mas os conectores mudam de um sistema para outro. Conector diferente leva a emenda, e emenda em sensor é fonte de defeito.
  • Modelo, ano e chassi. A busca começa pela aplicação. Com modelo, ano e chassi, o vendedor encontra o sensor certo no catálogo e evita confundir versões parecidas da mesma moto.
  • Sensor avulso ou conjunto. Em algumas motos o TPS é vendido separado. Em outras, ele faz parte de um conjunto de sensores montado no corpo de borboleta, e a fabricante só fornece o conjunto ou o corpo completo. Saiba qual é o caso da sua antes de procurar.
  • Encaixe no eixo e fixação. O TPS encaixa na ponta do eixo da borboleta por um formato próprio e é preso por parafusos em furos que podem ser fixos ou oblongos, para ajuste. Compare com o antigo: encaixe diferente não funciona, mesmo que o corpo do sensor pareça igual.

Como é feita a troca do sensor TPS da Z800

A troca do sensor de posição da borboleta exige mais cuidado do que força. Veja como o trabalho deve ser feito na oficina, do teste inicial ao teste rodando.

  1. Confirmar o defeito. Com o scanner, o mecânico lê os códigos e acompanha o valor do TPS enquanto abre a borboleta devagar, de fechada a totalmente aberta. O sinal deve subir de forma suave, sem saltos nem quedas.
  2. Desligar a chave e a bateria. Com a chave desligada, o negativo da bateria é solto. Mexer em conector de sensor com a central energizada pode gerar códigos de defeito e, em casos raros, danificar componentes.
  3. Acessar o corpo de borboleta. O acesso varia muito: em algumas motos o sensor fica à vista; em outras, é preciso remover tanque ou carenagem. Nada de alavancar peças plásticas: elas quebram e viram barulho depois.
  4. Marcar e retirar o sensor antigo. Se o sensor tiver furos oblongos de ajuste, a posição é marcada antes de soltar. O conector é desconectado pela trava, os parafusos saem e o sensor é retirado sem girar o eixo da borboleta à força.
  5. Instalar o sensor novo. O acoplamento com o eixo precisa entrar alinhado, sem pressão. Se o sensor não assenta sozinho, está na posição errada. Parafusos firmes, mas sem exagero, e conector bem travado.
  6. Ajustar ou fazer o reset. Em muitas motos, depois da troca é preciso ajustar o sensor até o valor especificado com a borboleta fechada, ou fazer um procedimento de reset para a central reaprender a posição. Cada fabricante tem o seu método, descrito no manual de serviço.
  7. Conferir o acelerador. Antes de ligar a moto, gire a manopla e solte em várias posições do guidão: ela tem de voltar sozinha até o fim. Qualquer prisão no retorno precisa ser resolvida antes de rodar.
  8. Apagar códigos e testar rodando. Os códigos antigos são apagados, o motor é ligado até a temperatura de trabalho e a marcha lenta é conferida. Depois vem o teste rodando, passando pelas aberturas de acelerador em que a falha aparecia.

Sensor trocado sem ajuste ou sem reset pode deixar a marcha lenta e a resposta do acelerador piores do que antes. Se a sua moto exige esse procedimento, ele faz parte do serviço, não é opcional.

Cuidados que protegem o sensor de posição da borboleta

O TPS não tem troca periódica. Ele dura bastante quando o corpo de borboleta é bem cuidado e a fiação fica protegida de água e de esforço.

  • Peça leitura da central na revisão. Uma leitura rápida com scanner nas revisões mostra códigos registrados e o comportamento do sinal do TPS. Assim, um desgaste começando aparece antes de virar falha na rua.
  • Não mexa no parafuso de batente. Em muitas motos injetadas, o parafuso que limita o fechamento da borboleta vem regulado de fábrica. Girá-lo por conta própria para mudar a marcha lenta desloca a posição de referência do TPS e desregula a injeção. Se o manual prevê ajuste de marcha lenta, siga o procedimento dele.
  • Proteja a fiação. O chicote do sensor deve ficar preso nas presilhas originais, sem esticar quando o guidão vira e sem encostar em peças quentes. Fio esticado se rompe por dentro da capa e dá falha intermitente.

O que não fazer com o sensor de posição da borboleta

Muitos TPS são trocados sem necessidade, e muitos sensores novos funcionam mal porque a instalação não foi completa. Estes são os erros mais vistos.

  • Trocar sem diagnóstico. O TPS costuma levar a culpa de falhas que vêm de outro lugar. Medir o sinal leva poucos minutos e evita gastar com a peça errada.
  • Apagar a luz e esquecer. Apagar o código com scanner sem resolver a causa só adia o problema. Se a luz voltar, a falha continua lá e precisa ser investigada.
  • Forçar o sensor no eixo. Montar o sensor fora da posição e apertar os parafusos para "puxar" para o lugar danifica o acoplamento e pode deixar a borboleta presa. O sensor tem de assentar sozinho.

Valor da Z800 e custo do reparo

Na tabela FIPE de outubro de 2026, a Kawasaki Z800 dos anos 2013–2017 vai de R$ 35.918 (2013) a R$ 41.373 (2017). É uma referência útil para decidir o tipo de reparo: em moto de valor mais baixo, peça de reposição de boa procedência ou usada revisada pode fazer mais sentido; em moto mais valorizada, peça original preserva o valor de revenda.

AnoFIPE
2017R$ 41.373
2016R$ 40.363
2014R$ 37.679
2013R$ 35.918

Outras peças da Z800 2013–2017

Motor

Arrefecimento

Alimentação

Admissão

Escapamento

Transmissão

Freios

Suspensão

Direção

Rodas e pneus

Elétrica

Ignição

Iluminação

Carroceria

Comandos

Fluidos

Acessórios do modelo

Ficha técnica completa da Kawasaki Z800 2013–2017

Perguntas frequentes

O sensor TPS de outra moto serve na Z800?

Só se a aplicação declarada pelo fabricante da peça incluir a Z800 2013–2017. Peça de outro modelo pode até parecer igual, mas mudanças de fixação, medida ou conector são comuns. Compare com a peça antiga antes de instalar.

É perigoso rodar com o sensor TPS ruim?

Dá para chegar à oficina na maioria dos casos, mas a moto pode morrer em desaceleração, dar trancos ou falhar na saída, o que é arriscado no trânsito. Não adie o diagnóstico, principalmente se a moto apaga ao fechar o acelerador.

Para que serve o TPS?

TPS é o sensor de posição da borboleta. Ele fica no corpo de borboleta e informa à central da injeção quanto o acelerador está aberto. Com essa informação, a central ajusta a quantidade de combustível e a ignição, principalmente na aceleração, na desaceleração e na marcha lenta.

Dá para testar o TPS com multímetro?

Dá, com cuidado e com o valor do manual em mãos. Com a chave ligada, mede-se o sinal enquanto a borboleta é aberta devagar: ele deve variar de forma contínua, sem saltos. Pontos mortos rápidos às vezes escapam do multímetro, e por isso o scanner ou o osciloscópio são mais confiáveis.

Tem que fazer reset do TPS?

Depende da moto. Alguns sensores têm posição fixa e dispensam ajuste; outros precisam de calibração ou reset depois da troca. A oficina confirma pelo manual de serviço e faz o procedimento com o equipamento certo.

Sensor de posição da borboleta (TPS) de moto: guia geral e lista de motos