Kit relação (corrente, coroa e pinhão) da Triumph Scrambler 900 2006–2007
A medida que serve na Scrambler 900 desses anos, de onde ela vem e onde encontrar.
Kit relação (corrente, coroa e pinhão) que serve
passo 525 | coroa 43 | pinhão 18 | 104 elos
- Moto
- Triumph Scrambler 900
- Anos
- 2006 a 2007
- Cilindrada
- 900 cc
- Transmissão final
- Corrente
- Câmbio
- Manual
- Embreagem
- Por cabo
Medida de referência para este modelo. Confira no manual do proprietário ou na peça antiga antes de comprar.
Lojas com kit relação (corrente, coroa e pinhão) para a Triumph Scrambler 900
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Pela medida da ficha (passo 525 | coroa 43 | pinhão 18 | 104 elos) e pelas aplicações que os fabricantes declaram. Confira a medida da sua moto antes de comprar.
O kit relação certo para a Scrambler 900 2006–2007
Na Scrambler 900 2006–2007, o kit relação que serve é passo 525 | coroa 43 | pinhão 18 | 104 elos. É a medida de referência para o modelo; antes de comprar, confira no manual ou na peça que está na moto.
O que cada número quer dizer: passo 525 é o padrão da corrente (distância entre os pinos e largura dos elos); coroa, pinhão e corrente precisam ser do mesmo passo; a coroa tem 43 dentes; o pinhão tem 18 dentes; a corrente tem 104 elos.
Na prática, a relação é de 2,39 para 1: o pinhão dá 2,39 voltas para a roda traseira dar uma. Pinhão maior ou coroa menor deixam a moto mais "longa" (menos giro na estrada, menos força na saída); o contrário deixa mais "curta".
Corrente, coroa e pinhão: o que o kit relação faz na Scrambler 900
Toda a potência que o motor produz passa pela corrente antes de chegar ao chão. Ela trabalha sob tração forte nas arrancadas, recebe tranco a cada troca de marcha e fica exposta a poeira, chuva e areia. A coroa e o pinhão, por sua vez, se desgastam junto com ela, dente por dente.
É por isso que se fala em kit: corrente, coroa e pinhão envelhecem juntos e se acostumam uns aos outros. Peça nova trabalhando com peça gasta não assenta direito, faz barulho e dura pouco. Quando chega a hora, a troca certa é do conjunto inteiro.
O que muda no kit relação da Scrambler 900
A Scrambler 900 2006–2007 é uma naked de 900 cc. É câmbio manual, com embreagem e marchas no pé. O manete da embreagem puxa um cabo de aço até o motor. A força chega à roda traseira por corrente, que precisa de lubrificação e ajuste.
Com 900 cc, a Scrambler 900 coloca muita força na corrente. Nesse tipo de moto, a corrente com retentor e a emenda rebitada costumam ser o padrão de fábrica. A troca pede rebitador, torquímetro e experiência: é serviço de oficina.
Na Scrambler 900, o freio traseiro é a disco e o suporte da pinça acompanha o eixo. Na troca do kit, cuide para o suporte voltar ao encaixe certo na balança e para as buchas espaçadoras ficarem do lado correto. Teste o freio antes de rodar.
Como saber se a relação precisa de troca
O kit relação dá vários avisos antes de chegar ao fim. Alguns você percebe pilotando; outros só aparecem olhando de perto, com a moto parada e a roda girando na mão.
- Corrente que solta da coroa. Com a corrente regulada, segure um elo na parte de trás da coroa e puxe para trás. Se a corrente descola do dente a ponto de mostrar boa parte dele, ela está alongada e não assenta mais no lugar certo.
- Barulho e tranco em baixa. Ruído de corrente batendo na balança ou no protetor e aquele "tec-tec" ao tirar e pôr gás indicam folga demais ou kit gasto. Em marcha baixa, no trânsito, o sintoma fica mais claro.
- Regulagem que não segura. Você regula a folga e, pouco tempo depois, a corrente está frouxa de novo. Quando isso vira rotina, os pinos e as buchas da corrente já gastaram, e ela continua esticando a cada saída mais forte.
- Folga desigual ao girar a roda. Folga que muda conforme a roda gira é sinal de corrente com desgaste desigual ou de elos duros. Também pode ser coroa empenada. Nos dois casos, regular "pela média" não resolve.
- Pinhão com dentes afinados. Como cada dente do pinhão trabalha muito mais vezes que um dente da coroa, ele é um bom indicador de desgaste. Dentes com a ponta afiada ou com marcas laterais pedem a troca do conjunto.
Como escolher o kit relação certo para a Scrambler 900
Com as informações certas, comprar o kit é rápido e sem erro. Vale levar à loja o modelo e o ano da moto e, se possível, conferir as peças que estão nela.
- Corrente com ou sem retentor. Corrente com retentor tem anéis que seguram a graxa nos pinos. Ela tende a durar mais e esticar menos, desde que bem cuidada. Antes de trocar o tipo, confira se a corrente cabe na moto: ela costuma ser um pouco mais larga.
- Kit completo, da mesma linha. Prefira comprar corrente, coroa e pinhão juntos, como kit, e da mesma aplicação. Montar peças novas de linhas diferentes até funciona, mas o kit já vem casado em passo, largura e número de elos.
- Tipo de emenda. Pergunte como a corrente fecha. Emenda de clipe é prática e comum nas motos pequenas. Emenda de rebite é mais segura em correntes que recebem muita força, mas só deve ser montada com rebitador próprio.
- Dentes da coroa e do pinhão. Conte ou leia os dentes gravados nas peças. Mudar a quantidade altera a força na saída, a rotação em velocidade de cruzeiro e, em muitas motos, a marcação do velocímetro. Na dúvida, fique no original.
- Número de elos. Os elos contam tanto quanto o passo. Se a corrente vier com mais elos que o necessário, ela precisa ser cortada com ferramenta própria. Se vier com menos, não serve, mesmo que o passo esteja certo.
Outras motos com a mesma referência
No catálogo, 3 outras motos usam a mesma referência (relação 18/43 com corrente 525). Em loja, isso costuma significar mais opções de marca e mais facilidade para encontrar.
Lista completa: Relação 525 com coroa 43 e pinhão 18 em todas as motos.
Mesma referência na ficha não garante encaixe em todos os detalhes (suporte, conector, comprimento de cabo). Na dúvida, compare com a peça antiga.
Troca do kit relação passo a passo
Corrente que solta ou arrebenta pode travar a roda traseira. Por isso, a troca precisa ser bem feita: peças certas, emenda bem montada, folga regulada e roda alinhada. Na dúvida, deixe com a oficina.
- Confira as peças novas. Antes de desmontar, compare o kit novo com o que está na moto: passo, dentes da coroa, dentes do pinhão, furação e número de elos. Descobrir o erro com a moto aberta atrasa o serviço.
- Solte o pinhão com a corrente ainda montada. O pinhão é mais fácil de soltar antes de tirar a corrente. Com a marcha engatada e alguém segurando o freio traseiro, a porca ou os parafusos de fixação cedem sem o eixo girar.
- Tire a corrente e a roda. Apoie a moto com segurança, solte o eixo e os esticadores, abra a emenda e tire a corrente. Retire a roda anotando a posição das buchas e do suporte do freio, para montar tudo igual.
- Troque a coroa e confira o cubo. Solte os parafusos da coroa e instale a nova com o lado certo para fora. Aperte em cruz, no torque indicado no manual. Aproveite para olhar as borrachas do cubo da coroa: se estiverem gastas, a roda dá trancos.
- Instale o pinhão novo. Limpe as estrias do eixo de saída e monte o pinhão novo com a face certa voltada para fora. Use arruela trava nova, se for o caso, e faça o aperto final como o manual indica assim que a corrente estiver montada.
- Monte a roda e feche a corrente. Com a roda no lugar, monte a corrente e feche a emenda. A presilha precisa ficar com a ponta fechada apontando para o sentido de giro, senão pode enganchar e abrir. Se for rebite, o serviço é de rebitador.
- Regule a folga e alinhe a roda. Regule a folga com os esticadores, girando a roda para achar o ponto mais apertado. Confira as marcas dos dois lados da balança: roda desalinhada gasta o kit novo de lado e deixa a moto puxando.
- Aperte o eixo e revise o freio. O aperto do eixo segura a roda e a regulagem. Use torquímetro, recoloque a trava e só então teste o freio traseiro, que pode ter mudado de ponto com o deslocamento da roda.
- Lubrifique e teste. Com tudo fechado, aplique lubrificante e rode devagar para ouvir ruídos. Uma nova conferência da folga depois de pouco uso é obrigatória, porque a corrente nova acomoda nos primeiros dias.
A oficina deve devolver a moto com a folga regulada, o eixo apertado no torque e o freio traseiro conferido. Peça para ver as peças velhas: comparar os dentes gastos com os novos mostra como o kit chegou ao fim.
Como fazer o kit relação da Scrambler 900 durar mais
O kit relação dura muito mais quando recebe três cuidados: limpeza, lubrificação e folga certa. Nenhum deles é caro, e todos podem ser feitos em casa.
- Lubrifique depois da chuva e da lavagem. Água tira o lubrificante e deixa a corrente vulnerável à ferrugem. Depois de rodar na chuva ou de lavar a moto, seque a corrente e lubrifique de novo, mesmo que não esteja no prazo.
- Proteja do pó e da areia. Quem roda em estrada de terra ou perto da praia deve limpar e lubrificar com mais frequência. Areia e sal aceleram o desgaste e a ferrugem. Use lubrificante que não junte tanta sujeira.
- Mantenha os protetores no lugar. O protetor da corrente e a tampa do pinhão seguram respingos e evitam que algo se enrosque na transmissão. Também protegem você. Não rode sem eles.
- Confira a folga regularmente. Meça a folga girando a roda e procurando o ponto mais esticado. Ajuste por ele, nunca pelo mais frouxo. O valor certo está no manual e, em muitas motos, numa etiqueta perto da balança.
Erros que encurtam a vida da relação
Muitos kits novos duram metade do que poderiam por erros na compra ou na montagem. Estes são os que mais aparecem no balcão e na oficina.
- Usar óleo queimado ou graxa grossa. Óleo usado de motor e graxa comum parecem resolver, mas grudam areia, sujam a roda e podem chegar ao pneu e ao freio, o que é perigoso. Lubrificante de corrente existe por um motivo.
- Mudar a relação sem pensar no conjunto. Trocar coroa ou pinhão por números diferentes muda a força, a rotação na estrada e, em muitas motos, a leitura do velocímetro. Pode pedir corrente com outro número de elos. Pense antes de mudar.
- Tirar elo para ganhar regulagem. Encurtar corrente gasta é gambiarra. O fim do curso do esticador é exatamente o aviso de que o kit acabou.
- Esquecer o freio traseiro e o aperto do eixo. Depois de mexer na roda, o eixo precisa do torque certo e o freio traseiro precisa ser conferido. Pular essa etapa é risco de segurança, não só de desgaste.
O kit relação nos outros anos da Scrambler 900
No catálogo, a Scrambler 900 aparece em 6 gerações, somando 4 versões entre 2006 e 2026. A medida do kit relação muda ao longo da família: há 2 referências diferentes.
- passo 520: Scrambler 900 2017–2026, Scrambler 900 Icon Edition 2025, Scrambler 900 Stealth Edition 2024, Street Scrambler 2017–2022.
- passo 525 | coroa 43 | pinhão 18 | 104 elos: Scrambler 900 2008–2016, Scrambler 900 2006–2007.
Por isso, ao comprar, informe sempre o ano exato da moto: peça da Scrambler 900 de outra geração pode não servir.
Quanto vale a Scrambler 900 2006–2007
Na tabela FIPE de outubro de 2026, a Triumph Scrambler 900 dos anos 2006–2007 vai de R$ 22.748 (2006) a R$ 24.168 (2007). Esse número ajuda a pesar o conserto: quando o orçamento do kit relação chega perto de uma fatia grande do valor da moto, vale pedir mais de um orçamento e comparar original, reposição e usada.
Kit relação (corrente, coroa e pinhão) nos outros anos e versões da Scrambler 900
| Versão | Anos | Medida |
|---|---|---|
| Scrambler 900 | 2017–2026 | passo 520 conferido |
| Scrambler 900 | 2008–2016 | passo 525 | coroa 43 | pinhão 18 | 104 elos conferido |
| Scrambler 900 (esta página) | 2006–2007 | passo 525 | coroa 43 | pinhão 18 | 104 elos |
| Scrambler 900 Icon Edition | 2025 | passo 520 conferido |
| Scrambler 900 Stealth Edition | 2024 | passo 520 conferido |
| Street Scrambler | 2017–2022 | passo 520 conferido |
Medida igual entre versões é sinal de que a peça é a mesma, mas a aplicação final é sempre a do catálogo do fabricante da peça.
Outras peças da Scrambler 900 2006–2007
Motor
Alimentação
Admissão
Escapamento
Transmissão
Freios
Suspensão
Direção
Rodas e pneus
Elétrica
Ignição
Iluminação
Carroceria
Comandos
Fluidos
Acessórios do modelo
Perguntas frequentes
Qual a medida do kit relação da Scrambler 900 2006–2007?
Para a Scrambler 900 2006–2007, a ficha indica passo 525 | coroa 43 | pinhão 18 | 104 elos. Leve essa informação à loja junto com o ano da moto.
Emenda de clipe ou rebitada: qual é melhor?
Nas motos de baixa cilindrada, a emenda de clipe costuma ser a original. Nas maiores, em geral o fabricante pede emenda rebitada. Trocar rebite por clipe nessas motos aumenta o risco de a corrente abrir.
Quanto tempo dura um kit relação?
Varia bastante. Um kit com corrente lubrificada e regulada dura muito mais que um rodando seco e frouxo. Uso em terra, areia e chuva encurta a vida. O momento da troca é dado pelos sinais de desgaste, não por um número fixo.
É normal o kit novo afrouxar logo?
Uma regulagem logo depois da troca é esperada. Alongamento rápido e contínuo, porém, indica problema: peça velha misturada no kit, roda desalinhada, corrente seca ou excesso de tranco na pilotagem.
Com que frequência devo lubrificar a corrente?
Siga o manual, mas use o bom senso: sempre que a corrente parecer seca, depois de chuva e depois de lavar a moto. Quem roda em terra ou areia precisa lubrificar com mais frequência. Corrente nunca deve ficar seca ou enferrujada.
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