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Honda CRF 230F 2007–2020

Ficha técnica, preço FIPE e as 69 peças com página própria para a CRF 230F fabricada de 2007 a 2020.

  • Off-road
  • 223 cc
  • Gasolina
  • Carburador
Honda CRF 230F
Imagem ilustrativa.

As medidas que mais se procura

PeçaMedida nesta motoConferência
Bateria 12V 5Ah (Honda R315AKRMM10) referência

“Conferido” quer dizer que a medida foi checada no manual do proprietário, na ficha do fabricante ou no catálogo de aplicação. “Referência” é a medida usada para este modelo, ainda sem essa checagem: confira no manual ou na peça antiga antes de comprar.

Lojas e oficinas para a Honda CRF 230F

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Peças da CRF 230F 2007–2020

A lista já leva em conta como esta moto é feita: transmissão por corrente, carburador, freio traseiro a tambor. Peça que não existe nela não aparece.

Motor

Alimentação

Admissão

Escapamento

Transmissão

Freios

Suspensão

Direção

Rodas e pneus

Elétrica

Ignição

Iluminação

Carroceria

Comandos

Fluidos

Acessórios do modelo

CRF 230F 2007–2020: visão geral

Entre 2007 e 2020, a CRF 230F manteve a mesma base técnica: uma off-road de 223 cc.

Pela FIPE (outubro de 2026), uma CRF 230F desta geração custa entre R$ 10.250 e R$ 16.849, conforme o ano.

Ficha da CRF 230F 2007–2020: o que os dados mudam na prática

  • Potência: 19,3 cv a 8.000 rpm
  • Torque: 1,92 kgf.m a 6.500 rpm
  • Peso: 108 kg (seco)
  • Tanque: 7,0 litros (reserva de cerca de 1,3 L; manual 2014)
  • Altura do banco: 878 mm
  • Calibragem dos pneus: dianteiro 15 psi; traseiro 15 psi (manual 2014)
  • Câmbio: manual
  • Freio dianteiro: disco
  • Freio traseiro: tambor
  • ABS: não
  • Suspensão traseira: monoamortecida
  • Relação peso/potência: cerca de 5,6 kg/cv

Entender a ficha da Honda CRF 230F ajuda a saber o que esperar dela antes mesmo de dar a partida. Potência, peso, freios, câmbio e transmissão contam como a moto anda, quanto trabalho ela dá e para que tipo de uso ela foi pensada. A seguir, cada item explicado sem complicação.

  • Carburador ou injeção. A ficha mostra como o combustível chega ao motor. O carburador mistura ar e combustível de forma mecânica: é simples, mas sente mais a altitude, o frio e o combustível parado. A injeção eletrônica dosa a mistura por sensores, dá partida mais fácil, marcha lenta estável e costuma gastar menos. Se a CRF 230F tem injeção, uma luz no painel avisa de qualquer falha.
  • Freio a tambor. Freio a tambor não é sinal de moto ruim: ele dá conta do uso urbano e pede pouca manutenção. A diferença aparece em frenagens fortes e repetidas, quando ele aquece e a resposta cai, e logo depois de pegar chuva forte ou poça funda. Na traseira, onde a exigência é menor, cumpre bem o papel. Freie com antecedência e use os dois freios juntos.
  • Torque. Se a potência diz até onde a moto vai, o torque diz com que disposição ela sai do lugar. Na ficha, ele aparece em kgfm ou Nm, quase sempre acompanhado da rotação. Quanto mais cedo ele chega, menos você troca de marcha na cidade e mais fácil fica carregar peso, seja bagagem, seja um garupa.
  • Transmissão por corrente. Corrente, coroa e pinhão formam o kit de transmissão, o jeito mais comum de levar a força até a roda. Funciona muito bem e custa pouco, desde que receba cuidado regular. Limpeza e lubrificação fazem a corrente durar; folga certa evita trancos e barulho. Em chuva e terra, o desgaste é mais rápido.
  • Rodas e pneus: liga ou raiada, com ou sem câmara. Roda de liga é rígida, fácil de limpar e quase sempre usa pneu sem câmara, que esvazia devagar num furo e pode ser reparado sem tirar a roda. Roda raiada absorve melhor pancadas e é preferida para terra, mas costuma usar câmara, que murcha rápido quando fura. A ficha diz qual é o caso da CRF 230F, e isso muda o que levar na viagem.
  • Partida elétrica e a pedal. A ficha diz se a partida é elétrica, a pedal ou as duas. A elétrica é mais cômoda e permite religar a moto parada no trânsito sem esforço. O pedal é um seguro: se a bateria fraquejar, você ainda consegue ligar a moto. Quando há só partida elétrica, a bateria passa a ser item de atenção constante.
  • Câmbio manual. Com marchas e embreagem, a moto fica do jeito que você quer: mais esperta com marcha reduzida, mais econômica e silenciosa com marcha alta. A ficha mostra quantas marchas existem, e a última costuma ser pensada para estrada. O câmbio manual exige coordenação no início, mas é simples, durável e permite segurar a moto com o motor em descidas.

A CRF 230F no dia a dia

A off-road vive na terra. Leve, alta e com suspensão de curso muito longo, a CRF 230F sobe barranco, atravessa erosão e passa em lama onde outras motos atolam. O motor responde rápido, e o pneu de cravo agarra no chão solto. Em trilha, é pura diversão e controle.

Fora desse terreno, ela sofre. No asfalto, o pneu de cravo vibra e escorrega na curva molhada, o banco estreito cansa e o tanque pequeno limita o alcance. Garupa, quando permitido, é desconfortável. Na estrada, falta proteção e sobra giro. Não é moto de entrega nem de deslocamento diário: é ferramenta de lazer e esporte, com manutenção frequente.

Peças de troca: as medidas da CRF 230F

Na hora de comprar peça para a CRF 230F desses anos, estas são as referências da ficha:

Manutenção da CRF 230F: o que cada sistema pede

Manter a CRF 230F em dia é mais simples quando você pensa por sistema: motor, transmissão, freios, rodas, suspensão e parte elétrica. Cada um tem itens de troca e de inspeção, e os prazos estão no manual do proprietário. A seguir, o que cada parte pede e os sinais de que a hora chegou antes do previsto.

  • Corrente, coroa e pinhão. A corrente pede limpeza e lubrificação frequentes, além de ajuste de folga no intervalo do manual. Quando chegar a hora da troca, mude corrente, coroa e pinhão juntos, porque peças novas com velhas se desgastam rápido. Sinais de fim de vida: dentes da coroa em forma de gancho, corrente que sai da coroa quando puxada e elos duros.
  • Lonas do freio traseiro. No freio traseiro a tambor, as lonas se desgastam aos poucos e o pedal vai ficando mais baixo. Muitas motos têm um indicador no espelho do freio que mostra o limite. A regulagem pela porca da haste é feita conforme o manual. Quando o indicador chega ao fim, troque as lonas e verifique se o tambor não está riscado.
  • Bateria. A bateria de 12 volts alimenta a partida, a injeção, as luzes e o painel. Confira os terminais, que devem estar firmes e sem zinabre, e o estado de carga se a moto fica parada muito tempo. Partida lenta, luzes fracas e painel piscando são os sinais de fim de vida. Se a moto vai ficar guardada, um carregador de manutenção ajuda bastante.
  • Carburador. Moto carburada gosta de rodar. Parada por semanas, o combustível evapora na cuba e deixa verniz nos giclês. Se for guardar a moto, feche a torneira de combustível e deixe o motor ligado até a cuba esvaziar. Na revisão, a limpeza com produto adequado e a regulagem certa devolvem a marcha lenta estável.
  • Vela de ignição. Vela gasta é um dos motivos mais comuns de moto falhando e pegando mal de manhã. A troca é rápida e barata, desde que feita com o motor frio e com a vela certa para a sua moto. Aperte conforme o manual, sem exagero, para não danificar a rosca do cabeçote, e confira o cachimbo e o cabo.
  • Aletas e ventilação do motor. Num motor arrefecido a ar, as aletas do cilindro e do cabeçote são o radiador. Barro seco, folhas e excesso de graxa atrapalham a troca de calor. Lave com cuidado, sem jato forte de alta pressão direto no motor, e confira se não há aletas quebradas. No sistema ar/óleo, olhe também o radiador de óleo e as mangueiras na revisão.
  • Pneus e calibragem. Pneu é o único contato da moto com o chão, e a calibragem certa vale mais que qualquer acessório. Meça com o pneu frio, de preferência com calibrador próprio, e ajuste ao peso que vai levar. Veja os indicadores de desgaste, cortes e objetos presos na banda. A troca segue o desgaste e a idade do pneu.

Os anos da CRF 230F 2007–2020

Cada ano-modelo desta geração tem página própria, com o preço FIPE, as diferenças para as versões do mesmo ano e o que conferir na compra:

Do ano mais novo para o mais antigo da geração, a diferença na FIPE é de 39%.

Sinais que a Honda CRF 230F dá antes de um problema

Você não precisa ser mecânico para cuidar bem da Honda CRF 230F. Basta criar o hábito de olhar, ouvir e sentir a moto antes de sair e enquanto pilota. Estes são os pontos que mais denunciam problemas no começo, quando o conserto ainda é simples e barato.

  • Pneus: pressão e banda. Pressão errada é um dos defeitos mais comuns e mais fáceis de evitar. Tenha um calibrador e confira a cada semana, ou antes de toda viagem. Na mesma olhada, veja os indicadores de desgaste no sulco e qualquer objeto preso na borracha. Moto que puxa para um lado ou balança na reta pode estar com pneu murcho.
  • Corrente: barulho e folga. Preste atenção a ruídos vindos da traseira: estalos ritmados, batidas e chiado contínuo quase sempre são da corrente. Uma folga fora do especificado dá trancos na troca de marcha e pode fazer a corrente sair da coroa. Ajuste e lubrifique conforme o manual e troque o kit inteiro quando estiver gasto.
  • Ruídos do motor. Ruído é informação. Escute a moto em marcha lenta, ao acelerar e ao reduzir. Batidas, rangidos, assobios e estalos que não existiam antes têm causa, e quanto mais cedo ela for encontrada, menor o conserto. Grave o som com o celular para mostrar ao mecânico, se o barulho for intermitente.
  • Nível do fluido de freio. O reservatório do freio dianteiro fica no guidão e tem um visor ou marcas de nível. Com a moto reta, o fluido deve estar entre o mínimo e o máximo. O nível baixa um pouco conforme as pastilhas gastam, o que é normal. Queda rápida indica vazamento. Fluido escuro mostra que a troca está atrasada.

O que vale instalar na Honda CRF 230F

Alguns acessórios melhoram segurança e conforto; outros só pesam e atrapalham. Para a CRF 230F 2007–2020, vale priorizar o que protege você e a moto e o que deixa o uso mais prático. Prefira peças feitas para o modelo, com fixação nos pontos originais, e evite adaptações improvisadas.

  • Equipamento do piloto. Jaqueta com proteções, luvas, calça resistente e calçado que cubra o tornozelo fazem enorme diferença numa queda, até em velocidade baixa. Escolha peças próprias para moto, com proteção nos cotovelos, ombros e joelhos. No calor, há jaquetas ventiladas; na chuva, uma capa impermeável por cima faz o serviço. Equipamento bom é o que você usa todo dia.
  • Trava de disco. A trava de disco é um cadeado que passa por um furo do disco de freio e impede a roda de girar. É pequena, leve e cabe no bolso da jaqueta. Para não esquecer e sair com ela, use um cabo lembrete ligado ao manete. Partir com a trava instalada pode danificar o disco, a pinça e o garfo.
  • Capacete adequado. O capacete é o acessório mais importante, e nenhum outro substitui. Escolha um com certificação, tamanho certo para a sua cabeça e viseira em bom estado. Ele deve ficar justo sem apertar e não pode girar quando você mexe a cabeça. Capacete que sofreu queda forte perde a capacidade de proteção, mesmo sem marca aparente.
  • Corrente antifurto e alarme. Uma corrente grossa com cadeado, passada pela roda e por um ponto fixo, dificulta muito o furto. Alarmes e rastreadores completam a proteção, mas devem ser instalados por quem conhece a parte elétrica, com fusível e sem cortar fios do chicote original. Combine mais de um tipo de proteção e estacione em lugar movimentado sempre que puder.

Perguntas frequentes

Quantos cv tem a CRF 230F 2007–2020?

Segundo o fabricante, 19,3 cv a 8.000 rpm.

A CRF 230F 2007–2020 é alta?

A altura do banco é de 878 mm. Se for a primeira moto, vale sentar antes de comprar.

Qual a bateria da CRF 230F 2007–2020?

A bateria indicada é 12V 5Ah (Honda R315AKRMM10).

Quantos litros tem o tanque da CRF 230F 2007–2020?

O tanque da CRF 230F desses anos comporta 7,0 litros (reserva de cerca de 1,3 L; manual 2014).

Qual a diferença entre peso seco e peso em ordem de marcha?

Peso seco é a moto sem combustível e, conforme o fabricante, sem óleo, bateria ou outros fluidos. Em ordem de marcha é a moto pronta para rodar, abastecida. A diferença pode passar de dez quilos. Para saber quanto você vai manobrar e segurar, o número que vale é o de ordem de marcha.

A CRF 230F pode ferver no congestionamento?

Ele não ferve como um motor com radiador, mas a temperatura sobe bastante sem vento. O óleo passa a ser o principal aliado: nível correto e troca no prazo. Aletas sujas atrapalham. Em congestionamento muito longo, desligar a moto durante paradas grandes ajuda o motor a descansar.

Vale a pena ter moto com carburador hoje?

Não é pior, é diferente. O carburador é simples, barato de consertar e não depende de sensores, mas sente mais o frio, a altitude e o combustível parado. A injeção dá partida mais fácil e marcha lenta estável. Com limpeza e regulagem em dia, uma moto carburada funciona muito bem no uso diário.

Ficha técnica

Características
Cilindrada223 cc
CombustívelGasolina
Potência19,3 cv a 8.000 rpm conferido
Torque1,92 kgf.m a 6.500 rpm conferido
Peso108 kg (seco) conferido
Tanque7,0 litros (reserva de cerca de 1,3 L; manual 2014) conferido
Altura do banco878 mm conferido
Calibragem dos pneusdianteiro 15 psi; traseiro 15 psi (manual 2014) conferido
MotorQuatro tempos
RefrigeraçãoA ar
AlimentaçãoCarburador
PartidaElétrica e pedal
CâmbioManual
EmbreagemPor cabo
Transmissão finalCorrente
Freio dianteiroDisco
Freio traseiroTambor
ABSNão
Freio combinado (CBS)Não
RodasRaiadas
Pneus com câmaraSim
Suspensão traseiraMonoamortecida
AceleradorPor cabo
Filtro de óleo de trocaNão

Preço FIPE da CRF 230F por ano

Ano-modeloPreço médio
CRF 230F 2020R$ 16.849
CRF 230F 2019R$ 16.438
CRF 230F 2018R$ 15.931
CRF 230F 2017R$ 15.542
CRF 230F 2016R$ 14.566
CRF 230F 2015R$ 13.979
CRF 230F 2014R$ 13.638
CRF 230F 2013R$ 13.305
CRF 230F 2012R$ 12.848
CRF 230F 2011R$ 12.236
CRF 230F 2010R$ 11.579
CRF 230F 2009R$ 11.296
CRF 230F 2008R$ 10.507
CRF 230F 2007R$ 10.250

Tabela FIPE, referência de outubro de 2026, código 811087-5. É o preço médio de anúncio no país, não o valor de uma moto específica. Anos sem preço na tabela ficam de fora.