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Dafra Super 100 2012

Preço FIPE do ano-modelo 2012, ficha técnica, medidas de manutenção e o que conferir antes de comprar uma Super 100 usada.

  • Street
  • 100 cc
  • Gasolina

FIPE 2012

R$ 3.266

Moto
Dafra Super 100
Ano-modelo
2012
Geração
2008–2015

Tabela FIPE, referência de outubro de 2026, código 861001-0. Preço médio de anúncio no país.

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Como é a Super 100 2012

A Dafra Super 100 2012 é uma street de 100 cc. Ela pertence à geração 2008–2015, que a marca manteve sem mudanças grandes de ficha nesse período. É um motor quatro tempos, lubrificado pelo óleo do cárter. O arrefecimento é a ar, pelas aletas do cilindro, sem radiador. O combustível chega ao motor por carburador, sem bomba elétrica nem central de injeção. O câmbio é manual, com embreagem acionada no manete. A transmissão final é por corrente, coroa e pinhão.

A Super 100 2012 na tabela FIPE

O preço médio da Super 100 2012 na FIPE (referência de outubro de 2026) é de R$ 3.266. A Super 100 2011 fica em R$ 3.186 (+2,5% de diferença); a Super 100 2013 está em R$ 3.348. Comparada com a 2015 (R$ 3.872), a moto de 2012 custa 16% a menos: em média, perdeu 5,5% de valor a cada ano.

Entre as 50 motos street ano 2012 com preço na FIPE, 12 custam menos que ela, o que a coloca entre as mais baratas do tipo nesse ano.

O valor FIPE é uma referência de mercado, não o preço de uma moto em particular: estado, quilometragem e histórico pesam na negociação.

O que esperar de uma street

Se a ideia é ter uma moto para resolver a vida, a street é o ponto de partida. Ela dispensa carenagem grande e eletrônica sofisticada: tem motor robusto, consumo baixo, banco para garupa e posição confortável no trânsito. É a escolha de quem vai rodar todo dia, de quem trabalha com a moto e de quem acabou de tirar a habilitação.

No mercado de usadas, é o tipo com mais oferta e que vende mais rápido. Em contrapartida, aparecem muitas unidades cansadas, e vale separar com calma a moto bem cuidada da que foi usada até o limite.

O que conferir antes de comprar uma Super 100 2012 usada

Uma moto 2012 pode estar impecável ou cansada, e o ano no documento não diz qual das duas. Quem diz é a própria moto: como ela pega, como roda e o que mostra embaixo do banco e atrás das tampas. Estes são os pontos que vale olhar com calma, de preferência com luz do dia.

  • Suspensão. Na frente, olhe os tubos das bengalas: anel de óleo ou sujeira úmida acima do retentor indica vazamento, e ferrugem ou risco no cromado vai destruir o retentor novo. Empurre a frente para baixo algumas vezes; ela deve voltar macia, sem bater. Atrás, a moto não pode ficar quicando nem ter o amortecedor molhado de óleo.
  • Freios. Olhe a espessura das pastilhas e o disco, que não pode ter sulcos fundos nem borda alta. No teste, a moto deve frear reta, sem pulsar e sem ruído de metal. Manete esponjoso indica ar ou fluido velho no sistema. Qualquer reparo de freio é serviço de oficina e deve ser descontado no preço.
  • Pneus. Veja a profundidade dos sulcos e procure o indicador de desgaste no fundo deles: quando a borracha chega nele, o pneu está no limite. A data de fabricação está nos quatro últimos números do código DOT, na lateral. Pneu ressecado, rachado ou gasto de um lado só pede troca, mesmo com sulco.
  • Chegue com a moto fria. Combine com o vendedor que a moto não seja ligada antes de você chegar. Com o motor frio aparecem partida difícil, marcha lenta instável e ruídos que somem quando o óleo esquenta. Se o motor já estiver quente sem explicação, fique com o pé atrás e, se puder, marque outro dia.
  • Sinais de queda. Manetes com a ponta lixada, pedaleiras raspadas, ponteira do guidão ralada, retrovisor novo de um lado só e tampa do motor marcada são sinais clássicos de tombo. Tombo parado deixa marca pequena. Já carenagem em tom diferente e parafusos marcados por chave pedem uma olhada atenta no quadro e na suspensão.
  • Sinais de moto de trabalho. Se a moto trabalhou com entrega, rodou muito e no ritmo de para e anda, que gasta embreagem, freios, transmissão e suspensão mais rápido. Os sinais são bagageiro reforçado ou furado, marcas de baú, banco gasto e hodômetro baixo demais para o estado geral. Avalie com mais rigor e ajuste o preço.
  • Uma segunda opinião. Um mecânico de confiança vê a moto com outros olhos e ainda dá uma ideia do que ela vai pedir nos próximos meses. Para documentos e numeração, um laudo de vistoria cautelar completa a avaliação. Vendedor que não deixa a moto ser avaliada já deu uma resposta.
  • Cor da fumaça. Um pouco de vapor branco na partida a frio, que some em instantes, é condensação e é normal. Fumaça azulada que continua com o motor quente indica óleo sendo queimado, por desgaste de anéis, cilindro ou retentores de válvula. Fumaça escura aponta mistura rica, com carburação ou injeção fora do ponto.

O que a idade pede na Dafra Super 100 2012

Cada fase da vida de uma moto pede um tipo de atenção. Quase nova, o foco é garantia e revisões; com alguns anos, entram fluidos, pneus e bateria; mais velha, borrachas, parte elétrica e peças de reposição. O que segue vale para a Super 100 2012.

  • Bateria. Com alguns anos de uso, a bateria vira candidata à troca. Partida arrastada, painel que pisca no arranque, buzina fraca e necessidade de carga frequente são os sinais. Antes de trocar, garanta que regulador e estator estão carregando direito: bateria nova em sistema de carga defeituoso morre do mesmo jeito.
  • Tanque e linha de combustível. A linha de combustível envelhece: mangueiras endurecem e racham, o filtro entope e, nas injetadas, a bomba pode perder pressão. No tanque, ferrugem interna solta partículas que vão parar no carburador ou no bico. Cheiro de gasolina perto do motor nunca é normal.
  • Carburador com anos de uso. Com muitos anos, o carburador acumula resíduo de combustível, e vedações, agulha e boia se desgastam. O resultado é marcha lenta irregular, consumo alto e partida difícil. Uma limpeza completa com troca do kit de reparo costuma devolver o bom funcionamento. Em moto que fica parada, combustível velho no carburador é o vilão mais comum.
  • Chicote e conectores. Uma moto de 14 anos quase sempre já teve acessórios instalados e retirados, e cada instalação deixa marca no chicote. Procure emendas, fios ressecados perto do motor e conectores esverdeados. Mau contato em aterramentos e no regulador também causa problemas de carga. Arrumar o chicote dá trabalho, mas elimina defeitos difíceis de achar.
  • O manual é o roteiro. Não existe intervalo que sirva para todas as motos. O roteiro certo é o plano do fabricante, que diz o que trocar, verificar e ajustar em cada etapa, por tempo e por quilometragem. Se o dono anterior seguiu esse plano, ótimo; se não, recomece por ele logo que a moto for sua.
  • Pneus também vencem. Sulco bom não é sinônimo de pneu bom. Numa moto de 14 anos, os pneus podem até ser os originais e estar duros, com pouca aderência, especialmente no molhado. O código DOT na lateral mostra semana e ano de fabricação, e rachaduras finas entre os sulcos e na lateral mostram que a borracha passou do ponto.
  • Moto parada também envelhece. Pouca quilometragem com muitos meses de garagem tem suas armadilhas. Gasolina oxidada, bateria fraca, pneus ressecados e fluido de freio velho são comuns em motos encostadas. Antes do uso diário, vale uma revisão geral, com atenção especial ao sistema de combustível, aos freios e à pressão dos pneus.

Documentos e negociação da Super 100 2012

Moto boa com documento ruim é problema. Antes de qualquer sinal, verifique a situação do veículo nos canais oficiais e combine a negociação de um jeito que proteja você. Boa parte das consultas pode ser feita pela internet, só com placa e Renavam.

  • Manual, notas e chave reserva. Histórico documentado vale tanto quanto peça nova. Notas de revisão, de pneus e de serviços maiores mostram cuidado e permitem acompanhar a quilometragem ao longo dos anos. Pergunte pela segunda chave e pelo manual; se faltarem, não é motivo para desistir, mas vira argumento na negociação.
  • Restrições e financiamento. Gravame é o registro de que a moto está dada em garantia de um financiamento, e enquanto ele existir a transferência não acontece. Se o vendedor ainda deve, o caminho seguro é quitar o contrato com a financeira e só concluir a compra com a baixa confirmada. Restrição judicial ou de furto encerra a negociação.
  • Documento no nome de quem vende. Peça o documento do veículo, o CRLV, que hoje pode ser apresentado no aplicativo Carteira Digital de Trânsito, e compare o nome do proprietário com a identidade de quem está vendendo. Se o vendedor não é o dono, entenda por quê e desconfie de intermediário que não deixa você falar com o proprietário.
  • Numeração de chassi e motor. O número do chassi gravado no quadro e, quando houver, o número do motor precisam bater com o documento, sem sinais de lixa, solda, tinta nova em volta ou dígitos desalinhados. Numeração adulterada é sinal de moto roubada ou montada com peças de origem duvidosa, e a vistoria de transferência vai reprovar.
  • Modificações e regularização. Moto muito modificada pode travar na vistoria. Alterações que mudam o que está registrado, como motor ou estrutura, têm de ser regularizadas no Detran, com inspeção de segurança. Escapamento barulhento sem homologação e farol fora das regras dão multa. Pergunte o que foi mexido e, se não estiver regularizado, ponha na conta o custo de voltar ao original.

Motos parecidas com a Super 100 2012

Quem procura uma Super 100 2012 costuma comparar com outras motos street do mesmo ano e da mesma faixa de preço. Estas são as mais próximas na tabela FIPE:

Todos os anos da Super 100

Anos-modelo da Super 100 no catálogo, de 2015 a 2008, com o valor FIPE quando a tabela traz o ano:

Ficha técnica da Super 100 2012

Medidas e especificações
Cilindrada100 cc
CombustívelGasolina
Características
MotorQuatro tempos
RefrigeraçãoA ar
AlimentaçãoCarburador
CâmbioManual
EmbreagemAutomática (centrífuga)
Transmissão finalCorrente
ABSNão
Suspensão traseiraDois amortecedores
AceleradorPor cabo

“Conferido” quer dizer que a medida foi checada no manual do proprietário, na ficha do fabricante ou no catálogo de aplicação. As demais são de referência: confira no manual da sua moto antes de comprar.

Peças da Super 100 2012

As peças desta moto são as da geração 2008–2015. Cada uma tem a medida, as lojas e o guia de troca.

Perguntas frequentes

Qual o preço FIPE da Super 100 2012?

Na referência de outubro de 2026, a Dafra Super 100 2012 vale R$ 3.266 na tabela FIPE. É o preço médio de anúncio; o estado da moto muda o valor.

Qual a cilindrada da Super 100 2012?

A Super 100 2012 tem 100 cc, com motor quatro tempos e carburador.

Comprar moto com carburador é bom negócio?

Para quem quer mecânica simples, sim. O carburador dispensa sensores e central eletrônica, e o conserto costuma ser barato. Os pontos fracos são a sensibilidade a combustível velho, a partida a frio com afogador e a necessidade de regulagens periódicas. Uma limpeza bem feita dá conta de boa parte dos problemas.

Como saber se o hodômetro foi adulterado?

Cruze informações. Notas de serviço, registros de revisão em concessionária e etiquetas de troca de óleo mostram a quilometragem em datas passadas; se o número atual for menor ou não fizer sentido, desconfie. Desgaste muito acima do esperado para o hodômetro também é sinal. Na dúvida, peça a avaliação de um mecânico.

A Dafra Super 100 2012 ainda vale a pena?

Depende menos do ano e mais do estado da unidade e do preço pedido. Uma moto 2012 bem cuidada, com revisões e sem sinais de queda séria, pode ser ótima compra; outra do mesmo ano pode pedir muito dinheiro logo depois. Compare o preço com a FIPE e inclua na conta a manutenção que a vistoria apontar.

Moto que trabalhou com entrega é má compra?

Não necessariamente. Muitas motos de trabalho recebem manutenção frequente, porque moto parada significa prejuízo para o dono. O que muda é o desgaste: elas rodam muito e em ritmo pesado. Avalie com mais rigor embreagem, transmissão, freios e suspensão, peça as notas de serviço e ajuste o preço ao estado real.