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Honda XRE 300 2010

Preço FIPE do ano-modelo 2010, ficha técnica, medidas de manutenção e o que conferir antes de comprar uma XRE 300 usada.

  • Trail
  • 292 cc
  • Flex
  • 26,3 cv
Honda XRE 300 2010
Imagem ilustrativa.

FIPE 2010

R$ 14.160

Moto
Honda XRE 300
Ano-modelo
2010
Geração
2010–2018
Calibragem
dianteiro 22 psi; traseiro 22 psi (só piloto) / 29 psi (com garupa)

Tabela FIPE, referência de outubro de 2026, código 811097-2. Preço médio de anúncio no país.

Lojas e oficinas para a Honda XRE 300

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XRE 300 2010: o essencial

Do ano-modelo 2010, a Honda XRE 300 é uma trail de 292 cc, flex (gasolina e etanol). Ela pertence à geração 2010–2018, que a marca manteve sem mudanças grandes de ficha nesse período. É um motor quatro tempos, lubrificado pelo óleo do cárter. O arrefecimento é a ar, pelas aletas do cilindro, sem radiador. Com injeção eletrônica, a XRE 300 depende de sensores e de tensão estável na bateria para funcionar bem. A partida é elétrica, só no botão. É câmbio manual, com embreagem e marchas no pé. A força chega à roda traseira por corrente, que precisa de lubrificação e ajuste. Na frente, o freio é a disco.

Em números, a potência é de 26,1 cv a 7.500 rpm (gasolina) / 26,3 cv a 7.500 rpm (etanol) (manual 2013, flex); o torque, 2,81 kgf.m a 6.500 rpm (gasolina) / 2,85 kgf.m a 6.500 rpm (etanol); o peso, 144 kg (seco; 151 kg na versão com ABS); o tanque leva 13,6 litros (reserva de aprox. 3,2 L) (manual 2013; o manual 2010 indica 12,4 L incluindo a reserva); o banco fica a 860 mm do chão. A relação peso/potência fica em torno de 5,5 kg/cv: quanto menor, mais ágil a moto tende a ser.

A XRE 300 2010 na tabela FIPE

O preço médio da XRE 300 2010 na FIPE (referência de outubro de 2026) é de R$ 14.160. A XRE 300 2011 está em R$ 15.570. Comparada com a 2023 (R$ 30.080), a moto de 2010 custa 53% a menos: em média, perdeu 5,6% de valor a cada ano.

Na comparação com as 16 motos trail 2010 da tabela, ela fica na faixa mais cara: 14 modelos custam menos.

O valor FIPE é uma referência de mercado, não o preço de uma moto em particular: estado, quilometragem e histórico pesam na negociação.

A XRE 300 e o jeito trail de andar

Trail é a moto de uso misto: suspensão de curso longo, roda dianteira maior, pneus que aceitam terra e posição de pilotagem alta, com boa visão do trânsito. Anda bem no asfalto, encara estrada de chão sem sofrimento e é a escolha de quem mora no interior, de quem enfrenta rua esburacada todo dia e de quem gosta de um passeio fora do asfalto no fim de semana.

Na usada, a pergunta é quanto de terra ela viu. Uso misto leve é o normal do tipo; trilha pesada deixa marcas no protetor de motor, nas rodas e na suspensão.

Peças e medidas da XRE 300 2010

Estas são as medidas que mais se procura para a XRE 300 2010. Cada uma leva à página da peça, com o que a medida quer dizer e outras motos que usam a mesma.

XRE 300 2010 usada: a vistoria que você mesmo pode fazer

Comprar usada é comprar o histórico de outra pessoa. Parte dele está nos documentos; a outra parte está na própria moto, e é ela que estes pontos ajudam a ler. Nenhum item sozinho condena uma XRE 300, mas vários sinais juntos mudam o preço ou a decisão.

  • Pneus. Pneu fala bastante sobre a moto. Desgaste em degraus ou mais forte de um lado pode indicar suspensão ou alinhamento ruins. Rachaduras finas na lateral denunciam borracha velha, e a idade aparece no código DOT: os quatro últimos dígitos são semana e ano de fabricação. Se a troca for necessária, inclua o custo na negociação.
  • Sinais de uso na terra. Trail e off-road foram feitas para a terra, mas o uso pesado cobra. Olhe o protetor de motor (amassados fundos indicam pancadas), os aros e, se as rodas forem raiadas, os raios: batidos de leve com uma chave, os frouxos soam diferente. Filtro de ar com terra e folga nos rolamentos mostram uso intenso.
  • Vazamentos e marcas de óleo. Com a lanterna, percorra o motor de cima a baixo: cabeçote, tampas, bujão do cárter e retentores. Vazamento pequeno pode ser só uma junta, mas também pode indicar motor aberto e mal montado. Fique atento de lavagem recente só no motor: é o jeito mais fácil de esconder óleo escorrendo.
  • Freios. Olhe a espessura das pastilhas e o disco, que não pode ter sulcos fundos nem borda alta. No teste, a moto deve frear reta, sem pulsar e sem ruído de metal. Manete esponjoso indica ar ou fluido velho no sistema. Qualquer reparo de freio é serviço de oficina e entra como desconto no preço.
  • Luz da injeção. Ao ligar a chave, a luz de anomalia da injeção deve acender no autoteste e apagar com a moto funcionando. Se ela fica acesa ou pisca, há falha registrada na central. Também é suspeito se a luz nem acende: pode ter sido desligada para esconder defeito. Uma leitura com scanner, em oficina, mostra o que está gravado.
  • Ruídos do motor. Motor quatro tempos saudável funciona redondo, sem estalos. Tique-tique no cabeçote costuma ser regulagem de válvulas; chiado do lado do comando pode ser corrente ou tensor; batida grave ao acelerar merece avaliação de oficina. Nenhum desses ruídos se resolve com troca de óleo, por mais que o vendedor diga o contrário.

O que a idade pede na Honda XRE 300 2010

Moto envelhece por dois relógios: o hodômetro e o calendário. O manual traz os dois prazos para quase tudo, e vale o que vencer primeiro. Mesmo uma moto que rodou pouco tem fluidos, borrachas e bateria que perdem qualidade com o tempo.

  • Bateria. Com alguns anos de uso, a bateria vira candidata à troca. Partida arrastada, painel que pisca no arranque, buzina fraca e necessidade de carga frequente são os sinais. Antes de trocar, garanta que regulador e estator estão carregando direito: bateria nova em sistema de carga defeituoso dura pouco do mesmo jeito.
  • Chicote e conectores. Uma moto de 16 anos quase sempre já teve acessórios instalados e retirados, e cada instalação deixa marca no chicote. Procure emendas, fios ressecados perto do motor e conectores esverdeados. Mau contato em aterramentos e no regulador também causa problemas de carga. Arrumar o chicote dá trabalho, mas acaba com defeitos difíceis de achar.
  • Óleo vence também pelo tempo. Óleo velho não avisa. Moto que roda pouco costuma vencer o prazo em tempo muito antes de chegar à quilometragem da troca, e o motor sofre do mesmo jeito. Siga os meses indicados no manual e, numa moto recém-comprada sem histórico confiável, comece trocando o óleo e o filtro, se houver.
  • Tanque e linha de combustível. A linha de combustível envelhece: mangueiras endurecem e racham, o filtro entope e, nas injetadas, a bomba pode perder pressão. No tanque, ferrugem interna solta partículas que vão parar no carburador ou no bico. Cheiro de gasolina perto do motor é sempre sinal de alerta.
  • O manual é o roteiro. Cada item de manutenção periódica tem prazo no manual do proprietário, quase sempre em quilômetros e em meses, valendo o que vencer primeiro. Se o manual não veio com a moto, concessionárias e o site do fabricante costumam ter a tabela de manutenção. Use-a como roteiro, em vez de confiar em regras genéricas de balcão.

A XRE 300 2010 é flex

Por ser flex, esta moto roda com etanol, gasolina ou os dois misturados, e dá para trocar de um para o outro a cada abastecimento. O etanol rende menos por litro, então só compensa quando o preço está bem abaixo do da gasolina; quem quiser precisão deve anotar o consumo real com cada um. Depois de trocar de combustível, rode um pouco antes de desligar para a injeção se adaptar. No mais, siga o manual em óleo e revisões: o sistema foi feito para os dois combustíveis.

Antes de pagar: documentos e cuidados na compra

Antes de fechar, a moto passa por duas vistorias: a sua, na mecânica, e a dos documentos. Regras de transferência, custos e prazos variam por estado, e o Detran local é sempre a referência final para tirar dúvidas.

  • Documento no nome de quem vende. Peça o documento do veículo, o CRLV, que hoje pode ser apresentado no aplicativo Carteira Digital de Trânsito, e compare o nome do proprietário com a identidade de quem está vendendo. Se o vendedor não é o dono, entenda por quê e desconfie de intermediário que não deixa você falar com o proprietário.
  • Numeração de chassi e motor. Localize o chassi gravado no quadro, em geral na coluna de direção, e a numeração do motor na carcaça. Compare com o documento, dígito por dígito. Marcas de lima, superfície irregular e números com espaçamento estranho são alerta máximo. Na dúvida, uma vistoria cautelar antes do pagamento esclarece.
  • Transferência e vistoria. A transferência é feita no Detran do estado e, em muitos lugares, começa com a autorização eletrônica emitida pelo vendedor (ATPV-e). Em geral a moto passa por vistoria. O prazo para transferir é curto e conta da data da venda, e perdê-lo gera multa. Etapas, custos e documentos variam por estado: consulte o Detran antes.
  • Manual, notas e chave reserva. Histórico documentado vale tanto quanto peça nova. Notas de revisão, de pneus e de serviços maiores mostram cuidado e permitem acompanhar a quilometragem ao longo dos anos. Pergunte pela segunda chave e pelo manual; se faltarem, não é motivo para desistir, mas vira argumento na negociação.

Motos parecidas com a XRE 300 2010

Na mesma faixa de preço e no mesmo ano-modelo, estas motos trail são as alternativas mais diretas à XRE 300:

Outros anos da XRE 300

Anos-modelo da XRE 300 no catálogo, de 2023 a 2010, com o valor FIPE quando a tabela traz o ano:

Ficha técnica da XRE 300 2010

Medidas e especificações
Cilindrada292 cc
CombustívelFlex
Potência26,1 cv a 7.500 rpm (gasolina) / 26,3 cv a 7.500 rpm (etanol) (manual 2013, flex) conferido
Torque2,81 kgf.m a 6.500 rpm (gasolina) / 2,85 kgf.m a 6.500 rpm (etanol) conferido
Peso144 kg (seco; 151 kg na versão com ABS) conferido
Tanque13,6 litros (reserva de aprox. 3,2 L) (manual 2013; o manual 2010 indica 12,4 L incluindo a reserva) conferido
Altura do banco860 mm conferido
Calibragem dos pneusdianteiro 22 psi; traseiro 22 psi (só piloto) / 29 psi (com garupa) conferido
Bateria12V 5Ah (Honda R315AKRMM10) conferido
Vela de igniçãoNGK DPR8EA-9S conferido
Pneu dianteiro90/90-21 M/C 54S conferido
Pneu traseiro120/80-18 M/C 62S conferido
Relação (kit)passo 520 | coroa 39 | pinhão 13 | 104 elos
Óleo do motorSAE 20W-50 API SF | 1,5 L na troca conferido
Fluido de freioDOT 4 conferido
Características
MotorQuatro tempos
RefrigeraçãoA ar
AlimentaçãoInjeção eletrônica
PartidaElétrica
CâmbioManual
EmbreagemPor cabo
Transmissão finalCorrente
Freio dianteiroDisco
Freio traseiroDisco
ABSNão
Freio combinado (CBS)Não
RodasRaiadas
Pneus com câmaraSim
Suspensão traseiraMonoamortecida
FarolHalógeno
LanternaLâmpada
PiscasLâmpada
VelocímetroDigital (sensor)
AceleradorPor cabo
Filtro de óleo de trocaSim

“Conferido” quer dizer que a medida foi checada no manual do proprietário, na ficha do fabricante ou no catálogo de aplicação. As demais são de referência: confira no manual da sua moto antes de comprar.

Peças da XRE 300 2010

As peças desta moto são as da geração 2010–2018. Cada uma tem a medida, as lojas e o guia de troca.

Motor

Alimentação

Admissão

Escapamento

Transmissão

Freios

Suspensão

Direção

Rodas e pneus

Elétrica

Ignição

Iluminação

Carroceria

Comandos

Fluidos

Acessórios do modelo

Perguntas frequentes

Qual o preço FIPE da XRE 300 2010?

Na referência de outubro de 2026, a Honda XRE 300 2010 vale R$ 14.160 na tabela FIPE. É o preço médio de anúncio; o estado da moto muda o valor.

Quantos cavalos tem a XRE 300 2010?

Pela ficha do fabricante, 26,1 cv a 7.500 rpm (gasolina) / 26,3 cv a 7.500 rpm (etanol) (manual 2013, flex), com torque de 2,81 kgf.m a 6.500 rpm (gasolina) / 2,85 kgf.m a 6.500 rpm (etanol).

Qual pneu usa a XRE 300 2010?

Dianteiro 90/90-21 M/C 54S e traseiro 120/80-18 M/C 62S.

Qual a calibragem do pneu da XRE 300 2010?

Com os pneus frios: dianteiro 22 psi; traseiro 22 psi (só piloto) / 29 psi (com garupa). Calibre sempre a frio e siga o manual se a moto rodar carregada.

Quantos litros cabem no tanque da XRE 300 2010?

O tanque da XRE 300 2010 leva 13,6 litros (reserva de aprox. 3,2 L) (manual 2013; o manual 2010 indica 12,4 L incluindo a reserva).

Quanto pesa a XRE 300 2010?

O peso informado pelo fabricante é 144 kg (seco; 151 kg na versão com ABS).

É seguro comprar moto anunciada na internet?

Os golpes mais comuns envolvem anúncio barato demais, falso intermediário e pedido de depósito antecipado. Nunca transfira dinheiro sem ver a moto e o documento, e só deposite na conta de quem consta como proprietário. Encontro em local público e movimentado e consulta da placa nos canais oficiais completam a proteção.

O que fazer logo depois de comprar a moto usada?

Se o histórico não é confiável, comece do zero: troque o óleo e o filtro, quando houver, e verifique o fluido de freio, a pressão e a idade dos pneus, a transmissão e a bateria. Consulte recall pelo chassi. A partir daí, siga o plano de manutenção do manual, contando da data e da quilometragem da compra.

Como fica o seguro de uma XRE 300 2010?

Depende do valor da moto, de onde ela fica guardada e do índice de roubo da região. Faça cotações antes de fechar a compra: alguns modelos e algumas regiões têm seguro bem mais caro. Além do seguro completo, há opções que cobrem só roubo e furto ou só danos a terceiros.