A Yamaha é uma boa marca de moto, com linha completa no Brasil, da scooter de 125 cc à big trail de 689 cc, e produção nacional desde os anos 1970. É a segunda marca mais vendida do país: de janeiro a setembro de 2026, ficou com 13,93% dos emplacamentos, segundo a Fenabrave. Costuma agradar quem quer uma moto de uso diário com mais equipamento, uma scooter ou uma trail para estrada de terra. O ponto a pesar é a escala: a Yamaha vende bem menos que a líder, e em cidades pequenas a oferta de peça e de mecânico pode ser menor. A boa escolha depende do modelo, da versão e de onde você mora.
De onde vem a Yamaha
A Yamaha Motor Co. é japonesa e foi fundada em 1º de julho de 1955. Sua primeira moto foi a YA-1, de 125 cc e motor dois tempos, segundo reportagem do Motonline publicada nos 65 anos da marca.
No Brasil, a operação começou em novembro de 1970, como importadora, em São Paulo. Em 1974 a marca abriu a fábrica de Guarulhos (SP), onde fez a RD 50, a primeira moto da Yamaha produzida no país. Em 1985 inaugurou a unidade de Manaus, segundo a mesma reportagem.
Ao longo desse tempo, alguns modelos marcaram o mercado brasileiro: a DT 180, de 1981, que abriu o segmento trail no país; a XT 600Z Ténéré, que chegou em 1988; e a DT 200R, de 2000, citada pelo Motonline como a última moto dois tempos de rua fabricada aqui.
O tamanho da Yamaha no mercado
Pelos dados da Fenabrave reunidos pelo Car.Blog.br, a Yamaha emplacou 28.787 motos em setembro de 2026, 14,04% do mercado, e 248.542 de janeiro a setembro, 13,93%. A líder, a Honda, ficou com 65,48% no mesmo período. A Yamaha é a segunda com folga sobre as demais, mas a diferença para a primeira é grande.
Os modelos mais vendidos da marca no acumulado do ano:
| Modelo | Janeiro a setembro de 2026 |
|---|---|
| YBR 150 (Factor 150) | 58.728 |
| Fazer 150 | 32.259 |
| Fazer 250 | 32.236 |
| XTZ 250 (Lander 250) | 31.789 |
| Crosser 150 | 22.789 |
Fonte: Fenabrave, via Car.Blog.br. Os nomes seguem os relatórios de emplacamento, que usam a sigla de fábrica de alguns modelos.
A linha de modelos da Yamaha no Brasil
No catálogo do Tudo de Moto, a página da Yamaha reúne 91 modelos e 148 versões, de 1990 a 2027. A linha atual se organiza assim:
- Street: a Factor 150, flex, de 149 cc, com as versões Factor 150 e DX de 2025 em diante; a Fazer FZ15, de 149 cc, flex, desde 2023; e a Fazer 250, hoje chamada Fazer FZ25, de 249 cc, com a versão Connected desde 2025.
- Scooters: Neo 125, Fluo 125 (com a versão Fluo ABS Hybrid Connected desde 2026), NMAX 160, de 155 cc, Aerox 155, XMAX 300 (292 cc, desde 2026), a elétrica Neo's e a ZR 125 híbrida, que aparece como 2027.
- Trail: a Crosser 150, flex, e a Lander 250, de 249 cc, que desde 2025 tem a versão XTZ 250 Lander Connected.
- Naked e esportivas: MT-03 e YZF-R3, as duas de 321 cc, YZF-R15, MT-07 (689 cc) e MT-09.
- Estrada e aventura: Ténéré 700, de 689 cc, desde 2026, Tracer 900 e Tracer 7.
- Off-road: a família YZ e WR de competição e a TT-R 230.
No mercado de usadas aparecem com frequência Factor 125, Fazer 150, YS 250 Fazer, XTZ 125, Ténéré 250, XT 660R, XJ6, as motonetas Crypton e as antigas RD 135 e DT 180. Em cada página de modelo você escolhe versão e ano e vê ficha técnica, peças compatíveis e valor de referência na tabela FIPE.
Pontos fortes da Yamaha
Linha forte entre 150 e 300 cc. Factor 150, Fazer FZ15, Crosser 150, Fazer FZ25, Lander 250, MT-03 e YZF-R3 cobrem a faixa em que muita gente compra a primeira ou a segunda moto. Dá para escolher entre street, trail, naked e esportiva sem sair da marca.
Scooters de várias faixas. A Yamaha tem scooter de 125 cc, de 155 cc e de 292 cc, além de modelo elétrico e de modelos híbridos no catálogo. Para quem roda na cidade e quer câmbio automático, é uma das marcas com mais opção.
Equipamento nas versões recentes. Várias versões trazem ABS no nome, como NMAX Connected 160 ABS, Fazer FZ15 ABS e MT-03 ABS. As versões Connected, que se espalharam pela linha a partir de 2025, indicam a conexão da moto com o celular. Confira em cada ficha o que a versão que você quer tem de fato.
Motor flex na baixa cilindrada. Factor 150, Fazer FZ15, Crosser 150 e as gerações anteriores de Fazer 250 e Lander aparecem como flex no catálogo.
Medidas comuns em peças de desgaste. Nas gerações da Yamaha com ficha preenchida, o óleo SAE 20W-50 aparece em 28 delas e o 10W-40 JASO MA em 21. A bateria 12V 7Ah (GTZ8V) se repete em 12 gerações, e a MT-03, por exemplo, usa pneu traseiro 140/70-17. Medida repetida facilita achar a peça. O guia de bateria explica como escolher a certa.
Fabricação nacional há décadas. Com fábrica no país desde 1974 e em Manaus desde 1985, a Yamaha tem histórico longo de produção e reposição no Brasil.
Pontos de atenção
Escala menor que a da líder. Com cerca de 14% do mercado, contra 65% da Honda, a Yamaha tem menos motos rodando. Em capitais isso pesa pouco. Em cidades pequenas, a loja de peças pode ter menos itens a pronta-entrega e a concessionária pode ficar longe. Confira no site da marca qual é a mais próxima.
Mudanças de combustível entre gerações. No catálogo, a Fazer FZ25 Connected e a Lander Connected, de 2025 em diante, aparecem sem a indicação flex, enquanto as versões anteriores eram flex. Se você conta com o etanol, confirme no manual e na concessionária qual combustível a versão aceita.
Tecnologia nova pede oficina preparada. Modelos híbridos, elétricos e com conectividade são recentes no mercado. Nem toda oficina independente tem experiência ou equipamento para eles. Para esses modelos, pergunte quem faz o diagnóstico fora da concessionária na sua cidade.
Sem motoneta na linha atual. A Yamaha teve as motonetas Crypton, mas elas aparecem no catálogo só até 2016. Quem procura uma cub nova, de câmbio semiautomático, não encontra opção da marca hoje. A alternativa dentro da Yamaha é a scooter.
Séries especiais e muitas versões. A linha tem várias edições temáticas, como NMAX Star Wars, Lander Capitão América e Fazer FZ25 Thor. Peças de acabamento e pintura dessas séries podem ser mais difíceis de repor. Na usada, confira se tudo é original.
Usadas de trabalho. Modelos de 150 cc, como Factor e Fazer, são comuns em entrega e uso diário intenso. Na compra de uma usada, olhe quilometragem, folgas na suspensão, transmissão e histórico de revisão.
Para quem a Yamaha faz sentido
- Quem quer uma street ou trail de 150 a 250 cc com bom equipamento, como Factor 150, Fazer FZ15, Crosser e Lander.
- Quem quer scooter, do uso urbano de 125 cc à XMAX para estrada curta.
- Quem quer subir para 300 cc numa naked ou esportiva de entrada, como MT-03 e YZF-R3.
- Quem pega estrada de terra e quer trail de média cilindrada, ou uma Ténéré 700 para viajar.
- Quem mora perto de uma concessionária ou tem oficina de confiança que atende a marca.
Faz menos sentido para quem precisa de uma motoneta nova ou mora numa cidade pequena sem nenhum ponto de assistência da marca por perto.
O que conferir antes de comprar uma Yamaha
- Compare as versões do mesmo modelo. ABS, conectividade, freio e combustível mudam entre elas. Abra a página do modelo e confira ano e versão.
- Faça o test ride. Trails como Lander e Crosser costumam ter banco mais alto que as street. Compare a altura do banco nas fichas, veja se você alcança o chão com segurança e manobre a moto parada.
- Confirme o combustível. Se você usa etanol, verifique se a versão é flex, principalmente nas Connected recentes.
- Peça o plano de revisões por escrito, com intervalos, itens incluídos e regras de garantia. Guarde as ordens de serviço.
- Teste o estoque de peças na sua cidade. Ligue para duas ou três lojas e pergunte por pastilha, kit relação e filtro do modelo que você quer.
- Na usada, consulte recall pelo chassi no site do fabricante e peça manual, chave reserva e notas de revisão.
- Pesquise reclamações no consumidor.gov.br e no Reclame Aqui. Observe o padrão das queixas e das respostas.
Perguntas frequentes
A Yamaha é fabricada no Brasil?
Sim. A Yamaha abriu fábrica em Guarulhos (SP) em 1974 e inaugurou a unidade de Manaus em 1985, segundo o Motonline. Alguns modelos de alta cilindrada podem ser importados; confirme a origem do modelo que você quer.
Qual Yamaha é melhor para começar?
Para a primeira moto, os modelos de 125 e 150 cc são os mais indicados, como Factor 150, Fazer FZ15 e as scooters Neo 125 e Fluo 125. Quem pega terra olha a Crosser 150. Compare peso e altura do banco nas fichas.
Yamaha ou Honda, qual é melhor?
Depende do modelo e do uso. A Honda tem mais motos rodando e, por isso, mais peças e oficinas espalhadas. A Yamaha tem linha forte entre 150 e 300 cc e em scooters. Compare o modelo exato de cada marca, com ficha, equipamento e assistência na sua região.
Yamaha tem peça fácil?
Nas capitais e cidades médias, os itens de desgaste dos modelos mais vendidos são fáceis de achar, e muitas medidas se repetem entre modelos. Em cidades pequenas, peças específicas podem depender de pedido. Pergunte o prazo antes de comprar.
Onde vejo o preço de uma Yamaha?
Nas páginas de cada modelo no site, com o valor de referência da tabela FIPE por versão e ano.
Fontes
- Motonline: Yamaha 65 anos, Ténéré e mais modelos que marcaram época (julho de 2020)
- Car.Blog.br: motos e marcas mais vendidas em setembro de 2026, dados da Fenabrave
- Tudo de Moto: catálogo de modelos Yamaha
Este conteúdo é informativo. Para serviços de freio, suspensão, elétrica e motor, procure um mecânico de confiança e siga o manual da sua moto.