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Yamaha é boa? Origem, linha no Brasil, pontos fortes e o que conferir na compra

A Yamaha é uma boa escolha para quem quer moto de 125 a 300 cc com bom equipamento, scooter ou uma média cilindrada: é a segunda marca mais vendida do país e fabrica no Brasil desde 1974. Veja origem, linha, prós, contras e o que conferir antes de comprar.

Por Equipe Tudo de Moto, . Leitura de 9 min.

A Yamaha é uma boa marca de moto, com linha completa no Brasil, da scooter de 125 cc à big trail de 689 cc, e produção nacional desde os anos 1970. É a segunda marca mais vendida do país: de janeiro a setembro de 2026, ficou com 13,93% dos emplacamentos, segundo a Fenabrave. Costuma agradar quem quer uma moto de uso diário com mais equipamento, uma scooter ou uma trail para estrada de terra. O ponto a pesar é a escala: a Yamaha vende bem menos que a líder, e em cidades pequenas a oferta de peça e de mecânico pode ser menor. A boa escolha depende do modelo, da versão e de onde você mora.

De onde vem a Yamaha

A Yamaha Motor Co. é japonesa e foi fundada em 1º de julho de 1955. Sua primeira moto foi a YA-1, de 125 cc e motor dois tempos, segundo reportagem do Motonline publicada nos 65 anos da marca.

No Brasil, a operação começou em novembro de 1970, como importadora, em São Paulo. Em 1974 a marca abriu a fábrica de Guarulhos (SP), onde fez a RD 50, a primeira moto da Yamaha produzida no país. Em 1985 inaugurou a unidade de Manaus, segundo a mesma reportagem.

Ao longo desse tempo, alguns modelos marcaram o mercado brasileiro: a DT 180, de 1981, que abriu o segmento trail no país; a XT 600Z Ténéré, que chegou em 1988; e a DT 200R, de 2000, citada pelo Motonline como a última moto dois tempos de rua fabricada aqui.

O tamanho da Yamaha no mercado

Pelos dados da Fenabrave reunidos pelo Car.Blog.br, a Yamaha emplacou 28.787 motos em setembro de 2026, 14,04% do mercado, e 248.542 de janeiro a setembro, 13,93%. A líder, a Honda, ficou com 65,48% no mesmo período. A Yamaha é a segunda com folga sobre as demais, mas a diferença para a primeira é grande.

Os modelos mais vendidos da marca no acumulado do ano:

ModeloJaneiro a setembro de 2026
YBR 150 (Factor 150)58.728
Fazer 15032.259
Fazer 25032.236
XTZ 250 (Lander 250)31.789
Crosser 15022.789

Fonte: Fenabrave, via Car.Blog.br. Os nomes seguem os relatórios de emplacamento, que usam a sigla de fábrica de alguns modelos.

A linha de modelos da Yamaha no Brasil

No catálogo do Tudo de Moto, a página da Yamaha reúne 91 modelos e 148 versões, de 1990 a 2027. A linha atual se organiza assim:

  • Street: a Factor 150, flex, de 149 cc, com as versões Factor 150 e DX de 2025 em diante; a Fazer FZ15, de 149 cc, flex, desde 2023; e a Fazer 250, hoje chamada Fazer FZ25, de 249 cc, com a versão Connected desde 2025.
  • Scooters: Neo 125, Fluo 125 (com a versão Fluo ABS Hybrid Connected desde 2026), NMAX 160, de 155 cc, Aerox 155, XMAX 300 (292 cc, desde 2026), a elétrica Neo's e a ZR 125 híbrida, que aparece como 2027.
  • Trail: a Crosser 150, flex, e a Lander 250, de 249 cc, que desde 2025 tem a versão XTZ 250 Lander Connected.
  • Naked e esportivas: MT-03 e YZF-R3, as duas de 321 cc, YZF-R15, MT-07 (689 cc) e MT-09.
  • Estrada e aventura: Ténéré 700, de 689 cc, desde 2026, Tracer 900 e Tracer 7.
  • Off-road: a família YZ e WR de competição e a TT-R 230.

No mercado de usadas aparecem com frequência Factor 125, Fazer 150, YS 250 Fazer, XTZ 125, Ténéré 250, XT 660R, XJ6, as motonetas Crypton e as antigas RD 135 e DT 180. Em cada página de modelo você escolhe versão e ano e vê ficha técnica, peças compatíveis e valor de referência na tabela FIPE.

Pontos fortes da Yamaha

Linha forte entre 150 e 300 cc. Factor 150, Fazer FZ15, Crosser 150, Fazer FZ25, Lander 250, MT-03 e YZF-R3 cobrem a faixa em que muita gente compra a primeira ou a segunda moto. Dá para escolher entre street, trail, naked e esportiva sem sair da marca.

Scooters de várias faixas. A Yamaha tem scooter de 125 cc, de 155 cc e de 292 cc, além de modelo elétrico e de modelos híbridos no catálogo. Para quem roda na cidade e quer câmbio automático, é uma das marcas com mais opção.

Equipamento nas versões recentes. Várias versões trazem ABS no nome, como NMAX Connected 160 ABS, Fazer FZ15 ABS e MT-03 ABS. As versões Connected, que se espalharam pela linha a partir de 2025, indicam a conexão da moto com o celular. Confira em cada ficha o que a versão que você quer tem de fato.

Motor flex na baixa cilindrada. Factor 150, Fazer FZ15, Crosser 150 e as gerações anteriores de Fazer 250 e Lander aparecem como flex no catálogo.

Medidas comuns em peças de desgaste. Nas gerações da Yamaha com ficha preenchida, o óleo SAE 20W-50 aparece em 28 delas e o 10W-40 JASO MA em 21. A bateria 12V 7Ah (GTZ8V) se repete em 12 gerações, e a MT-03, por exemplo, usa pneu traseiro 140/70-17. Medida repetida facilita achar a peça. O guia de bateria explica como escolher a certa.

Fabricação nacional há décadas. Com fábrica no país desde 1974 e em Manaus desde 1985, a Yamaha tem histórico longo de produção e reposição no Brasil.

Pontos de atenção

Escala menor que a da líder. Com cerca de 14% do mercado, contra 65% da Honda, a Yamaha tem menos motos rodando. Em capitais isso pesa pouco. Em cidades pequenas, a loja de peças pode ter menos itens a pronta-entrega e a concessionária pode ficar longe. Confira no site da marca qual é a mais próxima.

Mudanças de combustível entre gerações. No catálogo, a Fazer FZ25 Connected e a Lander Connected, de 2025 em diante, aparecem sem a indicação flex, enquanto as versões anteriores eram flex. Se você conta com o etanol, confirme no manual e na concessionária qual combustível a versão aceita.

Tecnologia nova pede oficina preparada. Modelos híbridos, elétricos e com conectividade são recentes no mercado. Nem toda oficina independente tem experiência ou equipamento para eles. Para esses modelos, pergunte quem faz o diagnóstico fora da concessionária na sua cidade.

Sem motoneta na linha atual. A Yamaha teve as motonetas Crypton, mas elas aparecem no catálogo só até 2016. Quem procura uma cub nova, de câmbio semiautomático, não encontra opção da marca hoje. A alternativa dentro da Yamaha é a scooter.

Séries especiais e muitas versões. A linha tem várias edições temáticas, como NMAX Star Wars, Lander Capitão América e Fazer FZ25 Thor. Peças de acabamento e pintura dessas séries podem ser mais difíceis de repor. Na usada, confira se tudo é original.

Usadas de trabalho. Modelos de 150 cc, como Factor e Fazer, são comuns em entrega e uso diário intenso. Na compra de uma usada, olhe quilometragem, folgas na suspensão, transmissão e histórico de revisão.

Para quem a Yamaha faz sentido

  • Quem quer uma street ou trail de 150 a 250 cc com bom equipamento, como Factor 150, Fazer FZ15, Crosser e Lander.
  • Quem quer scooter, do uso urbano de 125 cc à XMAX para estrada curta.
  • Quem quer subir para 300 cc numa naked ou esportiva de entrada, como MT-03 e YZF-R3.
  • Quem pega estrada de terra e quer trail de média cilindrada, ou uma Ténéré 700 para viajar.
  • Quem mora perto de uma concessionária ou tem oficina de confiança que atende a marca.

Faz menos sentido para quem precisa de uma motoneta nova ou mora numa cidade pequena sem nenhum ponto de assistência da marca por perto.

O que conferir antes de comprar uma Yamaha

  1. Compare as versões do mesmo modelo. ABS, conectividade, freio e combustível mudam entre elas. Abra a página do modelo e confira ano e versão.
  2. Faça o test ride. Trails como Lander e Crosser costumam ter banco mais alto que as street. Compare a altura do banco nas fichas, veja se você alcança o chão com segurança e manobre a moto parada.
  3. Confirme o combustível. Se você usa etanol, verifique se a versão é flex, principalmente nas Connected recentes.
  4. Peça o plano de revisões por escrito, com intervalos, itens incluídos e regras de garantia. Guarde as ordens de serviço.
  5. Teste o estoque de peças na sua cidade. Ligue para duas ou três lojas e pergunte por pastilha, kit relação e filtro do modelo que você quer.
  6. Na usada, consulte recall pelo chassi no site do fabricante e peça manual, chave reserva e notas de revisão.
  7. Pesquise reclamações no consumidor.gov.br e no Reclame Aqui. Observe o padrão das queixas e das respostas.

Perguntas frequentes

A Yamaha é fabricada no Brasil?

Sim. A Yamaha abriu fábrica em Guarulhos (SP) em 1974 e inaugurou a unidade de Manaus em 1985, segundo o Motonline. Alguns modelos de alta cilindrada podem ser importados; confirme a origem do modelo que você quer.

Qual Yamaha é melhor para começar?

Para a primeira moto, os modelos de 125 e 150 cc são os mais indicados, como Factor 150, Fazer FZ15 e as scooters Neo 125 e Fluo 125. Quem pega terra olha a Crosser 150. Compare peso e altura do banco nas fichas.

Yamaha ou Honda, qual é melhor?

Depende do modelo e do uso. A Honda tem mais motos rodando e, por isso, mais peças e oficinas espalhadas. A Yamaha tem linha forte entre 150 e 300 cc e em scooters. Compare o modelo exato de cada marca, com ficha, equipamento e assistência na sua região.

Yamaha tem peça fácil?

Nas capitais e cidades médias, os itens de desgaste dos modelos mais vendidos são fáceis de achar, e muitas medidas se repetem entre modelos. Em cidades pequenas, peças específicas podem depender de pedido. Pergunte o prazo antes de comprar.

Onde vejo o preço de uma Yamaha?

Nas páginas de cada modelo no site, com o valor de referência da tabela FIPE por versão e ano.

Fontes

Este conteúdo é informativo. Para serviços de freio, suspensão, elétrica e motor, procure um mecânico de confiança e siga o manual da sua moto.

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