Bajaj Pulsar N150 ou Shineray Worker 150?
As duas lado a lado, com os números das fichas, o preço na FIPE, quanto cada uma desvaloriza e as peças de manutenção.
Ficha lado a lado
| Pulsar N150 | Worker 150 | |
|---|---|---|
| Versão comparada | Pulsar N150 2026–2027 | Worker 150 2024 |
| Preço FIPE | R$ 15.502 (2027) | R$ 7.714 (2024) (vantagem) |
| Cilindrada | 150 cc | 150 cc |
| Potência | 14 cv (vantagem) | 8,5 cv |
| Torque | 1,38 kgf.m a 6.000 rpm | 10,2 N.m a 7.500 rpm |
| Peso | 145 kg | – |
| Tanque | 14 L | 14 L |
| Combustível | Gasolina | Gasolina |
| Refrigeração | A ar | A ar |
| Alimentação | Injeção eletrônica | Carburador |
| Partida | Elétrica | Elétrica e pedal |
| Câmbio | Manual | Manual |
| Transmissão final | Corrente | Corrente |
| Freio dianteiro | Disco | Disco |
| Freio traseiro | – | Tambor |
| ABS | Sim | Não |
| Freio combinado (CBS) | Não | Sim |
| Rodas | Liga leve | – |
| Farol | – | Halógeno |
| Bateria | – | 12V 5Ah (selada) |
| Pneu dianteiro | – | 2.75-18 |
| Pneu traseiro | – | 90/90-17 |
| Óleo | – | SAE 20W-50 API SL/JASO MA | 0,9 L na troca |
| Calibragem | dianteiro 1,75 kgf/cm² (25 psi); traseiro 2,00 kgf/cm² (28 psi) (só piloto) / 2,25 kgf/cm² (32 psi) (com garupa) | só piloto: dianteiro 26 psi; traseiro 28 psi / com garupa: dianteiro 28 psi; traseiro 32 psi |
Dados da ficha de cada geração no catálogo e da tabela FIPE (outubro de 2026). Em destaque, o melhor número quando há uma vantagem clara.
Lojas e oficinas para Pulsar N150 ou Worker 150
Tem loja de peças ou oficina? Apareça aqui para quem procura peças e serviço para Pulsar N150 ou Worker 150. R$ 29,90 por ano, com botão para o seu WhatsApp ou site.
Anunciar nesta páginaPulsar N150 ou Worker 150: o resumo
A Bajaj Pulsar N150 e a Shineray Worker 150 disputam o mesmo comprador. Pelos números das fichas e da FIPE, cada uma leva vantagem em pontos diferentes:
- A Bajaj Pulsar N150: mais potência, ABS.
- A Shineray Worker 150: preço menor.
Abaixo, cada diferença explicada; na tabela, a ficha das duas lado a lado.
Quem anda mais
A Bajaj Pulsar N150 tem 150 cc e a Shineray Worker 150, 150 cc. Em potência, a Bajaj Pulsar N150 declara 14 cv a 8.500 rpm; a Shineray Worker 150, 8,5 cv a 7.500 rpm. No torque, 1,38 kgf.m a 6.000 rpm (Bajaj Pulsar N150) e 10,2 N.m a 7.500 rpm (Shineray Worker 150).
Com 5,5 cv a mais, a Bajaj Pulsar N150 chega mais rápido à velocidade de estrada e mantém o ritmo com menos esforço. Isso não significa que a Shineray Worker 150 seja fraca: tudo depende do seu trajeto. Diferença de poucos cavalos some no anda e para urbano; diferença maior se sente em toda ultrapassagem. Antes de pagar por potência, veja se o seu uso pede esse extra.
A Bajaj Pulsar N150 tem injeção eletrônica e a Shineray Worker 150 usa carburador. Com injeção, a moto pega fácil em dia frio, mantém a marcha lenta estável, sente menos a altitude e tende a gastar menos. O carburador é simples e qualquer mecânico regula, mas pede ajuste de tempos em tempos e sofre com combustível velho. Para a maioria dos usos, a injeção leva vantagem no dia a dia.
No dia a dia: peso, banco e tanque
Pelas fichas, os tanques levam 14,0 e 14,0 litros.
Segurança: ABS, CBS e freios
Freios: freio disco na frente, ABS na Bajaj Pulsar N150, e freio disco na frente, tambor atrás, CBS (frenagem combinada) na Shineray Worker 150.
Nesta comparação, só a Bajaj Pulsar N150 traz ABS. Sem ele, apertar demais o freio pode travar a roda e derrubar a moto, principalmente na chuva. Com ele, a pressão é aliviada e reaplicada sozinha, várias vezes por segundo. A Shineray Worker 150 pode até frear bem nas mãos de quem tem prática, mas o ABS ajuda justamente no susto, quando ninguém freia do jeito certo.
A Shineray Worker 150 tem freio combinado (CBS) e a Bajaj Pulsar N150 não. O sistema distribui parte da força do comando para as duas rodas, o que deixa a frenagem mais equilibrada e ajuda quem tem o hábito de frear só atrás. Não evita que a roda trave como o ABS, mas reduz a chance de erro. Para iniciantes e para o anda e para da cidade, é um ganho real.
Preço FIPE e revenda
Pela FIPE (outubro de 2026), são R$ 15.502 pela Pulsar N150 2027 e R$ 7.714 pela Worker 150 2024.
Na média de mercado medida pela FIPE, a Shineray Worker 150 vale 50% menos que a Bajaj Pulsar N150. Para quem tem orçamento apertado, isso pode decidir a compra. Só não esqueça que o preço de compra é uma parte da conta: seguro, peças e revisões também entram. E, na hora de comprar usada, uma unidade bem cuidada pode valer mais do que a tabela indica.
Manutenção e peças
Para quem já pensa na manutenção, estas são as medidas de cada uma:
Qual das duas é a certa para você
Não existe moto melhor em tudo, e a Bajaj Pulsar N150 e a Shineray Worker 150 não fogem disso. O que existe é a moto que combina com seu trajeto, seu corpo e seu orçamento. Use os critérios a seguir para pesar as diferenças da tabela e chegar a uma escolha que faça sentido daqui a alguns anos, e não só na saída da loja.
- Se a moto vai pegar estrada. Se a moto vai pegar rodovia com frequência, potência e torque passam a importar de verdade, porque ditam a folga nas ultrapassagens e o esforço do motor em velocidade constante. Tanque maior, banco confortável, proteção contra o vento e freios fortes completam a lista. Uma moto que anda bem na cidade pode se mostrar cansativa depois de uma hora de estrada, e o contrário também acontece.
- Oficina e peças na sua cidade. Uma moto ótima vira dor de cabeça se a peça demora semanas para chegar. Antes de decidir, veja onde ficam as concessionárias das duas marcas, se as lojas de peças do seu bairro trabalham com os dois modelos e se os mecânicos que você conhece têm experiência com eles. Em cidades menores, essa diferença pode pesar mais do que qualquer item da ficha técnica.
- Se o uso é cidade todo dia. No trânsito urbano, o que mais conta é agilidade, peso baixo, freio confiável e conforto no anda e para. Potência e velocidade máxima importam pouco quando você mal passa da terceira marcha. Veja qual das duas é mais fácil de manobrar no corredor, de estacionar e de segurar no semáforo. Espelhos, raio de giro e embreagem leve também fazem diferença ao longo do dia.
- Equipamentos que você vai usar. Faça duas listas: o que você usaria todo dia e o que seria só bom ter. Itens de segurança quase sempre entram na primeira. Conectividade, iluminação mais sofisticada e acabamento diferente podem ficar na segunda, dependendo do seu uso. Com as listas em mãos, fica fácil ver quando a diferença de preço compra algo útil e quando compra apenas aparência.
- Custo de manutenção. Duas motos com preço parecido na loja podem ter custos bem diferentes depois. Compare o intervalo das revisões no manual, o preço das peças de desgaste e a necessidade de serviço especializado. As medidas de pneus e de peças que aparecem nesta página ajudam a ter uma ideia. Somando alguns anos de uso, a moto mais barata de manter às vezes compensa uma diferença de preço na compra.
- Garupa frequente. Se você leva alguém com frequência, a comparação muda. O banco de trás, as pedaleiras do garupa e as alças fazem diferença no conforto de quem vai atrás. Para quem pilota, torque e freios ganham peso, porque a moto carregada demora mais para acelerar e para parar. Leve a pessoa que costuma ir junto para sentar nas duas antes de decidir.
- Terra, buraco e piso ruim. Piso ruim castiga a moto e quem pilota. Para esse uso, prefira a que tem suspensão mais macia e com mais curso, roda que aguenta pancada e pneu com desenho adequado. O peso também conta, porque moto leve é mais fácil de controlar quando a traseira escorrega. Pense em quantas vezes por semana você enfrenta esse tipo de chão e dê o peso certo a esses itens da comparação.
Compare com outros modelos
Outras comparações com estes modelos:
Perguntas frequentes
Quem tem mais cavalos: Pulsar N150 ou Worker 150?
A Bajaj Pulsar N150, com 14,0 cv contra 8,5 cv, pela ficha do fabricante.
Qual custa menos na FIPE?
Na FIPE de outubro de 2026, a Worker 150 2024, com R$ 7.714. A outra sai por R$ 15.502.
Qual tem o tanque maior?
Pela ficha, 14,0 litros na Bajaj Pulsar N150 e 14,0 na Shineray Worker 150. A autonomia real depende do consumo, que muda com o uso.
Em qual das duas o garupa vai mais confortável?
Para o garupa, contam o tamanho do banco de trás, a posição das pedaleiras e a existência de alças. Para quem pilota, torque e freio pesam mais, porque a moto carregada demora mais para acelerar e para parar. Veja esses itens na tabela desta página e, se possível, leve quem costuma ir junto para sentar nas duas.
Qual das duas anda mais?
Olhe potência, torque e relação peso/potência na tabela desta página: esses três números juntos dizem mais do que cada um sozinho. A relação peso/potência é o melhor indicador de aceleração. Lembre que desempenho também depende do câmbio e do piloto, e que, no trânsito da cidade, diferenças pequenas quase não aparecem.
Qual das duas é melhor para trabalhar com entregas?
Para trabalho, pesam consumo, robustez, partida elétrica, peças baratas e oficina perto. Veja na comparação desta página o peso, o tipo de alimentação, a partida e as peças que as duas compartilham. Converse também com entregadores que usam cada modelo: eles sabem bem como a moto se comporta depois de muitos quilômetros.
O ABS compensa a diferença de preço?
Para a maioria das pessoas, sim. O ABS evita que a roda trave numa frenagem forte, e isso faz diferença em piso molhado, com areia ou num susto no trânsito. Quem roda todo dia, leva garupa ou tem pouca experiência é quem mais aproveita. Quem roda pouco e devagar pode pesar a economia, mas a segurança costuma justificar o gasto.
Qual das duas é melhor para quem é baixo?
A altura do banco das duas está na tabela desta página, mas o número não conta tudo. Banco largo afasta as pernas e faz você alcançar menos o chão; banco estreito ajuda. O peso da moto também importa, porque segurar uma moto pesada na ponta dos pés é difícil. Sente nas duas e veja em qual você apoia os pés com firmeza.