Haojue VR 150 ou Shineray Worker 150?
As duas lado a lado, com os números das fichas, o preço na FIPE, quanto cada uma desvaloriza e as peças de manutenção.
Ficha lado a lado
| VR 150 | Worker 150 | |
|---|---|---|
| Versão comparada | VR 150 2018–2024 | Worker 150 2024 |
| Preço FIPE | R$ 14.096 (2024) | R$ 7.714 (2024) (vantagem) |
| Cilindrada | 149 cc | 150 cc (vantagem) |
| Potência | – | 8,5 cv |
| Torque | 1,17 kgf.m a 5.000 rpm | 10,2 N.m a 7.500 rpm |
| Peso | 120 kg | – |
| Tanque | 6 L | 14 L (vantagem) |
| Altura do banco | 740 mm | – |
| Combustível | Gasolina | Gasolina |
| Refrigeração | A ar | A ar |
| Alimentação | Injeção eletrônica | Carburador |
| Partida | Elétrica | Elétrica e pedal |
| Câmbio | Manual | Manual |
| Transmissão final | Corrente | Corrente |
| Freio dianteiro | – | Disco |
| Freio traseiro | – | Tambor |
| ABS | – | Não |
| Freio combinado (CBS) | – | Sim |
| Farol | – | Halógeno |
| Bateria | – | 12V 5Ah (selada) |
| Pneu dianteiro | – | 2.75-18 |
| Pneu traseiro | – | 90/90-17 |
| Óleo | – | SAE 20W-50 API SL/JASO MA | 0,9 L na troca |
| Calibragem | – | só piloto: dianteiro 26 psi; traseiro 28 psi / com garupa: dianteiro 28 psi; traseiro 32 psi |
Dados da ficha de cada geração no catálogo e da tabela FIPE (outubro de 2026). Em destaque, o melhor número quando há uma vantagem clara.
Lojas e oficinas para VR 150 ou Worker 150
Tem loja de peças ou oficina? Apareça aqui para quem procura peças e serviço para VR 150 ou Worker 150. R$ 29,90 por ano, com botão para o seu WhatsApp ou site.
Anunciar nesta páginaOnde cada uma leva vantagem
Não existe uma vencedora absoluta entre a Haojue VR 150 e a Shineray Worker 150. Os dados mostram onde cada uma se sai melhor:
- A Haojue VR 150: empata ou fica atrás nos números da ficha; a escolha por ela passa por gosto, rede de oficinas e oferta na sua cidade.
- A Shineray Worker 150: tanque maior, preço menor.
Abaixo, cada diferença explicada; na tabela, a ficha das duas lado a lado.
Potência, torque e motor
A Haojue VR 150 tem 149 cc e a Shineray Worker 150, 150 cc. No torque, 1,17 kgf.m a 5.000 rpm (Haojue VR 150) e 10,2 N.m a 7.500 rpm (Shineray Worker 150).
Nesta dupla, a alimentação é diferente: injeção na Haojue VR 150, carburador na Shineray Worker 150. A injeção dosa o combustível sozinha, com base em sensores, e dispensa afogador. O carburador tem a seu favor a manutenção barata e o conserto em qualquer oficina, sem scanner. Se você mora longe de oficina com equipamento de diagnóstico, pese isso; no resto dos casos, a Haojue VR 150 é mais prática.
No dia a dia: peso, banco e tanque
Nos números de fábrica, os tanques levam 6,0 e 14,0 litros.
Com 8,0 litros a mais no tanque, a Shineray Worker 150 roda mais antes de pedir combustível. É uma conta simples, mas que faz falta em viagem e em rotina de trabalho com muitos quilômetros. Para o uso urbano comum, a Haojue VR 150 atende bem e você só passa no posto um pouco mais vezes. Compare o tanque junto com o consumo para estimar quanto cada uma roda.
Como as duas freiam
Nos freios, a Haojue VR 150 usa o conjunto da ficha; a Shineray Worker 150, freio disco na frente, tambor atrás, CBS (frenagem combinada).
Os conjuntos de freio se equivalem na ficha, então este item não desempata.
Preço FIPE e revenda
Pela FIPE (outubro de 2026), são R$ 14.096 pela VR 150 2024 e R$ 7.714 pela Worker 150 2024.
Pela tabela FIPE, a Shineray Worker 150 custa 45% menos que a Haojue VR 150. É uma referência de mercado, não o preço final: na loja ou no anúncio, estado, quilometragem e negociação mudam o valor. Antes de decidir só pelo preço, veja o que a Haojue VR 150 oferece a mais e se você vai usar isso de fato. Às vezes a diferença paga um item que faz falta; às vezes, não.
Peças de troca: as medidas de cada uma
Para quem já pensa na manutenção, estas são as medidas de cada uma:
Qual das duas é a certa para você
Na tabela, cada moto ganha em alguns pontos e perde em outros. A escolha certa entre a Haojue VR 150 e a Shineray Worker 150 depende menos de quem vence mais itens e mais de quais itens importam para o seu uso. Os pontos abaixo ajudam a colocar cada diferença no lugar certo, do test-ride ao custo de ter a moto por alguns anos.
- Oficina e peças na sua cidade. Pergunte em duas ou três lojas de peças se elas têm em estoque os itens de desgaste de cada moto, como pastilha, filtro e kit de transmissão. Depois, veja qual concessionária ou oficina especializada fica mais perto. Rede de atendimento próxima significa revisão sem viagem e conserto mais rápido. Quem mora longe das capitais deve dar peso extra a esse ponto.
- Faça o test-ride das duas. Nada substitui rodar com as duas motos, uma em seguida da outra, com a sensação ainda fresca. Use o capacete e a roupa de sempre e faça um percurso parecido com o seu dia a dia. Preste atenção no freio, na resposta do acelerador, no buraco e no peso nas manobras. Depois disso, a escolha costuma ficar bem mais fácil.
- Pense na revenda. Pense já na hora de vender. Modelos com muita procura encontram comprador rápido, enquanto modelos raros podem demorar, mesmo bem conservados. Itens que o mercado valoriza, como freio com ABS, ajudam na negociação. Use a desvalorização mostrada nesta comparação como referência e lembre que manutenção em dia e notas guardadas valem dinheiro na revenda.
- Se a moto é para trabalhar. Quem trabalha com a moto, em entregas ou visitas, roda muito, para e liga o motor várias vezes por dia e não pode ficar parado na oficina. Nesse caso, robustez, partida elétrica, consumo baixo, peças fáceis de achar e manutenção barata pesam mais que desempenho e acabamento. Pergunte a quem já trabalha com cada modelo como ele se comporta depois de muitos quilômetros.
- Terra, buraco e piso ruim. Se o seu caminho tem estrada de chão, buraco ou calçamento ruim, olhe com atenção suspensão, altura livre do solo, rodas e pneus. Rodas raiadas e pneus com câmara costumam aguentar melhor o castigo; suspensão com mais curso deixa a moto mais estável e protege as costas. Uma moto pensada para asfalto até passa pela terra, mas sofre mais e pede manutenção com mais frequência.
- O que vem junto na street. Na street, as diferenças costumam estar nos detalhes: freios, partida, rodas, painel e acabamento. Por isso, vale pensar no conjunto, e não só no motor. Para o uso diário, conte com manutenção simples, peças fáceis de achar e posição confortável. Se a moto também vai pegar estrada, freio a disco e motor com mais fôlego passam a pesar mais.
- Custo de manutenção. Duas motos com preço parecido na loja podem ter custos bem diferentes depois. Compare o intervalo das revisões no manual, o preço das peças de desgaste e a necessidade de serviço especializado. As medidas de pneus e de peças que aparecem nesta página ajudam a ter uma ideia. Somando alguns anos de uso, a moto mais barata de manter pode compensar uma diferença de preço na compra.
- Consumo no seu uso. Consumo depende muito do jeito de pilotar, do trajeto e da manutenção, então números de propaganda servem só como referência. Em geral, motor menor e moto mais leve gastam menos, e injeção eletrônica ajuda a manter o gasto sob controle. Se você roda muito, pergunte a donos de cada modelo como está o consumo no uso real, de preferência num trajeto parecido com o seu.
Outras comparações
Também comparamos:
Perguntas frequentes
Qual é mais barata, VR 150 ou Worker 150?
Na FIPE de outubro de 2026, a Worker 150 2024, com R$ 7.714. A outra sai por R$ 14.096.
Qual tem o tanque maior?
Pela ficha, 6,0 litros na Haojue VR 150 e 14,0 na Shineray Worker 150. A autonomia real depende do consumo, que muda com o uso.
Dá para usar peça de uma na outra?
Em alguns itens, sim, e a comparação desta página mostra quais medidas são iguais. Pneu e câmara da mesma medida, por exemplo, costumam servir nas duas. Já peças com encaixe próprio, como pastilha, filtro ou lâmpada com soquete diferente, precisam ser conferidas pelo código. Na dúvida, leve o número do chassi à loja.
Qual das duas gasta menos combustível?
Depende muito do jeito de pilotar, do trajeto e da manutenção. Como referência, motor menor, moto mais leve e injeção eletrônica tendem a gastar menos; a tabela desta página mostra cilindrada, peso e alimentação das duas. Para uma resposta mais precisa, converse com donos de cada modelo que façam um uso parecido com o seu.
Qual das duas é mais confiável?
Confiabilidade depende muito de como a moto é usada e mantida. Uma moto com revisões em dia tende a dar poucos problemas, enquanto uma maltratada falha cedo, qualquer que seja o modelo. Para comparar as duas, pergunte a mecânicos da sua cidade quais defeitos aparecem em cada uma e leia relatos de donos com bastante quilometragem.
Qual das duas é melhor para levar garupa?
Para o garupa, contam o tamanho do banco de trás, a posição das pedaleiras e a existência de alças. Para quem pilota, torque e freio pesam mais, porque a moto carregada demora mais para acelerar e para parar. Veja esses itens na tabela desta página e, se possível, leve quem costuma ir junto para sentar nas duas.
Qual das duas tem peça mais barata?
Veja nesta página quais medidas de peças as duas compartilham: nesses itens, o custo tende a ser parecido. Para o resto, peça orçamento numa loja de peças dos itens que mais gastam, como pastilha, pneu, filtro e kit de transmissão ou correia. Mecânica mais simples e modelos muito vendidos costumam ter reposição mais barata e fácil de achar.
Qual das duas é melhor para quem é baixo?
A altura do banco das duas está na tabela desta página, mas o número não conta tudo. Banco largo afasta as pernas e faz você alcançar menos o chão; banco estreito ajuda. O peso da moto também importa, porque segurar uma moto pesada na ponta dos pés é difícil. Sente nas duas e veja em qual você apoia os pés com firmeza.
Qual das duas viaja melhor?
A melhor para viajar é a que combina fôlego, autonomia e conforto. Compare nesta página o motor, o tanque e os freios das duas, e depois pense na posição de pilotagem e no banco depois de uma hora rodando. Se você viaja com garupa e bagagem, dê ainda mais peso ao torque.