Kawasaki Z1000 ou Triumph Scrambler 1200?
As duas lado a lado, com os números das fichas, o preço na FIPE, quanto cada uma desvaloriza e as peças de manutenção.
Ficha lado a lado
| Z1000 | Scrambler 1200 | |
|---|---|---|
| Versão comparada | Z1000 2015–2025 | Scrambler 1200 XE 2019–2026 |
| Preço FIPE | R$ 70.664 (2025) (vantagem) | R$ 76.096 (2026) |
| Cilindrada | 1.043 cc | 1.200 cc (vantagem) |
| Potência | 142 cv | – |
| Torque | 11,3 kgf.m (111 N.m) a 7.300 rpm | – |
| Peso | 220 kg | – |
| Tanque | 17 L | – |
| Combustível | Gasolina | Gasolina |
| Refrigeração | Líquida | Líquida |
| Alimentação | Injeção eletrônica | Injeção eletrônica |
| Partida | Elétrica | Elétrica |
| Câmbio | Manual | Manual |
| Transmissão final | Corrente | Corrente |
| Freio dianteiro | Disco | Disco |
| Freio traseiro | Disco | Disco |
| ABS | Sim | Sim |
| Freio combinado (CBS) | Não | Não |
| Rodas | Liga leve | Raiadas |
| Pneus com câmara | Não | Não |
| Farol | LED | LED |
| Bateria | 12V 10Ah (YT12A-BS) | 12V 8,6Ah (YTZ10S) |
| Vela | NGK CR9EIA-9 | NGK LMAR8A-9 |
| Pneu dianteiro | 120/70ZR17 | 90/90-21 54H |
| Pneu traseiro | 190/50ZR17 | 150/70R17 69V |
| Óleo | SAE 10W-40 API SG/SH/SJ/SL/SM + JASO MA/MA1/MA2 | SAE 10W-40 ou 10W-50 semi/sintético API SH ou sup. + JASO MA |
| Relação | – | passo 525 |
| Calibragem | dianteiro 36 psi (250 kPa); traseiro 42 psi (290 kPa), a frio | – |
Dados da ficha de cada geração no catálogo e da tabela FIPE (outubro de 2026). Em destaque, o melhor número quando há uma vantagem clara.
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Anunciar nesta páginaOnde cada uma leva vantagem
A Kawasaki Z1000 e a Triumph Scrambler 1200 disputam o mesmo comprador. Pelos números das fichas e da FIPE, cada uma leva vantagem em pontos diferentes:
- A Kawasaki Z1000: preço menor, desvaloriza menos.
- A Triumph Scrambler 1200: empata ou fica atrás nos números da ficha; a escolha por ela passa por gosto, rede de oficinas e oferta na sua cidade.
Os detalhes de cada ponto estão nas seções abaixo, e a tabela no topo da página traz a ficha completa das duas.
Potência, torque e motor
A Kawasaki Z1000 tem 1.043 cc e a Triumph Scrambler 1200, 1.200 cc.
A Triumph Scrambler 1200 tem 157 cc a mais de cilindrada. Em geral, mais cilindrada ajuda em subida, com garupa e em velocidade de estrada, mas o número sozinho não conta a história toda: potência, torque e peso dizem mais sobre como a moto anda. A cilindrada também pode mudar o seguro, o custo de algumas peças de motor e o consumo. Olhe esse dado junto com o restante da tabela.
Uso e conforto
A Kawasaki Z1000 tem rodas de liga leve e a Triumph Scrambler 1200 rodas raiadas. A liga leve é mais fácil de limpar, quase não pede manutenção e, em geral, aceita pneu sem câmara. A raiada aguenta melhor pancada de buraco e terra, porque os raios cedem um pouco, e dá para trocar um raio sem trocar a roda. No asfalto, a liga leve leva vantagem; no chão batido, a raiada.
Segurança: ABS, CBS e freios
Freios: freio disco na frente, disco atrás, ABS na Kawasaki Z1000, e freio disco na frente, disco atrás, ABS na Triumph Scrambler 1200.
Nesse ponto, as duas estão no mesmo nível pela ficha: a escolha não precisa passar pelos freios.
Quanto custam e quanto perdem de valor
Pela FIPE (outubro de 2026), são R$ 70.664 pela Z1000 2025 e R$ 76.096 pela Scrambler 1200 XE 2026.
A Kawasaki Z1000 sai 7% mais barata na FIPE. Essa diferença pode ficar no seu bolso ou virar equipamento de segurança, documentação e primeira revisão. Do outro lado, a Triumph Scrambler 1200 pode justificar o preço maior com motor, freio ou conforto que pesam no seu uso. Compare o que cada uma entrega e pense no custo de manter, que acompanha a moto por anos.
Na desvalorização pela FIPE (mesma versão, ano mais novo contra um mais antigo): 9% na Kawasaki Z1000 (2025 para 2022) e 21% na Triumph Scrambler 1200 (2026 para 2023).
Ao longo dos anos, a Kawasaki Z1000 perdeu 12 pontos percentuais a menos de valor na FIPE do que a Triumph Scrambler 1200. Isso indica que o mercado segura melhor o preço dela, o que importa para quem troca de moto com frequência. É um histórico, não uma garantia: estado de conservação, quilometragem e procura na sua região também pesam. Para quem fica muitos anos com a moto, a diferença se dilui.
Peças de troca: as medidas de cada uma
Para quem já pensa na manutenção, estas são as medidas de cada uma:
- Bateria: 12V 10Ah (YT12A-BS) na Z1000 e 12V 8,6Ah (YTZ10S) na Scrambler 1200.
- Vela: NGK CR9EIA-9 na Z1000 e NGK LMAR8A-9 na Scrambler 1200.
- Pneu dianteiro: 120/70ZR17 na Z1000 e 90/90-21 54H na Scrambler 1200.
- Pneu traseiro: 190/50ZR17 na Z1000 e 150/70R17 69V na Scrambler 1200.
- Óleo: a mesma nas duas, SAE 10W-40 API SG/SH/SJ/SL/SM + JASO MA/MA1/MA2.
- Filtro de ar: papel viscoso na Z1000 e papel seco na Scrambler 1200.
- Lâmpada do farol: a mesma nas duas, LED integrado.
- Fluido de freio: a mesma nas duas, DOT 4.
Em vários itens, as duas compartilham a mesma medida. Na prática, isso quer dizer que o custo de reposição dessas peças tende a ser parecido e que nenhuma delas vai dar mais trabalho para achar a medida certa. A diferença de manutenção, então, vai aparecer nos itens que não coincidem. Antes de comprar qualquer peça, confira o código para o ano da sua moto. Neste par, as medidas iguais são: óleo, lâmpada do farol, fluido de freio.
Kawasaki Z1000 ou Triumph Scrambler 1200: como decidir
Comparar duas motos parecidas é decidir quais diferenças valem para você. Potência a mais não ajuda quem só roda em rua plana; banco baixo não faz falta para quem é alto. Antes de bater o martelo entre a Kawasaki Z1000 e a Triumph Scrambler 1200, passe por estas perguntas: elas transformam números de ficha em critérios práticos.
- Terra, buraco e piso ruim. Se o seu caminho tem estrada de chão, buraco ou calçamento ruim, olhe com atenção suspensão, altura livre do solo, rodas e pneus. Rodas raiadas e pneus com câmara costumam aguentar melhor o castigo; suspensão com mais curso deixa a moto mais estável e protege as costas. Uma moto pensada para asfalto até passa pela terra, mas sofre mais e pede manutenção com mais frequência.
- Se o uso é cidade todo dia. No trânsito urbano, o que mais conta é agilidade, peso baixo, freio confiável e conforto no anda e para. Potência e velocidade máxima importam pouco quando você mal passa da terceira marcha. Veja qual das duas é mais fácil de manobrar no corredor, de estacionar e de segurar no semáforo. Espelhos, raio de giro e embreagem leve também fazem diferença ao longo do dia.
- Cote o seguro antes. O valor do seguro depende do preço da moto, do seu perfil e, muito, do quanto o modelo é visado por ladrões na sua região. Por isso, duas motos parecidas podem ter cotações bem diferentes. Faça a cotação das duas antes de comprar, com o seu CEP e o local onde a moto vai dormir. Esse valor entra no custo anual e pode mudar a escolha.
- Pense na revenda. Pense já na hora de vender. Modelos com muita procura encontram comprador rápido, enquanto modelos raros podem demorar, mesmo bem conservados. Itens que o mercado valoriza, como freio com ABS, ajudam na negociação. Use a desvalorização mostrada nesta comparação como referência e lembre que manutenção em dia e notas guardadas fazem diferença no preço na revenda.
- Se a moto é para trabalhar. Quem trabalha com a moto, em entregas ou visitas, roda muito, para e liga o motor várias vezes por dia e não pode ficar parado na oficina. Nesse caso, robustez, partida elétrica, consumo baixo, peças fáceis de achar e manutenção barata pesam mais que desempenho e acabamento. Pergunte a quem já trabalha com cada modelo como ele se comporta depois de muitos quilômetros.
- Equipamentos que você vai usar. Toda moto traz alguma coisa que a outra não tem. A pergunta é se você vai usar. Separe o que é segurança, como ABS ou freio a disco, que vale considerar mesmo sem uso frequente, do que é conveniência, como painel completo, tomada USB ou porta-objetos. Pagar a mais por recursos que vão ficar esquecidos é a forma mais comum de escolher errado.
- Faça o test-ride das duas. Nada substitui rodar com as duas motos, uma em seguida da outra, com a sensação ainda fresca. Use o capacete e a roupa de sempre e faça um percurso parecido com o seu dia a dia. Preste atenção no freio, na resposta do acelerador, no buraco e no peso nas manobras. Depois disso, a escolha costuma ficar bem mais fácil.
Compare com outros modelos
Outras comparações com estes modelos:
Perguntas frequentes
Qual custa menos na FIPE?
Na FIPE de outubro de 2026, a Z1000 2025, com R$ 70.664. A outra sai por R$ 76.096.
Qual das duas tem peça mais barata?
Em geral, moto mais simples e mais popular tem peça mais barata e mais oferta de marcas paralelas. Mas a resposta certa vem do orçamento: compare o preço das peças de desgaste das duas numa loja de confiança e o intervalo de revisões no manual. As medidas iguais, mostradas nesta página, indicam onde o custo deve ser parecido.
Qual das duas anda mais?
Olhe potência, torque e relação peso/potência na tabela desta página: esses três números juntos dizem mais do que cada um sozinho. A relação peso/potência é o melhor indicador de aceleração. Lembre que desempenho também depende do câmbio e do piloto, e que, no trânsito da cidade, diferenças pequenas quase não aparecem.
Qual das duas tem o banco mais baixo?
Confira a altura do banco nesta página e depois sente nas duas: largura do assento, suspensão e peso mudam a sensação. Para quem é mais baixo, apoiar os dois pés no chão com segurança vale mais que desempenho. Algumas motos aceitam banco rebaixado ou ajuste de suspensão, algo que vale perguntar na concessionária.
Vale pagar mais pela versão com ABS?
Na maioria dos casos, compensa. O sistema mantém a moto controlável quando o freio é apertado demais, que é exatamente o que acontece numa emergência. A diferença de preço se paga no dia em que você precisa dela. Se o orçamento for muito apertado, considere uma usada com ABS antes de abrir mão do item.
Qual das duas é mais confiável?
Não dá para cravar sem conhecer o histórico de cada unidade. O que mais pesa é a manutenção: óleo trocado no prazo, revisões feitas e uso adequado. Uma boa pista é conversar com mecânicos que atendem os dois modelos e com quem já tem cada um há alguns anos. Mecânica mais simples também costuma ter menos itens para falhar.