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Escapamento completo da Dafra Speed 150

A peça certa para cada versão e ano da Speed 150, de 2008 a 2015, com o guia para escolher e trocar.

  • 2 versões
  • 2 gerações
  • 2008–2015

Escapamento completo

Speed 150 2008–2015

Modelo
Dafra Speed 150
Anos
2008 a 2015

Peça específica do modelo: na loja, informe a versão, o ano e, se possível, o número do chassi.

Lojas com escapamento completo para a Dafra Speed 150

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Escapamento completo por versão e ano

VersãoAnos
Speed 1502008–2015
Speed 150 Cargo2010–2012

Cada linha leva à página da peça naquela geração, com as lojas e a ficha completa.

Qual escapamento serve na Speed 150

Na Speed 150, o escapamento é desenhado para cada geração. A compra é pela aplicação: modelo, versão, ano e, se possível, o código da peça original ou o número do chassi.

Para que serve o escapamento da Speed 150

Pense no escapamento como a saída de ar do motor. Tudo o que o motor queima precisa sair por ali, e sair do jeito certo. Se os gases encontram vazamento no meio do caminho, a moto fica barulhenta e pode falhar; se encontram obstrução, o motor perde força e esquenta.

O conjunto completo inclui o coletor, a junta que veda a ligação com o cabeçote, o silencioso, as fixações e, conforme a moto, o catalisador e um sensor de oxigênio. Calor, umidade e vibração são os grandes inimigos, e a ferrugem por dentro costuma aparecer antes da que se vê por fora.

Como o escapamento trabalha na Speed 150

Na ficha, a Speed 150 2008–2015 aparece como uma street de 150 cc. A alimentação é por carburador. É um motor quatro tempos, lubrificado pelo óleo do cárter.

Na Speed 150, o escapamento é uma das peças que mais sofrem com chuva e trajetos curtos. Ao primeiro sinal de barulho diferente, confira a junta do coletor e o silencioso.

Com carburador, o motor da Speed 150 não corrige sozinho a mistura. Escapamento entupido ou trocado por outro tipo aparece como falhas, estouros ou perda de força. Peça equivalente à original evita esse problema.

Como saber se o escapamento está com problema

Alguns sintomas parecem de escapamento, mas vêm do motor ou da alimentação. Conhecer os sinais ajuda a não trocar peça à toa.

  • Estouros na desaceleração. Pipocos ou estouros ao aliviar o acelerador podem indicar entrada de ar no escapamento por junta ou furo. Também podem vir de mistura pobre ou de problema na regulagem do motor, por isso o diagnóstico é importante.
  • Barulho mais alto que o normal. A moto ficou mais barulhenta, com ronco rasgado ou estalado. Furo no silencioso, junta do coletor queimada ou abraçadeira solta deixam os gases escapar antes da hora. Além do incômodo, o barulho alto pode render autuação.
  • Escapamento solto ou balançando. Se o escapamento mexe com a mão ou bate em buracos, a fixação está comprometida. Escape solto pode encostar em pneu, cabos ou pernas.
  • Fuligem nas junções. Marcas pretas de fuligem perto da junta do coletor, nas emendas ou nas abraçadeiras mostram que o gás está vazando ali. Vazamento perto do cabeçote também pode atrapalhar o funcionamento do motor.
  • Perda de força. Escapamento entupido, seja por carvão, peça interna solta ou catalisador obstruído, dificulta a saída dos gases. A moto perde força, em especial em subida e em velocidade, e o motor pode esquentar mais.
  • Cheiro de gás perto do piloto. Se você sente o cheiro do escapamento mais do que antes, procure vazamento no coletor e nas emendas. Junta queimada é uma das causas mais comuns.
  • Ferrugem com furos. Aperte levemente com o dedo os pontos enferrujados com o escape frio. Se o metal cede ou esfarela, a corrosão está avançada e a troca está próxima.

Como escolher o escapamento certo para a Speed 150

Na compra, a aplicação é o ponto de partida, mas não o único. Estes são os detalhes que um bom balconista confere.

  • Material e acabamento. Olhe as soldas e a pintura. Solda irregular trinca com a vibração, e pintura fraca descasca com o calor, abrindo caminho para a ferrugem.
  • Catalisador, quando a moto tem. Pergunte se o escapamento vem com catalisador. Em muitas motos recentes, ele fica dentro do silencioso e não aparece por fora. Retirar esse componente não é permitido.
  • Protetor de calor. Muitos escapamentos têm protetor parafusado. Se a peça nova não trouxer, o antigo precisa estar em bom estado para ser transferido.
  • Peça usada e garantia. Escapamento usado pode estar podre por dentro mesmo bonito por fora. Se comprar, bata levemente para ouvir chocalho e olhe por dentro com lanterna. Peça nova deve vir com nota e garantia.
  • Fixações e encaixe. O escapamento deve encaixar nos pontos originais sem forçar. Suporte em lugar diferente ou flange torta são sinais de aplicação errada.
  • Ruído dentro do permitido. O escapamento de reposição deve manter o nível de ruído próximo do original. Peça muito barulhenta pode render autuação e retenção da moto. Desconfie de escape "sem miolo" ou com abafamento reduzido.

Trocando o escapamento: o jeito certo

Com o motor frio e as ferramentas certas, a troca segue uma ordem simples. O segredo está na junta nova e no aperto correto.

  1. Espere o motor esfriar. O escapamento fica muito quente e demora a esfriar. Trabalhe só com tudo frio, para evitar queimaduras e para as porcas soltarem sem danificar as roscas.
  2. Apoie a moto. Moto firme e acesso livre: dependendo do modelo, saem carenagens baixas, protetores ou pedaleiras. O manual mostra o que precisa ser retirado.
  3. Solte o coletor do cabeçote. As porcas do coletor costumam estar presas pelo calor. Desengripante, paciência e chave bem encaixada evitam espanar ou quebrar a fixação no cabeçote.
  4. Solte o suporte traseiro e retire. Solta a fixação de trás, o escapamento sai inteiro. Guarde buchas de borracha, espaçadores e parafusos que possam ser reaproveitados.
  5. Limpe a sede e use junta nova. Limpe a sede da junta no cabeçote, retirando restos da junta velha sem riscar o alumínio. Coloque a junta nova, sempre nova, na posição correta.
  6. Monte sem apertar e alinhe. Posicione o escapamento novo e coloque todas as fixações apenas encostadas. Com tudo no lugar e alinhado, aperte primeiro o coletor no cabeçote e depois o suporte traseiro, no torque do manual.
  7. Ligue e confira vazamentos. Com o motor funcionando, ouça e observe as emendas. Fumacinha nos primeiros minutos de escapamento novo costuma ser normal e some logo.

Depois de rodar um pouco e o escapamento esfriar, verifique o aperto das fixações, conforme o manual. Se aparecer estouro, barulho ou luz de injeção, volte à oficina para revisar a instalação.

Cuidados que aumentam a vida do escapamento

Corrosão interna, motor desregulado e fixação solta são os principais inimigos do escapamento. Veja como evitar.

  • Cuidado com o combustível. Gasolina adulterada não prejudica só o motor: os resíduos da queima ruim vão parar no escape e podem obstruir o catalisador.
  • Mantenha o motor regulado. Mistura rica, falha de ignição e motor queimando óleo sujam e entopem o escapamento, e nas motos com catalisador podem danificá-lo. Revisão em dia protege o escape também.
  • Não use o escapamento como apoio. O escape não foi feito para carregar peso. Apoiar coisas nele, ou usar como alça para manobrar a moto, força fixações e soldas.
  • Junta nova a cada desmontagem. Desmontou o coletor? Junta nova. É uma peça barata que evita vazamento, estouros, fuligem no cabeçote e barulho fora do normal.
  • Cuidado na lavagem. Espere esfriar antes de lavar e não mire a lavadora na ponteira. Depois, ligue a moto e deixe esquentar para secar o que tiver entrado.

Erros que estragam o escapamento

Antes de mexer no escapamento, veja os tropeços que mais aparecem na compra, na montagem e nas modificações.

  • Rodar sem protetor de calor. Esquecer de transferir o protetor para o escapamento novo é comum. A queimadura no escape é uma das mais frequentes em moto.
  • Tirar o miolo do silencioso. Retirar as peças internas para a moto "roncar mais" aumenta muito o barulho, pode prejudicar o funcionamento do motor e é infração de trânsito. A moto pode ser retida na fiscalização.
  • Reaproveitar a junta do coletor. Economizar na junta é o erro mais barato de evitar. Ela custa pouco perto do incômodo de desmontar tudo de novo.
  • Forçar porcas presas. Porca do coletor engripada pede calma. Se não soltar com desengripante e chave bem encaixada, leve para a oficina antes de quebrar o prisioneiro.
  • Remover o catalisador. Catalisador não é peça opcional. Se estiver entupido ou danificado, a solução é trocar o componente ou o escapamento, nunca retirar.

Perguntas frequentes

Como saber se o escapamento está entupido?

Tira. Se os gases não saem livres, o motor perde rendimento, principalmente em subida e em alta, e pode esquentar mais. Catalisador obstruído, carvão ou peça interna solta são as causas comuns. A oficina avalia com testes específicos.

Escapamento novo soltando fumaça é normal?

Nos primeiros minutos de uso, um pouco de fumaça e cheiro costumam vir da queima do óleo de proteção e da tinta da fabricação. Se a fumaça continuar depois disso, ou sair das junções, procure vazamento ou problema no motor.

Escapamento esportivo é legal?

Pode ser, desde que mantenha ruído e emissões dentro das regras, inclusive com catalisador quando a moto tem. Escape sem miolo ou muito barulhento é irregular e pode render autuação e retenção da moto.

Escapamento sem catalisador é permitido?

Não é permitido retirar. O catalisador reduz poluentes e é exigido nas motos que o têm de fábrica. Se estiver entupido ou quebrado por dentro, troque a peça ou o escapamento.

Dá para soldar o escapamento?

Depende do estado do metal. Se o escape está podre por dentro, a solda não segura e outro furo aparece ao lado. Em peça com corrosão generalizada, trocar sai melhor.

A troca do escapamento é difícil?

Depende do modelo e da sua prática. Escape com sensor, carenagem ou vários coletores dá mais trabalho. Junta nova, motor frio e aperto correto são indispensáveis em qualquer caso.

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