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Calibragem do pneu da Honda CRF 230F

A pressão do manual para o pneu dianteiro e o traseiro de cada versão e ano da CRF 230F, de 2007 a 2020, sempre com os pneus frios.

Calibragem do manual

15 / 15 psi

Dianteiro
15 psi
Traseiro
15 psi

Valores do manual do proprietário, com os pneus frios. Confira a linha da sua versão e ano na tabela.

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Calibragem por versão e ano

VersãoAnosDianteiroTraseiro
CRF 230F2007–2020 15 psi15 psi

Pressões do manual, com o pneu frio. A linha leva à ficha técnica completa daquela geração.

Pressão dos pneus da CRF 230F

A CRF 230F tem uma calibragem só em todas as gerações levantadas: 15 psi na frente e 15 psi atrás, sempre medidos com o pneu frio.

O catálogo não tem um valor separado para garupa nesta moto. Quando o manual informar um, ele vale para o pneu traseiro com carga.

Em outras unidades, para quem usa calibrador digital ou o manual em kPa:

Pneupsi (libras)barkPa
Dianteiro151,03103
Traseiro151,03103

O que a pressão dos pneus muda na CRF 230F

Calibrar é a manutenção mais barata da moto e uma das que mais rendem. O pneu é o único ponto de contato com o chão, e a pressão interna é o que dá forma a ele: pouca pressão deixa o pneu mole e quente; pressão demais deixa o pneu duro e com pouca área de contato.

O fabricante da CRF 230F define a pressão pensando na carga: por isso, em muitas motos, o pneu traseiro pede mais quando a moto leva garupa ou bagagem. Os números da tabela abaixo são os do manual de cada versão e ano.

Como calibrar os pneus da CRF 230F

Calibrar direito é simples. O cuidado principal é a temperatura do pneu.

  1. Comece com o pneu frio. Meça antes de rodar ou depois de a moto ficar um bom tempo parada. Rodando, o ar esquenta e a pressão sobe, e a leitura engana.
  2. Tire a tampinha da válvula. Desrosqueie a tampa da válvula. Se não houver tampa, vale repor: sem ela, a sujeira entra e a válvula pode começar a vazar.
  3. Meça a pressão. Encoste o medidor de forma reta e firme. Um chiado durante a medição indica ar escapando: reposicione e meça de novo.
  4. Complete ou retire ar. Ajuste até o valor da tabela para a sua versão e ano. Use o valor de piloto sozinho ou o de garupa, conforme o uso do dia.
  5. Repita no outro pneu. Dianteiro e traseiro têm valores diferentes na maioria das motos. Confira os dois, cada um com o seu número.
  6. Recoloque as tampinhas e olhe o pneu. Rosqueie as tampas e aproveite para olhar a banda: pregos, cortes, bolhas e o desgaste perto dos indicadores de profundidade.

Se precisar calibrar com o pneu quente, por exemplo no meio de uma viagem, não esvazie para chegar ao valor de pneu frio: isso deixa o pneu murcho quando esfriar. Calibre de novo, com calma, quando ele estiver frio.

Sinais de pressão errada

Estes são os efeitos mais comuns de rodar com a pressão errada.

  • Pneu esquentando demais. Pneu murcho flexiona mais e esquenta. Em viagem e com garupa, isso acelera o desgaste e aumenta o risco de dano.
  • Furo ou talão solto. Em pneus com câmara, pressão baixa deixa o pneu girar no aro e pode arrancar a válvula da câmara.
  • Desgaste nas laterais. Quando as laterais da banda gastam mais que o meio, a causa mais comum é pressão baixa por muito tempo.
  • Desgaste no centro. Pressão alta deixa o pneu abaulado, e o centro da banda gasta mais rápido.
  • Direção pesada. Guidão duro em baixa velocidade e moto "preguiçosa" nas curvas são sinais típicos de pneu dianteiro murcho.
  • Consumo maior. Pneu murcho rola com mais resistência, e a moto gasta mais combustível no mesmo trajeto.
  • Frenagem instável. A pressão fora do indicado muda a forma do pneu no contato com o chão, e a frenagem fica menos previsível, principalmente no molhado.
  • Moto saltando nas irregularidades. Pneu duro demais transmite tudo para o piloto e deixa a moto menos colada no asfalto em pisos ruins.

Câmara de ar e calibragem na CRF 230F

A CRF 230F usa pneus com câmara de ar nas gerações levantadas.

Os pneus com câmara pedem cuidado com a pressão baixa. Murcho, o pneu pode girar no aro e puxar a válvula da câmara, e um buraco mais forte pode "beliscar" a câmara contra o aro. Em compensação, o furo costuma esvaziar o pneu mais rápido, o que avisa logo.

Cuidados com a calibragem no dia a dia

A pressão cai naturalmente com o tempo, mesmo sem furo. Por isso a calibragem é um hábito, não um evento.

  • Trilha tem regra própria. Na terra, muitos pilotos baixam a pressão para ganhar tração. Só faça isso dentro do que o fabricante do pneu ou da moto admite, e volte ao valor de asfalto antes de pegar estrada.
  • Pneu novo, mesma pressão. Trocou de pneu? A pressão continua sendo a do manual, desde que a medida seja a original.
  • Mantenha as tampinhas. Sem tampa, poeira e água chegam ao miolo da válvula, que começa a vazar.
  • Tenha um medidor próprio. Um medidor de pressão de bolso, digital ou analógico, permite conferir com o pneu frio em casa e desconfiar do calibrador do posto quando ele estiver fora.
  • Ajuste para garupa e carga. Garupa e carga pedem mais pressão atrás. Calibrar só pelo valor de piloto sozinho deixa o pneu traseiro mole com peso extra.
  • Nitrogênio é opcional. Nitrogênio perde pressão um pouco mais devagar, mas a diferença no dia a dia é pequena. Calibrar com frequência continua sendo o essencial.
  • Calibre com frequência. Crie uma rotina: em geral, a cada uma ou duas semanas e antes de qualquer viagem. Moto parada também perde ar.
  • Não use o número da lateral do pneu. A lateral do pneu traz a pressão máxima que ele suporta, não a pressão de uso. Calibrar por ela deixa o pneu cheio demais.

Erros que tiram a pressão do ponto

Alguns enganos se repetem muito na hora de calibrar. Evitá-los já resolve a maior parte dos problemas.

  • Esquecer o valor de garupa. Carga sem ajuste de pressão sobrecarrega o pneu traseiro. Ajuste antes de sair e volte ao valor normal depois.
  • Confiar sempre no calibrador do posto. Nem todo calibrador de posto está aferido. Se a moto parece estranha mesmo calibrada, confira com outro medidor.
  • Usar o mesmo valor nos dois pneus. Calibrar os dois pneus com o mesmo número é um erro comum. Na maioria das motos, o traseiro pede mais.
  • Seguir o número de carro. Pressão de carro não tem relação com pressão de moto. Use só o valor do manual da CRF 230F.
  • Esvaziar o pneu quente. Depois de rodar, o pneu marca mais pressão. Tirar ar nessa hora deixa o pneu abaixo do certo quando ele esfria.

Calibragem para viagem, chuva e carga

A rotina muda pouco em viagem, mas o cuidado com a CRF 230F precisa ser maior. Calibre antes de sair, com o pneu frio, e confira de novo depois de uma noite parada. Rodando por horas, o pneu esquenta e a pressão sobe alguns psi, o que é normal e já está previsto no valor do manual.

Se a moto vai levar alguém atrás ou bagagem, o pneu traseiro pede o valor de carga, quando o manual informa. Em pista molhada, a pressão certa mantém o desenho da banda aberto para escoar a água. E em dias muito quentes, desconfie de leituras altas no meio do caminho: é o calor, não excesso de ar.

Comparação com motos do mesmo tipo

Para comparar, a calibragem de outras motos do mesmo tipo e de cilindrada parecida com a CRF 230F (pela geração mais recente de cada uma):

Os números parecidos não querem dizer que dá para usar o valor de outra moto: peso, pneu e suspensão mudam a pressão certa. Vale o da sua.

Perguntas frequentes

Qual a calibragem do pneu da Honda CRF 230F?

Pelo manual, 15 psi no dianteiro e 15 psi no traseiro, com os pneus frios.

Por que o pneu da moto perde ar sem estar furado?

Um pouco, sim: a borracha deixa o ar passar devagar, e a variação de temperatura também mexe na pressão. Perda rápida, de uma semana para outra, já pede uma olhada em válvula, aro e banda.

Posso calibrar a moto em casa?

Vale. Em casa você mede com o pneu realmente frio, e um medidor próprio ajuda a perceber quando o calibrador do posto está fora.

Encher mais o pneu é melhor?

Não. Pressão alta reduz a área de contato com o chão. O ganho de consumo é pequeno e a perda de aderência, real.

Pneu tubeless muda a pressão?

A pressão é a do manual da moto, com ou sem câmara. A diferença é que, sem câmara, um furo pequeno pode baixar a pressão devagar, e só a calibragem frequente mostra.

De quanto em quanto tempo calibrar o pneu da moto?

Com frequência: a pressão cai sozinha. Uma rotina semanal ou quinzenal, mais a conferência antes de viagem, resolve.

Libra e psi são a mesma coisa?

No dia a dia, sim: "libra" é como se chama o psi no posto. Alguns manuais também dão o valor em kPa ou kgf/cm².

Levar garupa muda a calibragem?

Em muitas motos, sim. O manual indica um valor maior atrás para quando há garupa ou carga. A tabela mostra esse valor quando o manual informa.

Calibrar depois de rodar dá problema?

Não é o ideal. Pneu quente marca pressão maior, e esvaziar nessa hora deixa o pneu murcho depois. Calibre frio sempre que puder.

Posso usar a pressão da lateral do pneu?

Não. A pressão da lateral é um limite de segurança do pneu. A de uso é a do fabricante da moto, que está na tabela.