Pneu traseiro da MV Agusta F4 1000
A medida de cada versão e ano da F4 1000, de 2007 a 2015, com o guia para escolher e trocar.
- 3 versões
- 4 gerações
- 2007–2015
Pneu traseiro que serve
190/55ZR17
- Modelo
- MV Agusta F4 1000
- Anos
- 2007 a 2015
Medidas da ficha de cada geração. Confira a linha da sua versão e ano, e o manual da sua moto, antes de comprar.
Lojas com pneu traseiro para a MV Agusta F4 1000
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Anunciar nesta páginaProdutos de marca para a MV Agusta F4 1000
Pirelli Diablo Rosso IV110/70-17, 120/60-17, 120/70-17 e outras
Pirelli Diablo Rosso IV Corsa120/70-17, 180/55-17, 180/60-17 e outras
Pirelli Diablo Rosso III100/80-17, 110/70-17, 120/65-17 e outras
Pirelli Diablo Rosso II100/80-17, 110/70-17, 120/70-17 e outras
Dunlop Sportmax D214190/55-17
Metzeler Roadtec 02120/70-17, 110/80-19, 150/70-17 e outras
Metzeler Roadtec 01100/80-17, 120/70-17, 80/100-18 e outras
Pela medida mais comum no modelo (190/55ZR17) e pelas aplicações dos fabricantes. A medida muda entre versões e anos: confira a linha da sua na tabela.
Pneu traseiro por versão e ano
| Versão | Anos | Medida |
|---|---|---|
| F4 1000 | 2012–2015 | 190/55ZR17 |
| F4 1000 RR | 2010–2015 | 190/55ZR17 |
| F4 1000 RR | 2007–2009 | 190/55ZR17 |
| F4 R 312 | 2007–2008 | 190/55ZR17 |
Cada linha leva à página da peça naquela geração, com as lojas e a ficha completa.
O pneu traseiro certa para cada F4 1000
Em todas as versões e anos da MV Agusta F4 1000 com a medida na ficha, o pneu traseiro é a mesma: 190/55ZR17.
Decifrando 190/55ZR17: 190 é a largura da banda, em milímetros; 55 é o perfil: a altura da lateral equivale a 55% da largura, ou cerca de 105 mm; a construção é radial (o "ZR" indica pneu radial para velocidade acima de 240 km/h); 17 é o diâmetro do aro, em polegadas.
Como a referência não informa índice de carga e símbolo de velocidade, confira esses dois números na lateral do pneu traseiro que está na moto e não compre abaixo deles.
Para que serve o pneu traseiro da F4 1000
O pneu traseiro é o ponto onde a força do motor vira movimento. Toda a tração passa por aquele pedaço de borracha que encosta no asfalto, e é ele também que carrega a maior parte do peso da moto, do piloto e da garupa. Na frenagem, ajuda a segurar a moto; na curva, divide com o dianteiro o trabalho de manter a trajetória.
Por isso o traseiro costuma gastar mais rápido que o dianteiro: além do peso, ele sofre com cada arrancada e cada redução de marcha. Pneu gasto ou com pressão errada muda o comportamento da moto inteira, principalmente no molhado.
Como o pneu traseiro trabalha na F4 1000
Para entender o pneu traseiro desta moto, vale olhar a ficha: a F4 1000 é uma esportiva de 998 cc. As rodas são de liga leve. Os pneus são sem câmara (tubeless). O freio dianteiro é a disco, com pinça e pastilhas. Atrás, o freio também é a disco.
Pneu sem câmara perde ar devagar quando fura, o que dá tempo de chegar à borracharia. O reparo correto é feito com o pneu desmontado, por dentro. Na troca, peça válvula nova.
Com ABS, mantenha a medida original nos dois pneus. Na desmontagem da roda, o sensor fica perto do disco ou do cubo e não deve ser forçado nem ficar com folga errada na montagem.
Em moto de cilindrada alta, como a F4 1000, pneu com borracha endurecida ou pressão errada aparece logo na saída de curva. Calibragem em dia e pneu dentro da validade são parte da segurança, não detalhe.
Sinais de que o pneu traseiro da F4 1000 precisa de troca
Alguns sinais são de desgaste normal e pedem troca programada; outros indicam dano na estrutura e pedem troca imediata. Vale saber separar uns dos outros.
- Trincas e ressecamento. Rachaduras finas na lateral ou no fundo dos sulcos mostram que a borracha envelheceu. Isso acontece com o tempo, com sol e com a moto parada, mesmo que o pneu tenha sulco de sobra. Borracha ressecada segura menos e pode trincar mais fundo.
- Bolha ou calombo na lateral. Uma bolha na lateral ou na banda indica que a estrutura interna do pneu se rompeu, em geral depois de uma pancada em buraco ou meio-fio. Não dá para consertar e não dá para continuar rodando: o pneu pode estourar. A troca é imediata.
- Vibração ou traseira rebolando. Vibração que aumenta com a velocidade ou a traseira "rebolando" em reta podem vir de pneu deformado, mal assentado no aro ou sem balanceamento. Também podem vir da roda ou da suspensão, por isso vale avaliar o conjunto.
- Perde pressão com frequência. Se você calibra e em poucos dias o pneu de trás está baixo de novo, há vazamento em algum ponto: furo pequeno, válvula, talão mal assentado ou aro com problema. Rodar com pressão baixa aquece o pneu e acelera o desgaste das laterais.
- Corte ou objeto cravado. Prego, parafuso ou caco de vidro preso na banda pedem avaliação de borracheiro. Corte na lateral, mesmo pequeno, costuma condenar o pneu, porque ali a borracha flexiona o tempo todo e o reparo não segura com segurança.
O que conferir antes de comprar o pneu traseiro
Antes de comparar marcas e preços, acerte o básico: medida, índices, tipo de montagem e o uso que você faz da moto.
- Construção radial ou diagonal. Na medida, um R antes do aro indica pneu radial; um traço ou um B indicam construção diagonal. Fique na construção original ou na que o fabricante da moto aceita, porque ela muda o comportamento e a combinação com o pneu dianteiro.
- Data de fabricação e selo do Inmetro. Na lateral há um código de quatro dígitos com a semana e o ano de fabricação (por exemplo, 2423 é a semana 24 de 2023). Prefira pneu recente e recuse pneu sem o selo do Inmetro ou de procedência que a loja não sabe explicar.
- A medida desta moto. Na ficha, o traseiro indicado é 190/55ZR17. É a medida para a qual a moto foi acertada: suspensão, relação, velocímetro e espaço na balança contam com ela.
- Pneu sem câmara (TL). Na roda sem câmara, procure a sigla TL ou "tubeless" na lateral. É ela que garante que o talão foi feito para vedar sozinho contra o aro.
- Traseiro de verdade e sentido de rotação. Muitos pneus são feitos para uma posição específica e trazem a indicação REAR (traseiro) na lateral, além de uma seta com o sentido de rotação. Pneu dianteiro montado atrás tem estrutura diferente e não deve ser usado.
Outros modelos com o pneu traseiro igual
Fora da F4 1000, 29 outros modelos usam a mesma referência (pneu 190/55R17). Alguns deles:
- Honda CB 1000R 2018–2025
- Yamaha YZF-R1 2015–2016
- BMW R 1300 RT 719 ASA 2026–2027
- BMW K 1600 GTL 2011–2026
- BMW S 1000 RR 2020–2026
- BMW S 1000 R 2014–2021
- BMW S 1000 XR 2016–2020
- BMW HP4 Competition 2013–2014
- BMW K 1300 S 2009–2014
- Triumph Speed Triple 1050 R 2016–2017
- Triumph Trophy SE 1200 2013–2014
- Kawasaki Ninja ZX-10R 2021–2027
Como é feita a troca do pneu traseiro da F4 1000
A troca do pneu traseiro mexe em freio, eixo e transmissão, e a montagem do pneu no aro pede ferramenta própria. O normal é deixar o serviço com a borracharia ou a oficina, mas vale saber o que precisa ser feito para cobrar cada etapa.
- Moto firme e roda no ar. Apoie a moto no cavalete central ou num cavalete de oficina, com a roda traseira livre. Moto que balança durante o serviço derruba ferramenta, risca peça e pode cair.
- Solte o freio e a transmissão. Antes de puxar o eixo, a roda precisa ficar livre do freio e da corrente ou do cardã. Fotos antes de desmontar ajudam muito na hora de montar de volta.
- Tire o eixo e guarde os espaçadores. Com o eixo fora, a roda desce. Repare nas buchas laterais e no suporte do freio, que costumam cair junto: cada peça volta exatamente para o mesmo lugar.
- Desmonte o pneu velho e examine a roda. Na borracharia, o pneu sai com máquina ou espátulas apropriadas, sem riscar o aro. É a hora de olhar o aro por dentro, a fita protetora (nas rodas com câmara), os rolamentos e as borrachas do cubo.
- Monte o pneu novo no sentido certo. O pneu entra com a seta de rotação apontando para o lado em que a roda gira para a frente. O talão recebe lubrificante de montagem próprio, nunca graxa ou óleo, para assentar sem danificar a borracha.
- Calibre, teste e balanceie. Com o pneu cheio, vem o teste de vazamento na válvula e no talão e, de preferência, o balanceamento. A pressão final é a do manual ou da etiqueta da moto, com o pneu frio.
- Recoloque a roda e alinhe. Montagem é o inverso da desmontagem, com dois cuidados: alinhamento da roda pelas marcas da balança, nas motos com corrente, e aperto correto do eixo. Contrapino usado se troca por um novo.
- Regule e teste o freio. Antes de rodar, acione o freio traseiro várias vezes. No tambor, regule a folga do comando pela porca da vareta ou pelo regulador do cabo; no disco, bombeie o pedal (ou o manete, nas scooters) até ele ficar firme. Gire a roda e veja se ela não fica raspando.
Se você não tem cavalete, torquímetro e experiência com freio e corrente, deixe a troca completa com a oficina. Peça o pneu velho de volta para ver o desgaste e descarte em ponto de coleta. Nos primeiros dias, pilote com calma até a banda perder o brilho de fábrica.
Erros comuns com o pneu traseiro
Alguns desses erros parecem economia, outros parecem só detalhe. Na prática, todos pesam no bolso e na segurança.
- Comprar pneu velho de estoque ou usado. Pneu "meia vida" parece economia, mas você não sabe por onde ele andou. No traseiro, que carrega o peso, isso pesa ainda mais.
- Esquecer o alinhamento e o aperto do eixo. Roda montada torta ou eixo mal apertado deixam a moto instável e gastam pneu e transmissão. Depois de qualquer troca, nas motos com corrente, as marcas dos dois lados da balança precisam bater e a porca precisa ter trava.
- Inverter o sentido de rotação. A seta na lateral não é enfeite. Pneu ao contrário perde eficiência no molhado e pode ter comportamento diferente na frenagem.
- Rodar com reparo provisório. Selante em spray e reparo rápido são soluções de estrada. Rodar semanas assim, sem avaliação, é contar com a sorte.
Cuidados que aumentam a vida do pneu de trás
O pneu traseiro gasta de qualquer jeito, mas o ritmo depende de você. Estes cuidados valem para qualquer moto.
- Proteja do sol e da moto parada. Borracha envelhece com sol, calor e falta de uso. Se a moto vai ficar parada semanas, deixe no cavalete central, se tiver, ou mude a posição de tempos em tempos e mantenha a pressão em dia.
- Mantenha a suspensão em ordem. Se a traseira balança demais depois de uma lombada, o amortecedor pode estar fraco. Isso aparece no pneu como desgaste desigual, mesmo com calibragem certa.
- Acelere e freie com suavidade. Arrancada forte com a roda patinando e frenagem que trava a roda de trás arrancam borracha do pneu. Pilotagem suave é o jeito mais barato de fazer o pneu traseiro durar.
- Cuidado com buraco e meio-fio. Pancadas fortes em buraco, lombada sem reduzir ou subida de meio-fio podem romper a estrutura interna do pneu e amassar o aro. Às vezes o estrago só aparece dias depois, como bolha na lateral.
Perguntas frequentes
Qual pneu traseiro serve na MV Agusta F4 1000?
Em todas as gerações com a medida conferida, a referência é 190/55ZR17.
Quantas libras coloco no pneu de trás?
Quem manda é o manual da sua moto. O valor muda conforme o modelo e conforme a carga, e o traseiro costuma pedir mais pressão que o dianteiro. Calibre a frio e, se for levar garupa, use o valor indicado para isso.
Pneu mais grosso atrás faz mal?
O ideal é manter a medida original. Pneu mais largo pode até caber, mas costuma piorar a dirigibilidade, pode raspar em peças e altera o diâmetro da roda. Algumas motos aceitam medida alternativa; isso precisa vir do manual.
O que significa 57P no pneu?
São dois códigos padronizados: o número diz a carga máxima por pneu e a letra diz a velocidade máxima. Na troca, não compre abaixo do original em nenhum dos dois.
Pneu velho pouco rodado ainda serve?
A borracha envelhece mesmo sem uso. Pneu antigo pode ter sulco de sobra e ainda assim estar duro, ressecado e com pouca aderência. Verifique a data na lateral e o estado da borracha; trincas e ressecamento indicam troca.