Comando de válvulas da Yamaha Crypton T115
A peça certa para cada versão e ano da Crypton T115, de 2010 a 2016, com o guia para escolher e trocar.
- 3 versões
- 3 gerações
- 2010–2016
Comando de válvulas de reposição
1 código
- Modelo
- Yamaha Crypton T115
- Anos
- 2010 a 2016
Peça específica do modelo: na loja, informe a versão, o ano e, se possível, o número do chassi.
Lojas com comando de válvulas para a Yamaha Crypton T115
Tem loja de peças ou oficina? Apareça aqui para quem procura comando de válvulas para a Yamaha Crypton T115. R$ 29,90 por ano, com botão para o seu WhatsApp ou site.
Anunciar nesta páginaComando de válvulas por versão e ano
| Versão | Anos |
|---|---|
| T115 Crypton ED | 2010–2016 |
| T115 Crypton K | 2010–2016 |
| T115 Crypton ED Penélope | 2014 |
Cada linha leva à página da peça naquela geração, com as lojas e a ficha completa.
O comando de válvulas certa para cada Crypton T115
O comando de válvulas da Yamaha Crypton T115 é peça específica do modelo e pode mudar entre versões e gerações, mesmo quando o visual é parecido. A tabela desta página mostra todas as versões e anos da Crypton T115 em que a peça existe; cada linha leva à página daquela geração.
Comando de válvulas de reposição para a Yamaha Crypton T115
Para a Yamaha Crypton T115, os catálogos de peças de reposição trazem 1 código de comando de válvulas, de SMARTFOX, de 2010 a 2015.
Os itens abaixo são de fabricantes e distribuidores de reposição, cada um com o seu código. Na loja, informe o código e confirme a cor ou o tipo, que mudam de um ano para outro.
| Código | Peça | Cor / tipo | Marca |
|---|---|---|---|
| 2010 a 2015 | |||
| FIT9760 | Arvore comando Neo T 115 2010 a 2015 | SMARTFOX | |
| FIT9760 | Arvore comando Neo T 115 2010 a 2015 | SMARTFOX | |
Para que serve o comando de válvulas da Crypton T115
Pense no comando como a partitura do motor. O virabrequim dá o ritmo, a corrente leva esse ritmo até o cabeçote, e a árvore de comando, com seus ressaltos, diz a cada válvula, de admissão ou de escape, a hora exata de abrir e de fechar.
É uma peça robusta, que dura muito com óleo em dia. O desgaste aparece com falta de lubrificação, folga de válvulas esquecida ou balancim e tucho já ruins. O ressalto vai sendo rebaixado aos poucos, a regulagem não para no lugar e o motor perde rendimento. Quase sempre há aviso antes, em forma de barulho no cabeçote.
O que muda no comando de válvulas da Crypton T115
Para entender o comando de válvulas desta moto, vale olhar a ficha: a Crypton T115 é uma motoneta (cub) de 114 cc. O motor é quatro tempos, com óleo no cárter e válvulas no cabeçote. O arrefecimento é a ar, pelas aletas do cilindro, sem radiador. A alimentação é por carburador. Não há filtro de óleo de troca: a limpeza do óleo fica com a tela e com as trocas no prazo.
Motos de baixa cilindrada usadas para trabalho rodam muito e costumam chegar à oficina com barulho no cabeçote por regulagem atrasada. Na Crypton T115, cuidar da folga e do óleo é o que mais adia a troca do comando.
Em motor carburado, um comando esportivo quase sempre exige refazer o acerto do carburador. Sem isso, a mistura fica errada, o consumo sobe e o motor pode esquentar mais do que deveria.
A Crypton T115 depende do vento e do óleo para resfriar o cabeçote. Isso deixa o barulho do comando bem audível, sem camisa de água abafando, e torna a troca de óleo no prazo a melhor proteção da árvore.
Ressalto gasto e outros avisos do comando de válvulas
Os sintomas abaixo são os que mais levam o mecânico a olhar a árvore de comando. Um sozinho é pista; dois ou três juntos já pedem inspeção dos ressaltos.
- Folga de válvula que cresce rápido. Regulagem que dura pouco é sinal de desgaste em andamento. O ressalto vai sendo comido, a distância até a válvula aumenta e a folga abre de novo, mesmo com o parafuso firme na contraporca.
- Mancal riscado no cabeçote. Em muitos motores a árvore gira direto sobre mancais usinados no cabeçote. Falta de óleo deixa riscos nos colos do eixo e nos mancais. Com mancal muito marcado, o cabeçote também entra na conta.
- Barulho no cabeçote que não some. Um batido seco na parte de cima do motor, que acompanha a rotação, quase sempre começa como folga de válvula. Quando a regulagem é feita direito e o barulho continua ou volta logo, a suspeita passa para o ressalto, o balancim ou o tucho.
- Motor sem fôlego em rotação alta. Com o ressalto rebaixado, a válvula abre menos e por menos tempo. O motor respira mal, a moto parece "amarrada" quando você estica a marcha e a velocidade final cai.
- Marcha lenta irregular e partida difícil. Lenta instável tem muitas causas, mas se vela, filtro e alimentação já foram conferidos, vale lembrar do comando. Ressalto gasto ou ponto do comando fora deixam a marcha lenta sem firmeza.
Como escolher o comando de válvulas certo para a Crypton T115
Um comando errado pode até encaixar e mesmo assim mudar o ponto, a abertura das válvulas ou o funcionamento do motor. Leve as informações da moto e, se der, a peça velha.
- Comando de admissão e comando de escape. Se o motor tem dois comandos no cabeçote, o de admissão e o de escape têm códigos próprios. Em motores de um comando só, a mesma árvore cuida das duas válvulas.
- Juntas e peças do serviço. Junta reaproveitada vaza. Aproveite a desmontagem para avaliar corrente, guias e tensor: eles mantêm o ponto do comando e, se estiverem cansados, o comando novo vai trabalhar fora de sincronia.
- Com rolamentos ou sem rolamento. Nos motores em que o comando gira em rolamentos, existem árvores vendidas com os rolamentos já prensados e outras sem rolamento. Rolamento velho com folga num comando novo é economia que não compensa.
- Aplicação exata: modelo, ano e versão. Informe modelo, ano, versão e, se tiver, o código da peça. Há modelos que trocaram de árvore entre uma geração e outra, e versões do mesmo ano com comandos diferentes. Visual parecido não garante o mesmo perfil.
- Acabamento e procedência. Os ressaltos precisam de superfície endurecida e bem acabada, sem rebarba, risco ou mancha. Árvore de qualidade ruim gasta rápido e leva o balancim junto. Compre com nota fiscal, em loja que informe a garantia.
Como é feita a troca do comando de válvulas da Crypton T115
A troca do comando é serviço de oficina. Mexe no ponto do comando, na regulagem das válvulas e, em alguns motores, em peças que só saem com ferramenta própria. Conhecer as etapas ajuda você a acompanhar e a cobrar o serviço certo.
- Diagnóstico com o motor frio. Antes de condenar a árvore, a oficina descarta as causas mais simples do barulho no cabeçote. O serviço é feito com o motor frio, porque a folga é especificada a frio e o cabeçote quente deforma com mais facilidade.
- Acesso ao cabeçote. O caminho até o comando passa por peças externas. O mecânico protege as aberturas com pano limpo e guarda parafusos separados por posição, porque costumam ter tamanhos diferentes.
- Motor no ponto. Tudo começa com o motor no ponto: pistão em cima, válvulas fechadas, marcas alinhadas. O mecânico anota ou fotografa a posição das marcas antes de soltar qualquer peça.
- Alívio do tensor e da engrenagem. Com o tensor aliviado, a corrente afrouxa e a engrenagem sai. Prender a corrente no alto é cuidado básico: ela não pode escorregar e perder a posição no virabrequim.
- Retirada da árvore de comando. A árvore sai depois de liberar o que a prende ao cabeçote. Cada peça retirada é identificada, porque capas de mancal, eixos e balancins não devem trocar de posição na montagem.
- Inspeção do conjunto. É a hora de avaliar o par do comando e o que mantém o ponto: corrente e tensor. Também vale olhar se as passagens de óleo do cabeçote estão limpas, porque falta de óleo é causa comum de ressalto gasto.
- Montagem lubrificada e ponto do comando. Nada vai seco para dentro do motor. Com o virabrequim ainda no ponto, a árvore nova é posicionada, a engrenagem casa com a corrente sem folga e as marcas precisam coincidir. Diferença de um dente se corrige aqui.
- Giro à mão e folga das válvulas. O motor é girado à mão algumas voltas, sem forçar, e as marcas são conferidas de novo no tempo de compressão. Depois, a folga das válvulas é regulada no valor do manual, porque o comando novo muda a referência.
- Fechamento e primeira partida. A tampa volta com junta nova e aperto correto, e o óleo é completado ou trocado. Na partida, o barulho no cabeçote deve ter sumido. O mecânico verifica vazamentos e marcha lenta antes de liberar a moto.
Peça a nota com as peças trocadas e a garantia do serviço. Nas primeiras centenas de quilômetros, rode sem esticar o motor e volte à oficina se aparecer qualquer ruído novo. Na revisão seguinte, peça para conferir de novo a folga das válvulas.
Erros que gastam o comando novo antes da hora
Antes de trocar a árvore de comando, vale conhecer os erros que mais aparecem e que fazem o barulho no cabeçote voltar.
- Pôr comando bravo sem pensar no resto. Comando esportivo sem acerto de alimentação e sem molas compatíveis é receita de motor irregular, consumo alto e quebra, além do risco de deixar a moto fora das regras de emissão.
- Trocar capas, balancins ou comandos de lugar. Sem marcação na desmontagem, é fácil inverter peças. Capa no lugar errado pode travar a árvore, e comando de admissão no lugar do de escape tira o motor do funcionamento correto.
- Trocar sem diagnóstico. Corrente frouxa, tensor no fim e folga desregulada também fazem barulho no cabeçote. Trocar a árvore sem descartar essas causas pode não resolver nada.
- Trocar só o comando e manter o par gasto. Economizar no balancim quando ele já está gasto é jogar fora a árvore nova. Decida com base no que foi visto na desmontagem, não no preço.
Manutenção que protege os ressaltos do comando
O cabeçote fica no ponto mais alto do motor e é um dos últimos lugares a receber óleo. Cuidar do comando é, antes de tudo, cuidar da lubrificação.
- Filtro de ar bem vedado. Filtro de ar sujo, rasgado ou mal assentado deixa abrasivo entrar no motor. Limpe ou troque no prazo do manual, e com mais frequência se rodar em terra.
- Cuidado com moto parada muito tempo. Moto que fica muito tempo sem uso perde a película de óleo nos ressaltos. Na volta, evite acelerar logo de cara e, se o óleo estiver velho, troque antes de rodar.
- Óleo certo e no prazo. O contato entre ressalto e balancim ou tucho é dos mais exigidos do motor e vive de uma película fina de óleo. Use a viscosidade e a especificação do manual e não estique a troca.
- Nível sempre em dia. Moto que queima ou vaza um pouco de óleo chega fácil ao mínimo entre uma troca e outra. Olhar o nível regularmente é a proteção mais barata para a árvore de comando.
Perguntas frequentes
Comando esportivo deixa a moto mais forte?
Pode render mais em rotação alta, mas cobra o preço: lenta pior, consumo maior, desgaste mais rápido de molas, válvulas e balancins, e necessidade de acertar alimentação. Também pode tirar a moto dos limites de emissão aprovados, o que é problema em fiscalização.
Posso usar árvore de comando de outro modelo?
Só quando a aplicação indica. Encaixar no cabeçote não significa funcionar igual: o perfil dos ressaltos muda o ponto, a abertura das válvulas e o comportamento do motor. Na dúvida, fique com a peça do seu modelo.
Precisa trocar o balancim junto com o comando?
Nem sempre, mas o balancim ou o tucho precisa ser avaliado. Se a face de contato está marcada, ela vai gastar o comando novo. Quando o ressalto está muito gasto, é comum o par ter desgastado junto e ser trocado na mesma desmontagem.
Ressalto gasto tem conserto?
Existem retíficas que recuperam comandos, mas em motos de pequena e média cilindrada o caminho mais comum é trocar. A ponta do ressalto tem tratamento de endurecimento, e recuperação mal feita gasta rápido e leva o balancim junto.