Comando de válvulas de moto
Qual comando de válvulas serve na sua moto? Escolha a marca, o modelo e o ano para ver a página da peça na sua moto.
Lojas que vendem comando de válvulas de moto
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Anunciar nesta páginaComando de válvulas por moto
Uma amostra das motos mais comuns. Para a sua, use “Qual é a sua moto?” no alto da página ou a busca.
Comando de válvulas de reposição por modelo
- Comando de válvulas da Honda Biz 100 1 código
- Comando de válvulas da Honda Biz 110i 1 código
- Comando de válvulas da Honda Biz 125 2 códigos
- Comando de válvulas da Honda Bros 150 1 código
- Comando de válvulas da Honda Bros 160 2 códigos
- Comando de válvulas da Honda CBX 200 Strada 1 código
- Comando de válvulas da Honda CG 125 4 códigos
- Comando de válvulas da Honda CG 150 6 códigos
- Comando de válvulas da Honda CG 160 2 códigos
- Comando de válvulas da Honda CRF 230F 1 código
- Comando de válvulas da Honda Pop 100 1 código
- Comando de válvulas da Honda Pop 110i 1 código
- Comando de válvulas da Honda XRE 190 1 código
- Comando de válvulas da Yamaha Crypton T115 1 código
- Comando de válvulas da Yamaha Factor 125 2 códigos
- Comando de válvulas da Yamaha Fazer 250 1 código
- Comando de válvulas da Yamaha Lander 250 1 código
- Comando de válvulas da Yamaha Ténéré 250 1 código
- Comando de válvulas da Yamaha XTZ 125 2 códigos
Cada página reúne os códigos de reposição da peça para o modelo, separados por versão e ano.
O papel do comando de válvulas no motor
O comando de válvulas, que no balcão muita gente chama de árvore de comando, é um eixo de aço com saliências em formato de gota, os ressaltos ou cames. Ao girar, cada ressalto empurra a válvula, direto ou por meio de um balancim, e decide três coisas: quando ela abre, quanto abre e por quanto tempo fica aberta.
Ele gira na metade da velocidade do virabrequim e precisa andar em sincronia com o pistão. Esse acerto é o ponto do comando. Com o ponto certo e os ressaltos inteiros, o motor enche bem o cilindro e solta os gases na hora. Com ressalto gasto ou ponto fora, o motor perde força, gasta mais e começa a fazer barulho no cabeçote.
Sinais de comando de válvulas gasto na sua moto
O desgaste do comando é lento e silencioso no começo. Fique atento a estes sinais, porque pegar o problema cedo costuma poupar balancins, tuchos e o próprio cabeçote.
- Barulho no cabeçote que não some. O "tec-tec" no cabeçote é o aviso mais comum. Se ele resiste a uma regulagem de válvulas bem feita, com o motor frio e no ponto certo, a árvore de comando precisa ser examinada.
- Folga de válvula que cresce rápido. Regulagem que dura pouco é sinal de desgaste em andamento. O ressalto vai sendo comido, a distância até a válvula aumenta e a folga abre de novo, mesmo com o parafuso firme na contraporca.
- Motor sem fôlego em rotação alta. Perda de força que vem aos poucos, sem falha de ignição nem de alimentação, pode ser comando gasto. A diferença aparece mais nas retomadas e em subida com garupa.
- Marcha lenta irregular e partida difícil. Quando uma válvula abre menos que a outra, o motor fica desequilibrado em baixa: a lenta oscila, a moto morre no semáforo e a partida a frio exige mais tentativas.
- Ressalto gasto ou marcado. O ressalto saudável tem a superfície brilhante e uniforme. Picado, rebaixado ou com aspecto de casca soltando, ele está condenado, e o balancim ou tucho que trabalha nele precisa ser avaliado junto.
- Rolamento com folga ou ronco. Quando o comando trabalha em rolamentos, eles também cansam. Rolamento áspero ou com folga muda a posição do eixo, aumenta o barulho e acelera o desgaste dos ressaltos.
- Mancal riscado no cabeçote. Colo do comando riscado ou azulado indica que faltou lubrificação. O mecânico olha também o mancal do cabeçote, porque comando novo em mancal danificado não dura.
- Engrenagem do comando com dentes gastos. A engrenagem presa na árvore recebe a corrente. Dentes afinados, pontudos ou com formato de gancho mostram desgaste e podem deixar a corrente pular, tirando o motor do ponto.
Comando de válvulas na loja: o que perguntar
Comando de válvulas se compra pela aplicação, nunca pelo olho. Motores parecidos, e até anos diferentes do mesmo modelo, podem usar árvores diferentes. Estes são os pontos que importam.
- Aplicação exata: modelo, ano e versão. Informe modelo, ano, versão e, se tiver, o código da peça. Há modelos que trocaram de árvore entre uma geração e outra, e versões do mesmo ano com comandos diferentes. Visual parecido não garante o mesmo perfil.
- Completa com engrenagem ou só o eixo. Pergunte o que vem na caixa. Árvore completa com engrenagem já resolve o desgaste dos dentes; a versão só do eixo exige que a engrenagem antiga esteja boa e que as marcas de ponto sejam transferidas corretamente.
- Com rolamentos ou sem rolamento. Nos motores em que o comando gira em rolamentos, existem árvores vendidas com os rolamentos já prensados e outras sem rolamento. Rolamento velho com folga num comando novo é economia que não compensa.
- Descompressor e detalhes do eixo. Em muitos motores, a árvore traz um descompressor que alivia a compressão na partida. Compare a peça nova com a velha: descompressor, pinos, furos de óleo e encaixe da engrenagem precisam ser iguais.
- Comando de admissão e comando de escape. Em motores com duplo comando, há uma árvore de admissão e outra de escape, com perfis diferentes. Elas não se trocam entre si. Peça pela posição certa.
- Comando bravo ou esportivo. Comando bravo abre as válvulas mais e por mais tempo. Pode render mais em alta, mas costuma piorar a lenta, aumentar o consumo e cansar molas, balancins e válvulas mais cedo. Também pode tirar a moto dos limites de emissão aprovados para o modelo, o que é problema em fiscalização e inspeção.
- Balancins ou tuchos junto. O ressalto trabalha encostado no balancim ou no tucho. Se essas peças estão marcadas, vão gastar o comando novo em pouco tempo. Peça a avaliação do par e inclua o que estiver ruim na mesma compra.
- Acabamento e procedência. Os ressaltos precisam de superfície endurecida e bem acabada, sem rebarba, risco ou mancha. Árvore de qualidade ruim gasta rápido e leva o balancim junto. Compre com nota fiscal, em loja que informe a garantia.
- Juntas e peças do serviço. Para trocar o comando, a tampa de válvulas ou do cabeçote será aberta. Inclua a junta, os anéis de vedação e, se a corrente e o tensor estiverem no fim, essas peças também, para não abrir o motor duas vezes.
Como é feita a troca do comando de válvulas da sua moto
A troca do comando é serviço de oficina. Mexe no ponto do comando, na regulagem das válvulas e, em alguns motores, em peças que só saem com ferramenta própria. Conhecer as etapas ajuda você a acompanhar e a cobrar o serviço certo.
- Diagnóstico com o motor frio. Antes de condenar a árvore, a oficina descarta as causas mais simples do barulho no cabeçote. O serviço é feito com o motor frio, porque a folga é especificada a frio e o cabeçote quente deforma com mais facilidade.
- Acesso ao cabeçote. Conforme a moto, saem banco, tanque, carenagens e tampas. Depois vem a tampa de válvulas ou a tampa do cabeçote.
- Motor no ponto. O virabrequim é girado até o ponto morto superior no tempo de compressão, com a marca do rotor alinhada à referência e as marcas da engrenagem do comando na posição do manual. Essa é a base para remontar tudo certo.
- Alívio do tensor e da engrenagem. Com o tensor aliviado, a corrente afrouxa e a engrenagem sai. Prender a corrente no alto é cuidado básico: ela não pode escorregar e perder a posição no virabrequim.
- Retirada da árvore de comando. A árvore sai depois de liberar o que a prende ao cabeçote. Cada peça retirada é identificada, porque capas de mancal, eixos e balancins não devem trocar de posição na montagem.
- Inspeção do conjunto. É a hora de avaliar o par do comando e o que mantém o ponto: corrente e tensor. Também vale olhar se as passagens de óleo do cabeçote estão limpas, porque falta de óleo é causa comum de ressalto gasto.
- Montagem lubrificada e ponto do comando. Ressaltos, colos e balancins recebem óleo limpo antes de montar. A árvore entra com as marcas da engrenagem alinhadas ao cabeçote, os parafusos recebem o aperto do manual e o tensor é liberado para esticar a corrente.
- Giro à mão e folga das válvulas. O motor é girado à mão algumas voltas, sem forçar, e as marcas são conferidas de novo no tempo de compressão. Depois, a folga das válvulas é regulada no valor do manual, porque o comando novo muda a referência.
- Fechamento e primeira partida. A tampa volta com junta nova e aperto correto, e o óleo é completado ou trocado. Na partida, o barulho no cabeçote deve ter sumido. O mecânico verifica vazamentos e marcha lenta antes de liberar a moto.
Peça a nota com as peças trocadas e a garantia do serviço. Nas primeiras centenas de quilômetros, rode sem esticar o motor e volte à oficina se aparecer qualquer ruído novo. Na revisão seguinte, peça para conferir de novo a folga das válvulas.
Como fazer o comando de válvulas da sua moto durar mais
O cabeçote fica no ponto mais alto do motor e é um dos últimos lugares a receber óleo. Cuidar do comando é, antes de tudo, cuidar da lubrificação.
- Óleo certo e no prazo. Óleo vencido perde a proteção justamente onde a pressão é maior, na ponta do ressalto. Troque no prazo do manual e antecipe se a moto roda em uso severo.
- Nível sempre em dia. Com óleo baixo, o cabeçote é o primeiro a sentir. Verifique o nível com frequência, na posição que o manual indica, e complete com o mesmo óleo.
- Calma com o motor frio. Não precisa esperar muito, mas evite acelerar alto com o motor recém-ligado. Os primeiros minutos com rotação moderada poupam ressaltos, mancais e balancins.
- Regulagem de válvulas no prazo. Folga certa garante que o ressalto toque o balancim ou o tucho de forma suave. Folga grande gera batida e desgaste; folga apertada demais força a válvula. O intervalo está no manual.
- Corrente e tensor em bom estado. Quem mantém o ponto do comando é a corrente, com o tensor. Corrente esticada ou tensor no fim atrasam a abertura das válvulas e deixam o comando trabalhando fora de sincronia.
- Filtro de ar bem vedado. Poeira que passa pelo filtro acaba no óleo e funciona como lixa nas superfícies do cabeçote. Filtro limpo e bem encaixado protege ressaltos e mancais.
- Cuidado com moto parada muito tempo. Depois de semanas parada, o óleo escorre do cabeçote e a primeira partida acontece com pouca lubrificação lá em cima. Ligue e deixe o motor funcionar em lenta por alguns instantes antes de sair.
Erros comuns com o comando de válvulas
Muita troca de comando volta para a oficina pelos mesmos motivos, quase sempre ligados ao par do ressalto, ao ponto ou à lubrificação.
- Trocar só o comando e manter o par gasto. Economizar no balancim quando ele já está gasto é jogar fora a árvore nova. Decida com base no que foi visto na desmontagem, não no preço.
- Montar fora do ponto. Errar o ponto do comando é o erro mais caro da troca. Por isso o serviço é de oficina, com manual de serviço e conferência das marcas em mais de uma volta do motor.
- Comprar sem saber o que vem na caixa. Árvore sem rolamento para um motor que usa rolamentos, ou só o eixo quando a engrenagem também está gasta, atrasa o serviço e leva a reaproveitar peça ruim.
- Pôr comando bravo sem pensar no resto. Comando esportivo sem acerto de alimentação e sem molas compatíveis é receita de motor irregular, consumo alto e quebra, além do risco de deixar a moto fora das regras de emissão.
- Trocar capas, balancins ou comandos de lugar. Capas de mancal são usinadas junto com o cabeçote e cada uma tem sua posição. Balancins e, nos motores de duplo comando, a árvore de admissão e a de escape também não se trocam.
- Trocar sem diagnóstico. Corrente frouxa, tensor no fim e folga desregulada também fazem barulho no cabeçote. Trocar a árvore sem descartar essas causas pode não resolver nada.
Perguntas frequentes
Árvore de comando é o mesmo que eixo de comando?
São a mesma peça. O nome muda conforme a região e a loja, mas todos falam do eixo com ressaltos que comanda as válvulas. O que muda de um anúncio para outro é o que vem junto: engrenagem, rolamentos ou só o eixo.
Ressalto gasto tem conserto?
Em geral, o ressalto gasto pede troca da árvore. Lixar ou retocar por conta própria tira a camada endurecida e piora o desgaste. Se pensar em recuperação, procure retífica especializada e compare com o custo de uma árvore nova.
Comando esportivo deixa a moto mais forte?
Para uso diário, raramente compensa. O motor fica mais nervoso em alta e pior em baixa, gasta mais e dura menos. Além do acerto do conjunto, há a questão legal: alterar o motor pode deixar a moto fora das regras de emissão e ruído.
O que é o ponto do comando?
É o sincronismo entre o comando e o virabrequim, que faz as válvulas abrirem na hora certa em relação ao pistão. As marcas na engrenagem e no cabeçote mostram a posição correta. Fora do ponto, o motor perde força e pode ter válvula tocando no pistão.
Precisa trocar o balancim junto com o comando?
Depende do estado. Comando e balancim trabalham encostados e costumam gastar juntos. O mecânico olha a face de cada balancim e decide com base no que viu, mostrando a você as peças retiradas.
Posso trocar o comando de válvulas em casa?
É serviço de oficina para a maioria dos donos. O passo a passo parece simples, mas exige manual de serviço, ferramenta e atenção às marcas de ponto. O custo de um erro é bem maior que a mão de obra.
Barulho no cabeçote é sempre o comando?
Pode ser, mas na maioria dos casos o barulho começa com folga de válvula a regular. Corrente esticada e tensor no fim também fazem ruído parecido. O comando vira suspeito quando a regulagem não segura ou quando a inspeção mostra ressalto gasto.
Comando de outra moto serve na minha?
Às vezes a mesma árvore atende mais de um modelo, e o catálogo mostra isso. Mas há comandos muito parecidos com perfil, engrenagem ou descompressor diferentes. Só use peça de outro modelo se a aplicação ou o código da peça confirmarem.
Árvore de comando com rolamento ou sem rolamento?
Primeiro, verifique se o seu motor usa rolamentos no comando. Se usa e eles têm folga ou aspereza, a árvore com rolamentos novos é a escolha mais segura. A versão sem rolamento exige comprar e prensar rolamentos à parte.
Comando de admissão e de escape são iguais?
Em motores de um comando só, a mesma árvore abre admissão e escape. Nos motores de duplo comando, há uma árvore de admissão e outra de escape, com perfis e códigos diferentes, e elas não podem ser invertidas.