tudo de moto

Comando de válvulas da Honda CBX 200 Strada

A peça certa para cada versão e ano da CBX 200 Strada, de 1993 a 2003, com o guia para escolher e trocar.

  • 1 versão
  • 1 geração
  • 1993–2003

Comando de válvulas de reposição

1 código

Modelo
Honda CBX 200 Strada
Anos
1993 a 2003

Peça específica do modelo: na loja, informe a versão, o ano e, se possível, o número do chassi.

Lojas com comando de válvulas para a Honda CBX 200 Strada

Tem loja de peças ou oficina? Apareça aqui para quem procura comando de válvulas para a Honda CBX 200 Strada. R$ 29,90 por ano, com botão para o seu WhatsApp ou site.

Anunciar nesta página

Comando de válvulas por versão e ano

VersãoAnos
CBX 200 Strada1993–2003

Cada linha leva à página da peça naquela geração, com as lojas e a ficha completa.

O comando de válvulas da Honda CBX 200 Strada: versão por versão

Na CBX 200 Strada, o comando de válvulas é desenhado para cada geração. A compra é pela aplicação: modelo, versão, ano e, se possível, o código da peça original ou o número do chassi.

Comando de válvulas de reposição para a Honda CBX 200 Strada

Para a Honda CBX 200 Strada, os catálogos de peças de reposição trazem 1 código de comando de válvulas, de SMARTFOX.

Os itens abaixo são de fabricantes e distribuidores de reposição, cada um com o seu código. Na loja, informe o código e confirme a cor ou o tipo, que mudam de um ano para outro.

CódigoPeçaCor / tipoMarca
Todos os anos
FIT9755Arvore comando CBX 200/ NX 200/ XR 200/ CRF230SMARTFOX
FIT9755Arvore comando CBX 200/ NX 200/ XR 200/ CRF230SMARTFOX

Alguns destes códigos servem também em outros modelos: Honda CRF 230F.

Para que serve o comando de válvulas da CBX 200 Strada

O comando de válvulas, que no balcão muita gente chama de árvore de comando, é um eixo de aço com saliências em formato de gota, os ressaltos ou cames. Ao girar, cada ressalto empurra a válvula, direto ou por meio de um balancim, e decide três coisas: quando ela abre, quanto abre e por quanto tempo fica aberta.

Ele gira na metade da velocidade do virabrequim e precisa andar em sincronia com o pistão. Esse acerto é o ponto do comando. Com o ponto certo e os ressaltos inteiros, o motor enche bem o cilindro e solta os gases na hora. Com ressalto gasto ou ponto fora, o motor perde força, gasta mais e começa a fazer barulho no cabeçote.

O que muda no comando de válvulas da CBX 200 Strada

Para entender o comando de válvulas desta moto, vale olhar a ficha: a CBX 200 Strada é uma street de 197 cc. É um motor quatro tempos, lubrificado pelo óleo do cárter. O arrefecimento é a ar, pelas aletas do cilindro, sem radiador. O combustível chega ao motor por carburador, sem bomba elétrica nem central de injeção. Não há filtro de óleo de troca: a limpeza do óleo fica com a tela e com as trocas no prazo.

A CBX 200 Strada depende do vento e do óleo para resfriar o cabeçote. Isso deixa o barulho do comando bem audível, sem camisa de água abafando, e torna a troca de óleo no prazo a melhor proteção da árvore.

Na CBX 200 Strada, que é carburada, comando gasto ou ponto atrasado deixam a moto fraca e com lenta ruim, e muita gente tenta resolver no carburador. A ordem certa é conferir folga de válvulas e ponto do comando antes de mexer na carburação.

Motos de baixa cilindrada usadas para trabalho rodam muito e costumam chegar à oficina com barulho no cabeçote por regulagem atrasada. Na CBX 200 Strada, cuidar da folga e do óleo é o que mais adia a troca do comando.

Ressalto gasto e outros avisos do comando de válvulas

Comando gasto raramente dá defeito de uma vez. Ele vai avisando com barulho no cabeçote, regulagem que não se mantém e perda de fôlego. Vários desses sinais também têm outras causas, por isso a confirmação é feita com a tampa aberta.

  • Ressalto gasto ou marcado. O ressalto saudável tem a superfície brilhante e uniforme. Picado, rebaixado ou com aspecto de casca soltando, ele está condenado, e o balancim ou tucho que trabalha nele precisa ser avaliado junto.
  • Marcha lenta irregular e partida difícil. Lenta instável tem muitas causas, mas se vela, filtro e alimentação já foram conferidos, vale lembrar do comando. Ressalto gasto ou ponto do comando fora deixam a marcha lenta sem firmeza.
  • Folga de válvula que cresce rápido. A oficina regula a folga e, bem antes do prazo do manual, ela já está maior. Isso mostra que alguma superfície está perdendo material, e o ressalto gasto é uma das explicações mais frequentes.
  • Rolamento com folga ou ronco. Em motores em que a árvore gira apoiada em rolamentos, um rolamento gasto deixa o eixo com folga e faz um ronco ou chiado no cabeçote. Girando o rolamento com a mão, ele fica áspero ou com jogo.

Árvore de comando: o que conferir antes de comprar

Comando de válvulas se compra pela aplicação, nunca pelo olho. Motores parecidos, e até anos diferentes do mesmo modelo, podem usar árvores diferentes. Estes são os pontos que importam.

  • Comando bravo ou esportivo. Comando bravo abre as válvulas mais e por mais tempo. Pode render mais em alta, mas costuma piorar a lenta, aumentar o consumo e cansar molas, balancins e válvulas mais cedo. Também pode tirar a moto dos limites de emissão aprovados para o modelo, o que é problema em fiscalização e inspeção.
  • Aplicação exata: modelo, ano e versão. Informe modelo, ano, versão e, se tiver, o código da peça. Há modelos que trocaram de árvore entre uma geração e outra, e versões do mesmo ano com comandos diferentes. Visual parecido não garante o mesmo perfil.
  • Completa com engrenagem ou só o eixo. Pergunte o que vem na caixa. Árvore completa com engrenagem já resolve o desgaste dos dentes; a versão só do eixo exige que a engrenagem antiga esteja boa e que as marcas de ponto sejam transferidas corretamente.
  • Comando de admissão e comando de escape. Em motores com duplo comando, há uma árvore de admissão e outra de escape, com perfis diferentes. Elas não se trocam entre si. Peça pela posição certa.

Como é feita a troca do comando de válvulas da CBX 200 Strada

A troca do comando é serviço de oficina. Mexe no ponto do comando, na regulagem das válvulas e, em alguns motores, em peças que só saem com ferramenta própria. Conhecer as etapas ajuda você a acompanhar e a cobrar o serviço certo.

  1. Diagnóstico com o motor frio. Antes de condenar a árvore, a oficina descarta as causas mais simples do barulho no cabeçote. O serviço é feito com o motor frio, porque a folga é especificada a frio e o cabeçote quente deforma com mais facilidade.
  2. Acesso ao cabeçote. Conforme a moto, saem banco, tanque, carenagens e tampas. Depois vem a tampa de válvulas ou a tampa do cabeçote.
  3. Motor no ponto. O virabrequim é girado até o ponto morto superior no tempo de compressão, com a marca do rotor alinhada à referência e as marcas da engrenagem do comando na posição do manual. Essa é a base para remontar tudo certo.
  4. Alívio do tensor e da engrenagem. Com o tensor aliviado, a corrente afrouxa e a engrenagem sai. Prender a corrente no alto é cuidado básico: ela não pode escorregar e perder a posição no virabrequim.
  5. Retirada da árvore de comando. A árvore sai depois de liberar o que a prende ao cabeçote. Cada peça retirada é identificada, porque capas de mancal, eixos e balancins não devem trocar de posição na montagem.
  6. Inspeção do conjunto. É a hora de avaliar o par do comando e o que mantém o ponto: corrente e tensor. Também vale olhar se as passagens de óleo do cabeçote estão limpas, porque falta de óleo é causa comum de ressalto gasto.
  7. Montagem lubrificada e ponto do comando. Nada vai seco para dentro do motor. Com o virabrequim ainda no ponto, a árvore nova é posicionada, a engrenagem casa com a corrente sem folga e as marcas precisam coincidir. Diferença de um dente se corrige aqui.
  8. Giro à mão e folga das válvulas. Antes de qualquer partida, duas ou mais voltas no motor com a mão. Se algo prende, para tudo. Com o ponto confirmado, regula-se a folga de admissão e de escape com calibre de lâminas.
  9. Fechamento e primeira partida. A tampa volta com junta nova e aperto correto, e o óleo é completado ou trocado. Na partida, o barulho no cabeçote deve ter sumido. O mecânico verifica vazamentos e marcha lenta antes de liberar a moto.

Peça a nota com as peças trocadas e a garantia do serviço. Nas primeiras centenas de quilômetros, rode sem esticar o motor e volte à oficina se aparecer qualquer ruído novo. Na revisão seguinte, peça para conferir de novo a folga das válvulas.

Cuidados que preservam a árvore de comando

O cabeçote fica no ponto mais alto do motor e é um dos últimos lugares a receber óleo. Cuidar do comando é, antes de tudo, cuidar da lubrificação.

  • Regulagem de válvulas no prazo. A regulagem de válvulas é a revisão que mais conversa com o comando. Feita no prazo e no valor do manual, ela mantém o contato correto e evita o ressalto gasto.
  • Cuidado com moto parada muito tempo. Depois de semanas parada, o óleo escorre do cabeçote e a primeira partida acontece com pouca lubrificação lá em cima. Ligue e deixe o motor funcionar em lenta por alguns instantes antes de sair.
  • Corrente e tensor em bom estado. Barulho de corrente no cabeçote também é problema do comando, porque o sincronismo depende dela. Resolver cedo evita que a engrenagem da árvore e a corrente se desgastem juntas.

Erros comuns com o comando de válvulas

Antes de trocar a árvore de comando, vale conhecer os erros que mais aparecem e que fazem o barulho no cabeçote voltar.

  • Trocar só o comando e manter o par gasto. Balancim ou tucho marcado copia o desgaste no ressalto novo, e o barulho volta em pouco tempo. Comando e peças de contato precisam ser avaliados juntos.
  • Montar fora do ponto. Errar o ponto do comando é o erro mais caro da troca. Por isso o serviço é de oficina, com manual de serviço e conferência das marcas em mais de uma volta do motor.
  • Trocar capas, balancins ou comandos de lugar. Sem marcação na desmontagem, é fácil inverter peças. Capa no lugar errado pode travar a árvore, e comando de admissão no lugar do de escape tira o motor do funcionamento correto.

Perguntas frequentes

Árvore de comando com rolamento ou sem rolamento?

Depende do motor e do estado dos rolamentos. Se o motor usa rolamentos na árvore, comprar a peça com eles já prensados evita reaproveitar rolamento cansado. A versão sem rolamento serve quando os seus estão bons ou quando o eixo gira direto no cabeçote.

Trocar a árvore de comando é difícil?

Não é recomendado sem experiência. A troca envolve ponto do comando, tensor da corrente, aperto dos parafusos e regulagem de válvulas. Um erro de montagem pode fazer válvula bater no pistão. Leve a uma oficina de confiança.

O tec-tec do motor pode ser ressalto gasto?

Pode ser, mas na maioria dos casos o barulho começa com folga de válvula a regular. Corrente esticada e tensor no fim também fazem ruído parecido. O comando vira suspeito quando a regulagem não segura ou quando a inspeção mostra ressalto gasto.

Comando de válvulas e árvore de comando são a mesma coisa?

Sim. Comando de válvulas, árvore de comando, eixo de comando e eixo de cames são nomes para a mesma peça: o eixo com ressaltos que abre as válvulas. No catálogo, "árvore de comando completa" costuma indicar a peça com engrenagem ou com rolamentos.

Comando de válvulas de moto: guia geral e lista de motos