tudo de moto

Comando de válvulas da Honda CG 150 Titan

A peça certa para cada versão e ano da CG 150, de 2004 a 2016, com o guia para escolher e trocar.

  • 12 versões
  • 19 gerações
  • 2004–2016

Comando de válvulas de reposição

6 códigos

Modelo
Honda CG 150
Anos
2004 a 2016

Peça específica do modelo: na loja, informe a versão, o ano e, se possível, o número do chassi.

Lojas com comando de válvulas para a Honda CG 150

Tem loja de peças ou oficina? Apareça aqui para quem procura comando de válvulas para a Honda CG 150. R$ 29,90 por ano, com botão para o seu WhatsApp ou site.

Anunciar nesta página

Comando de válvulas por versão e ano

VersãoAnos
CG 150 Start2015–2016
CG 150 Cargo ESD2014–2015
CG 150 Cargo ESD2013
CG 150 Fan ESDi2014–2015
CG 150 Fan ESDi2011–2013
CG 150 Titan EX2014–2015
CG 150 Titan EX2010–2013
CG 150 Titan Mix ESD2014–2015
CG 150 Titan Mix ESD2009–2013
CG 150 Fan ESi2010–2013
CG 150 Titan Mix KS2009–2011
CG 150 Titan Mix ES2009–2010
CG 150 Titan ES2009
CG 150 Titan ES2004–2008
CG 150 Titan ESD2009
CG 150 Titan ESD2004–2008
CG 150 Titan KS / Job2009
CG 150 Titan KS / Job2004–2008
CG 150 Sport2005–2008

Cada linha leva à página da peça naquela geração, com as lojas e a ficha completa.

O comando de válvulas certa para cada CG 150

O comando de válvulas da Honda CG 150 é peça específica do modelo e pode mudar entre versões e gerações, mesmo quando o visual é parecido. A tabela desta página mostra todas as versões e anos da CG 150 em que a peça existe; cada linha leva à página daquela geração.

Comando de válvulas de reposição para a Honda CG 150

São 6 códigos de comando de válvulas de reposição para a Honda CG 150, de WW3, SMARTFOX e TMAC, para a versão Titan, de 2004 a 2009. A peça muda conforme a versão e o ano, por isso a tabela separa os códigos por aplicação: procure a linha da sua moto antes de comprar.

Os itens abaixo são de fabricantes e distribuidores de reposição, cada um com o seu código. Na loja, informe o código e confirme a cor ou o tipo, que mudam de um ano para outro.

CódigoPeçaVersõesCor / tipoMarca
2009
FIT3341Arvore do comando Titan 150/FAN 150 2009TitanSMARTFOX
FIT3341Arvore do comando Titan 150/FAN 150 2009TitanSMARTFOX
FIT7001Arvore comando WW3 CG 150 2009WW3
FIT7001Arvore comando WW3 CG 150 2009WW3
2004 a 2008
FIT4306Arvore de comando para moto Honda CG 125 Fan 09/... - CG 150 Titan 04/08 - NXR 150 Bros 06/08 (com 2 rTitanTMAC
FIT4306Arvore de comando para moto Honda CG 125 Fan 09/... - CG 150 Titan 04/08 - NXR 150 Bros 06/08 (com 2 rTitanTMAC
Todos os anos
FIT3339Arvore comando Titan 150TitanSMARTFOX
FIT3339Arvore comando Titan 150TitanSMARTFOX
FIT7000Arvore comando WW3 CG 150WW3
FIT7000Arvore comando WW3 CG 150WW3
FIT7002Arvore comando WW3 CG 150 sportWW3
FIT7002Arvore comando WW3 CG 150 sportWW3

A mesma peça aparece no catálogo para outras motos: Honda Bros 150, Honda CG 125.

O papel do comando de válvulas no motor

Pense no comando como a partitura do motor. O virabrequim dá o ritmo, a corrente leva esse ritmo até o cabeçote, e a árvore de comando, com seus ressaltos, diz a cada válvula, de admissão ou de escape, a hora exata de abrir e de fechar.

É uma peça robusta, que dura muito com óleo em dia. O desgaste aparece com falta de lubrificação, folga de válvulas esquecida ou balancim e tucho já ruins. O ressalto vai sendo rebaixado aos poucos, a regulagem não para no lugar e o motor perde rendimento. Quase sempre há aviso antes, em forma de barulho no cabeçote.

O comando de válvulas na CG 150: o que a ficha diz

Na ficha, a CG 150 2004–2016 aparece como uma street de 149 cc. É um motor quatro tempos, lubrificado pelo óleo do cárter. Sem radiador: o motor é resfriado a ar, e o calor sai pelas aletas. A alimentação é por injeção eletrônica, com bomba de combustível, bico injetor e sensores. Não há filtro de óleo de troca: a limpeza do óleo fica com a tela e com as trocas no prazo.

Motos de baixa cilindrada usadas para trabalho rodam muito e costumam chegar à oficina com barulho no cabeçote por regulagem atrasada. Na CG 150, cuidar da folga e do óleo é o que mais adia a troca do comando.

Com injeção eletrônica, ponto do comando fora ou ressalto muito gasto alteram o funcionamento que a central espera. Se a CG 150 perdeu rendimento e tem barulho no cabeçote, o comando entra na lista antes de trocar sensor ou bico.

A CG 150 depende do vento e do óleo para resfriar o cabeçote. Isso deixa o barulho do comando bem audível, sem camisa de água abafando, e torna a troca de óleo no prazo a melhor proteção da árvore.

Sinais de comando de válvulas gasto na CG 150

O desgaste do comando é lento e silencioso no começo. Fique atento a estes sinais, porque pegar o problema cedo costuma poupar balancins, tuchos e o próprio cabeçote.

  • Barulho no cabeçote que não some. O "tec-tec" no cabeçote é o aviso mais comum. Se ele resiste a uma regulagem de válvulas bem feita, com o motor frio e no ponto certo, a árvore de comando precisa ser examinada.
  • Folga de válvula que cresce rápido. Regulagem que dura pouco é sinal de desgaste em andamento. O ressalto vai sendo comido, a distância até a válvula aumenta e a folga abre de novo, mesmo com o parafuso firme na contraporca.
  • Mancal riscado no cabeçote. Colo do comando riscado ou azulado indica que faltou lubrificação. O mecânico olha também o mancal do cabeçote, porque comando novo em mancal danificado não dura.
  • Ressalto gasto ou marcado. Com a tampa aberta, o mecânico olha a ponta de cada ressalto. Ela deve ser lisa e com o perfil inteiro. Ponta arredondada, degrau, pontos escuros, riscos ou camada descascando indicam ressalto gasto e troca do comando.
  • Engrenagem do comando com dentes gastos. Ao inspecionar o comando, vale olhar a engrenagem dele. Se os dentes estão gastos, a troca da árvore completa com engrenagem, ou da engrenagem separada, entra no orçamento junto com a corrente.

Como escolher o comando de válvulas certo para a CG 150

A árvore de comando é vendida de vários jeitos: só o eixo, completa com engrenagem, com rolamentos ou sem eles. Saber o que está no seu motor e o que vai ser reaproveitado evita comprar errado.

  • Comando bravo ou esportivo. Antes de pedir um comando esportivo, pense no uso. Ele exige acerto de alimentação, molas compatíveis e verificação da distância entre válvula e pistão, gasta mais e pode deixar a moto fora das regras de emissão. Para o dia a dia, fique com o comando do seu modelo.
  • Balancins ou tuchos junto. O ressalto trabalha encostado no balancim ou no tucho. Se essas peças estão marcadas, vão gastar o comando novo em pouco tempo. Peça a avaliação do par e inclua o que estiver ruim na mesma compra.
  • Completa com engrenagem ou só o eixo. Algumas árvores vêm completas, com a engrenagem montada; outras vêm só como eixo, e a engrenagem velha é reaproveitada. Se a engrenagem está gasta, a versão completa costuma ser o caminho mais simples.
  • Com rolamentos ou sem rolamento. Nos motores em que o comando gira em rolamentos, existem árvores vendidas com os rolamentos já prensados e outras sem rolamento. Rolamento velho com folga num comando novo é economia que não compensa.
  • Acabamento e procedência. Olhe a peça antes de levar: ressaltos lisos, colos sem marca, rosca da engrenagem limpa e embalagem com aplicação clara. Peça sem identificação nenhuma é risco desnecessário dentro do motor.

Como é feita a troca do comando de válvulas da CG 150

A troca do comando é serviço de oficina. Mexe no ponto do comando, na regulagem das válvulas e, em alguns motores, em peças que só saem com ferramenta própria. Conhecer as etapas ajuda você a acompanhar e a cobrar o serviço certo.

  1. Diagnóstico com o motor frio. Antes de condenar a árvore, a oficina descarta as causas mais simples do barulho no cabeçote. O serviço é feito com o motor frio, porque a folga é especificada a frio e o cabeçote quente deforma com mais facilidade.
  2. Acesso ao cabeçote. O caminho até o comando passa por peças externas. O mecânico protege as aberturas com pano limpo e guarda parafusos separados por posição, porque costumam ter tamanhos diferentes.
  3. Motor no ponto. O virabrequim é girado até o ponto morto superior no tempo de compressão, com a marca do rotor alinhada à referência e as marcas da engrenagem do comando na posição do manual. Essa é a base para remontar tudo certo.
  4. Alívio do tensor e da engrenagem. O tensor da corrente é recolhido ou removido, a engrenagem é solta da árvore e a corrente é presa com arame, para não cair no cárter.
  5. Retirada da árvore de comando. Conforme o projeto, saem o suporte dos balancins, as capas de mancal ou as tampas laterais do cabeçote. Capas e balancins são marcados para voltarem ao mesmo lugar. Em motores com rolamentos, a árvore sai junto com eles.
  6. Inspeção do conjunto. Com tudo aberto, o mecânico olha balancins ou tuchos, mancais, rolamentos, corrente, guias e a engrenagem. O que tiver desgaste visível é trocado agora, enquanto o acesso está livre.
  7. Montagem lubrificada e ponto do comando. Ressaltos, colos e balancins recebem óleo limpo antes de montar. A árvore entra com as marcas da engrenagem alinhadas ao cabeçote, os parafusos recebem o aperto do manual e o tensor é liberado para esticar a corrente.
  8. Giro à mão e folga das válvulas. O motor é girado à mão algumas voltas, sem forçar, e as marcas são conferidas de novo no tempo de compressão. Depois, a folga das válvulas é regulada no valor do manual, porque o comando novo muda a referência.
  9. Fechamento e primeira partida. A tampa volta com junta nova e aperto correto, e o óleo é completado ou trocado. Na partida, o barulho no cabeçote deve ter sumido. O mecânico verifica vazamentos e marcha lenta antes de liberar a moto.

Se o barulho continuar depois da troca, a causa pode estar em outra peça: corrente, tensor, balancim ou folga regulada fora do valor. Volte à oficina antes de rodar forte.

Erros comuns com o comando de válvulas

Muita troca de comando volta para a oficina pelos mesmos motivos, quase sempre ligados ao par do ressalto, ao ponto ou à lubrificação.

  • Trocar sem diagnóstico. Nem todo batido lá em cima é ressalto gasto. A regulagem de válvulas e a avaliação da corrente vêm antes; a troca do comando é decidida depois de ver os ressaltos.
  • Trocar capas, balancins ou comandos de lugar. Capas de mancal são usinadas junto com o cabeçote e cada uma tem sua posição. Balancins e, nos motores de duplo comando, a árvore de admissão e a de escape também não se trocam.
  • Trocar só o comando e manter o par gasto. Balancim ou tucho marcado copia o desgaste no ressalto novo, e o barulho volta em pouco tempo. Comando e peças de contato precisam ser avaliados juntos.
  • Montar fora do ponto. Errar o ponto do comando é o erro mais caro da troca. Por isso o serviço é de oficina, com manual de serviço e conferência das marcas em mais de uma volta do motor.

Como fazer o comando de válvulas da CG 150 durar mais

Não há manutenção direta no comando, mas o ambiente em que ele trabalha pode ser bem cuidado. Estes hábitos fazem diferença.

  • Calma com o motor frio. Não precisa esperar muito, mas evite acelerar alto com o motor recém-ligado. Os primeiros minutos com rotação moderada poupam ressaltos, mancais e balancins.
  • Cuidado com moto parada muito tempo. Depois de semanas parada, o óleo escorre do cabeçote e a primeira partida acontece com pouca lubrificação lá em cima. Ligue e deixe o motor funcionar em lenta por alguns instantes antes de sair.
  • Regulagem de válvulas no prazo. Folga certa garante que o ressalto toque o balancim ou o tucho de forma suave. Folga grande gera batida e desgaste; folga apertada demais força a válvula. O intervalo está no manual.
  • Nível sempre em dia. Com óleo baixo, o cabeçote é o primeiro a sentir. Verifique o nível com frequência, na posição que o manual indica, e complete com o mesmo óleo.

Perguntas frequentes

Árvore de comando é o mesmo que eixo de comando?

Sim. Comando de válvulas, árvore de comando, eixo de comando e eixo de cames são nomes para a mesma peça: o eixo com ressaltos que abre as válvulas. No catálogo, "árvore de comando completa" costuma indicar a peça com engrenagem ou com rolamentos.

Barulho no cabeçote é sempre o comando?

Pode ser, mas na maioria dos casos o barulho começa com folga de válvula a regular. Corrente esticada e tensor no fim também fazem ruído parecido. O comando vira suspeito quando a regulagem não segura ou quando a inspeção mostra ressalto gasto.

Comando novo exige balancim novo?

Nem sempre, mas o balancim ou o tucho precisa ser avaliado. Se a face de contato está marcada, ela vai gastar o comando novo. Quando o ressalto está muito gasto, é comum o par ter desgastado junto e ser trocado na mesma desmontagem.

Comando esportivo deixa a moto mais forte?

Pode render mais em rotação alta, mas cobra o preço: lenta pior, consumo maior, desgaste mais rápido de molas, válvulas e balancins, e necessidade de acertar alimentação. Também pode tirar a moto dos limites de emissão aprovados, o que é problema em fiscalização.

Comando de válvulas de moto: guia geral e lista de motos