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Comando de válvulas da Honda Biz 100

A peça certa para cada versão e ano da Biz 100, de 1998 a 2015, com o guia para escolher e trocar.

  • 3 versões
  • 5 gerações
  • 1998–2015

Comando de válvulas de reposição

1 código

Modelo
Honda Biz 100
Anos
1998 a 2015

Peça específica do modelo: na loja, informe a versão, o ano e, se possível, o número do chassi.

Lojas com comando de válvulas para a Honda Biz 100

Tem loja de peças ou oficina? Apareça aqui para quem procura comando de válvulas para a Honda Biz 100. R$ 29,90 por ano, com botão para o seu WhatsApp ou site.

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Comando de válvulas por versão e ano

VersãoAnos
Biz 100 ES2012–2015
Biz 100 ES1999–2011
Biz 100 KS2012–2015
Biz 100 KS1998–2011
C 100 Biz+2002–2005

Cada linha leva à página da peça naquela geração, com as lojas e a ficha completa.

O comando de válvulas certa para cada Biz 100

O comando de válvulas da Honda Biz 100 é peça específica do modelo e pode mudar entre versões e gerações, mesmo quando o visual é parecido. A tabela desta página mostra todas as versões e anos da Biz 100 em que a peça existe; cada linha leva à página daquela geração.

Comando de válvulas de reposição para a Honda Biz 100

São 1 código de comando de válvulas de reposição para a Honda Biz 100, de JFS/DIVERSAS.

São peças compatíveis do mercado de reposição, com o código de cada fabricante. Cor e acabamento vêm na coluna “cor / tipo”: confira com a sua moto, porque a mesma peça costuma ter várias cores por ano.

CódigoPeçaCor / tipoMarca
Todos os anos
FIT4203Arvore comando valvula Biz 100 jfsJFS/DIVERSAS
FIT4203Arvore comando valvula Biz 100 jfsJFS/DIVERSAS

Para que serve o comando de válvulas da Biz 100

O comando de válvulas, que no balcão muita gente chama de árvore de comando, é um eixo de aço com saliências em formato de gota, os ressaltos ou cames. Ao girar, cada ressalto empurra a válvula, direto ou por meio de um balancim, e decide três coisas: quando ela abre, quanto abre e por quanto tempo fica aberta.

Ele gira na metade da velocidade do virabrequim e precisa andar em sincronia com o pistão. Esse acerto é o ponto do comando. Com o ponto certo e os ressaltos inteiros, o motor enche bem o cilindro e solta os gases na hora. Com ressalto gasto ou ponto fora, o motor perde força, gasta mais e começa a fazer barulho no cabeçote.

O comando de válvulas na Biz 100: o que a ficha diz

A Biz 100 1998–2015 é uma motoneta (cub) de 97 cc. É um motor quatro tempos, lubrificado pelo óleo do cárter. O arrefecimento é a ar, pelas aletas do cilindro, sem radiador. A alimentação é por carburador. O motor não tem filtro de óleo de troca; a filtragem é por tela e, em alguns casos, filtro centrífugo.

A Biz 100 depende do vento e do óleo para resfriar o cabeçote. Isso deixa o barulho do comando bem audível, sem camisa de água abafando, e torna a troca de óleo no prazo a melhor proteção da árvore.

Na Biz 100, o acesso ao cabeçote passa por carenagens e, muitas vezes, o cilindro fica deitado. A troca do comando segue o mesmo princípio, mas a desmontagem toma mais tempo.

Na Biz 100, que é carburada, comando gasto ou ponto atrasado deixam a moto fraca e com lenta ruim, e muita gente tenta resolver no carburador. A ordem certa é conferir folga de válvulas e ponto do comando antes de mexer na carburação.

Como saber se a árvore de comando precisa de troca

O desgaste do comando é lento e silencioso no começo. Fique atento a estes sinais, porque pegar o problema cedo costuma poupar balancins, tuchos e o próprio cabeçote.

  • Rolamento com folga ou ronco. Quando o comando trabalha em rolamentos, eles também cansam. Rolamento áspero ou com folga muda a posição do eixo, aumenta o barulho e acelera o desgaste dos ressaltos.
  • Motor sem fôlego em rotação alta. Com o ressalto rebaixado, a válvula abre menos e por menos tempo. O motor respira mal, a moto parece "amarrada" quando você estica a marcha e a velocidade final cai.
  • Barulho no cabeçote que não some. O "tec-tec" no cabeçote é o aviso mais comum. Se ele resiste a uma regulagem de válvulas bem feita, com o motor frio e no ponto certo, a árvore de comando precisa ser examinada.
  • Mancal riscado no cabeçote. Colo do comando riscado ou azulado indica que faltou lubrificação. O mecânico olha também o mancal do cabeçote, porque comando novo em mancal danificado não dura.
  • Marcha lenta irregular e partida difícil. Quando uma válvula abre menos que a outra, o motor fica desequilibrado em baixa: a lenta oscila, a moto morre no semáforo e a partida a frio exige mais tentativas.

Comando de válvulas na loja: o que perguntar

A árvore de comando é vendida de vários jeitos: só o eixo, completa com engrenagem, com rolamentos ou sem eles. Saber o que está no seu motor e o que vai ser reaproveitado evita comprar errado.

  • Com rolamentos ou sem rolamento. Nos motores em que o comando gira em rolamentos, existem árvores vendidas com os rolamentos já prensados e outras sem rolamento. Rolamento velho com folga num comando novo é economia que não compensa.
  • Completa com engrenagem ou só o eixo. Algumas árvores vêm completas, com a engrenagem montada; outras vêm só como eixo, e a engrenagem velha é reaproveitada. Se a engrenagem está gasta, a versão completa costuma ser o caminho mais simples.
  • Juntas e peças do serviço. Junta reaproveitada vaza. Aproveite a desmontagem para avaliar corrente, guias e tensor: eles mantêm o ponto do comando e, se estiverem cansados, o comando novo vai trabalhar fora de sincronia.
  • Comando de admissão e comando de escape. Em motores com duplo comando, há uma árvore de admissão e outra de escape, com perfis diferentes. Elas não se trocam entre si. Peça pela posição certa.
  • Comando bravo ou esportivo. Antes de pedir um comando esportivo, pense no uso. Ele exige acerto de alimentação, molas compatíveis e verificação da distância entre válvula e pistão, gasta mais e pode deixar a moto fora das regras de emissão. Para o dia a dia, fique com o comando do seu modelo.

Troca da árvore de comando: o que a oficina faz

A troca do comando é serviço de oficina. Mexe no ponto do comando, na regulagem das válvulas e, em alguns motores, em peças que só saem com ferramenta própria. Conhecer as etapas ajuda você a acompanhar e a cobrar o serviço certo.

  1. Diagnóstico com o motor frio. O mecânico ouve o motor, mede a folga das válvulas e, com a tampa aberta, olha os ressaltos. Isso separa comando gasto de folga desregulada, corrente frouxa ou tensor cansado.
  2. Acesso ao cabeçote. O caminho até o comando passa por peças externas. O mecânico protege as aberturas com pano limpo e guarda parafusos separados por posição, porque costumam ter tamanhos diferentes.
  3. Motor no ponto. Tudo começa com o motor no ponto: pistão em cima, válvulas fechadas, marcas alinhadas. O mecânico anota ou fotografa a posição das marcas antes de soltar qualquer peça.
  4. Alívio do tensor e da engrenagem. Com o tensor aliviado, a corrente afrouxa e a engrenagem sai. Prender a corrente no alto é cuidado básico: ela não pode escorregar e perder a posição no virabrequim.
  5. Retirada da árvore de comando. Conforme o projeto, saem o suporte dos balancins, as capas de mancal ou as tampas laterais do cabeçote. Capas e balancins são marcados para voltarem ao mesmo lugar. Em motores com rolamentos, a árvore sai junto com eles.
  6. Inspeção do conjunto. É a hora de avaliar o par do comando e o que mantém o ponto: corrente e tensor. Também vale olhar se as passagens de óleo do cabeçote estão limpas, porque falta de óleo é causa comum de ressalto gasto.
  7. Montagem lubrificada e ponto do comando. Nada vai seco para dentro do motor. Com o virabrequim ainda no ponto, a árvore nova é posicionada, a engrenagem casa com a corrente sem folga e as marcas precisam coincidir. Diferença de um dente se corrige aqui.
  8. Giro à mão e folga das válvulas. O motor é girado à mão algumas voltas, sem forçar, e as marcas são conferidas de novo no tempo de compressão. Depois, a folga das válvulas é regulada no valor do manual, porque o comando novo muda a referência.
  9. Fechamento e primeira partida. A tampa volta com junta nova e aperto correto, e o óleo é completado ou trocado. Na partida, o barulho no cabeçote deve ter sumido. O mecânico verifica vazamentos e marcha lenta antes de liberar a moto.

Se o barulho continuar depois da troca, a causa pode estar em outra peça: corrente, tensor, balancim ou folga regulada fora do valor. Volte à oficina antes de rodar forte.

Manutenção que protege os ressaltos do comando

Não há manutenção direta no comando, mas o ambiente em que ele trabalha pode ser bem cuidado. Estes hábitos fazem diferença.

  • Nível sempre em dia. Com óleo baixo, o cabeçote é o primeiro a sentir. Verifique o nível com frequência, na posição que o manual indica, e complete com o mesmo óleo.
  • Corrente e tensor em bom estado. Barulho de corrente no cabeçote também é problema do comando, porque o sincronismo depende dela. Resolver cedo evita que a engrenagem da árvore e a corrente se desgastem juntas.
  • Calma com o motor frio. Não precisa esperar muito, mas evite acelerar alto com o motor recém-ligado. Os primeiros minutos com rotação moderada poupam ressaltos, mancais e balancins.
  • Cuidado com moto parada muito tempo. Depois de semanas parada, o óleo escorre do cabeçote e a primeira partida acontece com pouca lubrificação lá em cima. Ligue e deixe o motor funcionar em lenta por alguns instantes antes de sair.

O que não fazer na troca da árvore de comando

Antes de trocar a árvore de comando, vale conhecer os erros que mais aparecem e que fazem o barulho no cabeçote voltar.

  • Comprar sem saber o que vem na caixa. Árvore sem rolamento para um motor que usa rolamentos, ou só o eixo quando a engrenagem também está gasta, atrasa o serviço e leva a reaproveitar peça ruim.
  • Pôr comando bravo sem pensar no resto. Trocar o comando de válvulas por um mais bravo muda o motor inteiro. Sem o acerto do conjunto, a moto fica pior no dia a dia, gasta mais, dura menos e pode ter problema em fiscalização.
  • Trocar sem diagnóstico. Corrente frouxa, tensor no fim e folga desregulada também fazem barulho no cabeçote. Trocar a árvore sem descartar essas causas pode não resolver nada.
  • Trocar só o comando e manter o par gasto. Economizar no balancim quando ele já está gasto é jogar fora a árvore nova. Decida com base no que foi visto na desmontagem, não no preço.

Perguntas frequentes

Trocar a árvore de comando é difícil?

Não é recomendado sem experiência. A troca envolve ponto do comando, tensor da corrente, aperto dos parafusos e regulagem de válvulas. Um erro de montagem pode fazer válvula bater no pistão. Leve a uma oficina de confiança.

Comando esportivo deixa a moto mais forte?

Pode render mais em rotação alta, mas cobra o preço: lenta pior, consumo maior, desgaste mais rápido de molas, válvulas e balancins, e necessidade de acertar alimentação. Também pode tirar a moto dos limites de emissão aprovados, o que é problema em fiscalização.

Comando de válvulas e árvore de comando são a mesma coisa?

Sim. Comando de válvulas, árvore de comando, eixo de comando e eixo de cames são nomes para a mesma peça: o eixo com ressaltos que abre as válvulas. No catálogo, "árvore de comando completa" costuma indicar a peça com engrenagem ou com rolamentos.

Comando novo exige balancim novo?

Nem sempre, mas o balancim ou o tucho precisa ser avaliado. Se a face de contato está marcada, ela vai gastar o comando novo. Quando o ressalto está muito gasto, é comum o par ter desgastado junto e ser trocado na mesma desmontagem.

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