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Bobina de pulso (sensor) da Beta MX-50 Enduro 2000–2002

O que define a bobina de pulso (sensor) certa para a MX-50 Enduro desses anos, e onde encontrar.

Bobina de pulso (sensor) que serve

MX-50 Enduro 2000–2002

Moto
Beta MX-50 Enduro
Anos
2000 a 2002
Cilindrada
49 cc
Alimentação
Carburador
Partida
Pedal

Peça específica do modelo: na loja, informe a moto, o ano e, se possível, o número do chassi.

Lojas com bobina de pulso (sensor) para a Beta MX-50 Enduro

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Qual bobina de pulso comprar para a MX-50 Enduro 2000–2002

A bobina de pulso da Beta MX-50 Enduro 2000–2002 é peça específica do modelo: não existe uma medida universal que sirva em qualquer moto. A compra é feita pela aplicação, ou seja, pela combinação de modelo, ano e, se possível, número do chassi ou código da peça original.

Peça original (da marca), peça de reposição de boa procedência e peça usada são os três caminhos possíveis. A original costuma encaixar sem ajuste; a de reposição precisa ter aplicação declarada para a MX-50 Enduro 2000–2002; a usada exige conferência cuidadosa do estado.

Para que serve a bobina de pulso da MX-50 Enduro

A bobina de pulso, também chamada de pick-up, sensor de pulso ou sensor de posição do virabrequim, é um pequeno sensor montado perto do rotor do magneto. O rotor tem um ou mais ressaltos metálicos, e cada vez que um deles passa em frente ao sensor, a bobina gera um pulso elétrico. É esse pulso que avisa o módulo de ignição de que o pistão está chegando à posição de faísca.

Sem esse sinal, o módulo não sabe quando disparar a vela, e o motor não pega, mesmo com tudo o resto funcionando. Por isso, uma peça pequena e barata pode parar a moto inteira.

O que muda na bobina de pulso da MX-50 Enduro

Para entender a bobina de pulso desta moto, vale olhar a ficha: a MX-50 Enduro é um ciclomotor de 49 cc. A alimentação é por carburador. Por ser dois tempos, o motor tem menos peças móveis, mas pede óleo próprio para 2T e cuidado com a carburação. A MX-50 Enduro pega no pedal de partida, sem motor de partida elétrico.

Em motos carburadas, a bobina de pulso e o CDI trabalham em dupla. Na MX-50 Enduro, se o CDI já foi trocado e a moto continua apagando quente, a bobina de pulso é a próxima suspeita.

Na partida a pedal, o motor gira mais devagar do que rodando, e o pulso gerado é mais fraco. Bobina de pulso no limite pode dificultar muito a partida da MX-50 Enduro. Pisada firme e completa ajuda, mas não compensa um sensor ruim.

Motor dois tempos é sensível ao ponto de ignição. Se a MX-50 Enduro perdeu força ou esquenta demais depois de mexer na base do estator, a posição da bobina de pulso pode ter mudado.

Sinais de que a bobina de pulso da MX-50 Enduro está com defeito

Estes são os sintomas que mais levam à bobina de pulso. Nenhum deles, sozinho, prova o defeito: vela, cachimbo e conectores devem ser conferidos antes.

  • Fio ressecado ou rompido. Confira o chicote da bobina de pulso do sensor até o conector. Isolamento rachado, fio esmagado ou emenda malfeita são causas comuns de falha.
  • Partida difícil. Se a moto custa a pegar na partida, mas anda bem depois, a bobina de pulso pode estar gerando um sinal no limite. A medição de tensão de pico durante a partida mostra isso.
  • Motor gira e não pega. O motor gira normalmente, tem combustível, mas não há faísca na vela. Sem o pulso, o módulo não dispara a ignição. Antes de culpar a bobina de pulso, confira vela, cachimbo, interruptor de desligar o motor e conectores.
  • Falhas intermitentes. A moto corta, falha e volta sem padrão claro, às vezes em buracos. Fio da bobina de pulso danificado, conector oxidado ou sensor solto podem interromper o sinal por instantes.
  • Moto que apaga quente e volta fria. O motor funciona bem frio, apaga depois de rodar um tempo e só pega de novo quando esfria. É o sintoma mais típico de bobina de pulso com o enrolamento ou o isolamento no fim, que deixa de gerar sinal quando esquenta.

Bobina de pulso: o que olhar na compra

Na compra da bobina de pulso, o encaixe físico e o conector são só parte da história. Estes são os detalhes que fazem a peça funcionar.

  • Diagnóstico confirmado. Peça para medir a resistência da bobina de pulso e, se possível, a tensão de pico gerada na partida, comparando com o manual de serviço. Sem isso, a troca é um chute.
  • Junta da tampa. Junta nova e, se for o caso, vedante para a borracha de passagem do fio fazem parte da compra. Reaproveitar junta é vazamento garantido.
  • Original ou reposição. Peça original e reposição com aplicação declarada são opções. Na reposição, a qualidade do enrolamento e do isolamento define se a peça vai aguentar o calor do motor.
  • Aplicação da moto. Compre pelo modelo e pelo ano. A bobina de pulso de outra moto pode até encaixar e não gerar o sinal que o seu módulo reconhece.
  • Garantia e nota. Peça eletrônica nem sempre tem troca fácil. Pergunte as condições de garantia antes de comprar e guarde a nota fiscal.

Trocando a bobina de pulso: o que a oficina faz

A peça é pequena, mas o acesso exige abrir o motor em muitas motos. A sequência abaixo mostra o que deve ser feito, com os detalhes do manual de serviço.

  1. Confirme a medição. O primeiro passo é o teste: resistência e, se possível, tensão de pico na partida. Fio e conector entram na verificação, porque podem ser o verdadeiro problema.
  2. Desligue a bateria. Bateria desligada e conector solto antes de mexer no motor. Isso evita curto e protege o módulo de ignição ou a central.
  3. Prepare o óleo e abra a tampa. Em muitas motos, abrir a tampa do rotor exige drenar o óleo. Retire com firmeza, sem alavancar na superfície da junta, para não marcar a vedação.
  4. Marque e retire o sensor. Antes de soltar, marque a posição do sensor, principalmente se a base for regulável. Solte os parafusos, retire a borracha de passagem do fio e tire a bobina de pulso.
  5. Limpe rotor e região. Limpe a limalha do rotor e do local do sensor. Confira o ressalto do rotor: ele precisa estar inteiro e sem marcas de batida.
  6. Instale na posição e na folga certas. Posicione a bobina de pulso como a original e, quando houver especificação, ajuste a folga até o rotor. Folga grande demais enfraquece o sinal; pequena demais pode encostar.
  7. Acomode o fio e feche. Passe o fio pelo mesmo caminho, assente a borracha de passagem com o vedante indicado, se houver, e feche a tampa com junta nova, apertando em cruz. Complete o óleo.
  8. Teste com o motor quente. Religue tudo, dê a partida e deixe o motor aquecer bem. Faça uma volta e confira se a falha que aparecia quente desapareceu. Verifique também vazamentos na tampa.

Na moto injetada, depois da troca, apague os códigos de falha com equipamento de diagnóstico e confira se não voltam. Guarde a nota fiscal: peça eletrônica costuma ter garantia condicionada à instalação correta.

O que protege a bobina de pulso

Estes cuidados protegem a bobina de pulso e o resto da ignição. Quase todos fazem parte da revisão normal da moto.

  • Investigue falhas cedo. Falha esporádica com o motor quente é aviso. Quanto antes for medida, menor a chance de a moto apagar numa hora perigosa.
  • Conector limpo e seco. O sinal da bobina de pulso é fraco, e qualquer oxidação no conector atrapalha. Mantenha o plugue limpo, seco e bem encaixado.
  • Fiação bem presa. O fio do sensor precisa estar preso nas presilhas originais, longe de peças quentes e de pontos de atrito. Fio solto vibra, raspa e rompe.
  • Atenção à limalha. Na troca de óleo ou na abertura da tampa, repare se há muito resíduo metálico. Além de grudar no sensor, ele indica desgaste interno que precisa ser investigado.

O que não fazer com a bobina de pulso

Alguns erros com a bobina de pulso custam uma tampa aberta à toa, ou um motor fora do ponto. Vale conhecer.

  • Medir só com o motor frio. Bobina de pulso que falha quente pode medir normal fria. Se o defeito aparece com o motor aquecido, a medição também precisa ser feita assim.
  • Emendar o fio do sensor. O sinal da bobina de pulso é fraco e sensível. Emenda torcida com fita isolante oxida e gera falhas intermitentes. Se for preciso reparar, use solda e isolamento adequados.
  • Ignorar a folga. Quando o manual especifica folga entre sensor e rotor, ela precisa ser respeitada. Folga grande enfraquece o sinal; pequena demais pode fazer o rotor encostar no sensor.
  • Trocar sem medir. Apagar quente pode ser bobina de pulso, CDI, bobina de ignição ou fiação. Abrir o motor para trocar o sensor sem medir é arriscar o serviço à toa.

A bobina de pulso nos outros anos da MX 50

A família MX 50 reúne 2 versões e 2 gerações no catálogo, de 2000 a 2002. Versões e gerações próximas costumam compartilhar várias peças, mas a bobina de pulso pode mudar sem aviso de uma geração para outra. Entre as mais próximas estão MX-50 Cross 2000–2002.

A MX-50 Enduro na tabela FIPE

Pela FIPE (referência de outubro de 2026), os valores da MX-50 Enduro nesta geração ficam entre R$ 2.368 e R$ 2.721. Em peça de manutenção, o critério é segurança e aplicação, não o valor da moto. Ainda assim, manter a manutenção em dia ajuda na revenda.

AnoFIPE
2002R$ 2.721
2001R$ 2.461
2000R$ 2.368

Bobina de pulso (sensor) nos outros anos e versões da MX 50

VersãoAnos
MX-50 Enduro (esta página) 2000–2002
MX-50 Cross 2000–2002

Outras peças da MX-50 Enduro 2000–2002

Ficha técnica completa da Beta MX-50 Enduro 2000–2002

Perguntas frequentes

A bobina de pulso de outra moto serve na MX-50 Enduro?

Só se a aplicação declarada pelo fabricante da peça incluir a MX-50 Enduro 2000–2002. Peça de outro modelo pode até parecer igual, mas mudanças de fixação, medida ou conector são comuns. Compare com a peça antiga antes de instalar.

Precisa regular a distância do sensor ao rotor?

Quando há especificação, sim. Em muitas motos a folga é definida pela própria fixação e não tem ajuste. O manual de serviço diz se a sua moto pede conferência e qual o valor.

Moto desliga quando esquenta: qual a causa?

Muitas vezes, sim. A bobina de pulso com isolamento cansado deixa de gerar sinal quando esquenta. Mas confirme com medição quente antes de abrir a tampa, porque CDI e bobina de ignição fazem o mesmo.

Preciso trocar o estator junto com a bobina de pulso?

Em muitas motos, a bobina de pulso fica na mesma base do estator, e algumas peças de reposição vêm em conjunto. Mas se só o sensor falhou, a troca avulsa costuma resolver. A medição de cada parte define o que trocar.

A moto está sem faísca. Pode ser a bobina de pulso?

É uma das possibilidades. Siga a ordem: vela e cachimbo, interruptores, conectores, bobina de ignição, bobina de pulso e, por fim, o módulo. A medição de cada parte evita trocas desnecessárias.

Bobina de pulso (sensor) de moto: guia geral e lista de motos