Corrente de comando da Yamaha FZ6 Fazer S 2005–2006
O que define a corrente de comando certa para a FZ6 Fazer S desses anos, e onde encontrar.
Corrente de comando que serve
FZ6 Fazer S 2005–2006
- Moto
- Yamaha FZ6 Fazer S
- Anos
- 2005 a 2006
- Cilindrada
- 600 cc
- Motor
- Quatro tempos
- Refrigeração
- Líquida
- Alimentação
- Injeção eletrônica
Peça específica do modelo: na loja, informe a moto, o ano e, se possível, o número do chassi.
Lojas com corrente de comando para a Yamaha FZ6 Fazer S
Tem loja de peças ou oficina? Apareça aqui para quem procura corrente de comando para a Yamaha FZ6 Fazer S 2005–2006. R$ 29,90 por ano, com botão para o seu WhatsApp ou site.
Anunciar nesta páginaQual corrente de comando serve na FZ6 Fazer S 2005–2006
Não há uma "medida" que resolva a corrente de comando: ela é desenhada para a FZ6 Fazer S. Na loja, informe modelo e ano; com o código da peça original ou o número do chassi, a chance de erro cai quase a zero.
Peça original (da marca), peça de reposição de boa procedência e peça usada são os três caminhos possíveis. A original costuma encaixar sem ajuste; a de reposição precisa ter aplicação declarada para a FZ6 Fazer S 2005–2006; a usada exige conferência cuidadosa do estado.
O que a corrente de comando faz no motor da FZ6 Fazer S
A corrente de comando liga o virabrequim, lá embaixo no motor, ao eixo de comando de válvulas, lá em cima no cabeçote. É ela que mantém os dois girando sincronizados: a cada duas voltas do virabrequim, o comando dá uma volta e abre as válvulas de admissão e de escape no momento exato em que o pistão precisa delas.
Esse sincronismo é o chamado ponto do comando. Se a corrente estica, o comando atrasa um pouco em relação ao pistão e o motor perde rendimento. Se ela pula um dente ou se rompe, as válvulas abrem fora de hora e, em muitos motores, podem bater no pistão. Por isso uma peça pequena e escondida tem tanta importância.
A corrente de comando na FZ6 Fazer S: o que a ficha diz
Para entender a corrente de comando desta moto, vale olhar a ficha: a FZ6 Fazer S é uma naked de 600 cc. É um motor quatro tempos, lubrificado pelo óleo do cárter. O arrefecimento é líquido, com radiador, bomba d'água e aditivo. A alimentação é por injeção eletrônica, com bomba de combustível, bico injetor e sensores. O motor tem filtro de óleo de troca.
Com arrefecimento líquido, a troca da corrente de comando na FZ6 Fazer S pode exigir drenar o sistema, se for preciso tirar o cabeçote ou peças ligadas a ele. Depois, o líquido é reabastecido e o sistema é sangrado para não ficar ar.
Em motores maiores, como o da FZ6 Fazer S, é comum haver dois eixos de comando e, em motores de mais de um cilindro, uma corrente mais longa ou mais de uma corrente. O serviço é mais trabalhoso e deve seguir o manual de serviço à risca.
Na FZ6 Fazer S, com injeção eletrônica, a central depende de sinais de posição do motor. Depois de trocar a corrente de comando, vale pedir à oficina para conferir com scanner se não ficou erro registrado e se o motor funciona dentro do esperado.
Sinais de que a corrente de comando da FZ6 Fazer S está gasta
Vários ruídos do motor se parecem, e nem todo barulho no cabeçote é corrente. Estes são os sintomas que mais apontam para ela, mas a confirmação é de oficina.
- Barulho de chocalho no cabeçote. Se o motor faz um "chiado" metálico ou um barulho de algo solto lá em cima, principalmente parado em marcha lenta, a corrente pode estar folgada batendo nas guias. É um sinal para levar à oficina sem demora.
- Tensor no fim do curso. Na inspeção, o mecânico vê quanto o tensor já avançou para compensar o alongamento. Quando ele está no limite, não há mais o que compensar e a corrente vai ficar frouxa. É hora de trocar o conjunto.
- Perda de rendimento. Corrente esticada atrasa o ponto do comando: as válvulas passam a abrir um pouco depois do certo. O motor fica mais fraco, principalmente em retomadas, e o consumo de combustível pode aumentar.
- Marcha lenta irregular. Se a marcha lenta oscila, a moto falha em baixa e já foram descartados vela, filtro e alimentação, a corrente de comando entra na lista de suspeitos.
- Marcas de ponto desalinhadas. Uma verificação de ponto mostra se o comando está sincronizado. Marcas desalinhadas, depois de conferido que o motor está na posição certa, apontam para corrente esticada ou que pulou dente.
Como escolher a corrente de comando certa para a FZ6 Fazer S
Na compra, informe modelo, ano e, se possível, o número do motor. Com esses dados, a loja encontra a corrente e as peças do conjunto certas para a sua moto.
- Kit com guias e tensor. Trocar só a corrente e manter guias gastas e tensor cansado é meio serviço. Muitos fabricantes vendem o kit com corrente, guias e, em alguns casos, o tensor ou a borracha do tensor. Avalie com o mecânico.
- Número de elos e passo. Duas correntes podem parecer iguais na mão e ter um elo de diferença. Compare elo por elo com a original ou confie no código de aplicação do fabricante.
- Tipo de corrente. Repare no formato da corrente original: de rolos, parecida com a de transmissão em miniatura, ou silenciosa, formada por placas com dentes. A nova tem que ser do mesmo tipo.
- Estado das engrenagens. A engrenagem do comando e a do virabrequim também gastam. Dentes afinados ou em forma de gancho comem a corrente nova. Peça para a oficina avaliar e cote a engrenagem do comando junto, se necessário.
- Aplicação exata. Compre pela aplicação: modelo, ano e motor. Motores parecidos podem usar correntes com número de elos diferente. Na dúvida, leve o código da peça original ou a corrente velha para comparar.
Como é feita a troca da corrente de comando da FZ6 Fazer S
Não é serviço para fazer em casa. A sequência abaixo mostra como a troca é feita, do diagnóstico à primeira partida.
- Confirmação do diagnóstico. Antes de abrir, a oficina confirma que o barulho é mesmo da corrente. Válvula com folga errada faz um "tec-tec" parecido e se resolve com regulagem, sem trocar nada.
- Motor no ponto. Tudo começa colocando o motor no ponto: pistão em cima no tempo de compressão, marcas do rotor e do comando alinhadas. O mecânico anota e fotografa a posição antes de soltar qualquer coisa.
- Alívio do tensor e retirada da engrenagem. O tensor é travado ou removido para aliviar a corrente. Em seguida, a engrenagem do comando é solta do eixo. A corrente fica presa com arame para não cair dentro do motor.
- Retirada da corrente velha. Conforme o motor, a corrente sai depois de tirar a tampa e o rotor do lado do magneto, o cilindro e o cabeçote, ou exige abrir o cárter. Em alguns casos, a oficina corta a corrente velha e instala uma nova com elo rebitado.
- Troca de guias e inspeção. Com acesso livre, saem as guias gastas e o mecânico confere as engrenagens e o tensor. Peças com desgaste visível são trocadas agora, porque abrir de novo depois custa mais.
- Montagem e acerto do ponto. Com o motor ainda no ponto, a corrente nova entra, a engrenagem do comando volta com as marcas coincidindo e o tensor é ativado. Qualquer diferença de um dente precisa ser corrigida aqui.
- Giro à mão e conferência. Girar o motor com a mão, sem pressa, é obrigatório. Se algo prende, para tudo. Depois de algumas voltas, as marcas precisam voltar a coincidir no ponto de compressão.
- Folga de válvulas e fechamento. Aproveitando o motor aberto, a oficina confere a folga das válvulas. Em seguida, fecha tampas com juntas novas e completa ou troca o óleo, conforme o caso.
- Primeira partida. Motor ligado, o som deve ser outro. A oficina confere o funcionamento, olha se não há vazamento nas tampas e orienta você a voltar se qualquer ruído estranho reaparecer.
Se o motor continuar barulhento, não insista em rodar forte. Volte à oficina para conferir o ponto, o tensor e a folga das válvulas. É mais barato corrigir cedo do que depois de um dano maior.
Cuidados que poupam a corrente de comando
Corrente que alonga cedo quase sempre tem uma causa por trás. Estes hábitos ajudam a evitar.
- Revisões com conferência do tensor. Alguns motores têm tensor com regulagem; outros são automáticos. Em ambos os casos, a revisão no prazo do manual permite acompanhar o desgaste do conjunto.
- Não use o motor como freio de forma brusca. Reduções violentas, que fazem o motor subir de giro de repente, sacodem a corrente e o tensor. Reduza com suavidade e use o freio para parar.
- Aqueça antes de exigir. Nos primeiros segundos após a partida, o óleo ainda está subindo para o cabeçote. Evite acelerar forte logo depois de ligar a moto fria.
- Nível sempre conferido. O cabeçote fica no ponto mais alto do motor. Se falta óleo, a corrente e o comando sentem antes. Olhar o nível regularmente é a proteção mais simples.
Erros comuns com a corrente de comando
Estes são os erros mais comuns, tanto no uso quanto na troca da corrente de comando.
- Trocar só a corrente. Economizar nas guias e no tensor é comum e é erro. A corrente nova precisa de apoio e tensão corretos para durar.
- Ignorar o barulho. Barulho de corrente não some sozinho. Quanto mais tempo você roda assim, maior a chance de quebrar guia ou pular dente.
- Montar fora do ponto. Um dente de diferença já deixa o motor fraco, e mais que isso pode fazer as válvulas tocarem no pistão. Conferir as marcas e girar o motor à mão antes da partida é obrigatório.
- Esquecer de liberar o tensor. Alguns tensores são montados travados e precisam ser liberados no fim. Esquecer esse passo deixa a corrente frouxa, e o motor sai da oficina barulhento.
A FZ6 ao longo dos anos
No catálogo, a FZ6 aparece em 3 gerações, somando 2 versões entre 2005 e 2009. Versões e gerações próximas costumam compartilhar várias peças, mas a corrente de comando pode mudar sem aviso de uma geração para outra. Entre as mais próximas estão FZ6 Fazer S 2007–2009, FZ6 N 2008–2009.
Quanto vale a FZ6 Fazer S 2005–2006
Na tabela FIPE de outubro de 2026, a Yamaha FZ6 Fazer S dos anos 2005–2006 vai de R$ 16.609 (2005) a R$ 20.794 (2006). Esse número ajuda a pesar o conserto: quando o orçamento da corrente de comando chega perto de uma fatia grande do valor da moto, vale pedir mais de um orçamento e comparar original, reposição e usada.
Corrente de comando nos outros anos e versões da FZ6
| Versão | Anos |
|---|---|
| FZ6 Fazer S | 2007–2009 |
| FZ6 Fazer S (esta página) | 2005–2006 |
| FZ6 N | 2008–2009 |
Outras peças da FZ6 Fazer S 2005–2006
Motor
Arrefecimento
Alimentação
Admissão
Escapamento
Transmissão
Freios
Suspensão
Direção
Rodas e pneus
Elétrica
Ignição
Iluminação
Carroceria
Comandos
Fluidos
Acessórios do modelo
Perguntas frequentes
A corrente de comando de outra moto serve na FZ6 Fazer S?
Em geral, não sem conferir. A corrente de comando é desenhada para o modelo; a de outra moto só serve quando o código ou a aplicação confirmam. Adaptação costuma trazer folga, ruído ou desgaste.
Tensor e guias entram na troca da corrente?
Muitas vezes sim. O tensor e as guias trabalham com a corrente e se desgastam junto. Se estiverem no limite, a corrente nova fará barulho logo. O mecânico avalia na desmontagem.
Posso continuar rodando com a corrente fazendo barulho?
Não é recomendado. A corrente folgada desgasta as guias e pode pular dente, o que tira o motor do ponto e, em muitos motores, faz válvulas tocarem no pistão. Leve à oficina o quanto antes e evite rotação alta até lá.
Barulho no cabeçote é sempre a corrente?
Nem sempre. Válvula com folga, tensor desregulado e até peças externas soltas podem fazer barulho parecido. O mecânico descarta essas causas antes de indicar a troca da corrente.
De quanto em quanto tempo se troca a corrente de comando?
Em muitas motos, não existe um prazo fixo de troca: a corrente é substituída quando o desgaste aparece, pelo barulho, pelo curso do tensor ou pelo ponto. O manual indica as verificações periódicas.