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KS, ES, ESD, EX, ABS, CBS, Flex e i: o que significam as siglas nos nomes das motos

KS é partida a pedal (kick starter), ES é partida elétrica (electric starter), ESD e ED somam freio a disco, e o "i" indica injeção eletrônica. Veja o significado de cada sigla, os exemplos da Honda e da Yamaha e por que conferir a ficha da versão.

Por Equipe Tudo de Moto, . Leitura de 10 min.

As letras no fim do nome da moto mostram o que muda de uma versão para outra. KS quer dizer partida a pedal (do inglês kick starter), ES é partida elétrica (electric starter) e ESD ou ED indicam partida elétrica com freio a disco. O i no fim, como em ESDi ou Pop 110i, indica injeção eletrônica; Mix e Flex indicam motor que aceita gasolina e etanol; CBS e ABS são sistemas de freio. Não existe uma tabela oficial única: cada fabricante cria as suas siglas, e algumas, como EX e DX, não têm significado técnico fixo. Por isso, a sigla é uma pista, e a ficha técnica da versão é a confirmação.

Tabela rápida das siglas mais comuns

SiglaSignificadoOnde aparece
KSPartida a pedal (kick starter)Honda CG, Biz e outras
ESPartida elétrica (electric starter)Honda e várias marcas
ESD / EDPartida elétrica e freio a discoHonda (ESD), Yamaha (ED)
ESDDPartida elétrica e disco nas duas rodasHonda Bros 160
EXVersão mais equipada; o conteúdo muda por modeloHonda CG 150 Titan, Biz 125
iInjeção eletrônicaHonda ESi, ESDi, Pop 110i
Mix / FlexMotor flex, a gasolina, etanol ou misturaHonda Mix e Flex
K / E / EDPedal / elétrica / elétrica e discoYamaha Factor 125
DXNome de versão, sem significado técnico padrãoYamaha Factor 150 DX
CBS / UBSFrenagem combinadaHonda (CBS), Yamaha (UBS)
ABSFreio antitravamentoVárias marcas

KS: partida a pedal

KS é a abreviação de kick starter, o pedal de partida. A moto KS liga só no pedal: não tem motor de arranque nem botão de partida. Foi por muitos anos a versão de entrada das motos pequenas.

Um exemplo clássico é a CG 150 Titan lançada em 2004. Segundo o Motonline, ela tinha três versões: KS, com partida a pedal e freios a tambor; ES, com partida elétrica e freios a tambor; e ESD, com partida elétrica, freio dianteiro a disco e suporte da pedaleira do garupa em alumínio. A KS era a mais barata das três.

Então, respondendo direto a dúvida mais comum: KS é partida a pedal. Se você está olhando uma usada KS, saiba que vai ligar a moto sempre no pé. Para conhecer o componente, veja o guia de pedal de partida.

ES: partida elétrica

ES vem de electric starter, partida elétrica. A moto liga pelo botão, com um motor de arranque alimentado pela bateria.

Algumas motos ES mantêm o pedal como reserva, outras não. No catálogo do site, por exemplo, a Iros One 125 ES aparece com partida elétrica e pedal. Na dúvida, olhe a ficha da versão ou a própria moto: se tem pedal do lado esquerdo do motor, ele está ali. Se a sua moto ES não liga no botão, o guia de moto que não liga na partida elétrica mostra as causas.

ESD, ED e ESDD: partida elétrica e freio a disco

ESD e ED significam partida elétrica com freio a disco, segundo o AutoPapo. A sigla surgiu para diferenciar as versões com disco numa época em que o freio a tambor nas duas rodas era comum nas motos pequenas. Na prática, o disco costuma ser só o dianteiro, com tambor atrás. Foi assim na CG 150 Titan ESD de 2004.

A Honda usa ESD; a Yamaha usa ED, como na Factor 125 ED. E existe a variação ESDD, de Electric Start Dual Disc, como explicou o iCarros ao apresentar a Bros 160 ESDD 2019: partida elétrica e freio a disco nas duas rodas. Na Bros 160 ESDD 2016, segundo o Motonline, os discos eram de 240 mm na frente e 220 mm atrás.

EX: a versão mais completa, mas sem regra fixa

EX não tem um significado técnico padronizado. Na Honda, indica a versão mais completa de um modelo, e o que ela traz muda de uma moto para outra.

Na CG 150 Titan Mix EX, lançada em 2009, a Honda reuniu os atributos das versões KS e ES e acrescentou rodas de alumínio, suportes das pedaleiras em alumínio e freio dianteiro a disco de 240 mm, segundo o Motonline. A EX substituiu a versão ESD, que deixou de ser vendida. Em outros modelos, como a Biz 125, o catálogo do site também registra versões KS, ES e EX, cada uma com o seu conjunto de equipamentos.

Resumo: quando vir EX, não presuma o que tem. Abra a ficha da versão e confira freio, rodas e partida.

O "i": injeção eletrônica

O "i" no fim da sigla indica injeção eletrônica. Na CG 150 Fan ESi, de 2009, o Motonline explicou que a própria sigla ressaltava as características principais: ES de partida elétrica e "i" de injeção eletrônica PGM-FI. Em 2010, a CG 150 Fan passou a ter duas versões: ESi, com freios a tambor nas duas rodas, e ESDi, com o mesmo conjunto e freio dianteiro a disco.

A mesma letra aparece em nomes como Pop 110i, que no catálogo do site tem injeção eletrônica. A CG 160, por sua vez, teve a versão Fan ESDi em 2016 e 2017, ao lado de Start, Titan e Cargo; a partir de 2018, a Fan passou a aparecer no catálogo só como CG 160 Fan, sem as letras.

Injeção eletrônica não tem afogador e costuma dar partida mais fácil a frio. Quando há falha no sistema, a luz da injeção no painel costuma acender.

Mix e Flex: gasolina, etanol ou os dois

Mix foi o nome que a Honda usou nas primeiras motos bicombustível, como a CG 150 Titan Mix de 2009. Segundo o Motonline, o modelo rodava "com álcool, gasolina ou com a mistura de ambos em qualquer proporção". Em 2010, a CG 150 Fan ganhou o sistema Flex, que o Motonline descreveu como tecnologia Mix Fuel Injection, também para etanol, gasolina ou mistura.

Hoje, a ficha costuma dizer "flex" diretamente. Mas atenção: nem todo modelo que já foi flex continua flex. A Yamaha Lander 250, por exemplo, passou a ser só a gasolina na geração Connected, de 2025, por causa da fase Promot 5 de emissões, segundo o Motonline. Na usada, confira o documento e o manual do ano exato.

K, E, ED e DX: as siglas da Yamaha

A Yamaha usa letras próprias. Quando lançou a YBR 125 Factor, em 2008, a marca tinha três versões, segundo o Motonline:

  • K: partida a pedal, rodas raiadas com câmara;
  • E: partida elétrica, rodas raiadas com câmara;
  • ED: partida elétrica, freio dianteiro a disco e rodas de liga leve com pneus sem câmara.

Já o DX da Factor 150 não é uma sigla técnica. Segundo o Motonline, a Factor 150 e a Factor DX são mecanicamente idênticas, com o mesmo freio combinado e o mesmo painel. A DX se diferencia pela estética, com rodas coloridas, motor pintado de preto fosco e alça do garupa em alumínio. Nem o Motonline nem o AutoPapo explicam o que as letras querem dizer.

A Yamaha também usa o nome Connected nos modelos que se conectam ao celular pelo aplicativo da marca, como a Lander Connected. Pelo site da fabricante, o recurso mostra no painel notificações do celular e, no aplicativo, dados de uso e agendamento de manutenção.

CBS, UBS e ABS: as siglas do freio

CBS é a sigla de combined brake system, frenagem combinada. Ao acionar um comando, normalmente o pedal, a moto freia também a outra roda. A Resolução Contran nº 509/2014 define o CBS como o sistema que distribui proporcionalmente a força de frenagem para as rodas. A Yamaha chama o seu sistema combinado de UBS, como na Factor 150. O guia de CBS na moto explica como frear com ele.

ABS é o sistema antitravamento: sensores de velocidade nas rodas e uma central eletrônica evitam que a roda trave numa frenagem forte. Ele não é igual em todas as motos: na Yamaha Lander Connected, o ABS atua só na roda dianteira; na Honda Sahara 300, nas duas rodas. Veja mais no guia de freio ABS.

Pela Resolução Contran nº 509/2014, motos novas abaixo de 300 cc precisam ter CBS ou ABS, e as de 300 cc ou mais, ABS em todas as rodas. A exigência entrou aos poucos e chegou a 100% da produção e da importação a partir de 1º de janeiro de 2019.

Outras letras e nomes de versão

Além das siglas técnicas, os fabricantes usam nomes e letras de acabamento: Start, Fan, Titan e Cargo na CG; S em versões especiais; edições comemorativas. Esses nomes indicam posição na linha, não um equipamento específico. A Titan S de 2020 e 2021, por exemplo, aparece no catálogo como uma versão própria da CG 160, separada da Titan.

Como usar as siglas na hora de comprar

  1. Leia o nome completo no documento. A versão está na descrição do modelo. "CG 150 Titan ESD" e "CG 150 Titan KS" são motos com equipamento diferente.
  2. Confirme na moto. Pedal de partida, botão de partida, disco ou tambor, rodas raiadas ou de liga: tudo isso se vê olhando.
  3. Abra a ficha da versão e do ano. Nas páginas de modelo do site, cada versão tem a sua ficha e as suas peças.
  4. Compre peça pela versão. Disco, pastilha, lona, motor de partida e bateria podem mudar entre KS, ES e ESD do mesmo modelo.
  5. Compare preço pela mesma versão. Na tabela FIPE, KS, ES e EX têm valores diferentes.

Perguntas frequentes

KS é pedal ou partida elétrica?

KS é partida a pedal. A sigla vem de kick starter, pedal de partida. A moto KS não tem partida elétrica.

O que significa ES na moto?

Partida elétrica, de electric starter. A moto liga pelo botão. Algumas versões ES mantêm o pedal como reserva.

Qual a diferença entre ES e ESD?

A ESD tem, além da partida elétrica, freio a disco, normalmente na roda dianteira. A ES usa freio a tambor.

O que significa EX na Titan?

Na CG 150 Titan Mix EX de 2009, era a versão mais completa, com rodas de alumínio e freio dianteiro a disco, além da partida elétrica. EX não tem um significado técnico fixo: o conteúdo muda de modelo para modelo.

O que quer dizer o "i" em ESDi ou Pop 110i?

Injeção eletrônica. ESDi, por exemplo, indica partida elétrica, freio a disco e injeção.

Moto com CBS tem ABS?

Não necessariamente. CBS é frenagem combinada e ABS é antitravamento; são sistemas diferentes. Algumas motos têm os dois.

Fontes

Este conteúdo é informativo. Para serviços de freio, suspensão, elétrica e motor, procure um mecânico de confiança e siga o manual da sua moto.

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