Calibragem do pneu da Kawasaki KX 450
A pressão do manual para o pneu dianteiro e o traseiro de cada versão e ano da KX 450, de 2006 a 2018, sempre com os pneus frios.
Calibragem do manual
14 / 14 psi
- Dianteiro
- 14 psi
- Traseiro
- 14 psi
Valores do manual do proprietário, com os pneus frios. Confira a linha da sua versão e ano na tabela.
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Anunciar nesta páginaCalibragem por versão e ano
Pressões do manual, com o pneu frio. A linha leva à ficha técnica completa daquela geração.
Calibragem da Kawasaki KX 450
A KX 450 tem uma calibragem só em todas as gerações levantadas: 14 psi na frente e 14 psi atrás, sempre medidos com o pneu frio.
O catálogo não tem um valor separado para garupa nesta moto. Quando o manual informar um, ele vale para o pneu traseiro com carga.
Se o calibrador ou o manual estiver em outra unidade, os valores mais comuns ficam assim:
| Pneu | psi (libras) | bar | kPa |
|---|---|---|---|
| Dianteiro | 14 | 0,97 | 97 |
| Traseiro | 14 | 0,97 | 97 |
O que a pressão dos pneus muda na KX 450
A pressão dos pneus decide como a moto apoia no chão. Com a pressão certa, a banda de rodagem encosta por igual no asfalto, a direção fica leve e precisa, a frenagem é estável e o pneu gasta de forma uniforme. Fora dela, tudo isso piora aos poucos, e muita gente só percebe quando o pneu já gastou torto ou a moto ficou estranha numa curva.
Os valores desta página são os que o fabricante indica para a KX 450, sempre com os pneus frios. Eles levam em conta o peso da moto, o tamanho dos pneus e o uso previsto, e por isso valem mais do que qualquer número "padrão" de borracharia.
Pneus da KX 450 e a calibragem
A calibragem do manual vale para os pneus na medida original. Estas são as medidas usadas na KX 450:
- Pneu dianteiro. 80/100-21. Ver o pneu dianteiro da KX 450 por versão.
Se a moto estiver com pneus de outra medida, a pressão pode ser diferente. Nesse caso, siga a orientação do fabricante do pneu para aquela medida e aquele peso.
Como calibrar os pneus da KX 450
Calibrar direito é simples. O cuidado principal é a temperatura do pneu.
- Comece com o pneu frio. A pressão indicada é para o pneu frio: moto parada há algumas horas ou que rodou só um trecho curto e devagar. Pneu quente marca mais pressão do que tem de verdade.
- Tire a tampinha da válvula. Desrosqueie a tampa da válvula. Se não houver tampa, vale repor: sem ela, a sujeira entra e a válvula pode começar a vazar.
- Meça a pressão. Encaixe o bico do calibrador firme e reto na válvula, sem deixar escapar ar, e leia o valor. Em psi, que é a mesma "libra" da linguagem do posto.
- Complete ou retire ar. Ajuste até o valor da tabela para a sua versão e ano. Use o valor de piloto sozinho ou o de garupa, conforme o uso do dia.
- Repita no outro pneu. Dianteiro e traseiro têm valores diferentes na maioria das motos. Confira os dois, cada um com o seu número.
- Recoloque as tampinhas e olhe o pneu. Com as tampas no lugar, dê uma volta no pneu com os olhos. A calibragem é o momento ideal para achar um prego antes de virar furo.
Calibradores de posto nem sempre estão aferidos. Um medidor de pressão próprio, simples, ajuda a conferir e evita diferenças de alguns psi que fazem diferença na moto.
O que a pressão errada causa
A moto costuma avisar quando a pressão está fora do ponto. Alguns sinais aparecem na pilotagem; outros, no desgaste do pneu.
- Furo ou talão solto. Em pneus com câmara, pressão baixa deixa o pneu girar no aro e pode arrancar a válvula da câmara.
- Frenagem instável. Freada que puxa ou que trava a roda mais cedo pode ter a pressão como parte do problema.
- Direção pesada. Guidão duro em baixa velocidade e moto "preguiçosa" nas curvas são sinais típicos de pneu dianteiro murcho.
- Consumo maior. A resistência ao rolamento cresce com a pressão baixa, e isso aparece no consumo.
- Pneu esquentando demais. O calor excessivo vem da deformação do pneu com pouca pressão. Ele envelhece a borracha e pode danificar a estrutura.
- Desgaste nas laterais. Quando as laterais da banda gastam mais que o meio, a causa mais comum é pressão baixa por muito tempo.
- Moto saltando nas irregularidades. Com pressão alta, o pneu absorve menos e a moto "pula" em ondulações, perdendo contato com o chão por instantes.
- Desgaste no centro. Pressão alta deixa o pneu abaulado, e o centro da banda gasta mais rápido.
Com câmara ou sem câmara
Nas versões do catálogo, a KX 450 roda com câmara de ar.
Os pneus com câmara pedem cuidado com a pressão baixa. Murcho, o pneu pode girar no aro e puxar a válvula da câmara, e um buraco mais forte pode "beliscar" a câmara contra o aro. Em compensação, o furo costuma esvaziar o pneu mais rápido, o que avisa logo.
Cuidados com a calibragem no dia a dia
Estes hábitos fazem a calibragem render mais.
- Tenha um medidor próprio. Um medidor de pressão de bolso, digital ou analógico, permite conferir com o pneu frio em casa e desconfiar do calibrador do posto quando ele estiver fora.
- Pneu novo, mesma pressão. Ao trocar o pneu, use a pressão do manual da moto, mesmo que a marca do pneu seja outra. Só mude se o fabricante da moto ou do pneu indicar outro valor para aquela medida.
- Trilha tem regra própria. Na terra, muitos pilotos baixam a pressão para ganhar tração. Só faça isso dentro do que o fabricante do pneu ou da moto admite, e volte ao valor de asfalto antes de pegar estrada.
- Não use o número da lateral do pneu. A lateral do pneu traz a pressão máxima que ele suporta, não a pressão de uso. Calibrar por ela deixa o pneu cheio demais.
- Mantenha as tampinhas. Sem tampa, poeira e água chegam ao miolo da válvula, que começa a vazar.
- Ajuste para garupa e carga. Garupa e carga pedem mais pressão atrás. Calibrar só pelo valor de piloto sozinho deixa o pneu traseiro mole com peso extra.
- Calibre com frequência. Pneu de moto perde pressão aos poucos. Calibrar a cada uma ou duas semanas, e sempre antes de viagem, mantém o valor no ponto.
- Nitrogênio é opcional. Nitrogênio perde pressão um pouco mais devagar, mas a diferença no dia a dia é pequena. Calibrar com frequência continua sendo o essencial.
O que evitar ao calibrar
Quase todo erro de calibragem vem de hábito, não de falta de equipamento. Estes são os mais frequentes.
- Confiar sempre no calibrador do posto. Nem todo calibrador de posto está aferido. Se a moto parece estranha mesmo calibrada, confira com outro medidor.
- Esquecer o valor de garupa. Levar alguém atrás com a pressão de piloto sozinho deixa o pneu traseiro mole. Se o manual tem valor de carga, ele é para ser usado.
- Usar o mesmo valor nos dois pneus. Calibrar os dois pneus com o mesmo número é um erro comum. Na maioria das motos, o traseiro pede mais.
- Seguir o número de carro. O valor que o frentista usa no carro não serve para a moto. Diga o número do manual ou calibre você mesmo.
- Esvaziar o pneu quente. Depois de rodar, o pneu marca mais pressão. Tirar ar nessa hora deixa o pneu abaixo do certo quando ele esfria.
- Deixar a moto parada muito tempo sem calibrar. Moto parada também perde pressão, e o pneu murcho apoiado no chão por semanas pode deformar. Calibre antes de voltar a rodar.
Quando a pressão pede atenção extra
Antes de pegar estrada com a KX 450, calibre em casa ou no primeiro posto, ainda com os pneus frios. Em viagem, o pneu trabalha mais tempo seguido e esquenta, e qualquer diferença de pressão aparece mais: no desgaste, na estabilidade e no consumo.
Com garupa ou bagagem, use o valor de carga do manual no pneu traseiro, quando ele existir, e lembre de voltar ao valor normal depois. No calor forte, a pressão sobe com o pneu quente, e isso é previsto; não esvazie na beira da estrada para "corrigir". Na chuva, a pressão certa ajuda o pneu a escoar a água pelos sulcos; murcho, ele perde essa capacidade mais cedo.
Comparação com motos do mesmo tipo
Para comparar, a calibragem de outras motos do mesmo tipo e de cilindrada parecida com a KX 450 (pela geração mais recente de cada uma):
- Yamaha YZ 450F: 15 / 15 psi
- Kawasaki KLX 450R: 14 / 14 psi
- Honda CRF 450R: 15 / 15 psi
- Honda CRF 450X: 22 / 22 psi
- Honda CRF 450RX: 15 / 15 psi
Os números parecidos não querem dizer que dá para usar o valor de outra moto: peso, pneu e suspensão mudam a pressão certa. Vale o da sua.
Perguntas frequentes
Quantas libras no pneu da KX 450?
Pelo manual, 14 psi no dianteiro e 14 psi no traseiro, com os pneus frios.
Posso usar a pressão da lateral do pneu?
Não. O número da lateral é a pressão máxima que o pneu aguenta, não a de uso. Calibre sempre pelo manual da moto.
Pressão mais alta economiza combustível?
Não. Pressão alta reduz a área de contato com o chão. O ganho de consumo é pequeno e a perda de aderência, real.
Posso calibrar a moto em casa?
Vale. Em casa você mede com o pneu realmente frio, e um medidor próprio ajuda a perceber quando o calibrador do posto está fora.
Calibrar depois de rodar dá problema?
O valor do manual é para pneu frio. Quente, o pneu marca mais pressão. Se precisar medir quente, não esvazie para chegar ao valor de frio; espere esfriar para acertar.
Com garupa preciso aumentar a pressão?
Em muitas motos, sim. O manual indica um valor maior atrás para quando há garupa ou carga. A tabela mostra esse valor quando o manual informa.
Pneu sem câmara precisa de calibragem diferente?
A pressão é a do manual da moto, com ou sem câmara. A diferença é que, sem câmara, um furo pequeno pode baixar a pressão devagar, e só a calibragem frequente mostra.
Com que frequência calibrar?
Em geral, a cada uma ou duas semanas e sempre antes de viajar. Pneu de moto perde pressão com o tempo, mesmo sem furo.
É normal o pneu baixar sozinho?
Um pouco, sim: a borracha deixa o ar passar devagar, e a variação de temperatura também mexe na pressão. Perda rápida, de uma semana para outra, já pede uma olhada em válvula, aro e banda.
O que é psi?
Sim. Psi é a abreviação de libra por polegada quadrada, a unidade que os calibradores de posto chamam de "libra".