Calibragem do pneu da Yamaha Ténéré 250
A pressão do manual para o pneu dianteiro e o traseiro de cada versão e ano da Ténéré 250, de 2011 a 2019, sempre com os pneus frios.
Calibragem do manual
18 / 22 psi
- Dianteiro
- 18 psi
- Traseiro
- 22 psi
Valores do manual do proprietário, com os pneus frios. Confira a linha da sua versão e ano na tabela.
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Anunciar nesta páginaCalibragem por versão e ano
| Versão | Anos | Dianteiro | Traseiro | Traseiro com garupa |
|---|---|---|---|---|
| XTZ 250 Ténéré | 2011–2019 | 18 psi | 22 psi | 29 psi |
Pressões do manual, com o pneu frio. A linha leva à ficha técnica completa daquela geração.
Quantas libras vão nos pneus da Ténéré 250
A Ténéré 250 tem uma calibragem só em todas as gerações levantadas: 18 psi na frente e 22 psi atrás, sempre medidos com o pneu frio.
Para rodar com garupa ou bagagem, o traseiro sobe para 29 psi, segundo o manual.
Se o calibrador ou o manual estiver em outra unidade, os valores mais comuns ficam assim:
| Pneu | psi (libras) | bar | kPa |
|---|---|---|---|
| Dianteiro | 18 | 1,24 | 124 |
| Traseiro | 22 | 1,52 | 152 |
| Traseiro com garupa | 29 | 2,00 | 200 |
Calibragem: o detalhe que mais pesa nos pneus da Ténéré 250
A pressão dos pneus decide como a moto apoia no chão. Com a pressão certa, a banda de rodagem encosta por igual no asfalto, a direção fica leve e precisa, a frenagem é estável e o pneu gasta de forma uniforme. Fora dela, tudo isso piora aos poucos, e muita gente só percebe quando o pneu já gastou torto ou a moto ficou estranha numa curva.
Os valores desta página são os que o fabricante indica para a Ténéré 250, sempre com os pneus frios. Eles levam em conta o peso da moto, o tamanho dos pneus e o uso previsto, e por isso valem mais do que qualquer número "padrão" de borracharia.
Medida dos pneus da Ténéré 250
A calibragem do manual vale para os pneus na medida original. Estas são as medidas usadas na Ténéré 250:
- Pneu dianteiro. 80/90-21 M/C 48S.
- Pneu traseiro. 120/80-18 M/C 62S.
Com pneu fora da medida original, a referência passa a ser o fabricante do pneu. A tabela do manual vale para a medida de fábrica.
Como calibrar os pneus da Ténéré 250
Leva poucos minutos e dá para fazer no posto ou em casa, com um calibrador próprio. O que muda o resultado é medir com o pneu frio.
- Comece com o pneu frio. A pressão indicada é para o pneu frio: moto parada há algumas horas ou que rodou só um trecho curto e devagar. Pneu quente marca mais pressão do que tem de verdade.
- Tire a tampinha da válvula. Desrosqueie a tampa da válvula. Se não houver tampa, vale repor: sem ela, a sujeira entra e a válvula pode começar a vazar.
- Meça a pressão. Encoste o medidor de forma reta e firme. Um chiado durante a medição indica ar escapando: reposicione e meça de novo.
- Complete ou retire ar. Encha ou esvazie aos poucos e meça de novo. O objetivo é o número do manual da Ténéré 250, não um valor aproximado.
- Repita no outro pneu. Faça o mesmo no outro pneu. Não copie o valor de um para o outro: a frente e a traseira trabalham com pressões diferentes.
- Recoloque as tampinhas e olhe o pneu. Com as tampas no lugar, dê uma volta no pneu com os olhos. A calibragem é o momento ideal para achar um prego antes de virar furo.
Calibradores de posto nem sempre estão aferidos. Um medidor de pressão próprio, simples, ajuda a conferir e evita diferenças de alguns psi que fazem diferença na moto.
Sinais de pressão errada
Pressão baixa e pressão alta deixam marcas diferentes. Vale conhecer as duas.
- Frenagem instável. Freada que puxa ou que trava a roda mais cedo pode ter a pressão como parte do problema.
- Furo ou talão solto. Com câmara de ar, rodar murcho favorece o "beliscão" da câmara em buracos e o deslocamento do pneu no aro.
- Desgaste nas laterais. Quando as laterais da banda gastam mais que o meio, a causa mais comum é pressão baixa por muito tempo.
- Direção pesada. Com pouca pressão, principalmente na frente, a moto fica lenta para entrar nas curvas e o guidão pesa nas manobras.
- Desgaste no centro. Pressão alta deixa o pneu abaulado, e o centro da banda gasta mais rápido.
- Moto saltando nas irregularidades. Pneu duro demais transmite tudo para o piloto e deixa a moto menos colada no asfalto em pisos ruins.
- Consumo maior. Pneu murcho rola com mais resistência, e a moto gasta mais combustível no mesmo trajeto.
- Pneu esquentando demais. Pneu murcho flexiona mais e esquenta. Em viagem e com garupa, isso acelera o desgaste e aumenta o risco de dano.
Com câmara ou sem câmara
A Ténéré 250 usa pneus com câmara de ar nas gerações levantadas.
Com câmara de ar, a pressão certa protege também a câmara: com pouco ar, ela sofre nas pancadas e a válvula pode se deslocar. Quando fura, em geral esvazia depressa, e o conserto passa por tirar a roda ou o pneu.
Cuidados com a calibragem no dia a dia
A pressão cai naturalmente com o tempo, mesmo sem furo. Por isso a calibragem é um hábito, não um evento.
- Tenha um medidor próprio. Medidor próprio é barato e evita diferenças de calibração entre postos. Use-o para conferir o valor final.
- Pneu novo, mesma pressão. Trocou de pneu? A pressão continua sendo a do manual, desde que a medida seja a original.
- Mantenha as tampinhas. Sem tampa, poeira e água chegam ao miolo da válvula, que começa a vazar.
- Nitrogênio é opcional. Encher com nitrogênio não faz mal, mas não dispensa a calibragem periódica. O que importa é a pressão certa, seja com ar comum, seja com nitrogênio.
- Trilha tem regra própria. Na terra, muitos pilotos baixam a pressão para ganhar tração. Só faça isso dentro do que o fabricante do pneu ou da moto admite, e volte ao valor de asfalto antes de pegar estrada.
- Ajuste para garupa e carga. Garupa e carga pedem mais pressão atrás. Calibrar só pelo valor de piloto sozinho deixa o pneu traseiro mole com peso extra.
- Não use o número da lateral do pneu. A lateral do pneu traz a pressão máxima que ele suporta, não a pressão de uso. Calibrar por ela deixa o pneu cheio demais.
- Calibre com frequência. Pneu de moto perde pressão aos poucos. Calibrar a cada uma ou duas semanas, e sempre antes de viagem, mantém o valor no ponto.
Erros que tiram a pressão do ponto
Alguns enganos se repetem muito na hora de calibrar. Evitá-los já resolve a maior parte dos problemas.
- Deixar a moto parada muito tempo sem calibrar. Moto parada também perde pressão, e o pneu murcho apoiado no chão por semanas pode deformar. Calibre antes de voltar a rodar.
- Calibrar só quando o pneu parece murcho. Pneu de moto pode estar vários psi abaixo do certo sem parecer vazio. O olho não mede pressão; o calibrador mede.
- Esquecer o valor de garupa. Carga sem ajuste de pressão sobrecarrega o pneu traseiro. Ajuste antes de sair e volte ao valor normal depois.
- Usar o mesmo valor nos dois pneus. Calibrar os dois pneus com o mesmo número é um erro comum. Na maioria das motos, o traseiro pede mais.
- Seguir o número de carro. Pressão de carro não tem relação com pressão de moto. Use só o valor do manual da Ténéré 250.
- Esvaziar o pneu quente. Depois de rodar, o pneu marca mais pressão. Tirar ar nessa hora deixa o pneu abaixo do certo quando ele esfria.
Calibragem para viagem, chuva e carga
Antes de pegar estrada com a Ténéré 250, calibre em casa ou no primeiro posto, ainda com os pneus frios. Em viagem, o pneu trabalha mais tempo seguido e esquenta, e qualquer diferença de pressão aparece mais: no desgaste, na estabilidade e no consumo.
Com garupa ou bagagem, use o valor de carga do manual no pneu traseiro, quando ele existir, e lembre de voltar ao valor normal depois. No calor forte, a pressão sobe com o pneu quente, e isso é previsto; não esvazie na beira da estrada para "corrigir". Na chuva, a pressão certa ajuda o pneu a escoar a água pelos sulcos; murcho, ele perde essa capacidade mais cedo.
Comparação com motos do mesmo tipo
Para comparar, a calibragem de outras motos do mesmo tipo e de cilindrada parecida com a Ténéré 250 (pela geração mais recente de cada uma):
- Yamaha Lander 250: 18 / 22 psi
- Honda CRF 250L: 22 / 22 psi
- Honda XR 250 Tornado: 22 / 22 psi
- Honda XLX 250R: 21 / 21 psi
- Shineray SHI 250: 26 / 29 psi
- Yamaha XT 225: 18 / 22 psi
- Honda XRE 300: 22 / 22 psi
- Honda Sahara 300: 22 / 22 psi
Os números parecidos não querem dizer que dá para usar o valor de outra moto: peso, pneu e suspensão mudam a pressão certa. Vale o da sua.
Perguntas frequentes
Qual a calibragem do pneu da Yamaha Ténéré 250?
Pelo manual, 18 psi no dianteiro e 22 psi no traseiro, com os pneus frios. Com garupa, 29 psi atrás.
É normal o pneu baixar sozinho?
Um pouco, sim: a borracha deixa o ar passar devagar, e a variação de temperatura também mexe na pressão. Perda rápida, de uma semana para outra, já pede uma olhada em válvula, aro e banda.
Pneu tubeless muda a pressão?
A pressão é a do manual da moto, com ou sem câmara. A diferença é que, sem câmara, um furo pequeno pode baixar a pressão devagar, e só a calibragem frequente mostra.
De quanto em quanto tempo calibrar o pneu da moto?
Com frequência: a pressão cai sozinha. Uma rotina semanal ou quinzenal, mais a conferência antes de viagem, resolve.
Posso calibrar com o pneu quente?
O valor do manual é para pneu frio. Quente, o pneu marca mais pressão. Se precisar medir quente, não esvazie para chegar ao valor de frio; espere esfriar para acertar.
Com garupa preciso aumentar a pressão?
Quando o manual traz um valor para garupa ou carga, sim: use-o no pneu traseiro sempre que levar alguém ou bagagem.
Encher mais o pneu é melhor?
Não. Pressão alta reduz a área de contato com o chão. O ganho de consumo é pequeno e a perda de aderência, real.
O que é psi?
No dia a dia, sim: "libra" é como se chama o psi no posto. Alguns manuais também dão o valor em kPa ou kgf/cm².
Posso calibrar a moto em casa?
Sim. Com um medidor de pressão e um compressor pequeno, ou só o medidor para conferir antes de ir ao posto, você mede com o pneu frio, que é o jeito certo.
Posso usar a pressão da lateral do pneu?
Não. A pressão da lateral é um limite de segurança do pneu. A de uso é a do fabricante da moto, que está na tabela.