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Yamaha XT 660 R 2014

Preço FIPE do ano-modelo 2014, ficha técnica, medidas de manutenção e o que conferir antes de comprar uma XT 660 R usada.

  • Big trail
  • 660 cc
  • Gasolina
  • 48,0 cv
Yamaha XT 660 R 2014
Imagem ilustrativa.

FIPE 2014

R$ 40.416

Moto
Yamaha XT 660 R
Ano-modelo
2014
Geração
2005–2018

Tabela FIPE, referência de outubro de 2026, código 827050-3. Preço médio de anúncio no país.

Lojas e oficinas para a Yamaha XT 660 R

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XT 660 R 2014: o essencial

A Yamaha XT 660 R 2014 é uma big trail de 660 cc. Ela pertence à geração 2005–2018, que a marca manteve sem mudanças grandes de ficha nesse período. O motor é quatro tempos, com óleo no cárter e válvulas no cabeçote. O arrefecimento é líquido, com radiador, bomba d'água e aditivo. A alimentação é por injeção eletrônica, com bomba de combustível, bico injetor e sensores. A partida é elétrica, só no botão. O câmbio é manual, com embreagem acionada no manete. A força chega à roda traseira por corrente, que precisa de lubrificação e ajuste. Na frente, o freio é a disco.

Em números, a potência é de 48 cv a 6.000 rpm; o torque, 6,1 kgf.m (60 N.m) a 5.250 rpm; o peso, 172 kg (em ordem de marcha, modelo 2011; a fonte dá 181 kg a partir de 2012); o tanque leva 15 litros; o banco fica a 865 mm do chão. Isso dá cerca de 3,6 kg por cavalo, uma conta simples para comparar o desempenho com outras motos.

Quanto vale a XT 660 R 2014

O preço médio da XT 660 R 2014 na FIPE (referência de outubro de 2026) é de R$ 40.416. A XT 660 R 2013 fica em R$ 39.430 (+2,5% de diferença); a de 2015 custa R$ 42.781. Em relação ao ano-modelo mais novo da tabela (2018, R$ 50.055), a 2014 vale 19% menos, uma média de 5,2% por ano.

Entre as 23 motos big trail ano 2014 com preço na FIPE, 10 custam menos que ela, o que a coloca no meio da tabela do tipo nesse ano.

O valor FIPE é uma referência de mercado, não o preço de uma moto em particular: estado, quilometragem e histórico pesam na negociação.

Para quem é uma moto big trail

Quem compra uma big trail geralmente quer estrada: viagens longas, com bagagem, em asfalto bom ou ruim. O motor forte trabalha com folga, a posição de pilotagem é ereta e a proteção aerodinâmica cansa menos o piloto. Algumas encaram trilhas de verdade; outras são mais felizes no asfalto e na terra batida.

Usadas, aparecem muitas vezes com malas, protetores e faróis auxiliares. Isso agrega valor, mas pede uma olhada na instalação elétrica. E, por serem altas e pesadas, tombos parados são comuns e merecem atenção na vistoria, principalmente em protetores, malas e manetes.

Peças e medidas da XT 660 R 2014

Medidas de manutenção da XT 660 R 2014, com link para a página de cada peça:

Comprando uma Yamaha XT 660 R 2014 usada: o que olhar

Antes de falar de preço, olhe a moto. Uma vistoria simples, feita com atenção e sem a pressa do vendedor, separa a boa compra da dor de cabeça. Leve uma lanterna, peça para ver a moto fria e reserve tempo para rodar com ela.

  • Parte elétrica e luzes do painel. Ligue a chave e teste tudo: farol alto e baixo, lanterna, luz de freio pelos dois comandos, piscas, buzina e painel. As luzes de alerta devem acender ao ligar a chave e apagar depois que a moto liga; algumas, como a do ABS, só apagam quando ela anda.
  • Ruídos do motor. Em marcha lenta, escute com atenção. Chiado metálico ou batido vindo do alto do motor pode ser corrente de comando esticada ou folga de válvulas fora do ponto. Batida grave, que aumenta quando você acelera, é mais séria e pode vir da parte de baixo. Na dúvida, peça a opinião de um mecânico antes de fechar.
  • Uma segunda opinião. Um mecânico de confiança vê a moto com outros olhos e ainda dá uma ideia do que ela vai pedir nos próximos meses. Para documentos e numeração, um laudo de vistoria cautelar completa a avaliação. Vendedor que não deixa a moto ser avaliada já deu uma resposta.
  • Vazamentos e marcas de óleo. Com a lanterna, percorra o motor de cima a baixo: cabeçote, tampas, bujão do cárter e retentores. Vazamento pequeno pode ser só uma junta, mas também pode indicar motor aberto e mal montado. Desconfie de lavagem recente só no motor: é o jeito mais fácil de esconder óleo escorrendo.
  • Embreagem e câmbio. Em movimento, numa marcha alta e em rotação baixa, acelere com vontade: se o giro sobe e a velocidade não acompanha, a embreagem está patinando. Passe todas as marchas, subindo e reduzindo. Engates duros, marcha que escapa sozinha ou dificuldade para achar o neutro indicam desgaste ou desregulagem.
  • Rode antes de fechar. Rode até a moto esquentar, passando por buraco, curva e reta. Em velocidade baixa e num trecho seguro, alivie a pressão das mãos no guidão: a moto deve seguir reta. Guidão torto com a roda reta, vibração estranha ou direção que trava no centro indicam desalinhamento, queda ou caixa de direção gasta.
  • Pneus. Veja a profundidade dos sulcos e procure o indicador de desgaste no fundo deles: quando a borracha chega nele, o pneu está no limite. A data de fabricação está nos quatro últimos números do código DOT, na lateral. Pneu ressecado, rachado ou gasto de um lado só pede troca, mesmo com sulco.

A manutenção que uma XT 660 R 2014 pede

Moto envelhece por dois relógios: o hodômetro e o calendário. O manual traz os dois prazos para quase tudo, e vale o que vencer primeiro. Mesmo uma moto que rodou pouco tem fluidos, borrachas e bateria que perdem qualidade com o tempo.

  • Chicote e conectores. Uma moto de 12 anos quase sempre já teve acessórios instalados e retirados, e cada instalação deixa marca no chicote. Procure emendas, fios ressecados perto do motor e conectores esverdeados. Mau contato em aterramentos e no regulador também causa problemas de carga. Arrumar o chicote dá trabalho, mas elimina defeitos difíceis de achar.
  • Tanque e linha de combustível. A linha de combustível envelhece: mangueiras endurecem e racham, o filtro entope e, nas injetadas, a bomba pode perder pressão. No tanque, ferrugem interna solta partículas que vão parar no carburador ou no bico. Cheiro de gasolina perto do motor nunca é normal.
  • Óleo vence também pelo tempo. Quem roda pouco também precisa trocar o óleo. Ele perde propriedades com o tempo, absorve umidade e acumula resíduos, e por isso o manual traz um prazo em meses além da quilometragem. Sem saber quando foi a última troca, faça óleo e filtro, quando houver filtro de troca, logo depois da compra.
  • Fluido de freio. Fluido escuro no reservatório do manete mostra que a troca passou da hora. Mesmo sem mudar de cor, ele envelhece porque puxa umidade, e o freio pode perder eficiência numa frenagem longa. Siga o prazo em tempo do manual e, sem histórico, troque nas primeiras semanas, em oficina, com sangria bem feita.
  • Bateria. Bateria de moto tem vida limitada e perde capacidade com os anos, mesmo bem cuidada. Se a da XT 660 R ainda for a original, numa moto de 12 anos, ela pode estar perto do fim. Pergunte quando foi trocada, observe partida, buzina e piscas e, na dúvida, peça para medir a tensão e testar o sistema de carga.
  • Líquido de arrefecimento e mangueiras. O aditivo do radiador tem prazo: com o tempo, perde a proteção contra corrosão e superaquecimento. Mangueiras e abraçadeiras também envelhecem e ficam duras, rachadas ou inchadas. Numa moto de 12 anos, pergunte quando o líquido foi trocado e, com o motor frio, aperte as mangueiras para sentir se ainda estão flexíveis.

Documentos e negociação da XT 660 R 2014

A parte burocrática parece chata, mas é nela que moram os maiores prejuízos: restrição, débito escondido, numeração adulterada e golpe no pagamento. Os pontos abaixo valem para compra entre particulares e em loja, em qualquer estado.

  • Transferência e vistoria. A transferência é feita no Detran do estado e, em muitos lugares, começa com a autorização eletrônica emitida pelo vendedor (ATPV-e). Em geral a moto passa por vistoria. O prazo para transferir é curto e conta da data da venda, e perdê-lo gera multa. Etapas, custos e documentos variam por estado: consulte o Detran antes.
  • Documento no nome de quem vende. Quem vende precisa ser o proprietário que aparece no documento, ou ter autorização clara para negociar. Com o CRLV em mãos, impresso ou no aplicativo oficial, compare placa, chassi, modelo, cor e ano com a moto à sua frente. Diferença entre documento e moto é motivo para parar a negociação até tudo ser explicado.
  • Modificações e regularização. Mudanças em características registradas da moto, como troca de motor ou alterações estruturais, precisam de autorização e inspeção para constar no documento. Escapamento sem homologação e iluminação fora do padrão rendem multa e reprovação em vistoria. Prefira motos originais ou com as alterações regularizadas e anotadas no documento.
  • Restrições e financiamento. Gravame é o registro de que a moto está dada em garantia de um financiamento, e enquanto ele existir a transferência não acontece. Se o vendedor ainda deve, o caminho seguro é quitar o contrato com a financeira e só concluir a compra com a baixa confirmada. Restrição judicial ou de furto é motivo para desistir.

Outras motos big trail 2014 na mesma faixa de preço

Para comparar: motos big trail 2014 com valor FIPE perto do da XT 660 R.

A XT 660 R em outros anos

Anos-modelo da XT 660 R no catálogo, de 2018 a 2005, com o valor FIPE quando a tabela traz o ano:

Ficha técnica da XT 660 R 2014

Medidas e especificações
Cilindrada660 cc
CombustívelGasolina
Potência48 cv a 6.000 rpm
Torque6,1 kgf.m (60 N.m) a 5.250 rpm
Peso172 kg (em ordem de marcha, modelo 2011; a fonte dá 181 kg a partir de 2012)
Tanque15 litros
Altura do banco865 mm
Pneu dianteiro90/90-21 M/C 54S
Pneu traseiro130/80-17 M/C 65S
Fluido de freioDOT 4
Características
MotorQuatro tempos
RefrigeraçãoLíquida
AlimentaçãoInjeção eletrônica
PartidaElétrica
CâmbioManual
EmbreagemPor cabo
Transmissão finalCorrente
Freio dianteiroDisco
Freio traseiroDisco
ABSNão
Freio combinado (CBS)Não
RodasRaiadas
Pneus com câmaraSim
Suspensão traseiraMonoamortecida
FarolHalógeno
LanternaLED
PiscasLâmpada
VelocímetroDigital (sensor)
AceleradorPor cabo
Filtro de óleo de trocaSim

“Conferido” quer dizer que a medida foi checada no manual do proprietário, na ficha do fabricante ou no catálogo de aplicação. As demais são de referência: confira no manual da sua moto antes de comprar.

Peças da XT 660 R 2014

As peças desta moto são as da geração 2005–2018. Cada uma tem a medida, as lojas e o guia de troca.

Motor

Arrefecimento

Alimentação

Admissão

Escapamento

Transmissão

Freios

Suspensão

Direção

Rodas e pneus

Elétrica

Ignição

Iluminação

Carroceria

Comandos

Fluidos

Acessórios do modelo

Perguntas frequentes

Qual o preço FIPE da XT 660 R 2014?

Na referência de outubro de 2026, a Yamaha XT 660 R 2014 vale R$ 40.416 na tabela FIPE. É o preço médio de anúncio; o estado da moto muda o valor.

Qual pneu usa a XT 660 R 2014?

Dianteiro 90/90-21 M/C 54S e traseiro 130/80-17 M/C 65S.

Quantas cilindradas tem a XT 660 R 2014?

A XT 660 R 2014 tem 660 cc, com motor quatro tempos e injeção eletrônica.

Quanto pesa a XT 660 R 2014?

O peso informado pelo fabricante é 172 kg (em ordem de marcha, modelo 2011; a fonte dá 181 kg a partir de 2012).

Quantos cavalos tem a XT 660 R 2014?

Pela ficha do fabricante, 48 cv a 6.000 rpm, com torque de 6,1 kgf.m (60 N.m) a 5.250 rpm.

Qual a capacidade do tanque da XT 660 R 2014?

O tanque da XT 660 R 2014 leva 15 litros.

Como evitar golpe na compra de moto usada?

Os golpes mais comuns envolvem anúncio barato demais, falso intermediário e pedido de depósito antecipado. Nunca transfira dinheiro sem ver a moto e o documento, e só deposite na conta de quem consta como proprietário. Encontro em local público e movimentado e consulta da placa nos canais oficiais completam a proteção.

Quilometragem alta é problema?

A quilometragem é um dado, não um veredito. Motos grandes e de viagem costumam acumular quilômetros sem sofrer; motos de trabalho rodam muito e em ritmo pesado. Mais do que o número, observe o estado geral, o histórico de revisões e se o desgaste aparente bate com o que o painel mostra.

A Yamaha XT 660 R 2014 ainda vale a pena?

Depende menos do ano e mais do estado da unidade e do preço pedido. Uma moto 2014 bem cuidada, com revisões e sem sinais de queda séria, pode ser ótima compra; outra do mesmo ano pode pedir muito dinheiro logo depois. Compare o preço com a FIPE e inclua na conta a manutenção que a vistoria apontar.