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Pinhão da Zontes V 350 2025–2027

O que define a pinhão certa para a V 350 desses anos, e onde encontrar.

Pinhão que serve

Medida em conferência

Moto
Zontes V 350
Anos
2025 a 2027
Cilindrada
348 cc
Transmissão final
Corrente
Câmbio
Manual
Embreagem
Por cabo

Ainda estamos conferindo esta medida no manual. Enquanto isso, leve a peça antiga ou o manual à loja.

Lojas com pinhão para a Zontes V 350

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O pinhão certo para a V 350 2025–2027

A medida do pinhão desta geração da V 350 ainda está em conferência. Até lá, leve a peça antiga à loja ou consulte o manual: o código impresso na peça resolve a maioria dos casos.

A relação desta geração ainda está em conferência. Na loja, informe modelo e ano e, se puder, leve o pinhão velho: o número de dentes e o encaixe no eixo resolvem a dúvida.

O papel do pinhão na transmissão da V 350

Se a corrente é o elo entre motor e roda, o pinhão é o ponto onde a força começa a sair do motor. Ele transmite todo o torque do câmbio para a corrente, recebendo tranco a cada troca de marcha, a cada arrancada e a cada redução.

Como é pequeno, qualquer mudança nele tem efeito grande: um dente a mais ou a menos no pinhão muda a relação de forma bem mais sensível do que um dente a mais ou a menos na coroa. Por isso ele é a peça mais usada por quem quer mudar o comportamento da moto, para mais força ou para mais folga na estrada.

O que muda no pinhão da V 350

Para entender o pinhão desta moto, vale olhar a ficha: a V 350 é uma custom de 348 cc. O câmbio é manual, com embreagem acionada no manete. A embreagem é acionada por cabo. A transmissão final é por corrente, coroa e pinhão.

Para viagem, um pinhão maior reduz a rotação na estrada, mas tira força nas retomadas, sobretudo com garupa e bagagem. Na V 350, a relação original já é um meio-termo pensado pelo fabricante.

Como saber se o pinhão precisa de troca

O pinhão fica escondido atrás de uma tampa, e por isso muita gente só olha para ele quando a corrente já está ruim. Vale abrir e conferir de vez em quando, porque os sinais são claros.

  • Borra acumulada atrás da tampa. Muita graxa preta acumulada dentro da tampa do pinhão é sinal de que a região não é limpa há tempos. Limpe para conseguir avaliar o estado dos dentes e da fixação.
  • Barulho perto da tampa do pinhão. Quando o barulho de transmissão parece vir de dentro da tampa do lado esquerdo do motor, e não da roda, o pinhão é suspeito. Abra a tampa e confira dentes e fixação.
  • Dentes pontudos e inclinados. Limpe o pinhão e olhe os dentes de perto. Se estão afinados e curvados, como pequenos ganchos, o desgaste passou do ponto. Pinhão assim destrói corrente nova em pouco tempo.
  • Pinhão com folga no eixo. Pinhão que joga no eixo não pode ficar assim. A folga pode vir de porca ou placa frouxa, de arruela trava faltando ou de estrias gastas. Quanto antes resolver, menor o risco de estragar o eixo.
  • Corrente e coroa no fim. O pinhão envelhece junto com o resto do kit. Corrente alongada e coroa gasta são indicação suficiente de que o pinhão também precisa sair.

O que conferir antes de comprar o pinhão

O pinhão parece uma peça simples, mas precisa bater em vários pontos ao mesmo tempo: passo da corrente, número de dentes, estriado do eixo e forma de fixação. Um detalhe fora e ele não monta ou monta mal.

  • Forma de fixação. Repare como o pinhão está preso hoje: porca no centro ou placa com parafusos. O novo precisa usar o mesmo sistema. Peças de fixação gastas ou tortas devem ser trocadas junto.
  • Compare com a peça velha. Leve o pinhão antigo à loja, mesmo gasto. Com ele dá para comparar estrias, altura do cubo, furação da placa e número de dentes lado a lado. É o jeito mais seguro de não errar.
  • Passo igual ao da corrente. Comece pelo passo. Ele é o tamanho do elo da corrente, e o pinhão precisa ter dentes no mesmo espaçamento. Um pinhão 428 não serve numa corrente 520, mesmo que o encaixe no eixo pareça igual.
  • Estriado e diâmetro do furo. Confira se a aplicação do pinhão cita o seu modelo. O estriado do eixo de saída não é padrão entre motos, e pinhão com folga nas estrias bate e gasta o eixo.
  • Avulso ou dentro do kit. Se o motivo da troca é desgaste, o pinhão deve vir junto com corrente e coroa novas. Avulso, ele vale para ajuste de relação ou para repor um pinhão danificado em kit recente.

Trocando o pinhão: a sequência certa

Esta é a sequência mais usada na oficina. Ela muda um pouco conforme a fixação do pinhão, mas os cuidados são os mesmos em qualquer moto.

  1. Abra a tampa do pinhão. Solte os parafusos da tampa do lado esquerdo do motor. Em algumas motos, é preciso tirar antes o pedal de câmbio. Marque a posição do pedal no eixo para montar igual.
  2. Limpe a região. Antes de soltar qualquer coisa, limpe. A graxa velha esconde parafusos, arruelas e eventuais vazamentos, e areia que cai no eixo atrapalha a montagem.
  3. Solte a fixação com a corrente montada. A corrente montada ajuda a travar o eixo. Marcha engatada, freio traseiro acionado e a fixação do pinhão solta com mais facilidade, sem forçar o câmbio.
  4. Folgue a corrente. Afrouxe o eixo da roda e os esticadores e empurre a roda para a frente. Com a corrente bem frouxa, dá para tirar o pinhão do eixo e passar a corrente por cima dos dentes.
  5. Confira o eixo e o retentor. Aproveite o eixo exposto para conferir se as estrias estão inteiras e se não há óleo vazando pelo retentor. Se houver, resolva agora: depois vai ser preciso abrir tudo de novo.
  6. Monte o pinhão novo. Coloque o pinhão respeitando o lado de montagem e encaixe a corrente. Use peças de fixação em bom estado e deixe o aperto final para quando a corrente estiver regulada.
  7. Dê o aperto final. Com a corrente montada, engate a marcha e segure o freio traseiro de novo. Aperte a fixação no torque do manual e, se for o caso, dobre a arruela trava sobre a porca.
  8. Regule a corrente e revise o freio. Regule a folga com os esticadores, mantendo as marcas iguais dos dois lados, e aperte o eixo traseiro no torque. Depois confira o freio traseiro e recoloque a tampa e o pedal de câmbio na marca feita.

Depois dos primeiros passeios, abra de novo a tampa e confira se a fixação continua firme. Se aparecer óleo vazando atrás do pinhão, procure a oficina: o retentor do eixo de saída pode precisar de troca.

O que não fazer na troca do pinhão

Antes de trocar o pinhão, veja estes erros que parecem pequenos e não são. Quase todos se evitam com atenção na desmontagem.

  • Apertar sem travar o eixo. Tentar apertar ou soltar o pinhão sem a marcha engatada e o freio acionado faz o eixo girar, e a pessoa acaba usando calço ou chave de fenda no pinhão. Isso danifica dentes e eixo.
  • Montar o pinhão invertido. Pinhão com cubo de um lado mais alto só monta certo de um jeito. Invertido, ele desalinha a corrente e gasta os dentes de lado. Repare na posição antes de tirar o velho.
  • Reaproveitar arruela trava amassada. Arruela trava velha, rachada ou já dobrada várias vezes não segura direito. É uma peça barata que evita pinhão solto rodando.
  • Mudar muitos dentes de uma vez. Diferenças grandes no pinhão mudam muito a relação, podem exigir corrente de outro tamanho e deixam o velocímetro bem fora. Pinhão muito pequeno também faz a corrente dobrar mais e gastar mais.

Manutenção do pinhão no dia a dia

O pinhão dura o que a corrente deixa. Corrente limpa, lubrificada e com a folga certa protege os dentes; corrente seca e frouxa gasta o pinhão rapidamente.

  • Folga certa. A folga da corrente afeta direto o pinhão. Frouxa, ela golpeia os dentes a cada tranco; esticada, ela força o eixo. A medida certa está no manual.
  • Troque junto com o kit. Reaproveitar o pinhão na troca do kit é falsa economia. Ele é a peça que mais trabalha e quase sempre está mais gasto do que parece.
  • Limpeza da tampa do pinhão. Periodicamente, abra a tampa e tire a borra acumulada. Ela segura areia junto dos dentes e pode até atrapalhar o funcionamento do pedal de câmbio em algumas motos.
  • Corrente sempre lubrificada. Cada elo seco que passa pelo pinhão raspa os dentes. Lubrifique a corrente com produto próprio, com frequência e depois de chuva ou lavagem. É o cuidado que mais protege o pinhão.

Valor da V 350 e custo do reparo

Na tabela FIPE de outubro de 2026, a Zontes V 350 dos anos 2025–2027 vai de R$ 27.712 (2025) a R$ 30.806 (2027). É uma referência útil para decidir o tipo de reparo: em moto de valor mais baixo, peça de reposição de boa procedência ou usada revisada pode fazer mais sentido; em moto mais valorizada, peça original preserva o valor de revenda.

AnoFIPE
2027R$ 30.806
2026R$ 28.756
2025R$ 27.712

Outras peças da V 350 2025–2027

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Arrefecimento

Alimentação

Admissão

Escapamento

Transmissão

Freios

Suspensão

Direção

Rodas e pneus

Elétrica

Ignição

Iluminação

Carroceria

Comandos

Fluidos

Acessórios do modelo

Ficha técnica completa da Zontes V 350 2025–2027

Perguntas frequentes

Mudar um dente no pinhão exige corrente nova?

Normalmente, um dente a mais ou a menos é absorvido pela regulagem. Se os esticadores ficarem no começo ou no fim do curso, a corrente precisa de ajuste no número de elos.

Preciso trocar o kit inteiro para mudar o pinhão?

Pode, quando a corrente e a coroa estão em bom estado, por exemplo para mudar a relação ou repor um pinhão danificado. No desgaste normal, porém, as três peças chegam juntas ao fim, e trocar só o pinhão não resolve.

Onde vem marcado o número de dentes?

Abra a tampa, limpe a face do pinhão e procure o número gravado. Se não achar, conte os dentes com uma marca de referência. A ficha da moto e o manual também indicam a relação original.

O velocímetro fica errado com outra relação?

Em muitas motos, sim. Quando a velocidade é medida no câmbio ou no eixo de saída, mudar a relação final faz o painel marcar diferente da velocidade real. Quando a medição é feita na roda, o efeito não aparece.

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