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Virabrequim da Yamaha RDZ 135 1990–1992

O que define a virabrequim certa para a RDZ 135 desses anos, e onde encontrar.

Virabrequim que serve

RDZ 135 1990–1992

Moto
Yamaha RDZ 135
Anos
1990 a 1992
Cilindrada
132 cc
Motor
Dois tempos
Refrigeração
Líquida
Alimentação
Carburador

Peça específica do modelo: na loja, informe a moto, o ano e, se possível, o número do chassi.

Lojas com virabrequim para a Yamaha RDZ 135

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O virabrequim certo para a RDZ 135 1990–1992

O virabrequim da Yamaha RDZ 135 1990–1992 é peça específica do modelo: não existe uma medida universal que sirva em qualquer moto. A compra é feita pela aplicação, ou seja, pela combinação de modelo, ano e, se possível, número do chassi ou código da peça original.

Na hora de comparar opções, olhe a aplicação declarada pelo fabricante da peça (que precisa citar a RDZ 135 e os anos 1990–1992), a procedência e a garantia. Encaixe "com adaptação" quase sempre sai mais caro no fim.

Para que serve o virabrequim da RDZ 135

O virabrequim é o eixo principal do motor. A biela empurra o moente, que fica fora do centro do eixo, e esse empurrão vira rotação, como o pedal de uma bicicleta fazendo o pedivela girar. Dali, o giro segue para a embreagem e o câmbio e, no fim, chega à roda traseira.

Ele também move outras peças: em uma ponta, costuma ficar o rotor do magneto, que gera energia para a moto; na outra, a engrenagem que leva força à embreagem. Nos motores quatro tempos, é do virabrequim que sai o movimento da corrente de comando. Por isso, um problema nele afeta o motor inteiro.

Como o virabrequim trabalha na RDZ 135

A RDZ 135 1990–1992 é uma street de 132 cc. O motor é dois tempos: o óleo é queimado junto com a gasolina e não há válvulas no cabeçote. O arrefecimento é líquido, com radiador, bomba d'água e aditivo. O combustível chega ao motor por carburador, sem bomba elétrica nem central de injeção. O motor não tem filtro de óleo de troca; a filtragem é por tela e, em alguns casos, filtro centrífugo.

A RDZ 135 é dois tempos, e o virabrequim costuma ser montado, com rolamentos lubrificados pelo óleo da mistura. No recondicionamento, retentores e rolamentos novos são parte obrigatória do serviço.

Sinais de problema no virabrequim da RDZ 135

Nenhum destes sintomas, sozinho, condena o virabrequim. Eles também aparecem com outras peças girantes. O diagnóstico de oficina é que confirma.

  • Limalha no óleo. Óleo com brilho metálico na troca é um aviso de que algo está se desgastando dentro do motor. Quanto antes o diagnóstico, menor o estrago no virabrequim.
  • Barulho na engrenagem primária. Ruído de engrenagem do lado da embreagem, que muda com a rotação, pode vir da engrenagem primária ou de folga no apoio do virabrequim. O mecânico separa as causas.
  • Ronco grave que acompanha o giro. Um ronco ou zumbido grave, vindo do fundo do motor, que sobe junto com a rotação, é sintoma típico de rolamento do virabrequim gasto. Ele aparece com a moto parada, acelerando em ponto morto, o que ajuda a separar de ruídos de roda ou de transmissão.
  • Vazamento pelo retentor. Retentor da ponta do virabrequim que vaza com frequência é sinal de que o eixo pode estar com folga ou fora de centro. Trocar só o retentor resolve por pouco tempo.
  • Folga na ponta do eixo. Com a tampa do magneto aberta, o mecânico pode tentar mover o rotor para cima e para baixo e para os lados. Folga perceptível indica rolamento ou apoio do virabrequim gasto.

Como escolher o virabrequim certo para a RDZ 135

Antes de comprar um virabrequim, vale entender as opções e os detalhes que fazem diferença.

  • Pontas, roscas e chavetas. As pontas do virabrequim recebem o rotor e a engrenagem primária. Elas precisam estar perfeitas: rosca sem amassado, cone sem marca e rasgo de chaveta na medida.
  • Alinhamento e balanceamento. Um virabrequim fora de centro vibra e destrói rolamentos. Se for recondicionado, o alinhamento faz parte do serviço e deve ser conferido antes da montagem.
  • Procedência e garantia. Virabrequim é peça de alto custo e alta exigência. Compre com nota fiscal, de procedência conhecida, e prefira deixar peça e montagem com o mesmo responsável.
  • Compare com o valor da moto. O serviço de virabrequim costuma envolver motor aberto por inteiro e outras peças. Peça orçamento completo e compare com o valor da moto antes de decidir.

Como é feita a troca do virabrequim da RDZ 135

Não é serviço para fazer em casa. O virabrequim fica no centro do motor, e o trabalho pede prensa, instrumentos de medição e manual de serviço.

  1. Diagnóstico. O mecânico ouve o motor, confere folga na ponta do eixo, avalia o óleo e a vibração. Só com o diagnóstico fechado faz sentido abrir o motor.
  2. Retirada do motor. O óleo é drenado e o motor é solto do quadro: cabos, alimentação, escapamento, corrente ou correia de transmissão, chicote e fixações.
  3. Desmontagem até o cárter. Saem cabeçote, cilindro, pistão, tampas laterais, rotor do magneto, embreagem e engrenagens ligadas ao virabrequim. O rotor é retirado com extrator próprio.
  4. Abertura do cárter. Com o cárter aberto, o virabrequim e o câmbio ficam expostos. O mecânico confere os alojamentos dos rolamentos e o estado das faces de vedação.
  5. Medição e recondicionamento. O virabrequim é medido: empeno, folga da biela, colos e pontas. A partir disso, é recondicionado, retificado ou substituído, e os rolamentos ou bronzinas novos são preparados.
  6. Montagem no cárter. Rolamentos ou bronzinas novos são instalados, o virabrequim volta ao lugar e as metades do cárter são fechadas com a vedação indicada pelo manual, sem excesso que possa entupir passagens de óleo.
  7. Montagem do restante do motor. Retentores novos, rotor com a chaveta no lugar e no torque do manual, embreagem, pistão, cilindro e cabeçote. Nos quatro tempos, o ponto do comando é acertado e a folga de válvulas conferida.
  8. Instalação e primeira partida. Motor de volta ao quadro, óleo novo e, na partida, atenção ao ronco, à vibração, à pressão de óleo quando houver indicador e a vazamentos. O mecânico orienta o amaciamento.

Peça a nota com as peças trocadas, o serviço feito e a garantia por escrito. Nos primeiros dias, varie a rotação e não exija o máximo do motor. Ruído ou vibração que voltam são motivo para retornar à oficina.

Erros que encurtam a vida do virabrequim

Erros na montagem e no uso do motor estão por trás da maioria dos virabrequins que voltam para a bancada.

  • Bater na ponta do eixo. Tirar o rotor ou a engrenagem a marteladas danifica rosca e cone e pode entortar o virabrequim. Cada peça tem seu extrator.
  • Reaproveitar retentores e rolamentos. Retentores e rolamentos que trabalharam com o virabrequim velho já estão gastos. Montar de novo é economia que custa o serviço.
  • Montar o rotor sem a chaveta certa. A chaveta posiciona o rotor no virabrequim e define o ponto de ignição. Chaveta ausente, errada ou cisalhada deixa o motor fora de ponto.

Como fazer o virabrequim da RDZ 135 durar mais

Proteger o virabrequim é proteger o motor inteiro. Estes são os cuidados principais, válidos para qualquer moto.

  • Aqueça antes de exigir. Logo depois da partida, o óleo ainda está chegando a todos os pontos. Rode com calma nos primeiros minutos antes de pedir rotação alta.
  • Óleo dois tempos na proporção certa. Use óleo próprio para dois tempos, na proporção do manual, e nunca rode com o reservatório da lubrificação automática vazio.
  • Investigue ruídos cedo. Ronco de rolamento e batida de biela pioram com o uso. Levar à oficina no começo pode limitar o conserto aos rolamentos ou ao kit biela.

O virabrequim nos outros anos da RD 135

No catálogo, a RD 135 aparece em 2 gerações, somando 2 versões entre 1990 e 2000. Algumas peças passam de uma geração para outra sem mudança, outras não. Antes de aproveitar o virabrequim de uma RD 135 1990–2000, compare o código ou a peça física.

Valor da RDZ 135 e custo do reparo

Na tabela FIPE de outubro de 2026, a Yamaha RDZ 135 dos anos 1990–1992 vai de R$ 4.281 (1990) a R$ 5.134 (1992). É uma referência útil para decidir o tipo de reparo: em moto de valor mais baixo, peça de reposição de boa procedência ou usada revisada pode fazer mais sentido; em moto mais valorizada, peça original preserva o valor de revenda.

AnoFIPE
1992R$ 5.134
1991R$ 4.559
1990R$ 4.281

Virabrequim nos outros anos e versões da RD 135

VersãoAnos
RDZ 135 (esta página) 1990–1992
RD 135 1990–2000

Outras peças da RDZ 135 1990–1992

Motor

Arrefecimento

Alimentação

Admissão

Escapamento

Transmissão

Freios

Suspensão

Direção

Rodas e pneus

Elétrica

Ignição

Iluminação

Carroceria

Comandos

Fluidos

Acessórios do modelo

Ficha técnica completa da Yamaha RDZ 135 1990–1992

Perguntas frequentes

Posso usar o virabrequim de outro modelo na RDZ 135?

Em geral, não sem conferir. O virabrequim é desenhado para o modelo; o de outra moto só serve quando o código ou a aplicação confirmam. Adaptação costuma trazer folga, ruído ou desgaste.

O que entorta o virabrequim?

As causas mais comuns são travamento do motor, água aspirada pela admissão, pancada forte no lado do magneto numa queda e prensagem sem alinhamento depois de um recondicionamento. O sintoma é vibração e desgaste rápido dos rolamentos.

O que é virabrequim montado?

Montado é o virabrequim feito de partes prensadas, comum em motores pequenos e nos dois tempos. Inteiriço é de peça única, mais comum em motores de mais de um cilindro. Cada um tem seu jeito de reparo.

O retentor do virabrequim vaza. Preciso trocar o virabrequim?

Comece trocando o retentor e peça para conferir a folga da ponta do eixo. Se houver folga, o problema está nos apoios do virabrequim, e trocar só o retentor não resolve.

Precisa tirar o motor para trocar o virabrequim?

Em quase todas as motos, sim. O virabrequim fica dentro do cárter, e é preciso tirar o motor do quadro e separar as metades do cárter para chegar até ele.

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