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Pinhão da Cagiva Canyon 500 1998–2002

O que define a pinhão certa para a Canyon 500 desses anos, e onde encontrar.

Pinhão que serve

Medida em conferência

Moto
Cagiva Canyon 500
Anos
1998 a 2002
Cilindrada
500 cc
Transmissão final
Corrente
Câmbio
Manual
Embreagem
Por cabo

Ainda estamos conferindo esta medida no manual. Enquanto isso, leve a peça antiga ou o manual à loja.

Lojas com pinhão para a Cagiva Canyon 500

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Qual pinhão serve na Canyon 500 1998–2002

Ainda estamos conferindo a medida do pinhão da Cagiva Canyon 500 1998–2002 em fonte técnica. Enquanto ela não entra na ficha, o caminho mais seguro é comprar pela peça antiga ou pelo manual do proprietário.

Ainda não temos a relação conferida para esta geração. Enquanto isso, abra a tampa e leia o número gravado no pinhão e o passo marcado na corrente. Com esses dados e o modelo e ano da moto, a compra fica segura.

Para que serve o pinhão da Canyon 500

Entre o câmbio e a roda traseira existe uma peça pequena que decide muita coisa: o pinhão. O número de dentes dele, junto com o da coroa, define a relação final da moto, ou seja, quanto ela tem de força na arrancada e em que rotação o motor trabalha na estrada.

Na prática, o pinhão é uma engrenagem de aço com um furo estriado no centro, que encaixa no eixo de saída. Ele gasta com o uso, junto com a corrente e a coroa, e faz parte do kit relação. Pode ser comprado avulso, mas na troca por desgaste o certo é renovar as três peças juntas.

O que muda no pinhão da Canyon 500

Para entender o pinhão desta moto, vale olhar a ficha: a Canyon 500 é uma trail de 500 cc. O câmbio é manual, com embreagem acionada no manete. A embreagem é acionada por cabo. A transmissão final é por corrente, coroa e pinhão.

Em moto de maior cilindrada, pinhão mal fixado é risco sério. Na Canyon 500, siga a especificação de aperto à risca e não use peça de aplicação duvidosa.

Uso na terra castiga o pinhão: areia e barro grudam nos dentes e a corrente trabalha suja. Na Canyon 500, limpar a tampa do pinhão depois de trilha pesada faz diferença na vida da peça.

Como saber se o pinhão precisa de troca

Alguns sintomas aparecem pilotando; outros só com a tampa aberta. Pinhão gasto quase sempre anda junto com corrente e coroa gastas, então os sinais ajudam a avaliar o kit inteiro.

  • Óleo vazando atrás do pinhão. Óleo fresco escorrendo por trás do pinhão pede atenção. Pode ser o retentor do eixo de saída, que às vezes sofre com corrente esticada demais. É serviço para a oficina conferir.
  • Barulho perto da tampa do pinhão. Um batido ou um chiado vindo da frente da corrente, perto do pé esquerdo, pode ser o pinhão gasto ou solto. O ruído costuma piorar ao tirar e pôr gás.
  • Borra acumulada atrás da tampa. Sujeira e lubrificante velho formam uma massa escura em volta do pinhão. Ela esconde o desgaste e segura areia junto dos dentes. Se a borra está grossa, faz tempo que ninguém olha o pinhão.
  • Dentes pontudos e inclinados. O dente novo tem o topo arredondado e os dois lados iguais. O gasto fica fino, com a ponta afiada e inclinado no sentido do giro. Quando os dentes parecem lâminas, a corrente não assenta mais no lugar certo.
  • Degrau na lateral dos dentes. Marcas de desgaste só de um lado dos dentes mostram que a corrente trabalhou torta, quase sempre por roda desalinhada. Além de trocar, é preciso corrigir o alinhamento, senão o pinhão novo gasta igual.

Como escolher o pinhão certo para a Canyon 500

Antes de comprar o pinhão, é bom saber se a ideia é repor o original ou mudar a relação. Nos dois casos, estes são os pontos que um bom balconista confere.

  • Número de dentes. O número de dentes vem gravado na face do pinhão. Repor com o mesmo número mantém relação, rotação de cruzeiro e leitura do velocímetro como o fabricante projetou.
  • Avulso ou dentro do kit. Pinhão avulso faz sentido para mudar a relação com corrente e coroa ainda boas. Para desgaste normal, compre o kit completo. Pinhão novo com corrente velha dura pouco e faz barulho.
  • Forma de fixação. Repare como o pinhão está preso hoje: porca no centro ou placa com parafusos. O novo precisa usar o mesmo sistema. Peças de fixação gastas ou tortas devem ser trocadas junto.
  • Compare com a peça velha. A peça velha resolve quase toda dúvida. Encaixe, cubo e fixação podem ser comparados no balcão, sem depender só da tabela de aplicação.
  • Passo igual ao da corrente. O pinhão tem que ter o mesmo passo da corrente e da coroa: 420, 428, 520 e assim por diante. Pinhão de passo diferente não engrena. O passo costuma vir gravado na peça ou nas placas da corrente.

Como trocar o pinhão da Canyon 500

Esta é a sequência mais usada na oficina. Ela muda um pouco conforme a fixação do pinhão, mas os cuidados são os mesmos em qualquer moto.

  1. Abra a tampa do pinhão. Retire a tampa que cobre o pinhão. Se o pedal de câmbio estiver no caminho, faça uma marca no eixo antes de tirá-lo, para ele voltar na mesma posição.
  2. Limpe a região. Tire a borra de sujeira e lubrificante acumulada em volta do pinhão e dentro da tampa. Assim dá para ver a fixação, o estado das estrias e se o retentor do eixo está vazando.
  3. Solte a fixação com a corrente montada. Com a corrente ainda no lugar, engate uma marcha e peça para alguém pisar no freio traseiro. Assim o eixo não gira e a porca ou os parafusos da placa cedem. Se houver arruela trava dobrada, desdobre antes.
  4. Folgue a corrente. Solte a porca do eixo traseiro e recue os esticadores para dar folga na corrente. Em muitas motos, com bastante folga, a corrente sai do pinhão sem precisar abrir a emenda.
  5. Confira o eixo e o retentor. Com o pinhão fora, olhe as estrias do eixo de saída e o retentor atrás dele. Estrias gastas ou retentor vazando são serviço de oficina e devem ser resolvidos antes de montar a peça nova.
  6. Monte o pinhão novo. Coloque o pinhão respeitando o lado de montagem e encaixe a corrente. Use peças de fixação em bom estado e deixe o aperto final para quando a corrente estiver regulada.
  7. Dê o aperto final. O aperto final é feito com o eixo travado pela marcha e pelo freio. Use torquímetro e o valor do manual. Arruela trava dobrada no lugar evita que a porca solte com a vibração.
  8. Regule a corrente e revise o freio. Regule a folga com os esticadores, mantendo as marcas iguais dos dois lados, e aperte o eixo traseiro no torque. Depois confira o freio traseiro e recoloque a tampa e o pedal de câmbio na marca feita.

Depois dos primeiros passeios, abra de novo a tampa e confira se a fixação continua firme. Se aparecer óleo vazando atrás do pinhão, leve à oficina: o retentor do eixo de saída pode precisar de troca.

Erros que encurtam a vida do pinhão

Na compra e na troca do pinhão, alguns erros se repetem muito no balcão e na oficina. Vale conhecer antes de mexer.

  • Montar o pinhão invertido. Se o pinhão tem lado, ele precisa voltar igual. Fotografe antes de desmontar para não errar. Montado ao contrário, ele tira a corrente da linha da coroa.
  • Mudar muitos dentes de uma vez. Diferenças grandes no pinhão mudam muito a relação, podem exigir corrente de outro tamanho e deixam o velocímetro bem fora. Pinhão muito pequeno também faz a corrente dobrar mais e gastar mais.
  • Esquecer a marca do pedal de câmbio. Tirar o pedal de câmbio sem marcar a posição no eixo faz ele voltar mais alto ou mais baixo. Parece detalhe, mas atrapalha as trocas de marcha e pode raspar no chão.
  • Ignorar óleo vazando atrás do pinhão. Se ao abrir a tampa há óleo do motor saindo pelo retentor, montar o pinhão novo e fechar não resolve. O vazamento baixa o nível do óleo e suja a corrente.

Cuidados que aumentam a vida do pinhão

O pinhão dura o que a corrente deixa. Corrente limpa, lubrificada e com a folga certa protege os dentes; corrente seca e frouxa gasta o pinhão rapidamente.

  • Folga certa. Corrente frouxa bate nos dentes e pode pular; corrente apertada demais força o eixo de saída e o retentor. Siga a folga do manual e confira com frequência.
  • Saídas sem tranco. O pinhão recebe o primeiro impacto de cada arrancada forte. Sair com suavidade, sem tranco, e evitar reduções bruscas diminui o castigo nos dentes.
  • Roda alinhada. Sempre que regular a corrente, deixe os esticadores na mesma marca. Desalinhamento faz a corrente entrar torta no pinhão e gastar a lateral dos dentes.
  • Fixação conferida. Nas revisões, confira se a porca ou a placa de fixação continuam firmes e se a arruela trava está no lugar. Pinhão que começa a folgar gasta as estrias do eixo.

Valor da Canyon 500 e custo do reparo

Pela FIPE (referência de outubro de 2026), os valores da Canyon 500 nesta geração ficam entre R$ 9.393 e R$ 16.899. Esse número ajuda a pesar o conserto: quando o orçamento do pinhão chega perto de uma fatia grande do valor da moto, vale pedir mais de um orçamento e comparar original, reposição e usada.

AnoFIPE
2002R$ 16.899
2001R$ 12.762
2000R$ 11.914
1999R$ 11.018
1998R$ 9.393

Outras peças da Canyon 500 1998–2002

Motor

Alimentação

Admissão

Escapamento

Transmissão

Freios

Suspensão

Direção

Rodas e pneus

Elétrica

Ignição

Iluminação

Carroceria

Comandos

Fluidos

Acessórios do modelo

Ficha técnica completa da Cagiva Canyon 500 1998–2002

Perguntas frequentes

Pinhão com borracha é melhor?

Ela deixa a moto mais silenciosa, principalmente em baixa velocidade, porque amortece a batida dos roletes da corrente nos dentes. É uma questão de conforto. A escolha principal continua sendo passo, dentes e encaixe certos.

Preciso mudar a corrente se trocar o tamanho do pinhão?

Normalmente, um dente de diferença cabe na regulagem dos esticadores. Diferenças maiores, ou mudanças combinadas com a coroa, podem pedir corrente com outro número de elos. Confira se a roda fica dentro da faixa de regulagem.

Pinhão solto pode estragar o motor?

Pode danificar o eixo de saída do câmbio, que é peça interna. Pinhão com folga bate nas estrias e as desgasta; em casos extremos, ele sai do eixo. Ao perceber folga ou barulho, pare e confira a fixação.

Pinhão maior faz a moto andar mais?

Deixa a moto mais longa e o motor mais calmo em velocidade constante. Em troca, perde força, sobretudo com garupa ou em subida. A velocidade máxima nem sempre aumenta, e o velocímetro pode passar a marcar diferente.

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