Honda XR 250 Tornado 2008
Preço FIPE do ano-modelo 2008, ficha técnica, medidas de manutenção e o que conferir antes de comprar uma XR 250 Tornado usada.
- Trail
- 249 cc
- Gasolina
- 23,3 cv
FIPE 2008
R$ 13.238
- Moto
- Honda XR 250 Tornado
- Ano-modelo
- 2008
- Geração
- 2001–2008
- Calibragem
- dianteiro 22 psi (150 kPa); traseiro 22 psi (150 kPa), só piloto ou com garupa
Tabela FIPE, referência de outubro de 2026, código 811062-0. Preço médio de anúncio no país.
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Anunciar nesta páginaComo é a XR 250 Tornado 2008
Do ano-modelo 2008, a Honda XR 250 Tornado é uma trail de 249 cc. O ano-modelo 2008 faz parte da geração vendida de 2001 a 2008. É um motor quatro tempos, lubrificado pelo óleo do cárter. Sem radiador: o motor é resfriado a ar, e o calor sai pelas aletas. A alimentação é por carburador. Não há pedal: a partida é sempre pelo motor de partida. É câmbio manual, com embreagem e marchas no pé. A transmissão final é por corrente, coroa e pinhão. Na frente, o freio é a disco.
Em números, a potência é de 23,3 cv a 7.500 rpm; o torque, 2,42 kgf.m a 6.000 rpm; o peso, 134 kg (seco); o tanque leva 11,5 litros (reserva de 3,7 L); o banco fica a 880 mm (840 mm com assento baixo opcional) do chão. Isso dá cerca de 5,8 kg por cavalo, uma conta simples para comparar o desempenho com outras motos.
Preço FIPE da XR 250 Tornado 2008
O preço médio da XR 250 Tornado 2008 na FIPE (referência de outubro de 2026) é de R$ 13.238. A do ano 2007 sai por R$ 12.775 (+3,6% de diferença).
Entre as 15 motos trail ano 2008 com preço na FIPE, 12 custam menos que ela, o que a coloca entre as mais caras do tipo nesse ano.
O valor FIPE é uma referência de mercado, não o preço de uma moto em particular: estado, quilometragem e histórico pesam na negociação.
O que esperar de uma trail
Se o caminho tem buraco, lombada, cascalho ou barro, a trail se sente em casa. O banco alto e a suspensão longa absorvem o que derrubaria o conforto de uma street, e o guidão largo dá controle em piso ruim. Na cidade, a altura ajuda a enxergar por cima dos carros, embora exija um pouco mais de quem tem perna curta.
Por ser versátil, a trail usada aparece com todo tipo de histórico. Vale examinar rodas, raios, rolamentos e retentores com mais atenção do que numa moto só de asfalto.
Medidas de manutenção da XR 250 Tornado 2008
Para a manutenção da XR 250 Tornado 2008, estas medidas resolvem a maior parte das compras no balcão:
- Pneu dianteiro: 90/90-21
- Pneu traseiro: 120/80-18
- Relação (kit): passo 520
- Calibragem dos pneus (a frio): dianteiro 22 psi (150 kPa); traseiro 22 psi (150 kPa), só piloto ou com garupa
O que conferir antes de comprar uma XR 250 Tornado 2008 usada
Antes de falar de preço, olhe a moto. Uma vistoria simples, feita com atenção e sem a pressa do vendedor, separa a boa compra da dor de cabeça. Leve uma lanterna, peça para ver a moto fria e reserve tempo para rodar com ela.
- Freios. Com a moto parada, aperte o manete e o pedal: o curso deve ser firme, sem chegar ao fim. Rodando, freie com força moderada numa reta segura. Pulsação no manete costuma indicar disco empenado; chiado alto, pastilha no fim. Em freio a tambor, alavanca de curso muito longo mostra lona gasta ou desregulada.
- Uma segunda opinião. Se você não tem prática com mecânica, leve um mecânico de confiança ou pague uma avaliação antes de fechar. Em poucos minutos ele identifica ruídos, folgas e reparos que passam despercebidos. Para numeração e histórico, existe a vistoria cautelar, feita por empresas especializadas, que procura sinais de adulteração e de recuperação de sinistro.
- Parte elétrica e luzes do painel. Ligue a chave e teste tudo: farol alto e baixo, lanterna, luz de freio pelos dois comandos, piscas, buzina e painel. As luzes de alerta devem acender ao ligar a chave e apagar depois que a moto liga; algumas, como a do ABS, só apagam quando ela anda.
- Pneus. Pneu fala bastante sobre a moto. Desgaste em degraus ou mais forte de um lado pode indicar suspensão ou alinhamento ruins. Rachaduras finas na lateral denunciam borracha velha, e a idade aparece no código DOT: os quatro últimos dígitos são semana e ano de fabricação. Se a troca for necessária, inclua o custo na negociação.
- Chegue com a moto fria. Combine com o vendedor que a moto não seja ligada antes de você chegar. Com o motor frio aparecem partida difícil, marcha lenta instável e ruídos que somem quando o óleo esquenta. Se o motor já estiver quente sem explicação, fique com o pé atrás e, se puder, marque outro dia.
- Rode antes de fechar. Um bom test ride passa por saída do zero, velocidade constante e frenagem. Repare se a moto anda alinhada e se a direção gira solta, sem pontos de trava. Parado, segure o freio dianteiro e empurre o guidão para a frente e para trás: estalo ou folga ali costuma ser caixa de direção ou bengala.
- Sinais de queda. Manetes com a ponta lixada, pedaleiras raspadas, ponteira do guidão ralada, retrovisor novo de um lado só e tampa do motor marcada são sinais clássicos de tombo. Tombo parado deixa marca pequena. Já carenagem em tom diferente e parafusos marcados por chave pedem uma olhada atenta no quadro e na suspensão.
- Corrente, coroa e pinhão. O kit de transmissão diz muito sobre o dono anterior. Corrente lubrificada e ajustada é sinal de capricho; corrente seca, com elos travados ou ferrugem, mostra o contrário. Olhe os dentes da coroa e do pinhão (gastos, parecem serrote) e quanto o ajuste ainda permite esticar. Kit no fim pede troca do conjunto, nunca só da corrente.
Cuidados que acompanham uma moto 2008
Moto envelhece por dois relógios: o hodômetro e o calendário. O manual traz os dois prazos para quase tudo, e vale o que vencer primeiro. Mesmo uma moto que rodou pouco tem fluidos, borrachas e bateria que perdem qualidade com o tempo.
- Pneus também vencem. Sulco bom não é sinônimo de pneu bom. Numa moto de 18 anos, os pneus podem até ser os originais e estar duros, com pouca aderência, principalmente no molhado. O código DOT na lateral mostra semana e ano de fabricação, e rachaduras finas entre os sulcos e na lateral mostram que a borracha passou do ponto.
- Bateria. Com alguns anos de uso, a bateria vira candidata à troca. Partida arrastada, painel que pisca no arranque, buzina fraca e necessidade de carga frequente são os sinais. Antes de trocar, garanta que regulador e estator estão carregando direito: bateria nova em sistema de carga defeituoso dura pouco do mesmo jeito.
- Carburador com anos de uso. Em moto carburada mais velha, boa parte das queixas vem do carburador: giclês entupidos, boia desregulada, vedações ressecadas. Antes de partir para peças de motor, faça limpeza e regulagem com quem conhece o assunto. Se a moto for ficar muito tempo parada, siga o manual sobre como guardá-la, para não deixar combustível estragando ali dentro.
- Suspensão cansada. O óleo das bengalas perde viscosidade e se contamina com o tempo, e o amortecedor traseiro perde eficiência. A moto fica mole, afunda demais nas frenagens e quica nas ondulações. Numa moto de 18 anos sem registro de revisão de suspensão, conte com troca de óleo e retentores das bengalas e com uma avaliação do amortecedor.
- Retentores, coxins e borrachas. Quanto mais anos, mais borracha cansada. Repare nos retentores da suspensão, nos coxins, nas mangueiras e nos guarda-pós: borracha boa é flexível e sem rachaduras. Retentor de bengala vazando pode sujar o freio dianteiro de óleo, e isso é risco, não só sujeira.
- O manual é o roteiro. Não existe intervalo que sirva para todas as motos. O roteiro certo é o plano do fabricante, que diz o que trocar, verificar e ajustar em cada etapa, por tempo e por quilometragem. Se o dono anterior seguiu esse plano, ótimo; se não, recomece por ele assim que a moto for sua.
Papelada em ordem: como fechar negócio com segurança
A parte burocrática parece chata, mas é nela que moram os maiores prejuízos: restrição, débito escondido, numeração adulterada e golpe no pagamento. Os pontos abaixo valem para compra entre particulares e em loja, em qualquer estado.
- Débitos e licenciamento. IPVA, licenciamento, multas e outras pendências acompanham a moto, e a transferência depende de tudo quitado. Consulte pela placa e pelo Renavam no site do Detran do estado onde a moto está registrada; multas também aparecem nos canais da Senatran. Combine por escrito quem paga cada débito antes de fechar.
- Documento no nome de quem vende. Quem vende precisa ser o proprietário que aparece no documento, ou ter autorização clara para negociar. Com o CRLV em mãos, impresso ou no aplicativo oficial, compare placa, chassi, modelo, cor e ano com a moto à sua frente. Diferença entre documento e moto é motivo para parar a negociação até tudo ser explicado.
- Restrições e financiamento. Gravame é o registro de que a moto está dada em garantia de um financiamento, e enquanto ele existir a transferência não acontece. Se o vendedor ainda deve, o caminho seguro é quitar o contrato com a financeira e só concluir a compra com a baixa confirmada. Restrição judicial ou de furto encerra a negociação.
- Pagamento e recibo. Não pague sinal antes de ver a moto e o documento pessoalmente, e deposite só na conta de quem aparece como proprietário. Faça um recibo ou contrato com valor, forma de pagamento, quilometragem e data e hora da entrega, que definem de quem é cada multa. Pressa e preço baixo demais são sinais de golpe.
- Modificações e regularização. Moto muito modificada pode travar na vistoria. Alterações que mudam o que está registrado, como motor ou estrutura, têm de ser regularizadas no Detran, com inspeção de segurança. Escapamento barulhento sem homologação e farol fora das regras dão multa. Pergunte o que foi mexido e, se não estiver regularizado, desconte o custo de voltar ao original.
Todos os anos da XR 250 Tornado
A XR 250 Tornado foi vendida em 8 anos-modelo, de 2001 a 2008. Valores da FIPE de cada ano:
Ficha técnica da XR 250 Tornado 2008
| Cilindrada | 249 cc |
|---|---|
| Combustível | Gasolina |
| Potência | 23,3 cv a 7.500 rpm conferido |
| Torque | 2,42 kgf.m a 6.000 rpm conferido |
| Peso | 134 kg (seco) conferido |
| Tanque | 11,5 litros (reserva de 3,7 L) conferido |
| Altura do banco | 880 mm (840 mm com assento baixo opcional) conferido |
| Calibragem dos pneus | dianteiro 22 psi (150 kPa); traseiro 22 psi (150 kPa), só piloto ou com garupa conferido |
| Pneu dianteiro | 90/90-21 |
| Pneu traseiro | 120/80-18 |
| Relação (kit) | passo 520 |
| Motor | Quatro tempos |
|---|---|
| Refrigeração | A ar |
| Alimentação | Carburador |
| Partida | Elétrica |
| Câmbio | Manual |
| Embreagem | Por cabo |
| Transmissão final | Corrente |
| Freio dianteiro | Disco |
| Freio traseiro | Disco |
| ABS | Não |
| Freio combinado (CBS) | Não |
| Rodas | Raiadas |
| Pneus com câmara | Sim |
| Suspensão traseira | Monoamortecida |
| Farol | Halógeno |
| Lanterna | Lâmpada |
| Piscas | Lâmpada |
| Velocímetro | Por cabo |
| Acelerador | Por cabo |
| Filtro de óleo de troca | Sim |
“Conferido” quer dizer que a medida foi checada no manual do proprietário, na ficha do fabricante ou no catálogo de aplicação. As demais são de referência: confira no manual da sua moto antes de comprar.
Peças da XR 250 Tornado 2008
As peças desta moto são as da geração 2001–2008. Cada uma tem a medida, as lojas e o guia de troca.
Motor
Alimentação
Admissão
- Filtro de armedida em conferência
Escapamento
Transmissão
Freios
- Pastilha de freio dianteira
- Disco de freio dianteiro
- Pinça (cáliper) de freio
- Fluido de freiomedida em conferência
Suspensão
Direção
Rodas e pneus
Elétrica
- Bateriamedida em conferência
- Estator (bobinas do magneto)
- Motor de partida
- Relé de partida
- Painel / velocímetro
Ignição
- Vela de igniçãomedida em conferência
- CDI / módulo de ignição
- Bobina de pulso (sensor)
Iluminação
- Farol completo
- Lâmpada do farolmedida em conferência
Carroceria
Comandos
Fluidos
- Óleo do motormedida em conferência
- Filtro de óleo
Acessórios do modelo
Perguntas frequentes
Qual o preço FIPE da XR 250 Tornado 2008?
Na referência de outubro de 2026, a Honda XR 250 Tornado 2008 vale R$ 13.238 na tabela FIPE. É o preço médio de anúncio; o estado da moto muda o valor.
Qual a capacidade do tanque da XR 250 Tornado 2008?
O tanque da XR 250 Tornado 2008 leva 11,5 litros (reserva de 3,7 L).
Quantas libras vai no pneu da XR 250 Tornado 2008?
Com os pneus frios: dianteiro 22 psi (150 kPa); traseiro 22 psi (150 kPa), só piloto ou com garupa. Calibre sempre a frio e siga o manual se a moto rodar carregada.
Quantas cilindradas tem a XR 250 Tornado 2008?
A XR 250 Tornado 2008 tem 249 cc, com motor quatro tempos e carburador.
Qual a potência da XR 250 Tornado 2008?
Pela ficha do fabricante, 23,3 cv a 7.500 rpm, com torque de 2,42 kgf.m a 6.000 rpm.
Quanto pesa a XR 250 Tornado 2008?
O peso informado pelo fabricante é 134 kg (seco).
Quilometragem alta é problema?
Não existe um limite que sirva para todas. Uma moto com muitos quilômetros e manutenção em dia pode estar melhor que outra com pouco uso e muito descuido. O que importa é a coerência: o desgaste de pneus, manoplas, pedaleiras, banco e transmissão precisa combinar com o hodômetro e com as notas de revisão.
Como fica o seguro de uma XR 250 Tornado 2008?
Depende do valor da moto, de onde ela fica guardada e do índice de roubo da região. Faça cotações antes de fechar a compra: alguns modelos e algumas regiões têm seguro bem mais caro. Além do seguro completo, há opções que cobrem só roubo e furto ou só danos a terceiros.
Devo pagar o valor da FIPE?
A FIPE é uma referência do preço médio praticado no mercado, não um preço obrigatório. O valor real muda conforme a região, o estado de conservação, a quilometragem e a época do ano. Use a tabela como ponto de partida e ajuste para cima ou para baixo conforme o que a vistoria mostrar.
Comprar moto com carburador é bom negócio?
Pode valer. O carburador é simples, barato de limpar e conhecido por qualquer mecânico. Em troca, pede regulagem de vez em quando, sofre mais com combustível parado e, em geral, gasta um pouco mais do que uma injeção equivalente. Se a moto está bem regulada e o preço reflete a idade, é uma compra sensata.