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Baú para moto

Como escolher, o que observar antes de comprar e onde encontrar.

Lojas que vendem baú

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Marcas de baú

Alguns modelos

Produtos com a ficha do fabricante e, quando há medida, as motos em que servem. Todos os fabricantes.

O baú certo é o que cabe no que você leva todo dia, encaixa num suporte feito para a sua moto e não passa da carga máxima que o fabricante da moto informa no manual. Antes de olhar litros e cor, veja se existe suporte (a base ou a chapa de fixação) para o seu modelo e qual peso o bagageiro aguenta. Se você usa a moto para entrega remunerada, o baú também precisa respeitar as medidas e as faixas refletivas exigidas pelo Contran.

Tipos de baú e para que serve cada um

Baú traseiro (top case)

É o mais comum: vai em cima do bagageiro ou de uma chapa própria, atrás do garupa. Serve para o dia a dia, para guardar capacete, capa de chuva, documentos e compras pequenas. Os modelos com encosto ajudam o garupa a se sentir mais seguro, mas o encosto não substitui o cuidado de quem pilota nas arrancadas.

Baús laterais (malas laterais)

Ficam dos dois lados da roda traseira, presos em suportes tubulares. São usados em viagem, porque distribuem o peso mais baixo e mais perto do centro da moto. Pedem suporte específico para cada modelo e deixam a moto mais larga, o que pesa no corredor da cidade.

Baú de motofrete

É a caixa de trabalho, geralmente maior e mais quadrada, feita de fibra, plástico ou alumínio, com faixas refletivas. Pode ir direto na chapa do bagageiro ou sobre uma grelha. Como é um equipamento de trabalho, tem medidas máximas definidas pelo Contran, explicadas mais à frente.

Caixa porta-capacete

É um baú pequeno, pensado para guardar um ou dois capacetes. Para motofrete, a regra do Contran trata essa caixa de forma separada dos baús de carga, como você vai ver na parte das normas.

Plástico, alumínio ou fibra

  • Plástico (polipropileno ou ABS): é o material da maioria dos baús de uso urbano. É leve, não enferruja e aceita pancada leve sem amassar. Com sol forte por anos, pode desbotar e ressecar.
  • Alumínio: comum em baús de viagem e em modelos de aventura. É resistente e passa uma imagem robusta, mas costuma pesar mais, amassa numa queda e esquenta ao sol. Confira a vedação das tampas, que é onde a água entra.
  • Fibra de vidro: muito usada em baús de motofrete e em caixas sob medida. Permite tamanhos maiores, mas a qualidade varia muito de fabricante para fabricante.

Seja qual for o material, olhe a vedação de borracha da tampa, as dobradiças e a fechadura. Baú que entra água na primeira chuva vira problema para quem carrega documento, notebook ou comida.

Como escolher pelo uso

Cidade, todo dia

Para ir ao trabalho e à faculdade, um baú traseiro médio resolve. A pergunta que decide o tamanho é: o seu capacete precisa caber dentro? Se a resposta for sim, leve o capacete na loja e teste. Os fabricantes costumam indicar se o modelo comporta um capacete fechado ou articulado, e essa informação vale mais do que o número de litros, porque o formato do baú muda muito de um para outro.

Estrada e viagem

Em viagem, o baú traseiro sozinho costuma ser pouco. O mais equilibrado é dividir a bagagem: o que pesa mais nos baús laterais ou no alforje, o que é leve no baú traseiro e o que você precisa à mão na bolsa de tanque. Peso alto e muito para trás deixa a frente leve e muda o comportamento da moto em curva e em frenagem.

Trabalho e entrega

Para quem roda o dia inteiro, conta mais a resistência da fixação, a vedação e a facilidade de limpeza do que o visual. O baú tem que aguentar abrir e fechar dezenas de vezes por dia. Se você trabalha com motofrete regularizado, as medidas do baú não são livres: leia o artigo sobre motofrete, curso e regras, que explica tudo o que a moto de trabalho precisa ter.

Com garupa

Com garupa, o baú traseiro limita o espaço de quem vai atrás. Prove sentado: o garupa precisa ter lugar para as costas sem ficar empurrado para a frente. Um encosto acolchoado deixa a viagem mais confortável, mas não leve o baú cheio e pesado com garupa sem antes conferir a carga máxima da moto.

Suporte, encaixe e carga máxima

O baú é só metade do conjunto. A outra metade é o suporte, e é nele que mora a maioria dos problemas.

  1. Confira se existe suporte para a sua moto. Os fabricantes de baú vendem chapas ou bases específicas por modelo e ano. Peça o suporte pelo modelo exato da moto, não "um que serve".
  2. Veja o bagageiro. Muitos baús se apoiam no bagageiro original ou num bagageiro reforçado. Bagageiro trincado, torto ou com parafuso frouxo não segura baú com carga.
  3. Procure a carga máxima no manual da moto. O fabricante informa quanto o bagageiro e a moto aguentam. O baú também tem um limite de peso, normalmente impresso na tampa ou no manual dele. Vale o menor dos dois.
  4. Some tudo. O peso do próprio baú entra na conta, junto com o que você leva dentro, o piloto e o garupa.
  5. Teste o encaixe. Com o baú preso, empurre para os lados e para cima. Ele não pode balançar nem ter folga. A base de engate rápido precisa travar com estalo e só sair com a chave.

A Resolução Contran nº 943/2022, que trata de mototáxi e motofrete, diz que os dispositivos de carga devem atender às especificações do fabricante da moto quanto à instalação e ao peso máximo admissível. Mesmo para quem não trabalha com a moto, é uma boa regra de bolso: o limite que vale é o do fabricante.

O que diz a regra do Contran para o baú

As medidas de baú do Contran estão na Resolução nº 943/2022, que estabelece requisitos mínimos de segurança para o transporte remunerado de passageiros (mototáxi) e de cargas (motofrete) em motocicleta e motoneta. Ou seja, ela foi escrita para a moto de trabalho. Para a moto de uso particular, a resolução não traz medidas próprias de baú; mesmo assim, as medidas dela são uma boa referência na hora de escolher o tamanho.

Pelo art. 10, os dispositivos de carga podem ser do tipo fechado (baú), aberto (grelha), alforjes, bolsas ou caixas laterais, desde que respeitem as dimensões máximas da resolução e as especificações do fabricante da moto. Para o baú, o § 2º estabelece:

MedidaLimite do baú
LarguraAté 60 cm, desde que não passe da distância entre as extremidades internas dos espelhos retrovisores
ComprimentoNão pode passar da extremidade traseira da moto
AlturaAté 70 cm a partir da base central, medida a partir do assento

Outros pontos da mesma resolução:

  • Grelha: largura de até 60 cm, sem passar da traseira da moto, e a carga acomodada nela não pode passar de 40 cm de altura. Quando o baú vai sobre a grelha, o conjunto fica limitado a 70 cm de altura.
  • Retrovisores: o § 6º do art. 10 diz que os dispositivos e as cargas não podem comprometer a eficiência dos espelhos.
  • Faixas refletivas: o art. 12 exige que o baú tenha faixas retrorrefletivas conforme o Anexo IV da resolução.
  • Caixa porta-capacete: pelo art. 11, a caixa feita especificamente para levar capacete fica fora dessas regras e pode passar até 15 cm da traseira da moto.
  • Proibições: o art. 13 proíbe transportar combustíveis inflamáveis ou tóxicos e galões; botijão de gás de 13 kg e galão de água mineral de até 20 litros só com side-car.

Na prática, se o seu baú de trabalho é largo a ponto de aparecer no retrovisor, ou se sobe muito acima do assento, ele está fora da regra e ainda piora a estabilidade com vento lateral. As exigências do motofrete (placa, curso, colete, inspeção) estão no artigo sobre motofrete.

Segurança: fechadura e furto

A fechadura do baú protege contra o curioso, não contra o ladrão determinado. Algumas dicas:

  • prefira baú com chave que trava a tampa e a base, e que use a mesma chave nas duas;
  • não deixe documento da moto, chave reserva ou cartão dentro do baú quando a moto ficar na rua;
  • se o baú tem engate rápido, leve-o com você quando parar por muito tempo ou guarde em local fechado;
  • para o capacete que fica no baú, o risco é o mesmo: baú arrombado leva o capacete junto.

Para proteger a moto em si, o baú não ajuda. Combine cadeado e corrente ou trava de disco com o hábito de estacionar em local movimentado.

Marcas encontradas no Brasil

A GIVI, por exemplo, tem site no Brasil com linhas de baús de plástico e de alumínio, malas laterais e suportes por modelo. Há também muitos fabricantes nacionais de baús de plástico e de caixas de motofrete em fibra, vendidos em lojas de peças e em sites de varejo. A lista é só de exemplo, sem ordem de preferência: o que vale é conferir se existe suporte para a sua moto, qual o limite de peso declarado e qual a garantia da fechadura e da base.

Cuidados e quando trocar

  • Limpeza: água, sabão neutro e pano macio. Evite solvente e produto à base de silicone na borracha de vedação, que pode ressecar. Ao lavar a moto, não jogue jato forte direto na fresta da tampa.
  • Vedação: passe o dedo na borracha de vez em quando. Se estiver rachada, achatada ou soltando, troque. Muitos fabricantes vendem a vedação como peça de reposição.
  • Fixação: reaperte os parafusos da base a cada poucas semanas, principalmente em moto de trabalho. A vibração solta tudo.
  • Fechadura: se começar a emperrar, use lubrificante seco, próprio para fechadura. Óleo comum junta poeira.
  • Quando trocar: base trincada, tampa empenada que não fecha mais, fechadura que abre sem chave ou casca rachada perto dos pontos de fixação. Baú que se solta em movimento é risco para você e para quem vem atrás.

Erros comuns

  • Comprar o baú antes do suporte. Muitas vezes o baú é ótimo, mas não existe base para a sua moto, e a adaptação vira gambiarra.
  • Escolher pelo litro. Dois baús de mesma capacidade podem ter formatos bem diferentes. Leve o capacete para testar.
  • Ignorar a carga máxima. Baú lotado num bagageiro fino trinca o bagageiro e, com o tempo, até o chassi na região de fixação.
  • Prender com cinta ou arame. Baú improvisado sem base própria balança, solta e cai.
  • Baú de motofrete fora da medida. Além da multa, um baú muito largo ou alto pega vento e atrapalha a visão pelo retrovisor.
  • Usar o baú como cofre. Documento e chave reserva não ficam no baú da moto estacionada na rua.

Se o que você precisa levar é um volume grande que não cabe no baú, como uma caixa de papelão, uma rede elástica bem presa no bagageiro costuma resolver melhor do que tentar fechar a tampa à força.

Perguntas frequentes

Qual o tamanho de baú que cabe um capacete?

Depende do formato do baú e do tamanho do capacete, não só dos litros. Os fabricantes costumam informar se o modelo leva um capacete fechado ou articulado, e alguns indicam até dois. O jeito mais seguro é levar o seu capacete à loja e testar com a tampa fechada.

Preciso de suporte específico para instalar o baú?

Sim, o ideal é usar a base ou a chapa feita para o modelo e o ano da sua moto, presa nos pontos de fixação previstos. Adaptação improvisada costuma ter folga, balança e pode soltar com a vibração.

Moto particular tem limite de tamanho de baú?

As medidas de baú do Contran estão na Resolução 943/2022, que trata de mototáxi e motofrete. Para moto particular, a resolução não traz medidas próprias, mas vale o limite de carga do fabricante e o bom senso: o baú não pode atrapalhar a visão pelos retrovisores nem a estabilidade.

Quais as medidas máximas do baú de motofrete?

Pela Resolução Contran 943/2022, o baú pode ter até 60 cm de largura, sem passar da distância entre as extremidades internas dos retrovisores, não pode passar da traseira da moto e tem altura máxima de 70 cm a partir da base central, medida a partir do assento. Ele também precisa de faixas refletivas.

Baú de alumínio é melhor que o de plástico?

São usos diferentes. O de alumínio é muito usado em viagem e aventura, costuma pesar mais e amassa em queda. O de plástico é mais leve e comum na cidade. Para escolher, compare vedação, fechadura, limite de peso e suporte disponível para a sua moto.